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segunda-feira, maio 14, 2018

Festival Eurovisão da Canção 2018

Como é tradição, aqui vai a minha apreciação do Festival da Eurovisão deste ano.

E o vencedor é...

...novamente Salvador Sobral!

Sim. É verdade. Salvador salvou o Festival com a canção que interpretou durante o "intervalo". Quanto ao resto, foi paisagem. E, desculpem-me a franqueza, mas não consigo ver nada de interessante na música da "galinha" israelita.

Longe vão os tempos de "Ah-Bah-Nee-Bee" (1978)...



""Hallelujah" (1979) ...



ou mesmo de "Diva" (1998) ...



Fiquem então com o verdadeiro vencedor deste ano com a sua atuação no festival...



ou com o vídeo oficial de "Mano a Mano".



Vim chorar a minha pena
No teu ombro e, afinal,
A mesma dor te condena
Choras tu do mesmo mal

Irmãos gémeos no tormento
Filhos da mesma aflição
Nenhum dos dois tem alento
Pr'a dar ao outro uma mão

O amor não nos quer bem
Ninguém nos há-de valer
Se um perde aquilo que tem
E o outro não chega a ter

Só nos resta o mano a mano
Se não queremos ficar sós
Deixa lá o teu piano
Namorar a minha voz

quarta-feira, julho 13, 2016

Joel Branco: Piquenique

Ainda na senda do nosso amigo Cangurik, trago-vos outra música interpretada por Joel Branco.

Desta feita, trata-se da música "Piquenique". Lembro-me perfeitamente do coro de crianças e dos versos engraçados que o Joel Branco ia cantando para rimar com o nome das crianças: "Luís, tens uma formiga no nariz"!

Vamos lá, mais uma vez para a memory lane.

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique
Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear
Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique
Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Talvez haja um pinheiro
Que é bravo, altaneiro
Deixando a resina escorrer
Ou um outro que é manso
Mais sombra e descanso
Com pinhas, pinhões p'ra comer

Eucaliptos a par
Que nos deixam no ar
Um cheirinho que só nos faz bem
O sobreiro em repouso
De tronco rugoso
Com cortiça e bolotas também

Lá vamos...

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Aurora, Aurora vamos embora"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Ó João, João não te sentes no chão"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Gaspar, Gaspar põe-te a cavar"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Castanheiros que dão
Os ouriços que são
As castanhas que alguém assará
Um carvalho imponente
Parece que é gente
Azinheira, bolotas, sei lá

E mais tarde na hora
De virmos embora
Apanhamos o lixo em redor
É bonito o asseio
Sujar é tão feio
Com tudo limpinho é melhor

Lá vamos...

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Ó Zé não faças banzé"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Ah, Ah, ó Luís tens uma formiga no nariz"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Ó Carlota não apanhes bolota"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Atão J'aquina, 'tás cheia de resina"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Man'el não te esqueças do farnel"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Isabel 'tás toda suja de mel, Isabel"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Piquenique, piquenique



segunda-feira, maio 09, 2016

Filme de Animação Robinson Crusoé 2016

No sábado passado fui ver o filme Robinson Crusoé com o "meu mais velho".



A sinopse é esta:

Numa pequena ilha paradisíaca, Terça-feira, um papagaio bastante divertido vive com um grupo de animais amigos. No entanto, Terça-feira não para de sonhar como será o resto do mundo. 

Depois de uma violenta tempestade, Terça-feira e seus amigos dão de caras com uma criatura estranha: Robinson Crusoé. Terça-feira vê imediatamente em Robinson a certeza de que há um mundo para além da ilha. Da mesma forma, Robinson logo percebe que a chave para sobreviver na ilha é através da ajuda do papagaio e dos outros animais. 

Não é fácil no início, já que os animais não falam "humano", mas lentamente, todos eles começam a viver juntos em harmonia, até ao dia em que a sua vida confortável é posta em causa por dois gatos, também eles náufragos, que desejam assumir o controlo da ilha. 

E no meio da batalha que se segue, Crusoé e os animais seus amigos depressa descobrem o verdadeiro poder da amizade, no meio de todas as adversidades.

É um filme franco-belga que se afigura como uma excelente alternativa ao main stream dos Estados Unidos.

Do ponto de vista técnico a animação é cuidada, com bastante preocupação com os detalhes das texturas e ambientes recriados que enriquecem a qualidade do produto final.

As personagens são bem pensadas, com alguma profundidade de caráter e com papéis bem definidos no desenrolar da estória.

Quanto à estória propriamente dita, peca talvez por não ter a cadência necessária para prender o espetador à tela. Fiquei uma ou duas vezes alheado do filme e o "meu mais velho" chegou a perguntar a dada altura se o filme tinha terminado. Não quero com isto dizer que o filme é maçudo ou sem ação. Muito pelo contrário. O que estou a apontar é a aparente falta de ponderação entre os momentos com mais ação e outros com menos ação. Se algo do mesmo tipo se repete por demasiado tempo pode criar uma sensação de desconforto em quem vê o filme. No final, tem-se a sensação que o filme é cortado para colocar um fim na estória.

Se voltava a ver o filme? Voltava. É um bom filme? Sem dúvida. Pela atenção ao pormenor e pela qualidade que já se atingiu no campo da animação por computador. Ao ponto em que nos esquecemos da tecnologia (*) para nos centrarmos naquilo que verdadeiramente interessa: a estória.

(*) No meu caso isto é quase impossível, talvez por "calo" profissional. Admiro a forma como trataram o render dos materiais, principalmente nas cenas mais "molhadas". Admiro também, mais uma vez, o cuidado e a atenção dados às texturas: madeira riscada, madeira partida, objetos metálicos, objetos molhados, cabelos, pelos, areia e rocha... um festival quase "gastronómico" para os olhos.

quinta-feira, maio 21, 2015

Festival Eurovisão 2015

Mais uma vez não podia faltar a minha opinião sobre a edição deste ano do Festival Eurovisão da Canção.

Procuro, primordialmente, sonoridades novas e interessantes. Considero-me com algum gosto musical e, desde que a música seja boa, ouço todos os géneros.

Tenho pena que, cada vez mais, a língua de eleição seja o inglês. Agrada-me a diversidade cultural e penso que podemos ser unidos nessa mesma diversidade.

Para este ano faço a seguinte seleção.

Estónia

Uma música excêntrica, talvez com algumas influências de Nick Cave & The Bad Seeds. Existem também alguns solos discretos de guitarra elétrica que se assemelham aos de Mark Knopfler... será por isso que gosto desta música?


Reino Unido

Sonoridade de disco riscado, visual e vozes dos anos 20 (do século XX), apimentadas com melodias mais digitais. Uma combinação diferente e inesperada.


Montenegro

Só pelos primeiros 30 segundos já merece ter uma posição de destaque no Festival. Depois, é cantada em Montenegrino, uma escolha de louvar. Uma música assente em raízes tradicionais, com muito bom gosto.


Quanto a Portugal, espero que a Leonor Andrade tenha corrigido as afinações. A presença em palco é fundamental (e ela tem-na) e a voz é bem colocada e poderosa mas eu sou particularmente sensível a desafinações. A música não é desengraçada, seguindo o estilo do seu compositor, mas também não é nada de radicalmente novo.



sexta-feira, abril 24, 2015

Conto - O Farol (2)

As escadas em caracol terminavam num patamar em madeira mesmo por baixo da maquinaria que fazia girar a luz forte do farol. Entre esta e o patamar não havia muito espaço... talvez uns dois metros de pé direito. O suficiente para albergar um estrado em jeito de cama, uma mesa, uma cadeira e um baú. O acesso à maquinaria fazia-se por uma escada vertical em madeira. Lá fora, o vento começara a soprar com maior intensidade e arremessava as gotas de chuva cada vez mais pesadas contra os postigos, de forma claramente audível. Um calafrio percorreu a espinha de Estêvão. Pressentiu que algo não iria correr bem naquela noite. Pela primeira vez sentiu medo. Um medo difícil de definir. Um sentimento de clausura e de solidão embalado pelas ondas do mar.

quinta-feira, abril 23, 2015

Conto - O Farol (1)

Estava uma noite com o céu carregado. Nem a lua ou as estrelas conseguiam aparecer sob o manto espesso de nuvens que se abatia em redor do velho farol. O caminho para lá chegar era íngreme, pedregoso e o avançar da escuridão dificultava ainda mais a tarefa para quem não conhecesse de cor todas as armadilhas daquela rota sinuosa. Tal não era o caso de Estêvão. Agarrado ao seu cachimbo fumegante, precisava apenas do instinto e da memória para chegar à porta enferrujada que dava acesso à edificação. Vasculhou no bolso das calças e encontrou a chave pesada, comida pelo passar do tempo, de dentes bem largos e limados pelo uso sucessivo. A porta abriu-se e a sua mão escorregou pela parede à altura certa para ligar um pequeno interruptor que inundou com uma luz fria e pálida o patamar inferior do velho farol. Fechou a porta atrás de si. Olhou para cima, para as escadas em caracol que o levariam aos patamares superiores e sentiu o cheiro da humidade salgada misturada com ferrugem. Um pingo ou outro caiam dos degraus e, por vezes, estragavam na sua passagem uma ou outra teia de aranha. Agarrado ao corrimão de pintura esverdeada, pé ante pé, foi subindo, à medida que provocava o ranger da estrutura metálica. Os postigos dispostos ao longo das escadas estavam a ser pintalgados por minúsculas gotas de chuva, prenúncio de uma tempestade que se avizinhava.

segunda-feira, abril 20, 2015

Estou vivo!

Neste interregno muita coisa aconteceu na minha vida. Hoje só passei para dizer que estou vivo e que a minha veia de prosa está inchada. Provavelmente começarei a colocar algum conteúdo que ressuscite este blogue. Aguardem.

terça-feira, setembro 04, 2012

Privateering

"Privateering is about an invitation to join a ship's company. I feel it relates to me, certainly in terms of touring. I really get a buzz out of having this little group of people that goes and does this stuff. I enjoy being in command of it, I enjoy the band, I enjoy the crew thing very much. Even though privateering is a historical portrait, in the way that a privateer... his life and the kind of person that he is definitely parallels with touring". Mark Knopfler


Mark Knopfler instalou-se definitivamente na sonoridade mais calma e folk (com uma forte vertente para os blues) com este novo "Privateering", o seu sétimo trabalho a solo, distanciando-se cada vez mais do que estaríamos habituados com os Dire Straits... mas isso não é uma coisa má. Hey! Don't get me wrong! Continuo a gostar bastante de Dire Straits! Mark Knopfler mostra-nos apenas que é tão bom no rock como é agora no folk, blues ou country. Devo confessar que não morro de amores pelos seus blues em "Don´t Forget Your Hat", "Got to Have Something", "Today is Okay" ou "Hot or What" (embora goste de "Miss You Blues") aprecio mais as melodias e instrumentos utilizados em músicas como "Redbud Tree", "Hawl Away", "Privateering", "Go, Love" ou "Kingdom of Gold". "Corned Beef City" e "I Used to Could" são das suas músicas mais rockeiras. No lado oposto, temos o tom meloso de "Radio City Serenade". "Gator Blood" transmite uma imagem stereo a parecer que Mark Knopfler e a sua banda fizeram da nossa sala o seu estúdio de gravação. "After the Beanstalk" encerra este duplo álbum remetendo-nos para um tom mais country que podia muito bem ser ouvido num antigo saloon de cowboys.

Em jeito de conclusão, faz-me falta ouvir mais a guitarra de Mark Knopfler. Ele próprio admite concentrar-se agora nas letras das músicas, dando-lhes mais significado ao encurtar os seus solos de guitarra. "Privattering" é um álbum duplo e isto deve-se ao facto de Mark Knopfler estar numa fase bastante criativa. Segundo as suas palavras, "if that's just panic of time running out, I really don't know"! Esperemos que Mark Knopfler continue por muito tempo esta sua fase bastante criativa.

Mais um álbum a comprar para a minha coleção.



segunda-feira, setembro 03, 2012

Isto não é um post no meu blogue

Muitas vezes aquilo que parece, não é. Hoje acabei de descobrir isso mesmo ao descer ao piso -1 do local onde trabalho. Comecemos por colocar uma imagem que ilustre este não post.



Tem aspeto de porta, parece uma porta, tem todos os elementos que caracterizam uma porta, cheira a porta e... no entanto... não é uma porta. É, quando muito, uma semiporta. Senão vejamos:

"Porta - abertura em geral retangular, feita numa parede ao nível do pavimento, para permitir a entrada ou saída" in Infopédia.

Existe uma definição mais lacónica:

"Portaabertura para entrar ou sair." in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

A semiporta em questão não permite sair. Não verifiquei do outro lado para saber se permitia a entrada. Daí que tenha dito que, quando muito, é uma semiporta. Se não der para entrar também, direi que é uma não porta, uma sucedânea de porta ou, o que é mais grave, uma simulação de porta.

Incrédulo com o panorama que estava à minha frente, enchi-me de coragem e tentei transpor a dita semiporta. Empurrei o manípulo horizontal e, qual não é o meu espanto, a semiporta abriu-se, permitindo-me ter um vislumbre do mundo que está do outro lado da semiporta. Pareceu-me de facto o lado exterior do edifício, com ligação para o espaço aberto que é o nosso planeta terra a poucos metros de distância. Fiquei-me por aqui. Gosto de cumprir regras e não transpuz a semiporta. Confesso... tive receio do que pudesse existir do outro lado. Uma falsa porta como esta pode conduzir-nos a uma falsa realidade... pode dar-nos passagem para outro espaço-tempo que não o nosso, fazendo-nos viver uma vida falsa, porque vivida nessa falsa realidade. Vi demasiados episódios do Fringe para sequer tentar atravessar a semiporta.

Se a porta elétrica do piso 0 alguma vez não funcionar, não sei como poderei sair do edifício... pelo menos sem desvirtuar o conceito que tenho enraizado desde a minha infância sobre janelas. Isto para já não falar numa situação de emergência!

quinta-feira, julho 26, 2012

O desrespeito pela língua portuguesa

Hoje fui à mailbox do meu papy e eis se não quando, deparo-me com um flyer da Pizza Hut... esse franchising que prolifera por aí.
God! Juro que não percebo essa ideia de que tudo o que é estrangeiro é que é cool! Vejam o que vinha nesse flyer (parte esquerda da imagem abaixo).


Tanta coisa só para não chamar "PIZZA CABRA", porque é feita com queijo de CABRA (a minha sugestão, do lado direito da imagem)!

Parece que já os estou a ouvir dizer:

- Ai, não! Porque chèvre é mais fino e tal! Porque é feito com queijo chèvre!

Mais respeito pela língua de Camões, meus senhores! E comecem a chamar os bois (ou cabras) pelos nomes!

Descubra as 3 diferenças... (#3)


quinta-feira, julho 05, 2012

Prometheus

Bem... já passou algum tempo desde que coloquei o último post de cariz mais pessoal!

Desta feita vou falar-vos do último filme que fui ver ao cinema e que dá pelo nome "Prometheus".


Já li muitas críticas negativas sobre este filme e alguns dos meus amigos corroboraram e partilharam dessas críticas antes que me deslocasse ao cinema para vê-lo.

Primeiro vou falar-vos das razões que me levaram a escolher este filme para voltar às salas de cinema dois anos depois da última incursão (por causa do filme "Avatar" de James Cameron):
  • Ridley Scott é um dos meus realizadores de culto. Basta mencionar filmes como: "Blade Runner - Perigo Iminente", "Alien - O Oitavo Passageiro", "1492: Cristóvão Colombo", "Gladiador" e "Robin Hood";
  • Prometheus é considerado uma prequela de "Alien - O Oitavo Passageiro".
Deixei passar propositadamente dois dias antes de fazer a minha crítica. Por um lado, para ter mais sangue frio para falar sobre a experiência cinematográfica. Por outro, para digerir melhor tudo o que vi.

A melhor forma de fazer a crítica, é salientar os aspetos positivos e negativos, tentando não usar spoilers.

Aspetos Positivos
  • O 3D é usado com conta, peso e medida, acrescentando mais realismo ao filme. É mesmo "Real 3D".
  • A fotografia é cuidada. Do melhor que tenho visto. A sequência inicial é particularmente bela e beneficia muito do "Real 3D".
  • O desempenho dos atores é, de uma forma geral, boa. Destaca-se dos restantes Michael Fassbender no desempenho notável da personagem David (o robô humanóide de serviço). Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que é o melhor desempenho em papéis deste género de todos os filmes e séries que já assisti.
  • A atenção aos detalhes é impressionante. Não falo propriamente da narrativa mas antes de tudo o que se prende com aspetos visuais (com uma exceção mencionada nos aspetos negativos).
  • A cadência do filme mantém-nos sempre "agarrados" à cadeira, do princípio ao fim do filme.
Aspetos Negativos
  • Os estereótipos das personagens usadas nos filmes da saga "Alien" continuam: os bonzinhos, os heróis incidentais, os durões, os medricas, os malévolos.
  • As personagens têm, de uma forma geral, uma personalidade muito superficial.
  • Algumas partes da narrativa são excessivamente previsíveis, estilo "estes vão ser os primeiros a morrer" e noutras vê-se que falta algo mais.
  • A caracterização de Guy Pearse no papel de ansião não se enquadra com o restante nível do filme. Parece que contrataram o maquilhador de um filme da categoria B.
Conclusão

Basta dizer que será com certeza um DVD a adquirir, desde que seja um Director's Cut. Haverá com certeza algumas cenas extra que tornarão o filme ainda melhor e unirão as pontas soltas deixadas na versão para cinema.

Os aspetos positivos compensam largamente os aspetos negativos. Trata-se de um bom filme de ficção científica... e há tão poucos hoje em dia.

Embora talvez não esteja ao nível de "Alien - O Oitavo Passageiro", é uma boa espécie de prequela que aponta para uma nova saga Alien.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Um farol ao estilo de Monkey Island 4

Já devo ter referido que nunca fui muito de jogar no computador e que no tempo do meu Timex 2068 preferia passar o tempo a programar do que a jogar. Quando por volta de 1994-95 aderi ao mundo dos PC (pelas mãos de um HP Vectra VL2 4/66), comecei a jogar mais. Em 1998 travei conhecimento com o jogo "Monkey Island 4 - Escape from Monkey Island". Eu já era um verdadeiro aficionado da saga Monkey Island mas o que mais me cativou no Monkey Island 4 foi o grafismo do jogo. A influência foi tal que durante algum tempo desenhei bastantes coisas com luas desproporcionadas e nuvens que faziam lembrar bolos de massa enrolada, tudo conjugado com temas náuticos. Desses desenhos resgatei este que vos apresento que, além da lua desproporcionada e das nuvens enroladas, também tem um farol e um vulcão. Os faróis são, para mim, construções míticas que fazem parte do meu imaginário. Nada melhor - pensava eu quando era pequeno - do que estar num farol, enrolado num cobertor, durante a noite, enquanto as vagas alterosas fustigavam as paredes da edificação e a luz, girando, avisava as embarcações distantes que se aproximavam de terra.

terça-feira, janeiro 25, 2011

Guia Prático do Condutor Acéfalo - 09

Pensavam os incautos leitores que este Guia Prático do Condutor Acéfalo não tinha uma palavra a dizer sobre os condutores de motociclos? Enganam-se! Hoje debruçar-me-ei sobre a única (?) particularidade que interessa sobre este tipo de condução acéfala. O uso do capacete.

São sobejamente conhecidos todos os aspectos negativos que advêm da utilização do funesto capacete. Indicarei apenas alguns:
  • O revestimento interior faz suar a cara em geral e as sobrancelhas em particular;
  • A correia de prender o capacete dilacera a barbela;
  • A viseira impede que o condutor desfrute do ar fresco em geral e dos insectos esparramados na cara em particular;
  • A audição do meio circundante assemelha-se ao que se teria se o condutor tivesse a cabeça enfiada num caixote de cartão;
  • Os efeitos benéficos da água destilada da chuva sobre o couro cabeludo não se fazem sentir;
  • etc.
De tudo isto depreende-se que a postura correta será a não utilização do capacete.

No entanto, é sobejamente conhecido o impacto de algumas marcas de capacetes na capacidade de engatar gajas e/ou gajos. Assim, sugerem-se alguns usos para o capacete, do mais importante para o menos importante:
  • Existem algumas motas com compartimentos apropriados para guardar capacetes, por isso, na altura da condução mantenha o capacete nesse compartimento e quando já não conduzir, coloque-o debaixo do braço e ostente-o com orgulho;
  • Se preferir utilizá-lo enquanto conduz, coloque-o no cotovelo (enfiando o braço pela viseira e tirando-o pela parte de baixo do capacete) porque, afinal, o cotovelo é uma articulação formada por um dos conjuntos de ossos mais importantes do corpo humano (pelo menos mais importante que a caixa craniana de um condutor acéfalo(*));
  • Se preferir utilizá-lo na cabeça enquanto conduz, não o enfie totalmente; ao invés, coloque-o apenas enfiado até à testa porque assim, e em caso de impacto, o capacete removerá o seu nariz que, como se sabe, é outra parte do corpo humano com utilidade obscura.
Seguindo estes conselhos, estará certo de que passará muitas e alegres tardes a apanhar do asfalto a sua própria massa encefálica(**).

(**) Por definição, um condutor acéfalo não terá cérebro, logo, a caixa craniana não terá utilidade específica comparativamente com a articulação do cotovelo.

(**) Por definição, um condutor acéfalo não terá cérebro, logo, muito provavelmente não terá muita massa encefálica para apanhar (se é que terá alguma). No entanto, isto não será um impedimento sério a que passe alegres tardes a apanhar do asfalto outro tipo de coisas que lhe saiam da cabeça. 

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Enigma MMX

Já devem saber que gosto de Enigma. Ontem foi um dia histórico para Michael Cretu (o fundador de Enigma) porque terminou a composição da "MMX (The Social Song)", um projecto EnigmaSpace.



Em poucas palavras, resume-se este projecto como sendo uma colaboração à escala planetária para compor uma música. Os utilizadores registados gravaram as suas propostas para as vocalizações, decidiram o estilo da música e depois Michael Cretu reuniu as peças mais votadas e misturou tudo numa música que para mim foi bem conseguida. Não foge ao espírito de Enigma, isto é, tem uma batida cativante, as vocalizações têm uma aura étnica e o crescendo ao longo da música (observável pela representação gráfica acima) leva-nos para as esferas da meditação e do chill out.

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Já Cheira a Natal!

Pelo menos lá em casa...

Ontem não escapou. Montei a árvore e o presépio com a ajuda da minha esposa. Custou menos a montar do que julgávamos (já não nos recordávamos do que tinha custado nos três Natais passados) e acabámos por assumir que, devido a termos montado a árvore e o presépio bastante perto do Natal, também a iríamos manter mais um pouco depois dos Reis.



O presépio, ainda que bonito, ainda não é o ideal. Trata-se de uma peça única e grande parte das recordações que eu e a minha esposa temos, é do presépio montado com figurinhas ao estilo das cascatas de S. João. Portanto, o próximo passo é arranjar um lugar onde se vendam esse tipo de figurinhas.


O tempo de Natal tem uma magia própria. Isso é inegável. São estes primeiros passos que nos orientam ao longo do Advento e tudo culmina com a reunião familiar à volta de um bom prato de bacalhau com batatas.

Este ano não deixemos de ser solidários para que todos possam ter um Natal de sonho!

terça-feira, dezembro 14, 2010

A Fúria do Açúcar

Não vou falar de música.

Será que a indústria açucareira não sabe que pela altura do Natal se consome mais açúcar?
Será que a indústria açucareira não sabe que a matéria-prima continua a chegar a portugal?
Será que as pessoas consomem assim tanto açúcar que, ao ouvirem as notícias sobre a possível falta de açúcar vão a correr até ao supermercado mais próximo para adquirir 10 quilos de açúcar? Para mim e para a minha esposa, 10 quilos de açúcar dão para 10 anos (é verdade que não fazemos muitos doces em casa e eu não coloco açúcar em nada)!
Será que as televisões têm comissão sobre o aumento especulativo do preço do açúcar?
Será que está tudo doido? Deviam todos ir para a Idade Média, naquele tempo em que se queriam adoçar alguma coisa, teria de ser com mel porque o açúcar ainda não existia na Europa! Não! Espera! Se calhar é melhor não... não vá o mel acabar nas prateleiras dos supermercados!

Festival Eurovisão da Canção 2018

Como é tradição, aqui vai a minha apreciação do Festival da Eurovisão deste ano. E o vencedor é... ...novamente Salvador Sobral! Sim. ...