quarta-feira, julho 21, 2010

Semiótica

Semiótica - (s. f.) Ciência dos modos de produção, de funcionamento e de recepção dos diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou colectividades.

Uma das minhas funções enquanto Web Designer é a de criar os mais variados ícones para interfaces que actuam como elementos informativos ou que despoletam um qualquer tipo de acção.

Este processo criativo pode ser bastante difícil, dependendo do que o ícone é suposto representar.

No início do desenvolvimento do Sistema de Informação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, pareceu-me ser uma boa ideia recorrer à analogia dos sinais de trânsito para ilustrar algumas respostas do sistema a acções do utilizador.

Assim, utilizou-se, entre outros:

  • Sentido Proibido - o utilizador não tem permissões para aceder a uma página (ultimamente optou-se por retirar este símbolo uma vez que alguns utilizadores consideravam-no "chocante");
  • Via Sem Saída - o sistema não encontrou dados para a pesquisa efectuada;
  • Perigos Vários - chamada de atenção sobre determinadas acções ou informações;
  • Via Sem Cruzamentos de Nível (Auto-estrada) - a informação foi submetida com sucesso.
O fascínio pelos sinais de trânsito vem dos meus tempos de criança. Recordo-me de receber como presente o jogo "Sinais de Trânsito - Loto" da Majora, em tudo igual ao loto normal mas em que os números eram substituídos por sinais de trânsito. Também fui presenteado com outro jogo intitulado "Sinais de Trânsito", fabricado em Oliveira de Azeméis e que era composto por um conjunto de sinais de trânsito e por dois carrinhos de Fórmula 1 (como se os carros de Fórmula 1 tivessem, na sua actividade comum, de respeitar os sinais de trânsito). O intuito deste último jogo era dispor os sinais de trânsito ao nosso bel-prazer e depois, com os carrinhos, percorrer os sinais de trânsito respeitando as suas indicações.


Se pensarmos bem, os sinais de trânsito dão-nos algumas pistas acerca do processo da criação de ícones para aplicações:

  • Os desenhos devem ser simples e inequívocos;
  • A paleta de cores deve ser criteriosamente estudada para proporcionar o melhor contraste possível tendo em vista a correcta identificação do que está representado;
  • As cores podem ser associadas a determinados contextos (vermelho - perigo ou proibição; azul - informação) desde que não exista quebra do contexto em toda a aplicação e desde que a cor não seja o único elemento identificativo de um determinado contexto (pense-se nos indivíduos que não conseguem ter uma percepção normal das cores);
  • As formas dos sinais podem ser associadas a determinados contextos (triângulo - perigo; circular - proibição; quadrado - informação) desde que não exista quebra do contexto em toda a aplicação. Note-se que, no caso dos sinais de trânsito, existem formas especiais como o triângulo invertido (perda de prioridade) e o octógono (stop) que tanto informam o condutor que se apresenta a esse sinal de frente como o condutor que vê o sinal "de costas".

1 comentário:

Paulo disse...

Tá explicado o mistério deste ícones no SIGARRA...

As voltas que eu dei a tentar perceber o truque :p

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