quinta-feira, julho 26, 2012

O desrespeito pela língua portuguesa

Hoje fui à mailbox do meu papy e eis se não quando, deparo-me com um flyer da Pizza Hut... esse franchising que prolifera por aí.
God! Juro que não percebo essa ideia de que tudo o que é estrangeiro é que é cool! Vejam o que vinha nesse flyer (parte esquerda da imagem abaixo).


Tanta coisa só para não chamar "PIZZA CABRA", porque é feita com queijo de CABRA (a minha sugestão, do lado direito da imagem)!

Parece que já os estou a ouvir dizer:

- Ai, não! Porque chèvre é mais fino e tal! Porque é feito com queijo chèvre!

Mais respeito pela língua de Camões, meus senhores! E comecem a chamar os bois (ou cabras) pelos nomes!

Descubra as 3 diferenças... (#3)


quinta-feira, julho 05, 2012

Prometheus

Bem... já passou algum tempo desde que coloquei o último post de cariz mais pessoal!

Desta feita vou falar-vos do último filme que fui ver ao cinema e que dá pelo nome "Prometheus".


Já li muitas críticas negativas sobre este filme e alguns dos meus amigos corroboraram e partilharam dessas críticas antes que me deslocasse ao cinema para vê-lo.

Primeiro vou falar-vos das razões que me levaram a escolher este filme para voltar às salas de cinema dois anos depois da última incursão (por causa do filme "Avatar" de James Cameron):
  • Ridley Scott é um dos meus realizadores de culto. Basta mencionar filmes como: "Blade Runner - Perigo Iminente", "Alien - O Oitavo Passageiro", "1492: Cristóvão Colombo", "Gladiador" e "Robin Hood";
  • Prometheus é considerado uma prequela de "Alien - O Oitavo Passageiro".
Deixei passar propositadamente dois dias antes de fazer a minha crítica. Por um lado, para ter mais sangue frio para falar sobre a experiência cinematográfica. Por outro, para digerir melhor tudo o que vi.

A melhor forma de fazer a crítica, é salientar os aspetos positivos e negativos, tentando não usar spoilers.

Aspetos Positivos
  • O 3D é usado com conta, peso e medida, acrescentando mais realismo ao filme. É mesmo "Real 3D".
  • A fotografia é cuidada. Do melhor que tenho visto. A sequência inicial é particularmente bela e beneficia muito do "Real 3D".
  • O desempenho dos atores é, de uma forma geral, boa. Destaca-se dos restantes Michael Fassbender no desempenho notável da personagem David (o robô humanóide de serviço). Posso dizer, sem sombra de dúvidas, que é o melhor desempenho em papéis deste género de todos os filmes e séries que já assisti.
  • A atenção aos detalhes é impressionante. Não falo propriamente da narrativa mas antes de tudo o que se prende com aspetos visuais (com uma exceção mencionada nos aspetos negativos).
  • A cadência do filme mantém-nos sempre "agarrados" à cadeira, do princípio ao fim do filme.
Aspetos Negativos
  • Os estereótipos das personagens usadas nos filmes da saga "Alien" continuam: os bonzinhos, os heróis incidentais, os durões, os medricas, os malévolos.
  • As personagens têm, de uma forma geral, uma personalidade muito superficial.
  • Algumas partes da narrativa são excessivamente previsíveis, estilo "estes vão ser os primeiros a morrer" e noutras vê-se que falta algo mais.
  • A caracterização de Guy Pearse no papel de ansião não se enquadra com o restante nível do filme. Parece que contrataram o maquilhador de um filme da categoria B.
Conclusão

Basta dizer que será com certeza um DVD a adquirir, desde que seja um Director's Cut. Haverá com certeza algumas cenas extra que tornarão o filme ainda melhor e unirão as pontas soltas deixadas na versão para cinema.

Os aspetos positivos compensam largamente os aspetos negativos. Trata-se de um bom filme de ficção científica... e há tão poucos hoje em dia.

Embora talvez não esteja ao nível de "Alien - O Oitavo Passageiro", é uma boa espécie de prequela que aponta para uma nova saga Alien.

quarta-feira, maio 23, 2012

Princípios Essenciais do Design de Interação: (5/5) - Retorno

Transmita aos utilizadores a aceitação de uma interação e proporcione informação sobre:
  • Localização
  • Estado ou progresso
  • Eventos futuros ou possibilidades
  • Completude ou fecho.
É importante que isto se faça sem interromper a experiência ou as ações do utilizador. O retorno deve complementar a experiência e não complicá-la.

Cada interação deve produzir uma reação percetível e compreensível. Faça saber que os comandos dos utilizadores foram compreendidos e executados.

Devem validar-se as interações. Falhar na validação das interações pode levar a repetições desnecessárias e a possíveis erros ou enganos.

Deve-se, por exemplo, permitir fazer undo para reverter as escolhas ou corrigir enganos. Os enganos são escolhas incorretas mas nem sempre significam erros para o sistema em causa e, por isso, podem não ser percebidos como tal.

Adaptado de Adobe TV: Classroom: Five Essential Principles of Interaction Design.

quinta-feira, maio 10, 2012

Princípios Essenciais do Design de Interação (4/5) - Previsibilidade

Para minimizar a confusão e a frustração dos utilizadores, deve-se comunicar previamente (implícita ou explicitamente) o que acontece depois de uma interação.

O comportamento do visitante pode revelar se pode ou não prever precisamente o que vai acontecer a seguir a uma interação:

  • Quando não sabem o que podem fazer ou o que irá acontecer, irão tentar interagir com qualquer coisa que pareça clicável;
  • Quando sabem o que podem fazer e sabem o que irá acontecer, irão interagir apenas com o que é necessário para completarem a tarefa e atingirem o seu objetivo.
Os padrões diferem quando se trata de um jogo, exploração ou cumprir uma tarefa. Por exemplo, no caso de um jogo, ser previsível pode não ser uma coisa boa.

Podem usar-se pré-visualizações para estipular as expetativas e definir as restrições ao nível das interações novas ou complexas. Pode, por exemplo, mostrar-se o que é possível ser feito na aplicação enquanto a interface carrega ou apresentar uma vista de alto nível do sistema organizacional ou estrutura.

As etiquetas, instruções, ícones e imagens devem ser usados para estipular as expetativas:
  • Do que se pode fazer;
  • Do que vai acontecer;
  • Para onde irá o visitante;
  • Como o interface irá responder.
A previsibilidade melhora assim a experiência do utilizador, na medida em que aquilo que este aprendeu previamente pode ser aplicado em futuras interações.
Adaptado de Adobe TV: Classroom: Five Essential Principles of Interaction Design.


Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...