segunda-feira, novembro 29, 2010

Kensington Expert Mouse

Acabei de experimentar pela primeira vez um rato do tipo trackball da Kensington.

Este tipo de ratos pode ser utilizado por pessoas com mobilidade reduzida no braço mas que possam fazer movimentos com os dedos. Em teoria possuem uma posição de operação mais confortável do que os ratos normais e, para profissionais, pode ajudar a minimizar lesões provocadas por gestos repetitivos, na medida em que o braço e o punho não são necessários para operá-los.

Embalagem do rato

Eis a minha opinião relativamente ao Kensington Expert Mouse.

Colocá-lo a funcionar num Windows 7 a 64 bits não teve qualquer tipo de problemas. Plug-and-play real.

O rato possui uma trackball no centro do seu corpo e esta encontra-se rodeada por um anel que serve para fazer scroll das páginas. Dispostos à volta deste anel estão quatro botões, dois na parte de cima que podem ser configurados e dois na parte de baixo que fazem as acções de botão esquerdo e direito do rato. Existe uma peça amovível que pode ser colocada na parte inferior do rato e que permite descansar o pulso enquanto se trabalha.

Depois de trabalhar uma hora ou duas com este rato, consegui aperceber-me de algumas fragilidades:

  • O comportamento do anel não é tão fluido como gostaria, notando-se algum atrito do tipo plástico com plástico;
  • Os botões que se dispõem à volta da trackball acabaram por me conduzir a alguns cliques involuntários principalmente no botão superior direito que na altura estava configurado para "voltar para trás", o que se tornou incomodativo;
  • A trackball não permite controlo fino de movimentos dificultando por vezes a simples tarefa de clicar em caixas de texto como as que existem nos browsers para se introduzir o endereço das páginas;
  • Curiosamente, comecei a sentir algum desconforto no antebraço quando alguns "músculos que não conhecia" começaram a doer.

O último ponto desta lista talvez se deva ao apoio insuficiente para a palma da mão que resulta numa posição de trabalho pouco confortável. Note-se que estou habituado a um rato Logitech MX Revolution que proporciona o apoio total da palma da mão.

É precisamente este aspecto que me leva a duvidar um pouco da ergonomia do Rato Kensington. Fiquei curioso e visitei a página da Logitech à procura de outros ratos trackball e todos os que encontrei tinham o tal apoio total para a palma da mão para além de terem os botões mais próximos do local mais habitual dos ratos ditos normais.

sexta-feira, novembro 26, 2010

Identificar mudanças de linguagem dentro de um documento

Esta é uma situação relativamente corrente mas que poucas pessoas dão a devida atenção. Pensemos no caso desta parcela de texto:

"Antes de imprimir, verifique se instalou correctamente os drivers da impressora".

Existe uma palavra em inglês - drivers - que é um jargão informático e que um leitor normal, minimamente familiarizado com estes termos, lê sem qualquer dificuldade. Mas... e um leitor de ecrã? Na generalidade, um leitor de ecrã estará configurado para a língua do utilizador e, poderá mudá-la de acordo com o que estiver estipulado no cabeçalho do HTML ou XHTML. No entanto, no cabeçalho estipula-se a língua de todo o documento. Como se poderá tratar então mudanças de língua dentro de um documento?

Existe o atributo lang que pode ser usado em todos os elementos HTML excepto applet, base, basefont, br, frame, frameset, iframe, param e script.

No caso apontado acima, seria correcto colocar qualquer coisa como:

HTML
"Antes de imprimir, verifique se instalou correctamente os <em lang="en">drivers</em> da impressora".

XHTML como texto/html
"Antes de imprimir, verifique se instalou correctamente os <em lang="en" xml:lang="en">drivers</em> da impressora".

Códigos das línguas mais comuns
  • Alemão - de
  • Espanhol - es
  • Francês - fr
  • Inglês - en
  • Italiano -it
  • Português - pt
Códigos das variantes das línguas mais comuns
  • Espanhol Castelhano - es-ES
  • Espanhol Mexicano - es-MX
  • Francês Parisiense (de França) - fr-FR
  • Francês Canadiano - fr-CA
  • Inglês da América - en-US
  • Inglês Britânico - en-GB
  • Português do Brasil - pt-BR

quarta-feira, novembro 24, 2010

De Greve (uma espécie de...)

Hoje foi o dia em que estive mais próximo de fazer uma greve. Só não o fiz porque não vejo que haja espaço para qualquer consequência positiva que possa advir desta greve. O país está em maus lençóis e as medidas que estão a ser tomadas podem até não ser as suficientes (com certeza não serão) para conseguir encarreirar novamente as coisas. Se fizesse greve seria pelas razões que vou enumerar e não pelas razões que apontam para se fazer greve. Assim sendo, esta é a forma encontrada de fazer greve: expressar a minha opinião sobre o estado da nação.
  • O governo parece ignorar a regra básica de qualquer administrador que se preze e que consiste em não se gastar mais do que o que se ganha;
  • O governo só agora começou a implementar políticas contra o despesismo em todos os sectores do estado;
  • O governo teima em não apoiar sectores de actividade que poderão gerar riqueza interna e diminuir a nossa dependência do estrangeiro;
  • O governo continua a apoiar o laxismo das pessoas ao fazer com que continuem a optar pelo rendimento mínimo em detrimento de um trabalho;
  • O governo não consegue livrar-se dos jobs for the boys mesmo que isso implique colocar pessoas incompetentes em cargos que não são mais que uma segunda escolha para candidatos autárquicos falhados, entre outros;
  • O governo e o povo português continuam a viver acima das suas possibilidades;
  • O povo português valoriza o chico-espertismo;
  • O povo português tenta sempre contornar a lei e o estado para tirar um benefício próprio;
  • etc.
Duas ressalvas  para esta  pequena lista. O termo "governo" aplica-se a este governo e em maior ou menor grau a todos os governos pós 25 de Abril (realidades anteriores são-me menos familiares). O termo "povo português" é talvez demasiado abrangente mas, infelizmente, são cada vez mais aqueles que se encaixam nesta amálgama.

Parece que já adivinho a discussão estéril entre o governo e os sindicatos sobre a percentagem de grevistas em cada sector de actividade, que segue as fórmulas empíricas:

Governo: ( 0 + x ) % de grevistas
Sindicatos: ( 100 - x ) % de grevistas

Com x < 30 % e a tender para zero.

Como conclusão, o governo até poderá dizer que "a fraca adesão à greve é um sinal claro de que os portugueses percebem a grave crise em que o país se encontra (originada pela conjuntura mundial) e que estas são as políticas correctas para se ultrapassar a situação". Só que não percebe, ou finge não perceber, que a revolta está no facto de que tudo isto poderia e deveria ter sido evitado.



Olho Vivo e Zé d'Olhão
Herman José e Joel Branco

Esta vida é um fadinho
Que põe um homem de molho.

- Eu finjo que sou ceginho!
- Eu tenho um g'anda olho...
 
  Olho Vivo!

- Zé d'Olhão!

Até manda ventarolas!
Isto é que é uma união:

- Se um diz mata!
- Outro diz esfola!

  Isto é que vai uma vida
  Cá neste meu Portugal!
  Uns a dizer que 'tá bem
  E eu me'mo a ver que 'tá mal!

- Eu não sou de mandar vir
  Mandar a bronca não escolho!
  Mas há coisas a pedir
  Um granda soco no olho!

- Ó terra do chico-esperto
  Ó terra do Zé Foguetes
  Que está sempre de olho aberto
  Mas enfia os seus barretes!

- Há muitos oportunistas
  A ver s'a coisa s'ajeita
  Por um olho olham para a esquerda
  Pelo outro olham p'á direita!

  Olho vivo!

- Zé d'Olhão!

Até manda ventarolas!
Isto é que é uma união:

- Se um diz mata!
- Outro diz esfola!

  As crises neste país
  São semp'a me'ma receita!
  Ora são fúrias da esquerda
  Ora ataques da direita!

- Um homem não é de ferro
  E as crises não são de bronze!
  O país é com'ós bêbados
  Está entre as dez e as onze!

- A época espacial
  Finalmente 'tá a surgir
  Nas terras de Portugal
  Onde 'tá tudo a subir!

- Olha p'ó custo de vida
  Sei eu e sabes tu!
  'té parece um foguetão
  Que leva fogo no cu!

  Olho vivo!

- Zé d'Olhão!

Até manda ventarolas!
Isto é que é uma união:

- Se um diz mata!
- Outro diz esfola!

  C'os cintos de segurança
  Nos carros nada sacode!
  É mais um cinto à'pertar
  A barriga do pagode!

- Os cravos da revolução
  'tamos a pagar com juro!
  Pois o cinto português
  Já vai no último furo!

- Ó terra de boa gente,
  Ó terra dos meus amores
  Tudo quer independência
  'té a Madeira e os Açores!

- Se a coisa assim continua
  'tá-se a ver que qualquer dia
  'té damos a independência
  Ao Barreiro e a Leiria!

Esta vida é um fadinho
Que põe um homem de molho.

- Eu finjo que sou ceginho!
- Eu tenho um g'anda olho...
 
  Olho Vivo!

- Zé d'Olhão!

Até manda ventarolas!
Isto é que é uma união:

- Se um diz mata!
- Outro diz esfola!

terça-feira, novembro 16, 2010

Guia Prático do Condutor Acéfalo - 08

Não há coisa mais irritante do que os semáforos limitadores de velocidade. São irritantes porque, à partida, não deveria haver qualquer tipo de limite para a velocidade a que se circula, principalmente dentro das localidades.

Agora imagine este cenário. Você viaja pacatamente a 100 km/h dentro de uma localidade quando, sem que nada o possa prever, vê um otário à sua frente que circula à provecta velocidade de 50 km/h porque existe um sinal a avisar que os semáforos limitadores de velocidade que se encontram mais à frente estão ajustados para este grau de locomoção semelhante a uma lesma com obesidade mórbida.

O que deverá fazer?

A resposta é demasiado óbvia mas cá vai. Ultrapasse o otário e acelere o mais que puder de forma a garantir que o semáforo despolete e fique vermelho. Aí, com toda a pujança, ignore de alto a baixo a indicação do semáforo e passe por ele como se nada fosse enquanto se refastela com a visão do seu espelho retrovisor; o otário atrás de si parou no semáforo vermelho.

segunda-feira, novembro 15, 2010

WCAG 2.0

Web Content Accessibility Guidelines ou, em bom português, Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web. Na sua versão 2.0, constitui uma recomendação do W3C (World Wide Web Consortium) desde 11 de Dezembro de 2008.

Qualquer conteúdo disponibilizado na Web deverá ser:

1. Perceptível - a informação e os componentes da interface de utilizador têm de ser apresentados aos utilizadores em formas que eles possam percepcionar.
  • 1.1 - Fornecer alternativas em texto para qualquer conteúdo não textual permitindo, assim, que o mesmo possa ser alterado noutras formas mais adequadas à necessidade da pessoa, tais como impressão em caracteres ampliados, braille, fala, símbolos ou linguagem mais simples.
  • 1.2 - Fornecer alternativas para multimédia baseada no tempo.
  • 1.3 - Criar conteúdos que possam ser apresentados de diferentes maneiras (por exemplo, uma disposição mais simples) sem perder informação ou estrutura.
  • 1.4 - Facilitar a audição e a visualização de conteúdos aos utilizadores, incluindo a separação do primeiro plano e do plano de fundo.
2. Operável - os componentes da interface de utilizador e a navegação têm de ser operáveis.
  • 2.1 - Fazer com que toda a funcionalidade fique disponível a partir do teclado.
  • 2.2 - Fornecer tempo suficiente aos utilizadores para lerem e utilizarem o conteúdo.
  • 2.3 - Não criar conteúdo de uma forma conhecida por causar ataques epilépticos.
  • 2.4 - Fornecer formas de ajudar os utilizadores a navegar, localizar conteúdos e determinar o local em que se encontram.
3. Compreensível - a informação e a operação da interface de utilizador têm de ser compreensíveis.
  • 3.1 - Tornar o conteúdo de texto legível e compreensível.
  • 3.2 - Fazer com que as páginas Web surjam e funcionem de forma previsível.
  • 3.3 - Ajudar os utilizadores a evitar e corrigir erros.
4. Robusto - o conteúdo tem de ser robusto o suficiente para poder ser interpretado de forma fiável por diversos agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.
  • 4.1 - Maximizar a compatibilidade com actuais e futuros agentes de utilizador, incluindo tecnologias de apoio.
Mais informações em Directrizes de Acessibilidade para o Conteúdo da Web (WCAG) 2.0.

sexta-feira, novembro 05, 2010

Cantar em Sobre Tom

A tradução é literal. O termo inglês é Overtone Singing. Este "fenómeno" musical baseia-se no facto do cantor conseguir produzir, com a sua garganta, dois tons em simultâneo, um mais grave e outro mais agudo. Consta-se que a sua origem remonta à Mongólia. Quem canta é Christian Bollmann.

Festival Eurovisão da Canção 2017

Desta vez é um comentário a posteriori , até porque assim se torna mais fácil fazer prognósticos. Comecemos pelo concurso interno portuguê...