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quarta-feira, julho 13, 2016

Joel Branco: Piquenique

Ainda na senda do nosso amigo Cangurik, trago-vos outra música interpretada por Joel Branco.

Desta feita, trata-se da música "Piquenique". Lembro-me perfeitamente do coro de crianças e dos versos engraçados que o Joel Branco ia cantando para rimar com o nome das crianças: "Luís, tens uma formiga no nariz"!

Vamos lá, mais uma vez para a memory lane.

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique
Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear
Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique
Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Talvez haja um pinheiro
Que é bravo, altaneiro
Deixando a resina escorrer
Ou um outro que é manso
Mais sombra e descanso
Com pinhas, pinhões p'ra comer

Eucaliptos a par
Que nos deixam no ar
Um cheirinho que só nos faz bem
O sobreiro em repouso
De tronco rugoso
Com cortiça e bolotas também

Lá vamos...

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Aurora, Aurora vamos embora"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Ó João, João não te sentes no chão"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Gaspar, Gaspar põe-te a cavar"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Castanheiros que dão
Os ouriços que são
As castanhas que alguém assará
Um carvalho imponente
Parece que é gente
Azinheira, bolotas, sei lá

E mais tarde na hora
De virmos embora
Apanhamos o lixo em redor
É bonito o asseio
Sujar é tão feio
Com tudo limpinho é melhor

Lá vamos...

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Ó Zé não faças banzé"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Ah, Ah, ó Luís tens uma formiga no nariz"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Ó Carlota não apanhes bolota"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Atão J'aquina, 'tás cheia de resina"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Man'el não te esqueças do farnel"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Isabel 'tás toda suja de mel, Isabel"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Piquenique, piquenique



segunda-feira, maio 09, 2016

Filme de Animação Robinson Crusoé 2016

No sábado passado fui ver o filme Robinson Crusoé com o "meu mais velho".



A sinopse é esta:

Numa pequena ilha paradisíaca, Terça-feira, um papagaio bastante divertido vive com um grupo de animais amigos. No entanto, Terça-feira não para de sonhar como será o resto do mundo. 

Depois de uma violenta tempestade, Terça-feira e seus amigos dão de caras com uma criatura estranha: Robinson Crusoé. Terça-feira vê imediatamente em Robinson a certeza de que há um mundo para além da ilha. Da mesma forma, Robinson logo percebe que a chave para sobreviver na ilha é através da ajuda do papagaio e dos outros animais. 

Não é fácil no início, já que os animais não falam "humano", mas lentamente, todos eles começam a viver juntos em harmonia, até ao dia em que a sua vida confortável é posta em causa por dois gatos, também eles náufragos, que desejam assumir o controlo da ilha. 

E no meio da batalha que se segue, Crusoé e os animais seus amigos depressa descobrem o verdadeiro poder da amizade, no meio de todas as adversidades.

É um filme franco-belga que se afigura como uma excelente alternativa ao main stream dos Estados Unidos.

Do ponto de vista técnico a animação é cuidada, com bastante preocupação com os detalhes das texturas e ambientes recriados que enriquecem a qualidade do produto final.

As personagens são bem pensadas, com alguma profundidade de caráter e com papéis bem definidos no desenrolar da estória.

Quanto à estória propriamente dita, peca talvez por não ter a cadência necessária para prender o espetador à tela. Fiquei uma ou duas vezes alheado do filme e o "meu mais velho" chegou a perguntar a dada altura se o filme tinha terminado. Não quero com isto dizer que o filme é maçudo ou sem ação. Muito pelo contrário. O que estou a apontar é a aparente falta de ponderação entre os momentos com mais ação e outros com menos ação. Se algo do mesmo tipo se repete por demasiado tempo pode criar uma sensação de desconforto em quem vê o filme. No final, tem-se a sensação que o filme é cortado para colocar um fim na estória.

Se voltava a ver o filme? Voltava. É um bom filme? Sem dúvida. Pela atenção ao pormenor e pela qualidade que já se atingiu no campo da animação por computador. Ao ponto em que nos esquecemos da tecnologia (*) para nos centrarmos naquilo que verdadeiramente interessa: a estória.

(*) No meu caso isto é quase impossível, talvez por "calo" profissional. Admiro a forma como trataram o render dos materiais, principalmente nas cenas mais "molhadas". Admiro também, mais uma vez, o cuidado e a atenção dados às texturas: madeira riscada, madeira partida, objetos metálicos, objetos molhados, cabelos, pelos, areia e rocha... um festival quase "gastronómico" para os olhos.

quinta-feira, maio 21, 2015

Festival Eurovisão 2015

Mais uma vez não podia faltar a minha opinião sobre a edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção.

Procuro, primordialmente, sonoridades novas e interessantes. Considero-me com algum gosto musical e, desde que a música seja boa, ouço todos os géneros.

Tenho pena que, cada vez mais, a língua de eleição seja o inglês. Agrada-me a diversidade cultural e penso que podemos ser unidos nessa mesma diversidade.

Para este ano faço a seguinte seleção.

Estónia

Uma música excêntrica, talvez com algumas influências de Nick Cave & The Bad Seeds. Existem também alguns solos discretos de guitarra elétrica que se assemelham aos de Mark Knopfler... será por isso que gosto desta música?


Reino Unido

Sonoridade de disco riscado, visual e vozes dos anos 20 (do século XX), apimentadas com melodias mais digitais. Uma combinação diferente e inesperada.


Montenegro

Só pelos primeiros 30 segundos já merece ter uma posição de destaque no Festival. Depois, é cantada em Montenegrino, uma escolha de louvar. Uma música assente em raízes tradicionais, com muito bom gosto.


Quanto a Portugal, espero que a Leonor Andrade tenha corrigido as afinações. A presença em palco é fundamental (e ela tem-na) e a voz é bem colocada e poderosa mas eu sou particularmente sensível a desafinações. A música não é desengraçada, seguindo o estilo do seu compositor, mas também não é nada de radicalmente novo.



terça-feira, setembro 04, 2012

Privateering

"Privateering is about an invitation to join a ship's company. I feel it relates to me, certainly in terms of touring. I really get a buzz out of having this little group of people that goes and does this stuff. I enjoy being in command of it, I enjoy the band, I enjoy the crew thing very much. Even though privateering is a historical portrait, in the way that a privateer... his life and the kind of person that he is definitely parallels with touring". Mark Knopfler


Mark Knopfler instalou-se definitivamente na sonoridade mais calma e folk (com uma forte vertente para os blues) com este novo "Privateering", o seu sétimo trabalho a solo, distanciando-se cada vez mais do que estaríamos habituados com os Dire Straits... mas isso não é uma coisa má. Hey! Don't get me wrong! Continuo a gostar bastante de Dire Straits! Mark Knopfler mostra-nos apenas que é tão bom no rock como é agora no folk, blues ou country. Devo confessar que não morro de amores pelos seus blues em "Don´t Forget Your Hat", "Got to Have Something", "Today is Okay" ou "Hot or What" (embora goste de "Miss You Blues") aprecio mais as melodias e instrumentos utilizados em músicas como "Redbud Tree", "Hawl Away", "Privateering", "Go, Love" ou "Kingdom of Gold". "Corned Beef City" e "I Used to Could" são das suas músicas mais rockeiras. No lado oposto, temos o tom meloso de "Radio City Serenade". "Gator Blood" transmite uma imagem stereo a parecer que Mark Knopfler e a sua banda fizeram da nossa sala o seu estúdio de gravação. "After the Beanstalk" encerra este duplo álbum remetendo-nos para um tom mais country que podia muito bem ser ouvido num antigo saloon de cowboys.

Em jeito de conclusão, faz-me falta ouvir mais a guitarra de Mark Knopfler. Ele próprio admite concentrar-se agora nas letras das músicas, dando-lhes mais significado ao encurtar os seus solos de guitarra. "Privattering" é um álbum duplo e isto deve-se ao facto de Mark Knopfler estar numa fase bastante criativa. Segundo as suas palavras, "if that's just panic of time running out, I really don't know"! Esperemos que Mark Knopfler continue por muito tempo esta sua fase bastante criativa.

Mais um álbum a comprar para a minha coleção.



quarta-feira, novembro 24, 2010

De Greve (uma espécie de...)

Hoje foi o dia em que estive mais próximo de fazer uma greve. Só não o fiz porque não vejo que haja espaço para qualquer consequência positiva que possa advir desta greve. O país está em maus lençóis e as medidas que estão a ser tomadas podem até não ser as suficientes (com certeza não serão) para conseguir encarreirar novamente as coisas. Se fizesse greve seria pelas razões que vou enumerar e não pelas razões que apontam para se fazer greve. Assim sendo, esta é a forma encontrada de fazer greve: expressar a minha opinião sobre o estado da nação.
  • O governo parece ignorar a regra básica de qualquer administrador que se preze e que consiste em não se gastar mais do que o que se ganha;
  • O governo só agora começou a implementar políticas contra o despesismo em todos os sectores do estado;
  • O governo teima em não apoiar sectores de actividade que poderão gerar riqueza interna e diminuir a nossa dependência do estrangeiro;
  • O governo continua a apoiar o laxismo das pessoas ao fazer com que continuem a optar pelo rendimento mínimo em detrimento de um trabalho;
  • O governo não consegue livrar-se dos jobs for the boys mesmo que isso implique colocar pessoas incompetentes em cargos que não são mais que uma segunda escolha para candidatos autárquicos falhados, entre outros;
  • O governo e o povo português continuam a viver acima das suas possibilidades;
  • O povo português valoriza o chico-espertismo;
  • O povo português tenta sempre contornar a lei e o estado para tirar um benefício próprio;
  • etc.
Duas ressalvas  para esta  pequena lista. O termo "governo" aplica-se a este governo e em maior ou menor grau a todos os governos pós 25 de Abril (realidades anteriores são-me menos familiares). O termo "povo português" é talvez demasiado abrangente mas, infelizmente, são cada vez mais aqueles que se encaixam nesta amálgama.

Parece que já adivinho a discussão estéril entre o governo e os sindicatos sobre a percentagem de grevistas em cada sector de actividade, que segue as fórmulas empíricas:

Governo: ( 0 + x ) % de grevistas
Sindicatos: ( 100 - x ) % de grevistas

Com x < 30 % e a tender para zero.

Como conclusão, o governo até poderá dizer que "a fraca adesão à greve é um sinal claro de que os portugueses percebem a grave crise em que o país se encontra (originada pela conjuntura mundial) e que estas são as políticas correctas para se ultrapassar a situação". Só que não percebe, ou finge não perceber, que a revolta está no facto de que tudo isto poderia e deveria ter sido evitado.



Olho Vivo e Zé d'Olhão
Herman José e Joel Branco

Esta vida é um fadinho
Que põe um homem de molho.

- Eu finjo que sou ceginho!
- Eu tenho um g'anda olho...
 
  Olho Vivo!

- Zé d'Olhão!

Até manda ventarolas!
Isto é que é uma união:

- Se um diz mata!
- Outro diz esfola!

  Isto é que vai uma vida
  Cá neste meu Portugal!
  Uns a dizer que 'tá bem
  E eu me'mo a ver que 'tá mal!

- Eu não sou de mandar vir
  Mandar a bronca não escolho!
  Mas há coisas a pedir
  Um granda soco no olho!

- Ó terra do chico-esperto
  Ó terra do Zé Foguetes
  Que está sempre de olho aberto
  Mas enfia os seus barretes!

- Há muitos oportunistas
  A ver s'a coisa s'ajeita
  Por um olho olham para a esquerda
  Pelo outro olham p'á direita!

  Olho vivo!

- Zé d'Olhão!

Até manda ventarolas!
Isto é que é uma união:

- Se um diz mata!
- Outro diz esfola!

  As crises neste país
  São semp'a me'ma receita!
  Ora são fúrias da esquerda
  Ora ataques da direita!

- Um homem não é de ferro
  E as crises não são de bronze!
  O país é com'ós bêbados
  Está entre as dez e as onze!

- A época espacial
  Finalmente 'tá a surgir
  Nas terras de Portugal
  Onde 'tá tudo a subir!

- Olha p'ó custo de vida
  Sei eu e sabes tu!
  'té parece um foguetão
  Que leva fogo no cu!

  Olho vivo!

- Zé d'Olhão!

Até manda ventarolas!
Isto é que é uma união:

- Se um diz mata!
- Outro diz esfola!

  C'os cintos de segurança
  Nos carros nada sacode!
  É mais um cinto à'pertar
  A barriga do pagode!

- Os cravos da revolução
  'tamos a pagar com juro!
  Pois o cinto português
  Já vai no último furo!

- Ó terra de boa gente,
  Ó terra dos meus amores
  Tudo quer independência
  'té a Madeira e os Açores!

- Se a coisa assim continua
  'tá-se a ver que qualquer dia
  'té damos a independência
  Ao Barreiro e a Leiria!

Esta vida é um fadinho
Que põe um homem de molho.

- Eu finjo que sou ceginho!
- Eu tenho um g'anda olho...
 
  Olho Vivo!

- Zé d'Olhão!

Até manda ventarolas!
Isto é que é uma união:

- Se um diz mata!
- Outro diz esfola!

sexta-feira, novembro 05, 2010

Cantar em Sobre Tom

A tradução é literal. O termo inglês é Overtone Singing. Este "fenómeno" musical baseia-se no facto do cantor conseguir produzir, com a sua garganta, dois tons em simultâneo, um mais grave e outro mais agudo. Consta-se que a sua origem remonta à Mongólia. Quem canta é Christian Bollmann.

terça-feira, julho 27, 2010

Teletransporte

Se houvesse esta tecnologia, bem ao estilo de Star Trek, gostaria de ser teletransportado do meu local de trabalho (aka Sauna) para o Campo Pequeno... e ficar lá... calmamente... à espera de Mark Knopfler. Talvez levasse novamente com o brilho da guitarra mítica nas trombas, como aconteceu em 1996 no Coliseu do Porto. Desta vez Mark, desculpa-me. Não vou poder ir. A minha alma sofre e espera por uma próxima oportunidade.

quinta-feira, julho 08, 2010

Carlos Paredes

Hoje, por sorte, cruzei-me no YouTube com estes fantásticos vídeos de Carlos Paredes. No primeiro, é acompanhado à guitarra clássica pela sua esposa, Luísa Amaro. A primeira música intitula-se "O Fantoche" e a segunda "Canto de Rua", apresentadas por Ana Zanatti.



Durante muitos anos, o acompanhamento foi feito por Fernando Alvim. Desta feita, a música em causa é "Variações em Ré Maior".



Carlos Paredes foi o mais brilhante compositor e executante de guitarra portuguesa.

quarta-feira, junho 16, 2010

Festival Eurovisão da Canção 2010

Já é uma tradição eu comentar este evento (e aproveito para enviar posts que já devia ter enviado previamente).

Mais uma vez, ganhou quem eu menos esperava, até porque acho que a música e a intérprete em questão não valiam a ponta de um chaveiro. Mas, enfim... como estamos a depositar as nossas esperanças de salvação da recessão económica na Alemanha, é perfeitamente plausível que este voto em massa na canção (?) Alemã tenha sido um docinho de incentivo à liderança da economia europeia.

E agora, uma mostra das minhas músicas predilectas. Desta vez, infelizmente, não inclui a música portuguesa. A intérprete tinha uma voz excelente mas a música não é talhada para um Festival da Canção.

Dinamarca - "In a Moment Like This"

Tem tudo o que é necessário para vencer: um dueto, uma música poderosa, entra facilmente no ouvido e uma encenação em palco cuidada.

For as long as I remember, for as long as I’ve been blue
Everyday since we’ve been parted all I’ve thought about was you
Didn’t need the time for sorrow, didn’t need the time for pain
What am I supposed to do when living without you was the worst I ever knew?

In a moment like this
I wanna know, wanna know, wanna know what you’re looking for
I wanna know, wanna know, wanna know if you’ll ask for more
Oh, in a moment like this

I wanna know, wanna know, wanna know what I have to do
I wanna know, wanna know, wanna know how to get to you
Oh, in a moment like this

Ever since the day you left me, ever since you went away
I’m lost and I don’t know where am I supposed to go, I still miss you so

When I need for you hold me, say you’ll love and never leave me
My heart will forever be true

Armenia - "Apricot Stone"

A GRANDE beleza de Eva Rivas trouxe-nos esta música com um toque de folclore arménio, uma coreografia interessante e alguns efeitos especiais em palco.

Many, many years ago,
When I was a little child,
Mama told me you should know,
Our world is cruel and wild,
But to make your way through cold and heat
Love is all that you need

I believed her every word,
More than anything I heard
But I was too scared to lose my fun
I began to cry a lot
And she gave me apricots
Kisses of the earth, fruits of the sun

Apricot stone,
Hidden in my hand
Given back to me
From the motherland
Apricot stone,
I will drop it down
In the frozen ground
I’ll just let it make its round

Now I see the northern stars
Shining brightly in the storm
And I’ve got an avatar
Of my love to keep me warm
Now I’m not afraid of violent winds
They may blow
They can’t win

May the winter stay away
From my harvest night and day
May God bless and keep my cherished fruit
Grow my tree up to the sky,
Once I waved my home goodbye
I just wanna go back to my roots

Grécia - "Ωπα!"

Folclore grego com novas roupagens e o orgulho em cantar na sua língua natal (coisa cada vez mais rara no Festival), aliam-se à energia que a música transmite e fazem deste "Opa!" uma escapatória ao período difícil que a Grécia vive actualmente.

Ωπα, ωπα!

Έκαψα το χθες, νύχτες μου παλιές,
θρύψαλα οι αναμνήσεις έγιναν κι αυτές
Μνήμες και φωνές άδικες ευχές
κι άφησα σε μια γωνία ανοιχτές πληγές

Έκαψα το χθες νύχτες μου παλιές
όνειρα και εφιάλτες ρίχνω στις φωτιές
Δάκρυα καυτά ψέμματα πολλά
μοιάζουν σα βουβή ταινία που δεν βλέπω πια

Ωπα!

Βάζω μια φωτιά
σ’όλα τα παλιά
όλα θα τ’αλλάξω
και θα το φωνάξω
περασμένα ξεχασμένα κι όλα απ’την αρχή ξαν

Έκαψα το χθες, νύχτες μου παλιές,
κι από το μηδέν αρχίζω όσο κι αν δε θες
Δάκρυα καυτά ψέμματα πολλά
πλήρωσα όσο χρωστούσα και τα δανεικά

Islândia - "Je Ne Sais Quoi"

Numa frase: "Os Santamaria da Islândia". A vocalista tem uma voz potente, que assenta perfeitamente neste estilo de música. A mistura de inglês e francês resultou bastante bem (mas não é original... Mark Knopfler já o havia feito em "Je suis désolé", entre, certamente, muitos outros)

I am standing strong,

I’ve overcome the sadness in my life
Now I look up and see the brightest sky above me
And it’s reflecting in your eyes

Je ne sais quoi,
I know you have a special something
Je ne sais quoi,
something I just can’t explain
And when I see your face,
I wanna follow my emotions
Je ne sais pas pourquoi

When the clouds are gone
the stars come out around us, shining
And all that we see is the love,
our hearts aligned together
Tell me, do you feel the same?

I just love this crazy feeling
It’s like I’ve known you all my life
Je ne sais quoi

quarta-feira, maio 13, 2009

Festival Eurovisão da Canção 2009

Ontem foi a primeira eliminatória do festival. Das primeiras 18 músicas que ouvi, gostei de duas em especial, que apresentarei mais abaixo. Apesar do aparato, dançarinos e efeitos especiais, a maior parte das músicas tem pouca qualidade. Os intérpretes cantam, no mínimo, de forma duvidosa e quase nenhuma música merece uma segunda audição. Parece que o festival está condenado a cair em descrédito.

Não dei o meu tempo completamente por perdido: primeiro, fiquei a conhecer a bela música romântica da Islândia "Is It True", cantada pela não menos bela Jóhanna Guðrún Jónsdóttir.



You say you really know me
You’re not afraid to show me
What is in your eyes
So tell me ’bout the rumors
Are they only rumors?
Are they only lies?

Falling out of a perfect dream
Coming out of the blue

Is it true? (Is it true?)
Is it over?
Did I throw it away?
Was it you? (Was it you?)
Did you tell me
You would never leave me this way?

If you really knew me
You couldn’t do this to me
You would be my friend
If one of us is lying
There’s no use in trying
No need to pretend

(Is it real? Did I dream it?)
Will I wake from this pain?
Is it true? (Is it true?)
Is it over?
Baby, did I throw it away?

Ooh… is it true?

Quase depois de me ter recomposto dos arrepios na espinha, volto a tê-los mais uma vez com a música de raízes celtas dada a conhecer pelos portugueses Flor-de-Lis: "Todas as Ruas do Amor".



Se sou tinta tu és tela
Se sou chuva és aguarela
Se sou sal és branca areia
Se sou mar és maré-cheia
Se sou céu és nuvem nele
Se sou estrela és de encantar
Se sou noite és luz para ela
Se sou dia és o luar

Sou a voz do coração
Numa carta aberta ao mundo
Sou o espelho d’emoção
Do teu olhar profundo
Sou um todo num instante
Corpo dado em jeito amante
Sou o tempo que não passa
Quando a saudade me abraça

Beija o mar o vento e a lua
Sou um sol em neve nua
Em todas as ruas
do amor
Serás meu e eu serei tua

Para já são músicas que se destacam da multidão. Espero que assim continuem. Merecem definitivamente um lugar no pódio.

quinta-feira, março 26, 2009

Back to Blog

Ultimamente tenho tido muitas coisas para fazer, o que me levou a uma interrupção nos posts. Uma das minhas fiéis leitoras até chegou a pensar que me tivesse acontecido alguma coisa! Mas não... para além do pouco tempo que tenho para a escrita bloguista (já para outras escritas...).

Deixo-vos aqui um dos meus músicos favoritos... em jeito de desculpas, para que apreciem a sonoridade e a letra de "Brothers in Arms".

Mark Knopfler tem uma forma bastante peculiar de tocar guitarra que é tudo menos a postura clássica ou óptima: utiliza apenas os dedos polegar, indicador e médio para atacar as cordas, numa técnica conhecida como "finger picking" que, já de si é incomum para quem toca guitarra eléctrica (usualmente usa-se uma palheta). Os dedos anelar e mínimo mantêm-se esticados e encostados ao corpo da guitarra. O dedo polegar da mão esquerda que normalmente deve servir de apoio para os outros dedos na parte de trás da guitarra, salta para a frente e ocasionalmente também serve para marcar as notas (outra coisa nada standard). Porém, pela forma irrepreensível como as notas ecoam, acho que se lhe podem desculpar estes preciosismos...



These mist covered mountains
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Some day you'll return to
Your valleys and your farms
And you'll no longer burn
To be brothers in arms

Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I've witnessed your suffering
As the battles raged higher
And though they did hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms

There's so many different worlds
So many differents suns
And we have just one world
But we live in different ones

Now the sun's gone to hell
And the moon's riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it's written in the starlight
And every line in your palm
We're fools to make war
On our brothers in arms

sexta-feira, agosto 29, 2008

Estopa: No Quiero Verla Más



Lere, lere, lere, lelei
Lere lelei
Lere, lere, lere, lelei
Lere lelei
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente

No sé que extraña sensación de tristeza
Que me inunda toda la cabeza
Que viene, se va, que me coge y me deja

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no, que no, que no
No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

Cómo pudiera mantener la entereza
Poder sacar fuerzas de flaqueza
Leré, leré, que es mi naturaleza

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

No, no quiero que no, que no
No quiero verla en ningún lugar
Sacarla de mi imaginación
Porque no me deja reaccionar

Te estoy hablando, pon
Una mijita de tu atención
Que ya no puedo quererte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente

Otra copita pon
Que yo te pongo mi corazón
Que siempre late muy fuerte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente

Vivo atado a una idea que me da vueltas
Me va girando con una cuerda
La quiero olvidar
Pero nunca me suelta

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

Voy a verla pero me quedo en la puerta
Y se me aprietan todas las tuercas
Me escondo detrás pero siempre me encuentra

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

No, no quiero verla, que no, que no
No quiero verla en ningún lugar
Sacarla de mi imaginación
Porque no me deja reaccionar

Te estoy hablando, pon
Una mijita de tu atención
Que ya no puedo quererte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente

Otra copita pon
Que yo te pongo mi corazón
Que siempre late muy fuerte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente

Lere, lere, lere, lelei
Lere, lelei
Lere, lere, lere, lelei
Lere, lelei
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente (Lere, lelei)
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente (Lere, lelei)

quarta-feira, agosto 06, 2008

Especially For You



Especially for you
I wanna let you know what I was going through
All the time we were apart I thought of you

You were in my heart
My love never changed
I still feel the same

Especially for you
I wanna tell you I was feeling that way too
And if dreams were wings, you know
I would have flown to you
To be where you are
No matter how far
And now that I'm next to you

No more dreaming about tomorrow
Forget the loneliness and the sorrow
I've got to say
It's all because of you

And now we're back together, together
I wanna show you my heart is oh so true
And all the love I have is
Especially for you


Especially for you
I wanna tell you, you mean all the world to me
How I'm certain that our love was meant to be
You changed my life
You showed me the way
And now that I'm next to you

I've waited long enough to find you
I wanna put all the hurt behind you Oh,
And I wanna bring out all the love inside you, Oh

You were in my heart
My love never changed

quarta-feira, julho 23, 2008

Mike Oldfield

Ultimamente estou muito numa onda de Mike Oldfield.

Deixo-vos duas sugestões: "Talk About Your Life" e "To France". Ambas cantadas magistralmente por Maggie Reilly. Duas boas alternativas à muito conhecida "Moonlight Shadow".

Curiosamente, as duas canções partilham uma mesma linha melódica e isto deve-se ao facto de pertencerem ambas ao mesmo álbum ("Discovery"), lançado em 1984.

Talk About Your Life



Walking Out In The Street Light, Midnight.
Whisper Wind, Catch Me In The Headlight.
Talk About Your Life, I'd Like To Know.
It's Not Easy Going Where No-One Goes,
And No-One Knows.

Do We Have To Be So Distant?
How Can You Be So Unreal?
What's The Reason For Hiding, And
How Does Crying Make You Feel?

I Can See You're Talking To Me In Riddles.
Do What You Like, You Go Where The Wind Blows.
Talk About Your Life, I'd Like To Know.
It's Not Easy Going Where No-One Goes,
And No-One Knows.

I Reach For Certain Disguise That You're Leaving,
And I Can Tell By The Mist In Your Eyes That You're Dreaming.
Dreaming.

Do We Have To Be So Distant?
How Can You Be So Unreal?

In The Clouds, Running And Chasing Shadows.
In The Crowd, Frozen In The Window.
Talk About Your Life, I'd Like To Know.
It's Not Easy Going Where No-One Goes,
And No-One Knows.

To France



Taking on water,
Sailing a restless sea
From a memory,
A fantasy.
The wind carries
Into white water,
Far from the islands.
Don't you know you're
Never going to get to France.

Mary, Queen of Chance,
will they find you?
Never going to get to France.
Could a new romance ever bind you?

Walking on foreign ground,
Like a shadow,
Roaming in far off
Territory.
Over your shoulder,
Stories unfold, you're
Searching for sanctuary.
You know you're
Never going to get to France...

I see a picture
By the lamp's flicker.
Isn't it strange how
Dreams fade and shimmer?
Never going to get to France...

sexta-feira, maio 30, 2008

GALP admite: os combustíves estão mesmo muito caros!

Já alguém viu a publicidade da GALP relativa ao patrocínio da Selecção de Portugal?



O autocarro foi EMPURRADO POR PESSOAS até ao destino!

Que mais provas precisamos de que os combustíveis estão estupidamente caros? Mais vale pagar a dezenas de pessoas para empurrarem um autocarro até à Áustria e à Suíça do que pagar o combustível necessário para tal! Mesmo se o autocarro é patrocinado pela GALP!

Mais valia os jogadores irem a pé para lá! Ou será que, por causa dos salários exorbitantes que todos eles ganham nos respectivos clubes, preferem ser empurrados por uma cambada de pobrezinhos (que precisavam de mil anos para auferirem os rendimentos que eles auferem num ano) e irem refasteladamente sentados a constatar que o autocarro anda muito mais depressa quando a câmara está dentro do autocarro do que quando está fora?

Já agora... para saberem quais os postos onde o combustível é mais barato, nada como ir a http://www.maisgasolina.com/

segunda-feira, maio 26, 2008

Festival Eurovisão da Vizinhança e da (E/I)migração

Alguém que tivesse um conhecimento geográfico bom da Europa ou que pelo menos tivesse um mapa à frente, adivinharia sem dificuldade quais as músicas em que determinado país votaria. Curiosamente, não foram critérios musicais que determinaram o vencedor do Festival Eurovisão da Canção mas antes critérios de vizinhança e/ou de (e/i)migrantes desses países. Quando assim é, devirtuam-se as regras de festivais como estes. Mas, se calhar, o Festival Eurovisão da Canção sempre sofreu de influências deste tipo e, como tal, não deve ser levado muito a sério.

Permitam-me deixar-vos dois justos vencedores alternativos ao cantor Russo que cantou ajoelhado ou deitado durante toda a música:

Croácia (Romanca)



Esta música faz lembrar um pouco Gotan Project mas tem tudo para ser uma boa canção de festival: não abandona as raízes do passado mas dá-lhes uma roupagem mais moderna, é cantada na língua natural do país e é uma canção que nos deixa bem dispostos.

Portugal (Senhora do Mar)



Não é por ser português que escolho esta canção. Ela também tem excelentes motivos para ser uma boa canção de festival: é cantada na maravilhosa língua de camões, tem bastante força, a vocalista principal tem uma voz acima do comum e a coreografia e os personagens fazem lembrar os quadros de Almada Negreiros.

Pena que ainda não foi desta...

quarta-feira, abril 23, 2008

The Caribbean Disco Show

Longe vai o tempo em que as Selecções do Reader's Digest disponibilizaram um conjunto de cassettes onde vinha, entre outras, esta preciosidade(?). Quando era criança, fartei-me de cantar esta música, no melhor inglês que sabia...

"Té, missété, missété, missété, missété, missété-é-ô-ô".

Quem canta? Lobo. Quando? 1981.



Day-o, day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

Work all night on the drink a rum
Daylight come and me wanna go home
Stack banana 'till the morning comes
Daylight come and me wanna go home

Come Mr. Tally man tally me banana
Daylight come and me wanna go home
Come Mr. Tally man tally me banana
Daylight come and me wanna go home

This is my island in the sun
Where my people have toiled since time begun
I may sail on many seas
But yours will always be home to me

Oh, island in the sun
Will to me by my fathers hand
All my days I will sing the praise
Of the forest waters your shining sand

Day, me say day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

Coconut woman is calling out
And everyday you can hear her shout
Coconut woman is calling out
And everyday you can hear her shout

Get your Coconut water (Coconut)
Man is good for your daughter (Coconut)
Coco got a lot of iron (Coconut)
Make you strong like a lion (Coconut)

Down the way where the nights are gay
And the sun shines daily on the mountain top
I took a trip on a sailing ship
And when I reached Jamaica I made a stop

But I'm sad to say I'm on my way
Won't be back for many-a day
My heart is down, my head is turning around
I had to leave a little girl in Kingston town

Day, me say day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

Judy drowned
Judy drowned
Why-o Judy drowned

Judy drowned, Judy drowned
Why-o Judy drowned

Angelina, Angelina
Please bring down your concertina
And play a welcome for me
'Cause I'll be coming home from sea

I say Angelina, Angelina
Please bring down your concertina
And play a welcome for me
'Cause I'll be coming home from sea

Day, me say day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

terça-feira, março 18, 2008

Astrologia

Nos dias que correm, ainda muita gente acredita na astrologia e alguns há que fazem a sua vida em função do que lêem nos horóscopos. Traçam até perfis de compatibilidade entre si e as potenciais conquistas. Não vos (este "vos" é para quem acredita em astrologia) quero decepcionar... mas... gostaria que prestassem atenção a dois videos. O primeiro, explica o princípio errado, ou melhor, desactualizado em que se baseia a astrologia. O segundo, tenta explicar os motivos que levam as pessoas a acreditar na astrologia e as restrições físicas inerentes à alegada influência das constelações e planetas na altura do nosso nascimento. Quem são as pessoas que apresentam os videos? O primeiro é Bill Nye. Um engenheiro mecânico formado na Universidade de Cornell. O segundo é o bem conhecido Carl Sagan, formado na Universidade de Chicago em astronomia e astrofísica, tendo leccionado mais tarde, curiosamente, na Universidade de Cornell.



sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Feel Like Goin' Home

Hoje deparei-me no YouTube com um dueto improvável entre Mark Knopfler e Tom Jones. E o resultado? Simplesmente fantástico! A potente voz de Tom Jones acompanhada pela guitarra encantada de Mark Knopfler só pode ser descrita por sons e não por palavras. Confirmem vocês próprios!



Lord I feel like going home
I tried and I failed
and I'm tired and weary
Everything I ever done was wrong
And I feel like going home

Lord I tried to see it through
But it was too much for me
And now I'm coming home to you
And I feel like going home

Cloudy skies are rolling in
And not a friend around to help me
From all the places I have been
And I feel like going home

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Gipsy Kings - Discografia Parte I

Neste post vou tentar fazer uma crítica à discografia dos Gipsy Kings. E por que é que são chamados Gipsy Kings? "Gipsy" porque obviamente são todos de etnia cigana e cantam/tocam música cigana. "Kings" é um bom trocadilho com o apelido de família de um dos grupos de irmãos: Reyes, que, em castelhano significa "Reis".

Gipsy Kings (1988)

O primeiro álbum dos Gipsy Kings. E que primeiro álbum! Está cheio de sucessos que praticamente todos conhecem, como "Bamboleo", "A Mi Manera" e "Djobi Djoba". Nicolas Reyes destaca-se como vocalista e Tonino Baliardo destaca-se desde já como um excelente guitarrista (por exemplo, em "Duende"). Do ponto de vista instrumental, não fogem muito das raízes ciganas: o uso de instrumentos electrónicos é comedido na maior parte das músicas, mas evidente em "Bem, Bem, Maria".

Vou aproveitar este primeiro álbum para falar de Tonino Baliardo. Tonino Baliardo casou-se com a neta de Manitas de Plata. Da família, herdou com toda a certeza o virtuosismo de tocar guitarra de ouvido, já que não lê nem escreve música. Mas, ao contrário de Manitas de Plata, Tonino não é tão "rendilhado" quando toca. Prefere inventar, a meu ver, melodias mais ricas, não recorrendo tanto aos floreados típicos do flamenco. É (juntamente com outro membro dos Gipsy Kings que falarei mais adiante) a alma e a razão do sucesso deste grupo.

  • Bamboleo
  • Tu Quieres Volver
  • Moorea (Instrumental)
  • Bem, Bem, Maria
  • Un Amor
  • Inspiration (Instrumental)
  • A Mi Manera (My Way)
  • Djobi Djoba
  • Faena (Instrumental)
  • Quiero Saber
  • Amor, Amor
  • Duende (Instrumental)

Mosaïque (1989)

Um ano depois, aparece este álbum, de características ligeiramente diferentes a nível de sonoridade. Os volteios electrónicos aparecem mais vezes, nem sempre com o melhor resultado. Mesmo nestas circunstâncias, a guitarra de Tonino salva sempre qualquer música.


De destacar "Passion" e "Trista Pena" no lado mais melancólico; no lado mais alegre, destacam-se "Soy" e "Volare".

  • Caminando Por La Calle
  • Viento Del Arena
  • Mosaïque(Instrumental)
  • Camino
  • Passion (Instrumental)
  • Soy
  • Volare
  • Trista Pena
  • Liberté(Instrumental)
  • Serana
  • Bossamba (Instrumental)
  • Vamos A Bailar (Ao Vivo)

Allegria (1990)

Allegria foi editado em alguns países com a inclusão das músicas de "Luna de Fuego". Colocarei aqui aquelas músicas que não entram no álbum "Luna de Fuego". Este álbum e o seguinte voltam às raízes da música cigana a nível instrumental e de vozes. Possivelmente seriam gravações anteriores ao primeiro álbum oficial, que foram enviadas para o mercado quando este já estava "preparado" para ouvir este tipo de sonoridade... ou talvez não... uma vez que são álbuns relativamente desconhecidos no circuito comercial.

  • Pena Penita
  • Solituda
  • La Dona
  • Allegria
  • Un Amor
  • Papa, No Pega La Mama
  • Sueño
  • Tristessa

Destaco deste disco a música "Allegria".

Luna de Fuego (1990)

Quanto a mim, este é um dos melhores álbuns dos Gipsy Kings. Por vários motivos! O primeiro, é ter como vocalista na maior parte das músicas Canut Reyes e não Nicolas Reyes. Não desfazendo o segundo, aprecio muito mais a voz de Canut. É muito mais "gitana" que a de Nicolas. Ao bom estilo purista, neste álbum só existem guitarras, claps (bater de palmas intercaladas) e um cajón (uma caixa de percussão). As músicas são frenéticas ao ponto de nos apetecer largar tudo e dançar ao ritmo daquele som inebriante. A atmosfera da gravação faz-nos sentir verdadeiramente dentro de uma fiesta gitana.

  • Amor D'Un Dia
  • Luna de Fuego (Instrumental)
  • Calaverada
  • Galaxia (Instrumental)
  • Ruptura
  • Gipsyrock (Instrumental)
  • Viento del Arena
  • Princessa
  • Olvidado (Instrumental)
  • Ciento

Destaco "Luna de Fuego", "Galaxia" e "Olvidado" como autênticos hinos à excelência de tocar guitarra. "Amor D'Un Dia" adapta-se perfeitamente ao perfil de voz de Canut.

Festival Eurovisão da Canção 2018

Como é tradição, aqui vai a minha apreciação do Festival da Eurovisão deste ano. E o vencedor é... ...novamente Salvador Sobral! Sim. ...