segunda-feira, abril 06, 2009

Quem quer ser Bilionário?

Dois motivos para ir ao cinema:
  • Já não me lembrava da última vez que tinha ido ao cinema;
  • Alguns amigos aconselharam-me vivamente a ver o "Quem quer ser Bilionário";
Para já, gosto da banda sonora. Graças à A.F.O., é o que tenho ouvido recentemente.

Agora comecemos pelo título... preciosismos... um bilião em Portugal corresponde a milhão de milhão, ou seja: 1.000.000.000.000. Nos Estados Unidos da América, um bilião corresponde ao milhar de milhão português, ou seja: 1.000.000.000. O prémio a pagar ao "herói" do filme seria, na melhor das hipóteses, 20.000.000 (vinte milhões) de Rupias Indianas ou, em Euro, cerca de 313.700 (trezentos e treze mil e setecentos) ou, em Dólares dos Estados Unidos da América, cerca de 401.505 (quatrocentos e um mil quinhentos e cinco). Portanto, o termo bilionário parece-me excessivo.

Voltando ao que importa, fui ver o "Quem quer ser bilionário" aos cinemas Lusomundo do Parque Nascente (Rio Tinto). Estavam pouco mais de 20 pessoas (era uma sexta-feira, às 14:30 da tarde) na sala. O som era bom mas o filme apareceu sempre com riscas finas verticais negras do lado direito. Lembro-me que quando fui ver o King Kong a estes cinemas, o filme esteve desfocado na primeira parte (eles fazem um intervalo de sete minutos a meio do filme). Portanto, um voto negativo para a qualidade de imagem no cinema, em contraste com o voto positivo para a qualidade da fotografia.

Mesmo assim, posso dizer sem sombra de dúvida que é um filme bem feito. Caracteriza muito bem os contrastes existentes na Índia e a atmosfera oriental. Os desempenhos dos actores são acima da média, mesmo por parte das crianças. A estória está muito bem conseguida, fazendo o paralelismo entre a biografia do "herói" principal e as perguntas que lhe iam calhando no concurso "Quem quer ser milionário/bilionário", ao jeito de flashback. A banda sonora, como já referi, é boa, estabelecendo uma ponte entre a música tradicional indiana e apontamentos mais modernos como o rap. Um pouco mais cliché é a moral subjacente à estória... mas, não há filmes perfeitos. No fim é apresentada uma coreografia com os actores, muito ao jeito das produções de Bollywood.

Nota final: um filme a merecer, mais tarde, um lugar na minha prateleira de DVD's.

Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...