sexta-feira, julho 19, 2013

Interfaces rápidas

Se há alturas em que os utilizadores desesperam quando a interface é demasiado lenta na resposta, também podem haver problemas se for demasiado rápida.

"Os utilizadores podem não reparar em coisas que mudam rapidamente e, mesmo quando reparam, os elementos do ecrã que mudam rapidamente são mais difíceis de entender".

Algumas frases e conceitos a reter:

  • É, quase sempre, melhor que uma interface responda rapidamente.
  • A memória humana decai rapidamente. Logo, as pessoas podem esquecer-se de algumas coisas que estavam a fazer enquanto esperam por um computador lento.
  • Quando as mudanças acontecem num "piscar de olhos", os utilizadores podem "piscar os olhos" e não notar a diferença. Podem, por exemplo, estar a olhar para outra parte do ecrã no breve intervalo de tempo em que essa mudança acontece.
  • Também podem surgir problemas quando os utilizadores reparam na mudança rápida mas não têm tempo para interiorizar aquilo que aconteceu. Isto ocorre em elementos do tipo "carrossel", "rotores" e outros elementos de design que rodam ou mudam automaticamente. Quando o utilizador decide que algo é do seu interesse, essa coisa desaparece do ecrã e é substituída por outra que não suscita interesse. Este problema é mais acentuado em utilizadores seniores ou com necessidades especiais.
Para lerem o post de Jakob Nielsen na íntegra: When the UI is Too Fast

terça-feira, setembro 04, 2012

Privateering

"Privateering is about an invitation to join a ship's company. I feel it relates to me, certainly in terms of touring. I really get a buzz out of having this little group of people that goes and does this stuff. I enjoy being in command of it, I enjoy the band, I enjoy the crew thing very much. Even though privateering is a historical portrait, in the way that a privateer... his life and the kind of person that he is definitely parallels with touring". Mark Knopfler


Mark Knopfler instalou-se definitivamente na sonoridade mais calma e folk (com uma forte vertente para os blues) com este novo "Privateering", o seu sétimo trabalho a solo, distanciando-se cada vez mais do que estaríamos habituados com os Dire Straits... mas isso não é uma coisa má. Hey! Don't get me wrong! Continuo a gostar bastante de Dire Straits! Mark Knopfler mostra-nos apenas que é tão bom no rock como é agora no folk, blues ou country. Devo confessar que não morro de amores pelos seus blues em "Don´t Forget Your Hat", "Got to Have Something", "Today is Okay" ou "Hot or What" (embora goste de "Miss You Blues") aprecio mais as melodias e instrumentos utilizados em músicas como "Redbud Tree", "Hawl Away", "Privateering", "Go, Love" ou "Kingdom of Gold". "Corned Beef City" e "I Used to Could" são das suas músicas mais rockeiras. No lado oposto, temos o tom meloso de "Radio City Serenade". "Gator Blood" transmite uma imagem stereo a parecer que Mark Knopfler e a sua banda fizeram da nossa sala o seu estúdio de gravação. "After the Beanstalk" encerra este duplo álbum remetendo-nos para um tom mais country que podia muito bem ser ouvido num antigo saloon de cowboys.

Em jeito de conclusão, faz-me falta ouvir mais a guitarra de Mark Knopfler. Ele próprio admite concentrar-se agora nas letras das músicas, dando-lhes mais significado ao encurtar os seus solos de guitarra. "Privattering" é um álbum duplo e isto deve-se ao facto de Mark Knopfler estar numa fase bastante criativa. Segundo as suas palavras, "if that's just panic of time running out, I really don't know"! Esperemos que Mark Knopfler continue por muito tempo esta sua fase bastante criativa.

Mais um álbum a comprar para a minha coleção.



segunda-feira, setembro 03, 2012

Isto não é um post no meu blogue

Muitas vezes aquilo que parece, não é. Hoje acabei de descobrir isso mesmo ao descer ao piso -1 do local onde trabalho. Comecemos por colocar uma imagem que ilustre este não post.



Tem aspeto de porta, parece uma porta, tem todos os elementos que caracterizam uma porta, cheira a porta e... no entanto... não é uma porta. É, quando muito, uma semiporta. Senão vejamos:

"Porta - abertura em geral retangular, feita numa parede ao nível do pavimento, para permitir a entrada ou saída" in Infopédia.

Existe uma definição mais lacónica:

"Portaabertura para entrar ou sair." in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

A semiporta em questão não permite sair. Não verifiquei do outro lado para saber se permitia a entrada. Daí que tenha dito que, quando muito, é uma semiporta. Se não der para entrar também, direi que é uma não porta, uma sucedânea de porta ou, o que é mais grave, uma simulação de porta.

Incrédulo com o panorama que estava à minha frente, enchi-me de coragem e tentei transpor a dita semiporta. Empurrei o manípulo horizontal e, qual não é o meu espanto, a semiporta abriu-se, permitindo-me ter um vislumbre do mundo que está do outro lado da semiporta. Pareceu-me de facto o lado exterior do edifício, com ligação para o espaço aberto que é o nosso planeta terra a poucos metros de distância. Fiquei-me por aqui. Gosto de cumprir regras e não transpuz a semiporta. Confesso... tive receio do que pudesse existir do outro lado. Uma falsa porta como esta pode conduzir-nos a uma falsa realidade... pode dar-nos passagem para outro espaço-tempo que não o nosso, fazendo-nos viver uma vida falsa, porque vivida nessa falsa realidade. Vi demasiados episódios do Fringe para sequer tentar atravessar a semiporta.

Se a porta elétrica do piso 0 alguma vez não funcionar, não sei como poderei sair do edifício... pelo menos sem desvirtuar o conceito que tenho enraizado desde a minha infância sobre janelas. Isto para já não falar numa situação de emergência!

quinta-feira, julho 26, 2012

O desrespeito pela língua portuguesa

Hoje fui à mailbox do meu papy e eis se não quando, deparo-me com um flyer da Pizza Hut... esse franchising que prolifera por aí.
God! Juro que não percebo essa ideia de que tudo o que é estrangeiro é que é cool! Vejam o que vinha nesse flyer (parte esquerda da imagem abaixo).


Tanta coisa só para não chamar "PIZZA CABRA", porque é feita com queijo de CABRA (a minha sugestão, do lado direito da imagem)!

Parece que já os estou a ouvir dizer:

- Ai, não! Porque chèvre é mais fino e tal! Porque é feito com queijo chèvre!

Mais respeito pela língua de Camões, meus senhores! E comecem a chamar os bois (ou cabras) pelos nomes!

Descubra as 3 diferenças... (#3)


Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...