segunda-feira, outubro 22, 2007

Maternidades do Século XXI

O Governo encerrou várias maternidades alegadamente pela falta de condições que estas ofereciam às utentes. Por outro lado, desde que esta medida entrou em vigor (há menos de um ano), já nasceram 100 crianças em ambulâncias ou carros dos bombeiros. Deixem ver se entendo... uma ambulância ou um carro de bombeiros, geralmente com pessoas não qualificadas no que toca a partos, têm mais condições que as antigas maternidades... "'tá bem, 'tá"!

3 comentários:

Filipe Silva disse...

Pontos de reflexão, corrijam-me se estiver errado.
1. Os preços das casas perto de hospitais com maternidade deverão aumentar.
2. As grávidas de deverão logo que sintam alguma coisa anómala ir ao hospital , mesmo que seja fraca...poderá ficar mais forte quando lá chegar
3. uma semana antes da data prevista fiquem perto do hospital...e isso pode ser umas 4 semanas antes da realização do mesmo
4. melhor ainda! acho que o mais seguro será a grávida ficar no hospital os 9 meses de gestação (ou logo que possivel).
ou as ambulâncias terem uma maternidade+obstetra etc. Se chegaram a tempo podem ser úteis!

perlbuda disse...

acho que é preciso as pessoas pensarem noutros factores...

as "maternidades" que se estão a fechar são usualmente os locais com hiper baixo nº de partos... locais onde os médicos sabem fazer um parto pouco melhor do que os bombeiros! (sim, não é o facto de terem um curso que os faz super-homens)

o objectivo final é "nobre": proporcionar às grávidas um melhor atendimento, por médicos mais experientes e com meios melhores. [algo que para colocar em todo o lado sai muito muito caro ... e a experiência é proporcional ao nº de partos efectuados, logo impossível de reproduzir]

é preciso as pessoas também olharem ao facto de muitos dessas "maternidades" terem a trabalhar médicos, a regime de contrato, com salários exorbitantes (única condição para eles fazerem o esforço social de para lá se deslocarem). Sim, os médicos são uma classe genericamente ego-cêntrica.

considero que a qualidade da saúde na rede pública é má... já esteve pior, mas ainda é má. Mas também acho que só se consegue melhorar se se preferir a qualidade em detrimento da quantidade. Tem é de se fazer uma aposta séria na sensibilização das populações para os "males menores".

No caso prático, as grávidas não devem ficar até às últimas para ir para o hospital.

É claro que também a classe médica deve ser sensibilizada para não mandar embora uma parturiente, para esperar mais 3 ou 4 horas em casa... ou optarem por uma cesariana logo que a indução não funciona em vez de esperarem pela 2 ou 3 indução.

Mas todas estas situações são coisas que se afinam com o tempo... e com comunicação!

p.s. eu pessoalmente preferia ser socorrido por um profissional de emergência médica do que por um qualquer médico de um SAP... pelo menos os 1ºs têm mais formação e experiência na área.

Ab,

perlbuda

Borboleta disse...

Vá lá, acho que estás a ser pouco razoável :) Isto são 100 crianças e respectivas famílias com histórias para contar pelo resto da vida, em tudo o que for casamentos, baptizados, funerais, aniversários e demais festividades... isto sem contar com as versões das histórias reproduzidas pelos bombeiros e tripulantes das ambulâncias!

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