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quarta-feira, julho 13, 2016

Joel Branco: Piquenique

Ainda na senda do nosso amigo Cangurik, trago-vos outra música interpretada por Joel Branco.

Desta feita, trata-se da música "Piquenique". Lembro-me perfeitamente do coro de crianças e dos versos engraçados que o Joel Branco ia cantando para rimar com o nome das crianças: "Luís, tens uma formiga no nariz"!

Vamos lá, mais uma vez para a memory lane.

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique
Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear
Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique
Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Talvez haja um pinheiro
Que é bravo, altaneiro
Deixando a resina escorrer
Ou um outro que é manso
Mais sombra e descanso
Com pinhas, pinhões p'ra comer

Eucaliptos a par
Que nos deixam no ar
Um cheirinho que só nos faz bem
O sobreiro em repouso
De tronco rugoso
Com cortiça e bolotas também

Lá vamos...

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Aurora, Aurora vamos embora"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Ó João, João não te sentes no chão"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Gaspar, Gaspar põe-te a cavar"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Castanheiros que dão
Os ouriços que são
As castanhas que alguém assará
Um carvalho imponente
Parece que é gente
Azinheira, bolotas, sei lá

E mais tarde na hora
De virmos embora
Apanhamos o lixo em redor
É bonito o asseio
Sujar é tão feio
Com tudo limpinho é melhor

Lá vamos...

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Ó Zé não faças banzé"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Ah, Ah, ó Luís tens uma formiga no nariz"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Ó Carlota não apanhes bolota"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Atão J'aquina, 'tás cheia de resina"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Vamos passear

"Man'el não te esqueças do farnel"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Mais um piquenique

"Isabel 'tás toda suja de mel, Isabel"!

Piquenique, piquenique, piquenique
Todos a cantar:

"quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni
  quenique mais um piqueni"

Piquenique, piquenique



quarta-feira, julho 21, 2010

Semiótica

Semiótica - (s. f.) Ciência dos modos de produção, de funcionamento e de recepção dos diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou colectividades.

Uma das minhas funções enquanto Web Designer é a de criar os mais variados ícones para interfaces que actuam como elementos informativos ou que despoletam um qualquer tipo de acção.

Este processo criativo pode ser bastante difícil, dependendo do que o ícone é suposto representar.

No início do desenvolvimento do Sistema de Informação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, pareceu-me ser uma boa ideia recorrer à analogia dos sinais de trânsito para ilustrar algumas respostas do sistema a acções do utilizador.

Assim, utilizou-se, entre outros:

  • Sentido Proibido - o utilizador não tem permissões para aceder a uma página (ultimamente optou-se por retirar este símbolo uma vez que alguns utilizadores consideravam-no "chocante");
  • Via Sem Saída - o sistema não encontrou dados para a pesquisa efectuada;
  • Perigos Vários - chamada de atenção sobre determinadas acções ou informações;
  • Via Sem Cruzamentos de Nível (Auto-estrada) - a informação foi submetida com sucesso.
O fascínio pelos sinais de trânsito vem dos meus tempos de criança. Recordo-me de receber como presente o jogo "Sinais de Trânsito - Loto" da Majora, em tudo igual ao loto normal mas em que os números eram substituídos por sinais de trânsito. Também fui presenteado com outro jogo intitulado "Sinais de Trânsito", fabricado em Oliveira de Azeméis e que era composto por um conjunto de sinais de trânsito e por dois carrinhos de Fórmula 1 (como se os carros de Fórmula 1 tivessem, na sua actividade comum, de respeitar os sinais de trânsito). O intuito deste último jogo era dispor os sinais de trânsito ao nosso bel-prazer e depois, com os carrinhos, percorrer os sinais de trânsito respeitando as suas indicações.


Se pensarmos bem, os sinais de trânsito dão-nos algumas pistas acerca do processo da criação de ícones para aplicações:

  • Os desenhos devem ser simples e inequívocos;
  • A paleta de cores deve ser criteriosamente estudada para proporcionar o melhor contraste possível tendo em vista a correcta identificação do que está representado;
  • As cores podem ser associadas a determinados contextos (vermelho - perigo ou proibição; azul - informação) desde que não exista quebra do contexto em toda a aplicação e desde que a cor não seja o único elemento identificativo de um determinado contexto (pense-se nos indivíduos que não conseguem ter uma percepção normal das cores);
  • As formas dos sinais podem ser associadas a determinados contextos (triângulo - perigo; circular - proibição; quadrado - informação) desde que não exista quebra do contexto em toda a aplicação. Note-se que, no caso dos sinais de trânsito, existem formas especiais como o triângulo invertido (perda de prioridade) e o octógono (stop) que tanto informam o condutor que se apresenta a esse sinal de frente como o condutor que vê o sinal "de costas".

sexta-feira, outubro 03, 2008

Adeus Multinho!

Não se faz...

25 anos (1/4 de século) a conviver com alguém e fazem-lhe isto!


Para quem não sabia... o simpático boneco verde do Multibanco chamava-se Multinho! Posso dizer que o conheço desde sempre. Hoje, quando fui a uma caixa multibanco, ele já lá não estava. Foi-se embora, e possivelmente para sempre. Fiquei com uma sensação de perda. Como se uma parte do meu mundo tivesse desabado.

E agora perguntam vocês: e quem o veio substituir? O NOVO MULTINHO!

Bem giro, não? Bastante giro até, se tiver sido desenhado por uma criancita da primária.

Se haviam dificuldades com o possível crash das bolsas mundiais, com a escalada das taxas de juro, e com o pandemónio instalado em praticamente todos os mercados financeiros, a partir de agora as coisas só podem piorar.

O bonequinho do multibanco fugiu e deixou-nos esta simpática besta cujo olhar nos transmite a profundidade de pensamento de uma lesma. Os braços no ar com que nos saúda, quase faz parecer que lhe estamos a roubar dinheiro. Talvez um sentimento recalcado por parte dos bancos, com medo que os seus clientes prefiram antes o velho colchão para guardar as suas economias ao vislumbrarem a crise na banca.

Do paleio dos criativos tira-se: "Uma das grandes motivações que tivemos foi a linguagem gráfica que criámos, de uma grande simplicidade, daquilo que também hoje a tecnologia representa. A tecnologia é simplicidade, conveniência e interactividade, e foi isso que tentámos desenvolver para a linguagem gráfica tanto da marca SIBS como da marca Multibanco".

Acho que neste caso confundiram simplicidade com infantilidade.

Tirando o boneco, notam-se algumas preocupações do ponto de vista da acessibilidade mas que, quanto a mim, não resultaram. As letras brancas sobre fundo negro produzem um maior contraste mas, por outro lado, a letra utilizada é demasiado fina. Com toda a certeza, algumas pessoas com problemas ao nível da visão terão dificuldades em ler o que está no ecrã.

quarta-feira, agosto 27, 2008

Os meus telemóveis

Depois de um interregno para férias (em breve colocarei por aqui algumas propostas de roteiros de viagem), apetece-me dar-vos a conhecer os telemóveis que usei pela minha vida fora até hoje.

Da esquerda para a direita, aqui vão eles.

Siemens S10 (1998 - 1999)
O meu primeiro telemóvel e um verdadeiro calhamaço! Comprei-o pelo seu design arrojado para a altura. Depois de já ter a compra feita, o vendedor do extinto Carrefour de Gaia (Continente, hoje em dia) virou-se para mim e disse: esse telemóvel é o único que tem ecrã colorido! E de facto tinha um ecrã colorido de cristais líquidos que apresentava nada mais nada menos que três cores: azul escuro, vermelho e verde. Tinha um som espectacular nas chamadas e o controlo de volume era feito com uma tecla dedicada situada num dos lados do telemóvel. Do outro, uma tecla permitia gravar 20 segundos de discurso! Ainda não vinham incluídos jogos, câmara de filmar, nem internet ou toques polifónicos. Era um Telecel (Vodafone, hoje em dia).

Siemens C25 (1999 - 2000)
Comprei este telemóvel por necessidade. A minha namorada na altura (e hoje minha esposa) tinha um TMN. Como passávamos algum tempo ao telemóvel, tornou-se vantajoso adquirir um da mesma rede. Embora ficasse com a ideia no S25 (ecrã colorido parecido com o S10, jogos, agenda e internet), razões monetárias levaram-me a optar por este. Mesmo assim, apreciei a sua simplicidade, e o seu tamanho reduzido. É evidente que os jogos, a câmara de filmar, a internet e os toques polifónicos ainda não tinha sido incluídos neste bichinho. Comparativamente com o S10, deixei de ter a tecla dedicada para o volume, o ecrã colorido e a tecla de gravação.

Siemens S35 (2000 - 2002)
Um dos melhores telemóveis que tive. O ecrã não era colorido mas tinha uma resolução muito melhor, com ícones associados às entradas do menu. Uma porta de infra-vermelhos possibilitava a comunicação com o PC, o que se tornava útil para aceder à internet (ainda sem GPRS... só GSM). Trazia ainda dois jogos (pelo menos que eu me lembre): um parecido com as Minas do Windows e outro que nos fazia percorrer um labirinto em busca da saída. Trazia duas teclas para alterar o volume das chamadas e a tecla de gravação, tal como o meu antiguinho S10. Ainda não se falava muito em máquinas fotográficas nem em toques polifónicos. Finalmente tinha a hipótese de marcar eventos na agenda e no calendário incorporados.

Siemens S55 (2002 - 2004)
Resisti ao apelo do S45 mas não ao apelo do S55: ecrã colorido de 256 cores! E, ainda para mais, poderia acoplar ao telemóvel uma máquina fotográfica! A internet deixou de ser GSM para passar a ser GPRS. A memória do telemóvel era aberta, o que me permitiu, através da porta de infra-vermelhos e de um portátil, transferir imagens, jogos e toques polifónicos (sim... este telemóvel já tinha toques polifónicos de 16 canais). A agenda era bastante decente, com muitas informações disponíveis para cada contacto.

Siemens S65 (2004 - 2006)
Bastou olhar para este telemóvel uma vez para ficar absolutamente rendido: pormenores cromados e negros, teclas transparentes e bem iluminadas, ecrã enorme de 65.000 cores, toques polifónicos de 40 canais, cartão de memória, câmara fotográfica de 1.3 Mega Pixel. Porém, no dia em que o comprei, trouxe-me a primeira decepção: a câmara fotográfica era má. As imagens eram de qualidade inferior às do telemóvel C65! Muito grão, pouca saturação das cores, fraco comportamento com pouca luz... enfim... fiquei decepcionado, porque na altura queria um telemóvel que conseguisse tirar fotografias decentes.

Sony Ericsson K750i (2006 - ?)
Já deve ter reparado no padrão Siemens de todos os meus telemóveis até esta data. A verdade é que inexplicavelmente os telemóveis da Siemens foram ficando cada vez mais para trás da concorrência, numa queda que se verificou a partir do Siemens S55. A dada altura, muita gente tinha queixas dos telemóveis Siemens, que não cumpriam com os seus deveres em tarefas tão básicas como os SMS. Os telemóveis eram vendidos com muitos bugs de software e as actualizações demoravam a chegar. Entretanto, deu-se a fusão inesperada da Siemens com a BenQ, que só veio piorar as coisas. Os telemóveis BenQ-Siemens estão virtualmente extintos, pelo menos no mercado europeu. E é uma pena. Tive de mudar de fabricante. Os Nokia nunca me chamaram muito a atenção e acabei por preferir a Sony Ericsson e o seu aclamado telemóvel K750i. O rol de funcionalidades continua a ser impressionante ainda hoje: Ecrã TFT de 256.000 cores, toques polifónicos de 40 canais, cartão de memória, GPRS, Infravermelhos, Bluetooth, ligação USB, Câmara fotográfica de 2 Mega Pixel com autofocus e flash incorporado, sintonizador de rádio com RDS e uma bateria soberba. É o telemóvel que mantenho há quase 3 anos, porque simplesmente faz tudo o que quero e com qualidade.

quarta-feira, abril 23, 2008

The Caribbean Disco Show

Longe vai o tempo em que as Selecções do Reader's Digest disponibilizaram um conjunto de cassettes onde vinha, entre outras, esta preciosidade(?). Quando era criança, fartei-me de cantar esta música, no melhor inglês que sabia...

"Té, missété, missété, missété, missété, missété-é-ô-ô".

Quem canta? Lobo. Quando? 1981.



Day-o, day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

Work all night on the drink a rum
Daylight come and me wanna go home
Stack banana 'till the morning comes
Daylight come and me wanna go home

Come Mr. Tally man tally me banana
Daylight come and me wanna go home
Come Mr. Tally man tally me banana
Daylight come and me wanna go home

This is my island in the sun
Where my people have toiled since time begun
I may sail on many seas
But yours will always be home to me

Oh, island in the sun
Will to me by my fathers hand
All my days I will sing the praise
Of the forest waters your shining sand

Day, me say day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

Coconut woman is calling out
And everyday you can hear her shout
Coconut woman is calling out
And everyday you can hear her shout

Get your Coconut water (Coconut)
Man is good for your daughter (Coconut)
Coco got a lot of iron (Coconut)
Make you strong like a lion (Coconut)

Down the way where the nights are gay
And the sun shines daily on the mountain top
I took a trip on a sailing ship
And when I reached Jamaica I made a stop

But I'm sad to say I'm on my way
Won't be back for many-a day
My heart is down, my head is turning around
I had to leave a little girl in Kingston town

Day, me say day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

Judy drowned
Judy drowned
Why-o Judy drowned

Judy drowned, Judy drowned
Why-o Judy drowned

Angelina, Angelina
Please bring down your concertina
And play a welcome for me
'Cause I'll be coming home from sea

I say Angelina, Angelina
Please bring down your concertina
And play a welcome for me
'Cause I'll be coming home from sea

Day, me say day-o
Here are songs everybody knows
Day, me say day, me say day, me say day
Me say day, me say day-o
The Caribbean disco show

sexta-feira, novembro 02, 2007

Penduricalhos

Não. Prometo que este blog não vai descambar. Este post reflecte apenas uma dúvida existencial que tem assolado a minha mente nos últimos tempos:

Onde estão os penduricalhos que alguns condutores ostentavam debaixo da traseira dos seus carros? Não sabem do que estou a falar? Vejam a imagem que se segue .

Para que conste, os penduricalhos são tão raros que a imagem que se segue teve de ser manipulada digitalmente para que a traseira deste mini possuísse um penduricalho equivalente ao aspecto dos penduricalhos que guardo nos recantos da minha memória.



Eram umas coisinhas feitas de cabedal e/ou napa e/ou plástico e que por vezes faziam-se acompanhar de um reflector (como se a sua função principal não conseguisse, por si só, satisfazer o alegre proprietário do penduricalho). Ficavam situados logo abaixo do pára-choques traseiro e extendiam-se até roçarem no solo. De facto, o carro em movimento provocava o desgaste do penduricalho, por atrito.

E qual era a função do enigmático penduricalho? Perguntam vocês.

É uma questão pertinente. E como todas as questões pertinentes, geralmente não tem uma resposta unívoca. Por um lado, alguns dizem que servia para descarregar a electricidade estática do veículo, impedindo os seus ocupantes de apanharem choques electroestáticos (excelente ideia! nem eu próprio sei quantos choques destes já apanhei na minha vida). Por outro, alguns afirmavam que essa dispersão da electricidade estática impedia os ocupantes dos veículos de enjoarem durante as viagens (outra excelente ideia! quando era pequeno, "virava frequentemente o barco" quando os meus pais aventuravam-se por estradas sinuosas a caminho de Resende). Havia também um grupo obscuro de pessoas que tinham a ideia de que os penduricalhos não serviam efectivamente para nada útil.

Ora se o que nada faz, pelo menos não faz mal, por que é que desapareceram do mapa estes penduricalhos que, se por um lado podem não fazer nada, por outro, poderão acabar com os choques electroestáticos e com os enjôos provocados pelos veículos motorizados?

Voltem, penduricalhos! Estão perdoados!

sexta-feira, outubro 26, 2007

Telenovelas

Na minha meninice, os serões eram passados parcialmente a ver episódios de telenovelas. A diferença para os dias de hoje, é que naquela altura só havia uma por dia! Deixo aqui algumas recordações empoeiradas para que todos possamos curtir um pouco de saudosismo...

Água Viva - Uma das primeiras novelas de que tenho memória. Marcou-me principalmente a música do genérico e aquela que foi o meu primeiro amor platónico televisivo: a Isabela Garcia (na altura, ela tinha 13 anos e eu 6).



Roque Santeiro - Quem não se lembra do Siôzinho Malta e da Viúva Porcina? A novela gira em torno de uma povoação (Asa Branca) cuja fonte de rendimentos é o turismo religioso, assente na lenda de Roque Santeiro, um mártir. Descobre-se afinal que Roque Santeiro está vivo e não é nada do que dizem ser. Ele volta para desmascarar todas as hipocrisias existentes. Para além do humor e excelentes desempenhos dos actores, fica também a fabulosa banda sonora.



Guerra dos Sexos - Uma novela marcada pelo humor e pelo desempenho de dois excelentes actores: Paulo Autran e Fernanda Montenegro.



O Bem Amado - A primeira novela colorida do Brasil. A frase mais conhecida é "Povo de Sucupira"! dita por Paulo Gracindo, cuja personagem era o Presidente de Sucupira. Uma das tramas gira à volta da construção de um cemitério, carinhosamente apelidado de "Elefante Branco", já que ninguém queria morrer para inaugurá-lo. Outra trama é a de Zelão: um homem cujo sonho é voar pelos seus próprios meios.

quarta-feira, agosto 22, 2007

Timex Computer 2068 (TC 2068)

Longe vai o ano de 1987, onde pela primeira vez tive contacto com um computador. Depois de muitas insistências, lá consegui que os meus pais me oferecessem um TC2068 pelos meus anos (uma espécie de ZX Spectrum, mas com mais memória e uns comandos adicionais em BASIC, para além de um leitor de cartridges, cuja principal função era colocar a cartridge que emulava o ZX Spectrum).


Enquanto os meus amigos se divertiam com joguinhos, eu divertia-me a programar os meus próprios jogos em BASIC e a fazer desenhos no computador.

É evidente que eu também jogava! E como prova disso, aqui vai uma lista dos jogos que costumava jogar. Lembro-me que enquanto o penúltimo jogo desta lista "carregava", eu ia tomar um lanchinho... agora, até me dá vontade de rir o facto dos jogos carregarem instantâneamente. Dantes tínhamos de estar bastante tempo à espera que o programa "carregasse" na memória e, às vezes, para ver a desapontante mensagem: "R Tape Loading Error, 0:1".

Serve de exemplo para muitos jogos modernos as maravilhas que se conseguiam fazer apenas com 48 mil bytes:

Bruce Lee
Neste jogo, vestimos a pele de Bruce Lee. Pode ser catalogado como um "Beat-em-up", onde temos de passar vários ecrãs recolhendo objectos (#).



Chase H.Q.
Perseguição policial pura e dura. Temos de encontrar um fugitivo e fazê-lo parar a custo de toques entre carros. Um bom exemplo em que os gráficos do Z80 são bem utilizados.



Exolon
Talvez um dos jogos mais impressionantes em termos de gráficos. É um "Shoot-em-up", onde um astronauta tem de progredir por vários ecrãs passando por armadilhas e inimigos com formas estranhas.



Flying Shark
Um dos meus jogos preferidos. Pilotamos um pequeno avião que tem que progredir por território inimigo. Adrenalina típica dos "Shoot-em-up", gráficos bem conseguidos e velocidade vertiginosa são os ingredientes de um jogo que explora bastante bem todas as potencialidades do Z80.



Krakout
Um jogo ao estilo de Arkanoid em que, com uma raquete, comandamos uma bola que destrói as diversas composições que nos vão aparecendo em cada nível. Era o jogo em que o meu pai me expulsava várias vezes do computador para jogá-lo.



Nigel Mansell's Grand Prix
O melhor jogo de simulação de Fórmula 1. Basta dizer isto.



Pippo
O objectivo deste jogo é passar com o nosso bonequinho sobre as casas de um tabuleiro até que estas fiquem com a cor pretendida. Temos de fazer atenção para não cairmos fora do tabuleiro, ou chocarmos com outras personagem que por lá se movem. As pílulas neutralizam os nossos inimigos e o filho do Pippo dá-nos uma vida extra. Um excelente e divertido jogo.



Roadrace
Temos de chegar ao fim de um conjunto de corridas de automóveis com a melhor classificação possível. Cuidado com as manobras dos carros que estão à nossa frente, com a visibilidade e com as condições atmosféricas. Não é o melhor jogo de corridas, mas é cativante, na medida em que nos faz voltar a jogar para tentarmos superar a nossa marca anterior.



Saboteur
A nossa missão: explodir um complexo inimigo sabotando o computador central e conseguir fugir de helicóptero. Mais um bom exemplo de como se pode fazer um jogo com gráficos decentes, mesmo com as limitações do Z80.



Target Renegade
As ruas são perigosas. Neste jogo temos de passar vários cenários urbanos à medida que enfrentamos os elementos de perigosos gangs. Bons gráficos e boa jogabilidade.



Thanatos
Provavelmente um dos jogos mais originais e mais bem feitos para o Z80 a todos os níveis: gráficos, animação, pormenores, música e atmosfera. Aqui, vestimos a pele de um dragão que terá de passar por três castelos: no primeiro, irá buscar uma feiticeira; no segundo, irá deixar que a feiticeira pegue no seu livro de magias; no terceiro castelo, encontra-se o caldeirão onde a feiticeira poderá executar a sua magia. Pelo caminho, os mais variados perigos: aranhas venenosas, chuvas de pedras, dragões bicéfalos, cobras marinhas, arqueiros, abelhas, etc.



Turbo Esprit
Neste jogo, temos de percorrer as ruas de londres em busca do nosso inimigo, disparando sobre ele e cumprindo (minimamente) as regras de trânsito. Cuidado para não matar os peões!



Para jogar estes e outros jogos, visite: http://www.worldofspectrum.org/

quarta-feira, maio 09, 2007

Save Your Kisses for Me

Hoje reapareceu na minha mente uma música muito antiga. Possivelmente a primeira música de que tenho memória. Fiquei espantado por saber que se trata da música ganhadora do Festival Eurovisão da Canção em 1976! O Festival realizou-se na Holanda e os intépretes de "Save Your Kisses for Me" são o grupo Brotherhood of Man, do Reino Unido.
Se quiser ficar bem disposto e alegrar o seu dia, veja o video! Como o tempo passa!



Save your kisses for me

Though it hurts to go away, it's impossible to stay
But there's one thing I must say before I go:
I love you (I love you), you know
I'll be thinkin' of you in most everything I do

Now the time is movin' on and I really should be gone
But you keep me hangin' on for one more smile
I love you (I love you) all the while
With your cute little wave
Will you promise that you'll save your...

Kisses for me, save all your kisses for me
Bye bye, baby, bye bye
Don't cry, honey, don't cry
Gonna walk out the door
But I'll soon be back for more

Kisses for me, save all your kisses for me
So long, honey, so long
Hang on, baby, hang on
Don't you dare me to stay
'Cause you know I'll have to say

That I've got to work each day and that's why I go away
But I count the seconds 'til I'm home with you
I love you (I love you), it's true
You're so cute honey, gee
Won't you save them up for me? Your...

Kisses for me, save all your kisses for me
Bye bye, baby, bye bye
Don't cry, honey, don't cry
Gonna walk out the door
But I'll soon be back for more

Kisses for me, save all your kisses for me
So long, honey, so long
Hang on, baby, hang on
Don't you dare me to stay
'Cause you know you've got to save your

Kisses for me, save all your kisses for me
Bye bye, baby, bye bye
Don't cry, honey, don't cry
Won't you save them for me
Even though you're only three?

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Cangurik: Uma Árvore, Um Amigo

Quem for da minha geração, com certeza vai lembrar-se disto!

Longe vai o tempo em que a Nestlé tinha outra mascote para o seu produto "Nesquik"... uma que não era prima afastada do Bugs Bunny. Falo, claro, do simpático Cangurik!

Para além das preocupações de marketing, este canguru tinha também preocupações ecológicas. Joel Branco cantou esta música da qual transcrevo agora a letra e que se encontrava associada a este personagem (repare que o Cangurik usa fato-macaco igual ao dos jardineiros).

Refrão:

Uma árvore, um amigo
que devemos bem tratar.
Um amigo de verdade
tão fiel como a amizade
que podemos cultivar.


Sabes que uma árvore
é um pouco de beleza
que protege a Natureza
e purifica o nosso ar.

Dá-nos a madeira
e tanta coisa que fascina
a cortiça ou a resina
mais a fruta do pomar.

Oh! Vamos fazer uma floresta
Vem, plantar amigos uma festa
Tão rica e modesta
Vamos semear.


Refrão

Sabes que uma árvore
É um bem de toda a gente
Não estragues o ambiente
Não lhe sujes o lugar

Vamos, vamos, vamos
Defender a nossa vida
Que uma árvore esquecida
Pode às vezes ajudar.

Sim, vamos fazer uma floresta
Vem, plantar amigos uma festa
Tão rica e modesta
Vamos semear.


Refrão

E por que carga de água eu lembrei-me disto? Olhem... nem eu mesmo sei... um dia, esta música apareceu na minha cabeça... qual pedaço de papel tirado por acaso de uma pilha de papéis de um qualquer sótão empoeirado.

Se quiserem ouvir esta música e recordar os vossos tempos de infância (se esta aconteceu nos anos 70-80), visitem o site http://www.misteriojuvenil.com/ ou, mais diretamente, no YouTube.



Advertência 1: são capazes de sentir uma certa e determinada nostalgia...

Advertência 2: o desenho do Cangurik foi feito por mim, inspirado num desenho que encontrei no Google, mas que não tinha qualidade suficiente para figurar no meu blog.

terça-feira, junho 13, 2006

Con La Misma Piedra

Considero-me uma pessoa com bom gosto musical. E não tenho preconceitos quanto ao que ouço: desde Beethoven a José Cid.

Cresci a ouvir as "bobines" do meu pai com música Latina: Los Paraguayos, Antonio Machin, Los Panchos, Alberto Cortez, Julio Iglesias, etc. Por esta razão, ouço de vez em quando coisas que a maior parte das pessoas nem sonha que existe.

Ultimamente tenho convertido alguma da colecção de CD's do meu pai (e mesmo algumas "bobines") para MP3, para que ele possa mais comodamente ouvi-la no carro (sem arrastar consigo a prateleira de CD's), bem como no seu leitor portátil de MP3. Isto fez-me recordar algumas das músicas que ouvia na minha infância. Entre elas, está esta música cantada por Julio Iglesias: "Con La Misma Piedra", do Álbum Moments (1982), cujo poema transcrevo porque acho interessante e aplicável a muito boa gente a história que ele conta.

Te miré de pronto y te empecé a querer
sin imaginarme que podría perder
no medí mis pasos
y caí en tus brazos
tu cara de niña me hizo enloquecer.

Pero fui en tu vida una diversión
tan sólo un juguete de tu colección
me embrujaste al verte
y tus ojos verdes
le pusieron trampas a mi corazón.

Tropecé de nuevo y con la misma piedra
en cuestión de amores nunca he de ganar
porque es bien sabido que el que amor entrega
de cualquier manera tiene que llorar.

Tropecé de nuevo y con la misma piedra
en cuestión de amores nunca aprenderé
yo que había jurado no jugar con ella
tropecé de nuevo y con el mismo pie.

P. S. - Pronto... acho que vou ter de deixar de dizer que não gosto particularmente de poesia.

Festival Eurovisão da Canção 2018

Como é tradição, aqui vai a minha apreciação do Festival da Eurovisão deste ano. E o vencedor é... ...novamente Salvador Sobral! Sim. ...