Mostrar mensagens com a etiqueta Jogos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Jogos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, setembro 29, 2021

Sir Clive Sinclair mudou a minha vida

No dia 16 de setembro de 2021, faleceu Sir Clive Sinclair, vítima de doença prolongada. Com certeza encontrará muitos vídeos no YouTube sobre a sua vida e as suas invenções. Este vídeo é diferente. É uma abordagem pessoal. Revela que uma das invenções de Sir Clive Sinclair conseguiu modificar a minha vida para sempre. Passo a explicar.

Falo, claro está, do ZX Spectrum, lançado no dia 23 de abril de 1982. Doze dias antes eu tinha celebrado o meu oitavo aniversário. No entanto, só cinco anos mais tarde é que consegui convencer os meus pais a oferecerem-me um clone do ZX Spectrum: o Timex Computer 2068. Certamente que a influência veio do meu vizinho de baixo. Lembro-me de ir a casa dele e de jogarmos jogos como “Commando”, “Monty on the Run”, “Chase H.Q.”, “Saboteur”, “Thanatos”, “Bruce Lee” ou “Nigel Mansel’s Grand Prix”. Mas cedo percebi que gostava mais de ver jogar do que jogar. Assim, como não tinha muito jeito para os jogos, comecei a ler o manual de programação BASIC que acompanhava o computador.

Algures no tempo, devo ter-me sentado em frente ao computador, inserido as instruções de um programa qualquer e de tê-lo posto a correr. Quando vi o computador a executar aquilo que eu lhe mandara fazer, tive uma espécie de epifania.

A minha imaginação fervilhava com ideias para jogos e quis aprender mais. Li avidamente todo o manual e consegui fazer um jogo do tipo Arkanoid. Quando falei ao meu pai que tinha feito um jogo e o convidei a vir experimentá-lo, ele ficou algo incrédulo. Mas assim que começou a jogá-lo, olhou para mim com ar de espanto: “Tu fizeste mesmo isto”? Eu disse-lhe que sim. Ao ver a minha paixão por aquele computador, o meu pai alimentou-a com mais livros que ia comprando aqui e ali. Eu devorava-os a todos.

O primeiro foi “49 explosive games for the ZX Spectrum” de Tim Hartnell, um excelente livro com jogos de todos os tipos.

Seguiram-se outros: “Creating Adventure Programs on the ZX Spectrum” de Peter Shaw e James Mortleman, com aventuras baseadas em texto ao estilo do “The Hobbit”; “60 games and applications for the ZX Spectrum” de David Harwood e “13 games for the ZX Spectrum” de Martin Wren-Hilton.

Mais tarde, recebi também o “Exploring Spectrum Basic” de Mike Lord, que com os truques que me ensinou, permitiu que desse um salto qualitativo nos meus programas.

Aos poucos, conceitos como matrizes, vetores, binários, lógica booleana, arquitetura de computadores e programação foram moldando o meu cérebro.

Porque também tenho algum jeito para desenho, lembro-me de trabalhar no “Art Studio” e construir loading screens para os meus jogos, para além de idealizar e fazer todos os gráficos utilizados: pegar em papel quadriculado, desenhar os gráficos em quadrados de 8 por oito, converter cada linha para binário e introduzir os gráficos no computador sob a forma de UDG (User defined Graphics).

Os computadores de oito bits podem estar ultrapassados... podem ser verdadeiras relíquias cheias de pó para os pré-adolescentes de hoje... mas têm os seus encantos. Os limites tecnológicos de então tinham de ser compensados com a imaginação de quem os utilizava.

quarta-feira, julho 21, 2010

Semiótica

Semiótica - (s. f.) Ciência dos modos de produção, de funcionamento e de recepção dos diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou colectividades.

Uma das minhas funções enquanto Web Designer é a de criar os mais variados ícones para interfaces que actuam como elementos informativos ou que despoletam um qualquer tipo de acção.

Este processo criativo pode ser bastante difícil, dependendo do que o ícone é suposto representar.

No início do desenvolvimento do Sistema de Informação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, pareceu-me ser uma boa ideia recorrer à analogia dos sinais de trânsito para ilustrar algumas respostas do sistema a acções do utilizador.

Assim, utilizou-se, entre outros:

  • Sentido Proibido - o utilizador não tem permissões para aceder a uma página (ultimamente optou-se por retirar este símbolo uma vez que alguns utilizadores consideravam-no "chocante");
  • Via Sem Saída - o sistema não encontrou dados para a pesquisa efectuada;
  • Perigos Vários - chamada de atenção sobre determinadas acções ou informações;
  • Via Sem Cruzamentos de Nível (Auto-estrada) - a informação foi submetida com sucesso.
O fascínio pelos sinais de trânsito vem dos meus tempos de criança. Recordo-me de receber como presente o jogo "Sinais de Trânsito - Loto" da Majora, em tudo igual ao loto normal mas em que os números eram substituídos por sinais de trânsito. Também fui presenteado com outro jogo intitulado "Sinais de Trânsito", fabricado em Oliveira de Azeméis e que era composto por um conjunto de sinais de trânsito e por dois carrinhos de Fórmula 1 (como se os carros de Fórmula 1 tivessem, na sua actividade comum, de respeitar os sinais de trânsito). O intuito deste último jogo era dispor os sinais de trânsito ao nosso bel-prazer e depois, com os carrinhos, percorrer os sinais de trânsito respeitando as suas indicações.


Se pensarmos bem, os sinais de trânsito dão-nos algumas pistas acerca do processo da criação de ícones para aplicações:

  • Os desenhos devem ser simples e inequívocos;
  • A paleta de cores deve ser criteriosamente estudada para proporcionar o melhor contraste possível tendo em vista a correcta identificação do que está representado;
  • As cores podem ser associadas a determinados contextos (vermelho - perigo ou proibição; azul - informação) desde que não exista quebra do contexto em toda a aplicação e desde que a cor não seja o único elemento identificativo de um determinado contexto (pense-se nos indivíduos que não conseguem ter uma percepção normal das cores);
  • As formas dos sinais podem ser associadas a determinados contextos (triângulo - perigo; circular - proibição; quadrado - informação) desde que não exista quebra do contexto em toda a aplicação. Note-se que, no caso dos sinais de trânsito, existem formas especiais como o triângulo invertido (perda de prioridade) e o octógono (stop) que tanto informam o condutor que se apresenta a esse sinal de frente como o condutor que vê o sinal "de costas".

terça-feira, abril 08, 2008

O Jogo da Ministra

É sabido que os professores têm de enfrentar inúmeros problemas na sua vida profissional: salários baixos, alunos mal-educados, fracas condições para leccionarem, estarem deslocados da sua residência e ainda terem de aturar as leis absurdas do Ministério da Educação.

Uma forma de aliviarem o stress de mais um dia de trabalho, será jogarem este simpático joguinho e, desta forma, retaliarem contra o último ponto do parágrafo acima.

O meu record actual: 4314. Bons jogos!

quarta-feira, agosto 22, 2007

Timex Computer 2068 (TC 2068)

Longe vai o ano de 1987, onde pela primeira vez tive contacto com um computador. Depois de muitas insistências, lá consegui que os meus pais me oferecessem um TC2068 pelos meus anos (uma espécie de ZX Spectrum, mas com mais memória e uns comandos adicionais em BASIC, para além de um leitor de cartridges, cuja principal função era colocar a cartridge que emulava o ZX Spectrum).


Enquanto os meus amigos se divertiam com joguinhos, eu divertia-me a programar os meus próprios jogos em BASIC e a fazer desenhos no computador.

É evidente que eu também jogava! E como prova disso, aqui vai uma lista dos jogos que costumava jogar. Lembro-me que enquanto o penúltimo jogo desta lista "carregava", eu ia tomar um lanchinho... agora, até me dá vontade de rir o facto dos jogos carregarem instantâneamente. Dantes tínhamos de estar bastante tempo à espera que o programa "carregasse" na memória e, às vezes, para ver a desapontante mensagem: "R Tape Loading Error, 0:1".

Serve de exemplo para muitos jogos modernos as maravilhas que se conseguiam fazer apenas com 48 mil bytes:

Bruce Lee
Neste jogo, vestimos a pele de Bruce Lee. Pode ser catalogado como um "Beat-em-up", onde temos de passar vários ecrãs recolhendo objectos (#).



Chase H.Q.
Perseguição policial pura e dura. Temos de encontrar um fugitivo e fazê-lo parar a custo de toques entre carros. Um bom exemplo em que os gráficos do Z80 são bem utilizados.



Exolon
Talvez um dos jogos mais impressionantes em termos de gráficos. É um "Shoot-em-up", onde um astronauta tem de progredir por vários ecrãs passando por armadilhas e inimigos com formas estranhas.



Flying Shark
Um dos meus jogos preferidos. Pilotamos um pequeno avião que tem que progredir por território inimigo. Adrenalina típica dos "Shoot-em-up", gráficos bem conseguidos e velocidade vertiginosa são os ingredientes de um jogo que explora bastante bem todas as potencialidades do Z80.



Krakout
Um jogo ao estilo de Arkanoid em que, com uma raquete, comandamos uma bola que destrói as diversas composições que nos vão aparecendo em cada nível. Era o jogo em que o meu pai me expulsava várias vezes do computador para jogá-lo.



Nigel Mansell's Grand Prix
O melhor jogo de simulação de Fórmula 1. Basta dizer isto.



Pippo
O objectivo deste jogo é passar com o nosso bonequinho sobre as casas de um tabuleiro até que estas fiquem com a cor pretendida. Temos de fazer atenção para não cairmos fora do tabuleiro, ou chocarmos com outras personagem que por lá se movem. As pílulas neutralizam os nossos inimigos e o filho do Pippo dá-nos uma vida extra. Um excelente e divertido jogo.



Roadrace
Temos de chegar ao fim de um conjunto de corridas de automóveis com a melhor classificação possível. Cuidado com as manobras dos carros que estão à nossa frente, com a visibilidade e com as condições atmosféricas. Não é o melhor jogo de corridas, mas é cativante, na medida em que nos faz voltar a jogar para tentarmos superar a nossa marca anterior.



Saboteur
A nossa missão: explodir um complexo inimigo sabotando o computador central e conseguir fugir de helicóptero. Mais um bom exemplo de como se pode fazer um jogo com gráficos decentes, mesmo com as limitações do Z80.



Target Renegade
As ruas são perigosas. Neste jogo temos de passar vários cenários urbanos à medida que enfrentamos os elementos de perigosos gangs. Bons gráficos e boa jogabilidade.



Thanatos
Provavelmente um dos jogos mais originais e mais bem feitos para o Z80 a todos os níveis: gráficos, animação, pormenores, música e atmosfera. Aqui, vestimos a pele de um dragão que terá de passar por três castelos: no primeiro, irá buscar uma feiticeira; no segundo, irá deixar que a feiticeira pegue no seu livro de magias; no terceiro castelo, encontra-se o caldeirão onde a feiticeira poderá executar a sua magia. Pelo caminho, os mais variados perigos: aranhas venenosas, chuvas de pedras, dragões bicéfalos, cobras marinhas, arqueiros, abelhas, etc.



Turbo Esprit
Neste jogo, temos de percorrer as ruas de londres em busca do nosso inimigo, disparando sobre ele e cumprindo (minimamente) as regras de trânsito. Cuidado para não matar os peões!



Para jogar estes e outros jogos, visite: http://www.worldofspectrum.org/

Audiolivro - Poemas de Luiz Vaz de Camões (Português Europeu - Portugal)

Seleção pessoal de 22 poemas de Luiz Vaz de Camões (Luís Vaz de Camões na grafia moderna). Luiz Vaz de Camões (1524-1580) é o grande poeta d...