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segunda-feira, maio 14, 2018

Festival Eurovisão da Canção 2018

Como é tradição, aqui vai a minha apreciação do Festival da Eurovisão deste ano.

E o vencedor é...

...novamente Salvador Sobral!

Sim. É verdade. Salvador salvou o Festival com a canção que interpretou durante o "intervalo". Quanto ao resto, foi paisagem. E, desculpem-me a franqueza, mas não consigo ver nada de interessante na música da "galinha" israelita.

Longe vão os tempos de "Ah-Bah-Nee-Bee" (1978)...



""Hallelujah" (1979) ...



ou mesmo de "Diva" (1998) ...



Fiquem então com o verdadeiro vencedor deste ano com a sua atuação no festival...



ou com o vídeo oficial de "Mano a Mano".



Vim chorar a minha pena
No teu ombro e, afinal,
A mesma dor te condena
Choras tu do mesmo mal

Irmãos gémeos no tormento
Filhos da mesma aflição
Nenhum dos dois tem alento
Pr'a dar ao outro uma mão

O amor não nos quer bem
Ninguém nos há-de valer
Se um perde aquilo que tem
E o outro não chega a ter

Só nos resta o mano a mano
Se não queremos ficar sós
Deixa lá o teu piano
Namorar a minha voz

quarta-feira, julho 13, 2016

Joel Branco: Piquenique

Ainda na senda do nosso amigo Cangurik, trago-vos outra música interpretada por Joel Branco.

Desta feita, trata-se da música "Piquenique". Lembro-me perfeitamente do coro de crianças e dos versos engraçados que o Joel Branco ia cantando para rimar com o nome das crianças: "Luís, tens uma formiga no nariz"!

Vamos lá, mais uma vez para a memory lane.

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique
Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear
Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique
Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Talvez haja um pinheiro
Que é bravo, altaneiro
Deixando a resina escorrer
Ou um outro que é manso
Mais sombra e descanso
Com pinhas, pinhões p'ra comer

Eucaliptos a par
Que nos deixam no ar
Um cheirinho que só nos faz bem
O sobreiro em repouso
De tronco rugoso
Com cortiça e bolotas também

Lá vamos...

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Aurora, Aurora vamos embora"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Ó João, João não te sentes no chão"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Gaspar, Gaspar põe-te a cavar"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Castanheiros que dão
Os ouriços que são
As castanhas que alguém assará
Um carvalho imponente
Parece que é gente
Azinheira, bolotas, sei lá

E mais tarde na hora
De virmos embora
Apanhamos o lixo em redor
É bonito o asseio
Sujar é tão feio
Com tudo limpinho é melhor

Lá vamos...

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Ó Zé não faças banzé"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Ah, Ah, ó Luís tens uma formiga no nariz"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Ó Carlota não apanhes bolota"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Atão J'aquina, 'tás cheia de resina"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Man'el não te esqueças do farnel"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Isabel 'tás toda suja de mel, Isabel"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Piquenique, piquenique



quinta-feira, maio 21, 2015

Festival Eurovisão 2015

Mais uma vez não podia faltar a minha opinião sobre a edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção.

Procuro, primordialmente, sonoridades novas e interessantes. Considero-me com algum gosto musical e, desde que a música seja boa, ouço todos os géneros.

Tenho pena que, cada vez mais, a língua de eleição seja o inglês. Agrada-me a diversidade cultural e penso que podemos ser unidos nessa mesma diversidade.

Para este ano faço a seguinte seleção.

Estónia

Uma música excêntrica, talvez com algumas influências de Nick Cave & The Bad Seeds. Existem também alguns solos discretos de guitarra elétrica que se assemelham aos de Mark Knopfler... será por isso que gosto desta música?


Reino Unido

Sonoridade de disco riscado, visual e vozes dos anos 20 (do século XX), apimentadas com melodias mais digitais. Uma combinação diferente e inesperada.


Montenegro

Só pelos primeiros 30 segundos já merece ter uma posição de destaque no Festival. Depois, é cantada em Montenegrino, uma escolha de louvar. Uma música assente em raízes tradicionais, com muito bom gosto.


Quanto a Portugal, espero que a Leonor Andrade tenha corrigido as afinações. A presença em palco é fundamental (e ela tem-na) e a voz é bem colocada e poderosa mas eu sou particularmente sensível a desafinações. A música não é desengraçada, seguindo o estilo do seu compositor, mas também não é nada de radicalmente novo.



terça-feira, setembro 04, 2012

Privateering

"Privateering is about an invitation to join a ship's company. I feel it relates to me, certainly in terms of touring. I really get a buzz out of having this little group of people that goes and does this stuff. I enjoy being in command of it, I enjoy the band, I enjoy the crew thing very much. Even though privateering is a historical portrait, in the way that a privateer... his life and the kind of person that he is definitely parallels with touring". Mark Knopfler


Mark Knopfler instalou-se definitivamente na sonoridade mais calma e folk (com uma forte vertente para os blues) com este novo "Privateering", o seu sétimo trabalho a solo, distanciando-se cada vez mais do que estaríamos habituados com os Dire Straits... mas isso não é uma coisa má. Hey! Don't get me wrong! Continuo a gostar bastante de Dire Straits! Mark Knopfler mostra-nos apenas que é tão bom no rock como é agora no folk, blues ou country. Devo confessar que não morro de amores pelos seus blues em "Don´t Forget Your Hat", "Got to Have Something", "Today is Okay" ou "Hot or What" (embora goste de "Miss You Blues") aprecio mais as melodias e instrumentos utilizados em músicas como "Redbud Tree", "Hawl Away", "Privateering", "Go, Love" ou "Kingdom of Gold". "Corned Beef City" e "I Used to Could" são das suas músicas mais rockeiras. No lado oposto, temos o tom meloso de "Radio City Serenade". "Gator Blood" transmite uma imagem stereo a parecer que Mark Knopfler e a sua banda fizeram da nossa sala o seu estúdio de gravação. "After the Beanstalk" encerra este duplo álbum remetendo-nos para um tom mais country que podia muito bem ser ouvido num antigo saloon de cowboys.

Em jeito de conclusão, faz-me falta ouvir mais a guitarra de Mark Knopfler. Ele próprio admite concentrar-se agora nas letras das músicas, dando-lhes mais significado ao encurtar os seus solos de guitarra. "Privattering" é um álbum duplo e isto deve-se ao facto de Mark Knopfler estar numa fase bastante criativa. Segundo as suas palavras, "if that's just panic of time running out, I really don't know"! Esperemos que Mark Knopfler continue por muito tempo esta sua fase bastante criativa.

Mais um álbum a comprar para a minha coleção.



quinta-feira, dezembro 16, 2010

Enigma MMX

Já devem saber que gosto de Enigma. Ontem foi um dia histórico para Michael Cretu (o fundador de Enigma) porque terminou a composição da "MMX (The Social Song)", um projecto EnigmaSpace.



Em poucas palavras, resume-se este projecto como sendo uma colaboração à escala planetária para compor uma música. Os utilizadores registados gravaram as suas propostas para as vocalizações, decidiram o estilo da música e depois Michael Cretu reuniu as peças mais votadas e misturou tudo numa música que para mim foi bem conseguida. Não foge ao espírito de Enigma, isto é, tem uma batida cativante, as vocalizações têm uma aura étnica e o crescendo ao longo da música (observável pela representação gráfica acima) leva-nos para as esferas da meditação e do chill out.

sexta-feira, novembro 05, 2010

Cantar em Sobre Tom

A tradução é literal. O termo inglês é Overtone Singing. Este "fenómeno" musical baseia-se no facto do cantor conseguir produzir, com a sua garganta, dois tons em simultâneo, um mais grave e outro mais agudo. Consta-se que a sua origem remonta à Mongólia. Quem canta é Christian Bollmann.

terça-feira, agosto 17, 2010

Mariza

Vamos começar por descrever as minhas férias do fim para o princípio (já não é necessário explicar porque é que não actualizo o meu blog há 15 dias).

Neste primeiro post, dou conta da última actividade oficial das minhas férias: assistir ao espectáculo de Mariza e Tito Paris em Ponte de Lima.


Chegámos ao recinto da Expolima cerca de uma hora antes do início do espectáculo, o que nos permitiu obter um lugar perto do palco. O evento era ao ar livre e as cadeiras, embora de plástico, eram confortáveis. O palco estava decorado com tiras de pano colocadas segundo a vertical. O jogo de luzes encarregava-se de transformar aquelas tiras de pano em jogos de cores, formas e volumes. Não foi preciso mais. O que importava mesmo eram as vozes dos artistas.

Vinte minutos depois da hora marcada no bilhete surgem os músicos e, finalmente, Mariza pisa o palco em Ponte de Lima.

Há cerca de dois meses tive oportunidade de ver na televisão um espectáculo de Mariza e Paulo Gonzo, o que me proporcionou um termo de comparação para este espectáculo. Mariza é uma excelente cantora. Não me parece que improvise enquanto canta. Deve ensaiar até à exaustão cada nota de música para que nada falhe. Afinal de contas, é uma das grandes fadistas portuguesas e há uma reputação a manter. O que varia é a sua interacção com o público que, diga-se desde já, não podia ser melhor. Provoca, anima, confronta e graceja, dependendo muito da reacção que o público vai tendo durante a actuação. Nesta actuação em particular, a reacção do público foi, no início, de veneração pela diva e, no fim, de total euforia. A veneração sentia-se pelos silêncios na música que faziam eco entre os espectadores. A euforia manifestou-se pelas danças improvisadas entre a plateia, os braços no ar e as palmas. Já que falo de público, devo também elogiá-lo, uma vez que nunca vi um público tão afinado a cantar e com tanta noção de ritmo a bater palmas.

Tito Paris não podia ser mais diferente de Mariza em todos os aspectos. E deve ser por isso que resultam tão bem enquanto dupla em palco. Tito Paris trabalha mais "solto", mais no improviso... mas tudo com bastante profissionalismo. Os ritmos de Cabo Verde contagiaram o público que delirou quando Mariza e Tito Paris deram uns passinhos de dança.

A amplificação sonora estava q. b. e a qualidade sonora estava acima de qualquer crítica. Para além de Mariza e Tito Paris, saliento também a intervenção do percussionista, que nos brindou com alguns solos estrondosos.

Como conclusão, foi um final de noite bem passado, junto de músicos que elevam bem alto a fasquia da qualidade da música portuguesa e cabo-verdiana.

terça-feira, julho 27, 2010

Teletransporte

Se houvesse esta tecnologia, bem ao estilo de Star Trek, gostaria de ser teletransportado do meu local de trabalho (aka Sauna) para o Campo Pequeno... e ficar lá... calmamente... à espera de Mark Knopfler. Talvez levasse novamente com o brilho da guitarra mítica nas trombas, como aconteceu em 1996 no Coliseu do Porto. Desta vez Mark, desculpa-me. Não vou poder ir. A minha alma sofre e espera por uma próxima oportunidade.

quinta-feira, julho 08, 2010

Carlos Paredes

Hoje, por sorte, cruzei-me no YouTube com estes fantásticos vídeos de Carlos Paredes. No primeiro, é acompanhado à guitarra clássica pela sua esposa, Luísa Amaro. A primeira música intitula-se "O Fantoche" e a segunda "Canto de Rua", apresentadas por Ana Zanatti.



Durante muitos anos, o acompanhamento foi feito por Fernando Alvim. Desta feita, a música em causa é "Variações em Ré Maior".



Carlos Paredes foi o mais brilhante compositor e executante de guitarra portuguesa.

sexta-feira, julho 02, 2010

Get Lucky

Para quem não sabe, este é o título do último álbum de Mark Knopfler... o meu guru da guitarra (eléctrica ou acústica).

Neste post vou tentar fazer uma crítica a cada uma das músicas que compõem este "Get Lucky".

Para além das influências da própria vivência de Mark Knopfler, notam-se alguns contornos de cariz mais histórico neste álbum.


Border Reiver


Border Reivers foram saqueadores que actuavam ao longo da fronteira anglo-escocesa entre os séculos XIII e XVI. Entre eles estavam escoceses e ingleses. Percorriam toda a fronteira e não tinham em linha de conta a nacionalidade das suas vítimas. Tiveram o seu auge nos últimos cem anos da sua existência, durante a dinastia Tudor, na Inglaterra.

Álbion (Ἀλβιών), palavra hoje em dia somente utilizada na literatura, é o nome celta ou pré-celta da Inglaterra. Na sua origem estaria o facto das suas falésias serem brancas, ou a Albion, filho de Neptuno.

Nesta música existe ainda uma faceta autobiográfica de Mark Knopfler, mais concretamente dos tempos em que apanhava boleia de camionistas para as suas deslocações.

A introdução melodiosa da flauta transversal dá o tom para todo o álbum. Vê-se claramente mais um regresso de Mark Knopfler às origens celtas. Não se deixe enganar pela calma relaxante da introdução. Segue-se um ritmo bem compassado que nos faz querer dançar em volta de uma fogueira. Os instrumentos acústicos estão em predominância e assim continuarão pelo resto do álbum.

Southern bound from Glasgow town
she's shining in the sun
my Scotstoun lassie
on a border run
We're whistling down the hillsides
and tearing up the climbs
I'm just a thiever stealing time
in the Border Reiver

Three hundred thousand on the clock
and plenty more to go
Crash box and lever
- she needs the heel and toe
She's not too cold in winter
but she cooks me in the heat
I'm a six-foot driver but you can't adjust the seat
in the Border Reiver

'Sure as the Sunrise'
that's what they say about the Albion
'Sure as the Sunrise', that's what they say
about the Albion and she's an Albion
She's an Albion

The Ministry don't worry me
my paperwork's alright
They can't touch me
I got my sleep last night
It's knocking out a living wage
in 1969
I'm just a thiever stealing time
in the Border Reiver

Hard Shoulder

Às vezes temos de chorar no ombro de alguém... este pensamento é transmitido pelo compasso que nos induz num estado "saudosista". O pior é quando o ombro em que queremos chorar é demasiado duro. Um bom slow para se dançar acompanhado.

I've got latches for windows, handles for doors
Grinders and scrapers and sanders for floors
Rake for the gravel, chains for the snow
Always got the shovel - you never know
I never thought you'd go

Man's broken down
Man's broken down on the slip road
Got a slipped load
And it's a hard shoulder to cry on

Hacksaws and hammers, brushes and mop
Then I've got the ladders up on the top
If something needs doing, I always say
You want it done the proper way
I need you to stay

Give me a minute we'll be going again
Sound as a pound, right as rain
- right as rain
And it's a hard shoulder to cry on
- to cry on

You Can't Beat The House

O ritmo faz lembrar as músicas do álbum "Wag the Dog". Tanto a letra como a melodia remetem-nos para os antigos Western Saloons. O piano, para além da guitarra de Mark Knopfler, é o instrumento predominante.

You can't fool a fooler
I can tell
when a john got jazzed
by a jezebel

You can't beat the house
You can't beat the house
Tell the man somebody
You can't beat the house

When these horn dogs
get lucky with dough
they'll blow it on the roosters
and the girls of Smokey Row

You want to buy you a dance
don't buy it in here
It's all skin games and jelly roll
red-eye and beer
They're all as mean as rat snakes
all got knives in their boots
Even the piano player, man,
he don't care who he shoots

See that little homewrecker
in the backroom
She'll pick your pocket
with her pet raccoon

Before Gas and TV

Mais uma letra e música saudosista, que apela aos tempos inocentes em que a ausência de "modernices" nos faziam viver os momentos simples com maior intensidade.

Before gas and TV
before people had cars
we'd sit round the fires
pass around a guitar
remembering songs
When my daddy was home
he'd play along
on the spoons and a comb

We'd go with the flow
When the weather was fine
sometimes we'd go
collecting scrap iron
Then we'd sit round the fires
pass a bottle of wine
and the tales of the road
since time out of mind

If heaven's like this
well, that's okay with me
where the living is fine
and living is free
If heaven's like this
well, then here's where I'll be
on the edge of the field
on the edge of the world
before gas and TV

Monteleone

Existe uma tradição na cidade de Nova Iorque que consiste na criação artesanal de guitarras por parte de descendentes de italianos. Um desses artesãos chama-se John Monteleone. Mark conheceu este artesão e, segundo o seu relato, foi como ter conhecido Antonio Stradivari (o famoso construtor de violinos). John Monteleone disse-lhe esta frase acerca da sua arte: "Os cinzéis chamam-me! Está na altura de fazer serrim!" (The chisels are calling, it's time to make sawdust). Mark apercebeu-se que John Monteleone sentia necessidade de trabalhar na sua arte. E isso foi inspirador ao ponto de Mark fazer uma música de propósito para este artista.

Uma boa introdução com acompanhamento clássico. Segue o traço "chill out" deste álbum e leva-nos pé ante pé a caminho dos nossos sonhos.

The chisels are calling
It's time to make sawdust
Steely reminders of things left to do
Monteleone, a mandolin's waiting for you

My finger planes working
Gentle persuasion
I bend to the wood and I coax it to sing
Monteleone, your new one and only will ring

The rain on the window, the snow on the gravel
the seasons go by to the songs in the wood
Too quick or too careless it all could unravel
It so easily could

The chisels are calling
It's back for an encore
Back to the shavings that cover the floor
Monteleone, they're calling for more
Monteleone, they're calling for more

Cleaning My Gun

Uma música folk/country mais ao estilo de álbuns anteriores, como "Sailing to Philadelphia" ou "The Ragpicker's Dream". Uma guitarra sabiamente distorcida é a linha melódica dominante ao longo desta faixa.

I keep a weather eye on the horizon, my back to the wall
I like to know who's coming through the door, that's all
It's the old army training kicking in
I'm not complaining, it's the world we live in

Blarney and Malarkey, they're a devious firm
They'll take you to the cleaners or let you burn
The help is breaking dishes in the kitchen - thanks a lot
We hired the worst dishwasher this place ever got
Come in below the radar, they want to spoil our fun
In the meantime I'm cleaning my gun

Remember it got so cold ice froze up the tank
We lit a fire beneath her just so she would crank
I keep a weather eye on the horizon, tap the stormglass now and then
I've got a case of Old Damnation for when you get here, my friend
We can have ourselves a party before they come
In the meantime I'm cleaning my gun

We had women and a mirror ball, we had a dee jay
used to eat pretty much all that came his way
Ever since the goons came in and took apart the place
I keep a tyre iron in the corner, just in case

I gave you a magic bullet on a little chain
to keep you safe from the chilly winds and out of the rain
We're gonna might need bullets should we get stuck
Any which way, we're going to need a little luck
You can still get gas in Heaven, and a drink in Kingdom Come
In the meantime I'm cleaning my gun

The Car Was The One

Alguns apontamentos clássicos embalam o ouvinte ao longo da música. E embalar é o termo para descrever o espírito geral da composição.

In summer '63 I was staying alive
hanging at the races, hoping to drive
When they were done with the weekend and loading the cars
I couldn't get a pass so I went to the bar

I'm up in the corner nursing a beer
who should come laughing and joking in here
but Bobby Brown, the winner of the sports car race
with some friends and a girl, man, she lit up the place

Bobby was a wild boy - one summer
he knocked down a motel wall with a hammer
He'd do anything - one night for a bet
he raced through the cornfields in a Corvette

I thought it's got to be a thrill to be like that
with the beautiful girl and be king of the track
But the truth is when all was said and done
it was his Cobra I wanted - the car was the one
It was his Cobra I wanted - the car was the one
The car was the one - the car was the one

Remembrance Day

Um apontamento original para Mark Knopfler: um coro de crianças participa nesta faixa. O "Remembrance Day" é um feriado da Commonwealth (11 de Novembro) para comemorar os sacrifícios efectuados por membros das forças armadas e civis em tempos de guerra.

On your maypole green
see the winding morris men
Angry Alfie, Bill and Ken
waving hankies, sticks and boots
- all the earth and roots

Standing at the crease
the batsman takes a look around
The boys are fielding on home ground
The steeple sharp against the blue
- when I think of you

Sam and Andy, Jack and John
Charlie, Martin, Jamie, Ron
Harry, Stephen, Will and Don
Matthew, Michael - on and on

We will remember them
remember them, remember them
We will remember them
remember them, remember them

Time has slipped away
The summer sky to autumn yields
A haze of smoke across the fields
Let's up and fight another round
and walk the stubbled ground

When November brings
the poppies on Remembrance Day
when the vicar comes to say
'May God bless them, every one
Lest we forget our sons'

Get Lucky

As personagens que Mark Knopfler inventa são, por vezes, terra a terra. Não sei se foi a crise que o inspirou, mas Mark Knopfler fala de alguém que vagueia pelo mundo sem rumo certo, executando vários tipos de trabalho que apenas lhe dão o dinheiro suficiente para ir vivendo. No entanto, a alegria de viver consegue-se na esperança de que um dia talvez tenhamos sorte, principalmente se aproveitarmos as oportunidades que a vida nos dá. A flauta transversal é o instrumento principal, criando uma atmosfera bucólica, indispensável a todo o enquadramento musical.

I'm better with my muscles
than I am with my mouth
I'll work the fairgrounds in the summer
or go pick fruit down south
And when I feel them chilly winds
where the weather goes I'll follow
Pack up my travelling things
go with the swallows
And I might get lucky now and then - you win some
I might get lucky now and then - you win some

I wake up every morning
keep an eye on what I spent
Got to think about eating
got to think about paying the rent
I always think it's funny -
gets me every time
The one about happiness and money -
tell it to the bread line
But you might get lucky now and then - you win some
You might get lucky now and then - yeah, you win some

Now I'm rambling through this meadow
happy as a man can be
Think I'll just lay me down
under this old tree
On and on we go
through this old world a' shuffling
If you've got a truffle dog
you can go truffling
And you might get lucky now and then - you win some
You might get lucky now and then - yeah, you win some

So Far From the Clyde

A letra é algo negra e a música fez-me, estranhamente, recordar Nick Cave & The Bad Seeds, num dueto com Kylie Minogue: "Where The Wild Roses Grow".

They had a last supper
the day of the beaching
She's a dead ship sailing
- skeleton crew
The galley is empty
the stove pots are cooling
with what's left of a stew

Her time is approaching
The captain moves over
The hangman steps in
to do what he's paid for
With the wind and the tide
she goes proud ahead steaming
and he drives her hard into the shore

so far from the Clyde
together we'd ride
we did ride

As if to a wave
from her bows to her rudder
bravely she rises
to meet with the land
Under their feet
they all feel her keel shudder
A shallow sea washes their hands

Later the captain
shakes hands with the hangman
and climbs slowly down
to the oily wet ground
Goes bowed to the car
that has come here to take him
through the graveyard and back to the town

They pull out her cables
and hack off her hatches
Too poor to be wasteful
with pity or time
They swarm on her carcass
with torches and axes
Like a whale on the bloody shoreline

Stripped of her pillars
her stays and her stanchions
When there's only her bones
on the wet, poisoned land
steel ropes will drag her
with winches and engines
‘til there's only a stain on the sand

Piper To The End

Mais uma canção nostálgica para encerrar este disco. Foi composta a pensar num tio de Mark, tocador de gaita de foles do primeiro batalhão do Royal Highland Regiment. Morreu em terreno de combate, durante a segunda guerra mundial, acompanhado da sua gaita de foles.

When I leave this world behind me
to another I will go
And if there are no pipes in heaven
I'll be going down below
If friends in time be severed
someday we will meet again
I'll return to leave you never
be a piper to the end

This has been a day to die for
Now the day is almost done
Up above, a quiet seabird
turns to face the setting sun
Now the evening dove is calling
and all the hills are burning red
And before the night comes falling
clouds are lined with golden thread

We watched the fires together
shared our quarters for a while
walked the dusty roads together
came so many miles

This has been a day to die on
Now the day is almost done
Here the pipes will lay beside me
silent with the battle drum
If friends in time be severed
someday we will meet again
I'll return to leave you never
be a piper to the end

quarta-feira, junho 16, 2010

Festival Eurovisão da Canção 2010

Já é uma tradição eu comentar este evento (e aproveito para enviar posts que já devia ter enviado previamente).

Mais uma vez, ganhou quem eu menos esperava, até porque acho que a música e a intérprete em questão não valiam a ponta de um chaveiro. Mas, enfim... como estamos a depositar as nossas esperanças de salvação da recessão económica na Alemanha, é perfeitamente plausível que este voto em massa na canção (?) Alemã tenha sido um docinho de incentivo à liderança da economia europeia.

E agora, uma mostra das minhas músicas predilectas. Desta vez, infelizmente, não inclui a música portuguesa. A intérprete tinha uma voz excelente mas a música não é talhada para um Festival da Canção.

Dinamarca - "In a Moment Like This"

Tem tudo o que é necessário para vencer: um dueto, uma música poderosa, entra facilmente no ouvido e uma encenação em palco cuidada.

For as long as I remember, for as long as I’ve been blue
Everyday since we’ve been parted all I’ve thought about was you
Didn’t need the time for sorrow, didn’t need the time for pain
What am I supposed to do when living without you was the worst I ever knew?

In a moment like this
I wanna know, wanna know, wanna know what you’re looking for
I wanna know, wanna know, wanna know if you’ll ask for more
Oh, in a moment like this

I wanna know, wanna know, wanna know what I have to do
I wanna know, wanna know, wanna know how to get to you
Oh, in a moment like this

Ever since the day you left me, ever since you went away
I’m lost and I don’t know where am I supposed to go, I still miss you so

When I need for you hold me, say you’ll love and never leave me
My heart will forever be true

Armenia - "Apricot Stone"

A GRANDE beleza de Eva Rivas trouxe-nos esta música com um toque de folclore arménio, uma coreografia interessante e alguns efeitos especiais em palco.

Many, many years ago,
When I was a little child,
Mama told me you should know,
Our world is cruel and wild,
But to make your way through cold and heat
Love is all that you need

I believed her every word,
More than anything I heard
But I was too scared to lose my fun
I began to cry a lot
And she gave me apricots
Kisses of the earth, fruits of the sun

Apricot stone,
Hidden in my hand
Given back to me
From the motherland
Apricot stone,
I will drop it down
In the frozen ground
I’ll just let it make its round

Now I see the northern stars
Shining brightly in the storm
And I’ve got an avatar
Of my love to keep me warm
Now I’m not afraid of violent winds
They may blow
They can’t win

May the winter stay away
From my harvest night and day
May God bless and keep my cherished fruit
Grow my tree up to the sky,
Once I waved my home goodbye
I just wanna go back to my roots

Grécia - "Ωπα!"

Folclore grego com novas roupagens e o orgulho em cantar na sua língua natal (coisa cada vez mais rara no Festival), aliam-se à energia que a música transmite e fazem deste "Opa!" uma escapatória ao período difícil que a Grécia vive actualmente.

Ωπα, ωπα!

Έκαψα το χθες, νύχτες μου παλιές,
θρύψαλα οι αναμνήσεις έγιναν κι αυτές
Μνήμες και φωνές άδικες ευχές
κι άφησα σε μια γωνία ανοιχτές πληγές

Έκαψα το χθες νύχτες μου παλιές
όνειρα και εφιάλτες ρίχνω στις φωτιές
Δάκρυα καυτά ψέμματα πολλά
μοιάζουν σα βουβή ταινία που δεν βλέπω πια

Ωπα!

Βάζω μια φωτιά
σ’όλα τα παλιά
όλα θα τ’αλλάξω
και θα το φωνάξω
περασμένα ξεχασμένα κι όλα απ’την αρχή ξαν

Έκαψα το χθες, νύχτες μου παλιές,
κι από το μηδέν αρχίζω όσο κι αν δε θες
Δάκρυα καυτά ψέμματα πολλά
πλήρωσα όσο χρωστούσα και τα δανεικά

Islândia - "Je Ne Sais Quoi"

Numa frase: "Os Santamaria da Islândia". A vocalista tem uma voz potente, que assenta perfeitamente neste estilo de música. A mistura de inglês e francês resultou bastante bem (mas não é original... Mark Knopfler já o havia feito em "Je suis désolé", entre, certamente, muitos outros)

I am standing strong,

I’ve overcome the sadness in my life
Now I look up and see the brightest sky above me
And it’s reflecting in your eyes

Je ne sais quoi,
I know you have a special something
Je ne sais quoi,
something I just can’t explain
And when I see your face,
I wanna follow my emotions
Je ne sais pas pourquoi

When the clouds are gone
the stars come out around us, shining
And all that we see is the love,
our hearts aligned together
Tell me, do you feel the same?

I just love this crazy feeling
It’s like I’ve known you all my life
Je ne sais quoi

quarta-feira, outubro 28, 2009

Música Essencial

Hoje quis fazer uma colectânea de músicas para colocar no telemóvel e acabei por chegar a 73 músicas que considero indispensáveis (sem as quais não me imagino a viver). Apresentarei, para cada grupo, uma pequena história de como comecei a ouvi-los.

ABBA
Devo ao meu pai e às suas cassetes o primeiro contacto que tive com os ABBA, mais precisamente com o álbum "Voulez-Vous".
  • Another Town, Another Train
  • Eagle
  • Move On
  • One of Us
  • S.O.S.
  • The Day Before You Came
  • The Piper
Amy Winehouse
A minha amiga e colega de trabalho A.F.O. deixou-me ouvir algumas músicas desta excêntrica cantora. Diga-se o que se disser, a Amy soube colocar a sua alma na música e na letra.
  • Rehab
  • You Know I'm No Good
  • Back to Black
  • Tears Dry On Their Own
Carlos Paredes
Foi um dos casos em que conheci primeiro a música do que o autor. Os documentários mais antigos da RTP, quando retratavam Portugal, invariavelmente colocavam música de Carlos Paredes. Na minha mente, sempre associei imagens a preto-e-branco bucólicas sobre Portugal e as suas gentes à música de Carlos Paredes.
  • In Memoriam
  • Balada de Coimbra
  • Verdes Anos
Eagles
Lembro-me de ouvir Hotel California num rádio de automóvel e de ter pensado "não vou descansar enquanto não souber quem são estes tipos" (apanhei a música a meio).
  • Hotel California (live on "Hell Freezes Over")
Enigma
Num passeio do secundário à Costa da Caparica (1990), fomos parar a uma discoteca pequena onde, pela primeira vez ouvi esta sonoridade que me hipnotizou.
  • Dancing With Mephisto
  • Gravity of Love
  • Morphing Thru Time
  • Principles of Lust
  • Return to Innocence
  • Sitting on the Moon
Gipsy Kings
Ouvi-os pela primeira vez numa cassete manhosa do meu antigo vizinho do segundo andar da casa dos meus pais quando ainda era criança.
  • Aven, Aven
  • Como Siento Yo
  • Duende
  • Galaxia
  • Legende
  • Luna de Fuego
  • Tampa
Heroes del Silencio
Esta magnífica banda Espanhola foi-me dada a conhecer (1997) pela minha amiga de Braga M.S. que é sua fã nº1... principalmente do vocalista.
  • Heroe de Leyenda
Keane
Mais uma vez tenho de agradecer à A.F.O. por me apresentar a música desta banda.
  • Bend and Break
  • Everybody's Changing
  • She Has No Time
  • Bedshaped
Madonna
Não sou particularmente fã da música da Madonna, mas ao ver na televisão o video-clipe desta música pensei: aqui está uma sonoridade interessante!
  • Frozen
Mark Knopfler
Devo a descoberta de Mark Knopfler e da sua ex-banda Dire Straits ao meu amigo de infância R.S. Ainda me lembro de gravarmos o video-clipe "Money for Nothing" com o gravador de cassetes em frente à televisão (1985)!
  • All The Roadrunning
  • Border Reiver
  • Brothers In Arms
  • Done With Bonaparte
  • Get Lucky
  • Going Home
  • Golden Heart
  • Je Suis Désolé
  • Love Over Gold
  • So Far Away
  • Sultans of Swing
  • Wild Theme
Mike Oldfield
Outra descoberta que devo a R.S. e ao seu CD "The Complete Mike Oldfield".
  • Celtic Rain
  • In High Places
  • Moonlight Shadow
  • Mount Teidi
  • Poison Arrows
  • Shadow on the Wall
  • Sheba
  • Talk About Your Life
  • The Lake
  • The Song of the Sun
  • The Voyager
  • To France
  • Women of Ireland
U2
Comecei a interessar-me por esta banda por volta de 1997, por causa de uma amiga da M.S. que me falava maravilhas dos U2.
  • Electrical Storm
  • One
  • Until the End of the World
Vangelis
Outro autor do qual conheço primeiro a música. Talvez tenha sido o meu amigo C.S. que tenha feito despoletar o meu interesse por Vangelis quando decidiu incluir algumas músicas deste autor numa apresentação multimédia que fizémos em conjunto.
  • 12 o'Clock
  • Alpha
  • Closing Titles from Mutiny on the Bounty
  • Creation du Monde
  • He - O
  • I'll Find My Way Home
  • La Petite Fille de la Mer
  • Stuffed Tomato
  • Theme from Antarctica
  • Theme from the TV Series Cosmos
  • To the Unknown Man

quarta-feira, maio 13, 2009

Festival Eurovisão da Canção 2009

Ontem foi a primeira eliminatória do festival. Das primeiras 18 músicas que ouvi, gostei de duas em especial, que apresentarei mais abaixo. Apesar do aparato, dançarinos e efeitos especiais, a maior parte das músicas tem pouca qualidade. Os intérpretes cantam, no mínimo, de forma duvidosa e quase nenhuma música merece uma segunda audição. Parece que o festival está condenado a cair em descrédito.

Não dei o meu tempo completamente por perdido: primeiro, fiquei a conhecer a bela música romântica da Islândia "Is It True", cantada pela não menos bela Jóhanna Guðrún Jónsdóttir.



You say you really know me
You’re not afraid to show me
What is in your eyes
So tell me ’bout the rumors
Are they only rumors?
Are they only lies?

Falling out of a perfect dream
Coming out of the blue

Is it true? (Is it true?)
Is it over?
Did I throw it away?
Was it you? (Was it you?)
Did you tell me
You would never leave me this way?

If you really knew me
You couldn’t do this to me
You would be my friend
If one of us is lying
There’s no use in trying
No need to pretend

(Is it real? Did I dream it?)
Will I wake from this pain?
Is it true? (Is it true?)
Is it over?
Baby, did I throw it away?

Ooh… is it true?

Quase depois de me ter recomposto dos arrepios na espinha, volto a tê-los mais uma vez com a música de raízes celtas dada a conhecer pelos portugueses Flor-de-Lis: "Todas as Ruas do Amor".



Se sou tinta tu és tela
Se sou chuva és aguarela
Se sou sal és branca areia
Se sou mar és maré-cheia
Se sou céu és nuvem nele
Se sou estrela és de encantar
Se sou noite és luz para ela
Se sou dia és o luar

Sou a voz do coração
Numa carta aberta ao mundo
Sou o espelho d’emoção
Do teu olhar profundo
Sou um todo num instante
Corpo dado em jeito amante
Sou o tempo que não passa
Quando a saudade me abraça

Beija o mar o vento e a lua
Sou um sol em neve nua
Em todas as ruas
do amor
Serás meu e eu serei tua

Para já são músicas que se destacam da multidão. Espero que assim continuem. Merecem definitivamente um lugar no pódio.

quinta-feira, março 26, 2009

Back to Blog

Ultimamente tenho tido muitas coisas para fazer, o que me levou a uma interrupção nos posts. Uma das minhas fiéis leitoras até chegou a pensar que me tivesse acontecido alguma coisa! Mas não... para além do pouco tempo que tenho para a escrita bloguista (já para outras escritas...).

Deixo-vos aqui um dos meus músicos favoritos... em jeito de desculpas, para que apreciem a sonoridade e a letra de "Brothers in Arms".

Mark Knopfler tem uma forma bastante peculiar de tocar guitarra que é tudo menos a postura clássica ou óptima: utiliza apenas os dedos polegar, indicador e médio para atacar as cordas, numa técnica conhecida como "finger picking" que, já de si é incomum para quem toca guitarra eléctrica (usualmente usa-se uma palheta). Os dedos anelar e mínimo mantêm-se esticados e encostados ao corpo da guitarra. O dedo polegar da mão esquerda que normalmente deve servir de apoio para os outros dedos na parte de trás da guitarra, salta para a frente e ocasionalmente também serve para marcar as notas (outra coisa nada standard). Porém, pela forma irrepreensível como as notas ecoam, acho que se lhe podem desculpar estes preciosismos...



These mist covered mountains
Are a home now for me
But my home is the lowlands
And always will be
Some day you'll return to
Your valleys and your farms
And you'll no longer burn
To be brothers in arms

Through these fields of destruction
Baptisms of fire
I've witnessed your suffering
As the battles raged higher
And though they did hurt me so bad
In the fear and alarm
You did not desert me
My brothers in arms

There's so many different worlds
So many differents suns
And we have just one world
But we live in different ones

Now the sun's gone to hell
And the moon's riding high
Let me bid you farewell
Every man has to die
But it's written in the starlight
And every line in your palm
We're fools to make war
On our brothers in arms

sexta-feira, agosto 29, 2008

Estopa: No Quiero Verla Más



Lere, lere, lere, lelei
Lere lelei
Lere, lere, lere, lelei
Lere lelei
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente

No sé que extraña sensación de tristeza
Que me inunda toda la cabeza
Que viene, se va, que me coge y me deja

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no, que no, que no
No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

Cómo pudiera mantener la entereza
Poder sacar fuerzas de flaqueza
Leré, leré, que es mi naturaleza

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

No, no quiero que no, que no
No quiero verla en ningún lugar
Sacarla de mi imaginación
Porque no me deja reaccionar

Te estoy hablando, pon
Una mijita de tu atención
Que ya no puedo quererte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente

Otra copita pon
Que yo te pongo mi corazón
Que siempre late muy fuerte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente

Vivo atado a una idea que me da vueltas
Me va girando con una cuerda
La quiero olvidar
Pero nunca me suelta

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

Voy a verla pero me quedo en la puerta
Y se me aprietan todas las tuercas
Me escondo detrás pero siempre me encuentra

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

No, no quiero verla, que no, que no
No quiero verla en ningún lugar
Sacarla de mi imaginación
Porque no me deja reaccionar

Te estoy hablando, pon
Una mijita de tu atención
Que ya no puedo quererte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente

Otra copita pon
Que yo te pongo mi corazón
Que siempre late muy fuerte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente

Lere, lere, lere, lelei
Lere, lelei
Lere, lere, lere, lelei
Lere, lelei
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente (Lere, lelei)
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente (Lere, lelei)

quarta-feira, agosto 06, 2008

Especially For You



Especially for you
I wanna let you know what I was going through
All the time we were apart I thought of you

You were in my heart
My love never changed
I still feel the same

Especially for you
I wanna tell you I was feeling that way too
And if dreams were wings, you know
I would have flown to you
To be where you are
No matter how far
And now that I'm next to you

No more dreaming about tomorrow
Forget the loneliness and the sorrow
I've got to say
It's all because of you

And now we're back together, together
I wanna show you my heart is oh so true
And all the love I have is
Especially for you


Especially for you
I wanna tell you, you mean all the world to me
How I'm certain that our love was meant to be
You changed my life
You showed me the way
And now that I'm next to you

I've waited long enough to find you
I wanna put all the hurt behind you Oh,
And I wanna bring out all the love inside you, Oh

You were in my heart
My love never changed

quarta-feira, julho 23, 2008

Mike Oldfield

Ultimamente estou muito numa onda de Mike Oldfield.

Deixo-vos duas sugestões: "Talk About Your Life" e "To France". Ambas cantadas magistralmente por Maggie Reilly. Duas boas alternativas à muito conhecida "Moonlight Shadow".

Curiosamente, as duas canções partilham uma mesma linha melódica e isto deve-se ao facto de pertencerem ambas ao mesmo álbum ("Discovery"), lançado em 1984.

Talk About Your Life



Walking Out In The Street Light, Midnight.
Whisper Wind, Catch Me In The Headlight.
Talk About Your Life, I'd Like To Know.
It's Not Easy Going Where No-One Goes,
And No-One Knows.

Do We Have To Be So Distant?
How Can You Be So Unreal?
What's The Reason For Hiding, And
How Does Crying Make You Feel?

I Can See You're Talking To Me In Riddles.
Do What You Like, You Go Where The Wind Blows.
Talk About Your Life, I'd Like To Know.
It's Not Easy Going Where No-One Goes,
And No-One Knows.

I Reach For Certain Disguise That You're Leaving,
And I Can Tell By The Mist In Your Eyes That You're Dreaming.
Dreaming.

Do We Have To Be So Distant?
How Can You Be So Unreal?

In The Clouds, Running And Chasing Shadows.
In The Crowd, Frozen In The Window.
Talk About Your Life, I'd Like To Know.
It's Not Easy Going Where No-One Goes,
And No-One Knows.

To France



Taking on water,
Sailing a restless sea
From a memory,
A fantasy.
The wind carries
Into white water,
Far from the islands.
Don't you know you're
Never going to get to France.

Mary, Queen of Chance,
will they find you?
Never going to get to France.
Could a new romance ever bind you?

Walking on foreign ground,
Like a shadow,
Roaming in far off
Territory.
Over your shoulder,
Stories unfold, you're
Searching for sanctuary.
You know you're
Never going to get to France...

I see a picture
By the lamp's flicker.
Isn't it strange how
Dreams fade and shimmer?
Never going to get to France...

quinta-feira, maio 29, 2008

Romanca

Esta é a letra para se acompanhar a música da croácia que coloquei no post anterior. Segue-se depois a tradução para português (para os mais curiosos).

Romanca
Romance

Vidiš prijatelju, ja pamtim sve
Sabes, meu amigo, lembro-me de tudo
I mogu ti reći da između ove
E posso dizer-te que entre esta
I milijun drugih pjesama ne postoji razlika
E um milhão de outras músicas, não há diferença

Jer život taj za nama briše tragove
Porque esta vida apaga as nossas pegadas
U dobru noć on pušta čudne vragove
À noite, estranhos demónios andam à solta
Pa svaki san je hladnim suncem obasjan
Por isso, todos os sonhos são iluminados pelo sol
A sjećanja su skoro sva ugasnula
E quase todas as memórias extinguiram-se

Da pitaš me još samo jedno znao bi
Se queres saber, só sei de uma coisa:
Da boje sve tek s ovom rimom postoje
As cores só existem nas rimas
A noć i dan su nekog stiha trag
A noite e o dia são os traços de um verso
I nestat će kad sve naše pjesme izblijede
E desaparecerão quando todas as canções se esfumarem

Zasvirajte noćas tu romancu
Esta noite, toca uma música romântica

Tiho, nježno da me razboli
Baixinho, suavemente, para que eu fique triste

Tugu kad umire slavuj
Triste quando o rouxinol morrer

Kad se duša s tijelom razdvoji
Quando a alma se separar do corpo


Zasvirajte noćas tu romancu
Esta noite, toca uma música romântica

Al polako da je čuju svi
Mas devagar, para que toda a gente ouça

Neka opet sviraju gitare
Deixa as guitarras tocarem novamente

Već odavno nisam sluš'o njih
Já não as ouço há muito tempo


Govore mi danas da sam u banani
Disseram-me que já estou ultrapassado
Tehnološki otpad ko majmun na grani
Lixo tecnológico, como um macaco pendurado no ramo de uma árvore
A ja sam bio prvi Internet na svijetu
Mas eu fui a primeira Internet do mundo
Na brodovima s glazbom umrežio planetu
Nos barcos em que liguei o planeta levando a minha música

Pamtim i sad sve snove svojih pjesama
Mesmo hoje, lembro-me de todos os sonhos das minhas músicas
Sva maštanja i lica što su nestala
Todas as fantasias e rostos foram-se
Ko sjene su još dio mojih buđenja
Como sombras, são parte das minhas lembranças
Zarobljena u mene, davno utkana
Capturadas por mim, interlaçadas há muito tempo

Ja sam umrežio, ja sam umrežio
Eu liguei-me, eu liguei-me
Ja, ja, ja sam bio prvi Internet na svijetu
Eu, eu, eu, fui a primeira Internet do mundo
Ja sam umrežio planetu
Eu liguei o planeta

segunda-feira, maio 26, 2008

Festival Eurovisão da Vizinhança e da (E/I)migração

Alguém que tivesse um conhecimento geográfico bom da Europa ou que pelo menos tivesse um mapa à frente, adivinharia sem dificuldade quais as músicas em que determinado país votaria. Curiosamente, não foram critérios musicais que determinaram o vencedor do Festival Eurovisão da Canção mas antes critérios de vizinhança e/ou de (e/i)migrantes desses países. Quando assim é, devirtuam-se as regras de festivais como estes. Mas, se calhar, o Festival Eurovisão da Canção sempre sofreu de influências deste tipo e, como tal, não deve ser levado muito a sério.

Permitam-me deixar-vos dois justos vencedores alternativos ao cantor Russo que cantou ajoelhado ou deitado durante toda a música:

Croácia (Romanca)



Esta música faz lembrar um pouco Gotan Project mas tem tudo para ser uma boa canção de festival: não abandona as raízes do passado mas dá-lhes uma roupagem mais moderna, é cantada na língua natural do país e é uma canção que nos deixa bem dispostos.

Portugal (Senhora do Mar)



Não é por ser português que escolho esta canção. Ela também tem excelentes motivos para ser uma boa canção de festival: é cantada na maravilhosa língua de camões, tem bastante força, a vocalista principal tem uma voz acima do comum e a coreografia e os personagens fazem lembrar os quadros de Almada Negreiros.

Pena que ainda não foi desta...

quarta-feira, abril 23, 2008

The Caribbean Disco Show

Longe vai o tempo em que as Selecções do Reader's Digest disponibilizaram um conjunto de cassettes onde vinha, entre outras, esta preciosidade(?). Quando era criança, fartei-me de cantar esta música, no melhor inglês que sabia...

"Té, missété, missété, missété, missété, missété-é-ô-ô".

Quem canta? Lobo. Quando? 1981.



Day-o, day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

Work all night on the drink a rum
Daylight come and me wanna go home
Stack banana 'till the morning comes
Daylight come and me wanna go home

Come Mr. Tally man tally me banana
Daylight come and me wanna go home
Come Mr. Tally man tally me banana
Daylight come and me wanna go home

This is my island in the sun
Where my people have toiled since time begun
I may sail on many seas
But yours will always be home to me

Oh, island in the sun
Will to me by my fathers hand
All my days I will sing the praise
Of the forest waters your shining sand

Day, me say day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

Coconut woman is calling out
And everyday you can hear her shout
Coconut woman is calling out
And everyday you can hear her shout

Get your Coconut water (Coconut)
Man is good for your daughter (Coconut)
Coco got a lot of iron (Coconut)
Make you strong like a lion (Coconut)

Down the way where the nights are gay
And the sun shines daily on the mountain top
I took a trip on a sailing ship
And when I reached Jamaica I made a stop

But I'm sad to say I'm on my way
Won't be back for many-a day
My heart is down, my head is turning around
I had to leave a little girl in Kingston town

Day, me say day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

Judy drowned
Judy drowned
Why-o Judy drowned

Judy drowned, Judy drowned
Why-o Judy drowned

Angelina, Angelina
Please bring down your concertina
And play a welcome for me
'Cause I'll be coming home from sea

I say Angelina, Angelina
Please bring down your concertina
And play a welcome for me
'Cause I'll be coming home from sea

Day, me say day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

Festival Eurovisão da Canção 2018

Como é tradição, aqui vai a minha apreciação do Festival da Eurovisão deste ano. E o vencedor é... ...novamente Salvador Sobral! Sim. ...