sexta-feira, agosto 27, 2010

Miranda do Douro

No segundo dia de férias, partimos à descoberta de Miranda do Douro.

Pelo caminho, parámos na Fraga do Puio, perto da localidade de Picote, onde se pode observar a magnífica paisagem sobre o Douro, que se serpenteia por estas paragens. A fotografia não faz juz ao local.


É também neste sítio que se pode encontrar uma gravura rupestre intitulada "Arqueiro da Fraga do Puio". Trata-se de um pequeno painel de forma subquadrangular que integra uma representação semi-esquemática de um arqueiro em posição de lançamento.

A “Cidade Museu” de Trás-os-Montes encontra-se a 86 km da capital do distrito e mantém a sua traça medieval e renascentista. O clima do concelho é de tal forma áspero, que é comum dizer-se que “Em Miranda há nove meses de Inverno e três de Inferno”. Os de Inferno são de Verão quentes e secos e os de Inverno são rigorosos, com frequentes nevadas. O concelho de Miranda tem 484 Km2 e quase 9000 habitantes divididos por 17 freguesias.

A Sé Catedral de Miranda do Douro é uma edificação maneirista, cuja traça se deve ao arquitecto Miguel de Arruda, embora as obras se tenham iniciado sob a orientação do arquitecto bragançano Pero de la Faia. A primeira pedra terá sido lançada em 1552, mas a conclusão da obra verificou-se já no período filipino.


Dentro desta Sé, encontrará o famoso "Menino Jesus da Cartolinha".

Em Miranda do Douro também visitámos o "Museu da Terra de Miranda" que nos dá um panorama sobre aspectos da vida quotidiana dos mirandeses, quer em casa, quer no trabalho. O paço episcopal, embora em ruínas, ainda merece ser visitado. O castelo de Miranda e o seu poço, não exigem uma visita demorada, uma vez que só resta um grande terreiro e umas paredes em ruínas.

O Clima desta região é áspero, onde se tocam os extremos do frio e do calor. Por isso, a gente desta terra teve a necessidade de criar a sua maneira de vestir para se defender no trabalho do campo. Criaram trajes de certa maneira austeros, simples, belos, artesanais e domésticos, feitos à base dos recursos locais como o linho e a lã.


Aproveitámos Miranda para fazer um passeio de barco pelo Douro, num agradável percurso de uma hora (ida e volta). As margens escarpadas adquirem mais majestosidade quando são vistas do rio. A dada altura, perde-se por completo o contacto com a civilização e tudo o que nos rodeia é tão somente a natureza. As pedras parecem precipitar-se no rio, avistam-se alguns ninhos abandonados nos pináculos rochosos e as aves de rapina giram no céu. À vinda, junto a uma rocha com forma de nariz, avistámos a Sé Catedral, naquele que seria o último retrato deste passeio memorável pelo Douro.

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