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sexta-feira, março 04, 2011

Capacidades Cerebrais

Segundo Susan Weinschenk, existem três tipos de pedidos que podemos fazer a uma pessoa: cognitivo (pensar e lembrar), visual e motor. Cada um destes pedidos corresponde a uma capacidade cerebral. Uma das coisas que temos de ter em conta é que...

Nem todas as capacidades são iguais

Cada uma das capacidades usa diferentes quantidades de recursos mentais. Por exemplo, se pedirmos a uma pessoa que olhe para algo ou encontre algo num ecrã (visual) ela estará a usar mais recursos do que se estivesse a carregar num botão ou a mover o rato (motor). Essa pessoa utilizará ainda mais recursos se tiver que pensar, lembrar-se de algo ou fazer um cálculo mental (cognitivo). Assim, e no sentido da diminuição das quantidades de recursos mentais utilizadas, temos: cognitivo, visual e motor.


Tudo se resume a soluções de compromisso

Do ponto de vista dos fatores humanos, quando se desenha um produto, aplicação ou website, enfrentam-se sempre soluções de compromisso. Se tiver de adicionar mais cliques mas, ao fazê-lo, o utilizador não se esforçar a pensar ou recordar, pode valer a pena. Clicar (motor) usa menos recursos mentais do que pensar (cognitivo). Susan conta ainda um caso em que, numa investigação, os voluntários tinham de dar mais de 10 cliques para executarem uma tarefa. Quando acabavam, sorriam e diziam "Foi fácil!" porque cada passo era lógico e dava-lhes o que estavam à espera. Não precisavam de pensar.

Reduzir os recursos mentais para tornar a tarefa fácil

A maior parte das vezes, quando se consideram os recursos mentais na etapa de design, procura-se reduzir esses recursos (especialmente os cognitivos e visuais) para tornar o produto mais fácil de usar.

Aumentar os recursos mentais para chamar a atenção

Às vezes é necessário aumentar os recursos mentais. Por exemplo, para captar a atenção de alguém, pode-se colocar mais informação visual (imagens, animações, vídeos) e, desta forma, aumentar os recursos mentais visuais do produto.

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Um farol ao estilo de Monkey Island 4

Já devo ter referido que nunca fui muito de jogar no computador e que no tempo do meu Timex 2068 preferia passar o tempo a programar do que a jogar. Quando por volta de 1994-95 aderi ao mundo dos PC (pelas mãos de um HP Vectra VL2 4/66), comecei a jogar mais. Em 1998 travei conhecimento com o jogo "Monkey Island 4 - Escape from Monkey Island". Eu já era um verdadeiro aficionado da saga Monkey Island mas o que mais me cativou no Monkey Island 4 foi o grafismo do jogo. A influência foi tal que durante algum tempo desenhei bastantes coisas com luas desproporcionadas e nuvens que faziam lembrar bolos de massa enrolada, tudo conjugado com temas náuticos. Desses desenhos resgatei este que vos apresento que, além da lua desproporcionada e das nuvens enroladas, também tem um farol e um vulcão. Os faróis são, para mim, construções míticas que fazem parte do meu imaginário. Nada melhor - pensava eu quando era pequeno - do que estar num farol, enrolado num cobertor, durante a noite, enquanto as vagas alterosas fustigavam as paredes da edificação e a luz, girando, avisava as embarcações distantes que se aproximavam de terra.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Definição de Acessibilidade e Usabilidade

Esta mensagem deveria ter sido uma das primeiras. No entanto, considerem-na umas boas-vindas para todos quantos, através do Facebook, lêem as mensagens do meu blogue etiquetadas com Acessibilidade e Usabilidade Web, recolhidas na página AUW - Acessibilidade e Usabilidade Web.

Num curso Moodle sobre "Acessibilidade na Sala de Aula" promovido pela Universidade do Porto, dei a minha definição de acessibilidade:

Acessibilidade é o grau com que determinada tecnologia consegue chegar ao maior número de utilizadores possível.

É uma visão tecnológica da acessibilidade. Não está errada mas é com certeza incompleta.

O Dicionário da Língua Portuguesa da Infopédia define acessibilidade como "facilidade no acesso; facilidade na obtenção; conjunto das condições de acesso a serviços, equipamentos ou edifícios destinadas a pessoas com mobilidade reduzida ou com necessidades especiais". Já o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa é mais vago e lacónico, definindo a acessibilidade como a "qualidade do que é acessível". Consultando a definição de acessível tem-se "a que se pode chegar, Figurado lhano (singelo no trato, franco, sincero), dado, tratável".

Debruce-mo-nos agora sobre usabilidade. O dicionário da Priberam define usabilidade como a "qualidade do que é usável, característica do que é simples e fácil de usar, capacidade de um objeto, programa de computador, página da internet, etc. de satisfazer as necessidades de um utilizador de forma simples e eficiente". O dicionário da Infopédia atribui este conceito ao domínio da informática, afirmando que é a "característica de um produto (página da Internet, programa, etc.) que se adapta convenientemente ao objetivo para o qual foi concebido".

Por esta altura já começamos a vislumbrar que, no que respeita à Internet, os conteúdos disponibilizados devem ser acessíveis E usáveis. Isto porque, se por um lado a acessibilidade permite que qualquer utilizador consiga aceder à informação, a usabilidade garante que essa informação é tratável e fácil de apreender.

Para melhor compreensão, tomemos o exemplo que se segue.

Imagine que um utilizador genérico caminha por uma estrada amarela (ao estilo d'O Feiticeiro de Oz) e depara-se com um labirinto.


O labirinto está construído de tal forma que tem espaço suficiente para o utilizador em causa passar e o caminho para a saída está corretamente assinalado. É um labirinto acessível, na medida em que desvirtua o próprio conceito de labirinto (porque indica o caminho para a saída). No entanto, para o utilizador, um labirinto no seu caminho não é a usabilidade no seu melhor! Usável seria que não houvesse labirinto e que o utilizador pudesse seguir o seu caminho de forma mais simples e sem constrangimentos.

terça-feira, julho 10, 2007

Fakir

Um Fakir (ou Faqir) é um recluso, um eremita, um pedinte. O meu estereótipo de Fakir é representado aqui por dois desenhos meus, que elaborei circa de 1998.



O Fakir aqui representado é nada mais, nada menos que o emblemático Mustafa Al Shariff, muito conhecido em Xabregas por palmar as carteiras dos incautos frequentadores dos autocarros da carris. O bichinho de estimação do Mustafa é o não menos conhecido Dumbe, diminutivo de Dumb Elephant. As suas habilidades mais notórias encontram-se aqui retratadas: programar com o auxílio da tromba e saltar para dentro de bacias de água desproporcionais ao seu corpo.

P.S. Sim... o monumento que serve de pano de fundo ao primeiro desenho é uma das novas 7 maravilhas do mundo: o Taj Mahal!

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Cangurik: Uma Árvore, Um Amigo

Quem for da minha geração, com certeza vai lembrar-se disto!

Longe vai o tempo em que a Nestlé tinha outra mascote para o seu produto "Nesquik"... uma que não era prima afastada do Bugs Bunny. Falo, claro, do simpático Cangurik!

Para além das preocupações de marketing, este canguru tinha também preocupações ecológicas. Joel Branco cantou esta música da qual transcrevo agora a letra e que se encontrava associada a este personagem (repare que o Cangurik usa fato-macaco igual ao dos jardineiros).

Refrão:

Uma árvore, um amigo
que devemos bem tratar.
Um amigo de verdade
tão fiel como a amizade
que podemos cultivar.


Sabes que uma árvore
é um pouco de beleza
que protege a Natureza
e purifica o nosso ar.

Dá-nos a madeira
e tanta coisa que fascina
a cortiça ou a resina
mais a fruta do pomar.

Oh! Vamos fazer uma floresta
Vem, plantar amigos uma festa
Tão rica e modesta
Vamos semear.


Refrão

Sabes que uma árvore
É um bem de toda a gente
Não estragues o ambiente
Não lhe sujes o lugar

Vamos, vamos, vamos
Defender a nossa vida
Que uma árvore esquecida
Pode às vezes ajudar.

Sim, vamos fazer uma floresta
Vem, plantar amigos uma festa
Tão rica e modesta
Vamos semear.


Refrão

E por que carga de água eu lembrei-me disto? Olhem... nem eu mesmo sei... um dia, esta música apareceu na minha cabeça... qual pedaço de papel tirado por acaso de uma pilha de papéis de um qualquer sótão empoeirado.

Se quiserem ouvir esta música e recordar os vossos tempos de infância (se esta aconteceu nos anos 70-80), visitem o site http://www.misteriojuvenil.com/ ou, mais diretamente, no YouTube.



Advertência 1: são capazes de sentir uma certa e determinada nostalgia...

Advertência 2: o desenho do Cangurik foi feito por mim, inspirado num desenho que encontrei no Google, mas que não tinha qualidade suficiente para figurar no meu blog.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Monge Organista

O pior foi começar... é evidente que esta febre de publicar desenhos meus a uma velocidade estonteante, não vai durar para sempre... penso até que agora vou fazer um pequeno interregno.
Mas, já andava com uma ideia na minha cabeça há algum tempo e resolvi passá-la ontem para papel digital.

Primeiro, falemos da ideia.

Um monge franciscano, invadido pelo amor que sente pela música, resolve ausentar-se do seu quarto, com um candelabro que lhe ilumina os caminhos pelos corredores escuros e cinzentos do velho mosteiro. O seu destino é uma pequena capela, onde o elemento decorativo mais vistoso é um vitral em forma de cruz. Lá, um órgão espera por alguém que saiba como tirar melodias divinas da sua caixa de madeira. O monge pendura o candelabro, abre o livro com pautas musicais e começa a tocar o "Kyrie Eléison".

Agora, falemos da envolvente deste desenho.

Para começar, "Kyrie Eléison" é uma frase grega que significa "Senhor, tem piedade".

Relativamente ao desenho, e como o anterior, serviram principalmente para testar as potencialidades de uma gadjet que adquiri há dois meses atrás, mas que ainda não tinha dado muito uso. Se quiser saber mais pormenores, visite o site da Wacom Volito 2. E sim... recomendo vivamente este produto.

Desta vez não recorri a digitalizações. Desenhei, colori e apliquei algumas sombras no programa ArtRage2. Se quiser testar este programa, está disponível um download gratuito. É um programa bastante realista e que nos dá a verdadeira sensação de desenhar com lápis, carvão, gouache, canetas de feltro, etc. Depois, dei os acabamentos finais no meu inseparável Photoshop: um toque de sombras aqui e ali, o arco ogival ligeiramente desfocado, o chão rude em pedra e o brilho da vela. O desenho tem muitos mais detalhes do que esta versão mais pequena consegue transmitir. Estou bastante satisfeito com a atmosfera que consegui criar (modéstia à parte).

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Serenata ao Luar

Em tempos disse que iria colocar aqui alguns desenhos de minha autoria. Gosto de cumprir promessas, por isso, aqui fica mais uma contribuição.

Desta feita, e em virtude de umas organizações que fiz no sótão, encontrei esta "preciosidade" desenhada numa folha quadriculada e achei que ela merecia uma "lavagem de cara".

Digitalizei a folha de papel para o Photoshop e acrescentei uma nova layer onde decalquei os traços originais. Depois, foi só colorir e aplicar alguns efeitos.

Espero que gostem.

quarta-feira, setembro 20, 2006

Fiu-Fiu

Um dos hábitos que tenho desde tenra idade é desenhar. Quando arrumei o meu sótão, descobri montanhas de cadernos onde fazia os meus rabiscos. Folhas todas preenchidas. Um treinamento de anos, que começou a dar os seus frutos na escola primária. A Dona Edite adorava os meus desenhos! E eu, todo contente, adorava ilustrar as minhas redacções.

Já na Preparatória, fui o menino bonito da professora de Educação Visual. Na primeira aula disse-nos para fazermos um desenho que nos identificasse, na capa onde guardaríamos os desenhos ao longo do ano. Fiz um leão. Que convencido! Mas ela adorou o meu leão e todos os outros desenhos que fiz. Eu adorei os cincos que me dava!

Na secundária, o bichinho do desenho cresceu ainda mais. Escolhi a área E - Artes Visuais. No 12º ano desenvolvi a técnica de desenhar, verdadeiramente. Ao concorrer ao ensino universitário, lá puz "Design e Artes Gráficas" na Escola de Belas Artes do Porto, mas em último lugar... isto porque me convenceram que com esse curso, passaria a vida a desenhar nos passeios da Rua de Santa Catarina. Talvez não tivesse sido assim.

Quando entrei para Engenharia Mecânica, encontrei um colega na rua que tinha estudado comigo no 12º ano e que me perguntou:

- Então? Entraste em Belas Artes?
- Não. Coloquei Engenharia em primeiro lugar. Mas teria entrado! Tirei 85% na prova de desenho.
- Olha... eu não consegui entrar em Belas Artes... Deus dá pérolas a porcos!

Fiquei a olhar para ele... e nestes anos todos, de vez em quando, fico a pensar se não estarei de facto a desprezar algumas pérolas.

Os meus cadernos estão muitas vezes desenhados... ainda hoje, o desenho é uma escapatória para mim.

Prometo publicar aqui algumas das minhas pérolas em bruto.

Para já, apresento-vos o Fiu-Fiu. Desenhado a lápis, com acabamentos no Photoshop.


Festival Eurovisão da Canção 2018

Como é tradição, aqui vai a minha apreciação do Festival da Eurovisão deste ano. E o vencedor é... ...novamente Salvador Sobral! Sim. ...