Um blog de Vítor Carvalho.
Algumas reflexões sobre acessibilidade, usabilidade e design para a Web, ideias, desabafos, viagens, humor, crítica e fotografias...
quinta-feira, julho 22, 2010
"Caderneta de Cromos" por Vítor
Ultimamente tive curiosidade em ouvir os PodCasts do programa de Nuno Markl na Rádio Comercial intitulado "Caderneta de Cromos". Concordo com ele quando afirma no primeiro programa desta série: "Não há geração mais bizarramente nostálgica do que a nossa [geração de 70-80]". Fui fazer uma leitura mais atenta do meu blog e encontrei nele algumas nostalgias desses tempos e outras coisas que, não sendo desses tempos, podem vir a ser, no futuro, consideradas nostalgias. Assim sendo, criei uma nova etiqueta intitulada "Caderneta de Cromos" por Vítor.
quarta-feira, julho 21, 2010
Semiótica
Semiótica - (s. f.) Ciência dos modos de produção, de funcionamento e de recepção dos diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou colectividades.
Uma das minhas funções enquanto Web Designer é a de criar os mais variados ícones para interfaces que actuam como elementos informativos ou que despoletam um qualquer tipo de acção.
Este processo criativo pode ser bastante difícil, dependendo do que o ícone é suposto representar.
No início do desenvolvimento do Sistema de Informação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, pareceu-me ser uma boa ideia recorrer à analogia dos sinais de trânsito para ilustrar algumas respostas do sistema a acções do utilizador.
Assim, utilizou-se, entre outros:

Se pensarmos bem, os sinais de trânsito dão-nos algumas pistas acerca do processo da criação de ícones para aplicações:

Uma das minhas funções enquanto Web Designer é a de criar os mais variados ícones para interfaces que actuam como elementos informativos ou que despoletam um qualquer tipo de acção.
Este processo criativo pode ser bastante difícil, dependendo do que o ícone é suposto representar.
No início do desenvolvimento do Sistema de Informação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, pareceu-me ser uma boa ideia recorrer à analogia dos sinais de trânsito para ilustrar algumas respostas do sistema a acções do utilizador.
Assim, utilizou-se, entre outros:
- Sentido Proibido - o utilizador não tem permissões para aceder a uma página (ultimamente optou-se por retirar este símbolo uma vez que alguns utilizadores consideravam-no "chocante");
- Via Sem Saída - o sistema não encontrou dados para a pesquisa efectuada;
- Perigos Vários - chamada de atenção sobre determinadas acções ou informações;
- Via Sem Cruzamentos de Nível (Auto-estrada) - a informação foi submetida com sucesso.

Se pensarmos bem, os sinais de trânsito dão-nos algumas pistas acerca do processo da criação de ícones para aplicações:

- Os desenhos devem ser simples e inequívocos;
- A paleta de cores deve ser criteriosamente estudada para proporcionar o melhor contraste possível tendo em vista a correcta identificação do que está representado;
- As cores podem ser associadas a determinados contextos (vermelho - perigo ou proibição; azul - informação) desde que não exista quebra do contexto em toda a aplicação e desde que a cor não seja o único elemento identificativo de um determinado contexto (pense-se nos indivíduos que não conseguem ter uma percepção normal das cores);
- As formas dos sinais podem ser associadas a determinados contextos (triângulo - perigo; circular - proibição; quadrado - informação) desde que não exista quebra do contexto em toda a aplicação. Note-se que, no caso dos sinais de trânsito, existem formas especiais como o triângulo invertido (perda de prioridade) e o octógono (stop) que tanto informam o condutor que se apresenta a esse sinal de frente como o condutor que vê o sinal "de costas".
segunda-feira, julho 19, 2010
What Makes Them Click?
Acabei de (re)ler este fim-de-semana o livro de Susan Weinschenk (aka Brain Lady) "Neuro Web Design - What Makes Them Click?".

É um livro bastante interessante, na medida em que enquadra o design de sites para a Web tendo em conta a forma como o nosso cérebro funciona. Isto traduz-se em sites mais persuasivos.
Embora o ênfase seja dado a sites comerciais, as linhas orientadoras podem ser aplicadas a outro tipo de situações, incluindo aquelas que, para mim, são mais interessante: sites institucionais ligados à educação universitária.
É um livro que se lê com facilidade, cheio de exemplos práticos e de ideias que podem ser utilizadas de imediato. A perspectiva psicológica sobre a mente humana, principalmente ao nível do sub-consciente, dá-nos uma visão mais profunda sob a forma como nós, os humanos, somos atraídos pelos conteúdos da Web. Ensina-nos a lidar com o sub-consciente e quais as zonas do cérebro que devemos estimular para tornarmos o nosso site mais efectivo e apelativo.
Uma leitura a não perder por todos aqueles que se interessam pela Acessibilidade e Usabilidade Web.

É um livro bastante interessante, na medida em que enquadra o design de sites para a Web tendo em conta a forma como o nosso cérebro funciona. Isto traduz-se em sites mais persuasivos.
Embora o ênfase seja dado a sites comerciais, as linhas orientadoras podem ser aplicadas a outro tipo de situações, incluindo aquelas que, para mim, são mais interessante: sites institucionais ligados à educação universitária.
É um livro que se lê com facilidade, cheio de exemplos práticos e de ideias que podem ser utilizadas de imediato. A perspectiva psicológica sobre a mente humana, principalmente ao nível do sub-consciente, dá-nos uma visão mais profunda sob a forma como nós, os humanos, somos atraídos pelos conteúdos da Web. Ensina-nos a lidar com o sub-consciente e quais as zonas do cérebro que devemos estimular para tornarmos o nosso site mais efectivo e apelativo.
Uma leitura a não perder por todos aqueles que se interessam pela Acessibilidade e Usabilidade Web.
sexta-feira, julho 16, 2010
Guia Prático do Condutor Acéfalo - 05
Se existir uma estrada estreita em que você passa todos os dias e na qual, por norma, não se cruza com veículos nenhuns (mais conhecidas por estradas do "lá vem um"), poderá assumir sem sombra de dúvidas que essa situação irá manter-se todas as vezes em que circular pela referida estrada. Assim, aconselha-se a que ande acima dos limites de velocidade permitidos e que corte o maior número de curvas que puder (poupando tempo e os pneus do carro), principalmente se as curvas forem fechadas e com pouca visibilidade.
quarta-feira, julho 14, 2010
Balada Africana
Ontem acabei de ler este livro, emprestado pelo meu pai há já algum tempo. Ex-combatente do ultramar, é inegável a influência que África tem na vida do meu pai. Isso comprova-se ao olharmos para a estante de livros que ele tem em casa. A "Balada Africana" é, sem sombra de dúvida, um dos seus livros preferidos e foi por isso que ele aconselhou-me a lê-lo.
O título original é "The Curve and the Tusk" e foi escrito em 1952. Stuart Cloete, o seu autor, relata neste livro uma história profundamente marcada por África: os usos e costumes dos seus povos, a relação que o homem branco tem com África e com os negros e a flora e fauna africanas com ênfase nos grandes paquidermes.
Considerei o livro de leitura fácil (embora estivesse escrito em português do brasil) e empolgante. Existem bastantes pensamentos filosóficos sobre a vida. As descrições são por vezes doces e maravilhosas e por outras cruas e directas, mas bem balanceadas. Há também alguma tensão erótica em certos trechos mas tudo muito bem escrito e estruturado.
Deve ler-se este livro tendo em linha de conta o período e o contexto em que foi escrito, na medida em que certos pensamentos do autor poderão roçar o racismo (a que não estará alheia a sua permanência em África-do-Sul, na altura ainda dominada pelo apartheid).

Deixo-vos agora com a sinopse que acompanha este livro.
BALADA AFRICANA é um grande e belo livro que singularmente se destaca do panorama das literaturas de África que só nos últimos anos começaram a impôr-se. O seu autor, Stuart Cloete, nasceu em Paris em 1897, descendendo de uma família sul-africana que o fez educar na Inglaterra. Participou da primeira guerra mundial, fixando-se depois no Transvaal (África do Sul), como fazendeiro. Ali viveu até 1935, quando decidiu viajar através do mundo.
A maioria dos romances de Stuart Cloete evocam a colonização da África do Sul através dos boers e dos ingleses, assim como a vida das tribos nativas. Um deles, "As rodas que giram" ("The Turning Wheels"), foi "best seller" nos Estados Unidos, levado para a tela e traduzido em 10 línguas.
BALADA AFRICANA é uma história de caçadas e de aventuras nas florestas de Moçambique, região que Stuart Cloete conhece perfeitamente, pois a sua fazenda do Transvaal ficava próxima da fronteira moçambicana. Mas, a pretexto de nos contar a história de dois elefantes, o escritor sul-africano fala-nos, sobretudo, dos negros e dos brancos que vivem em África, de suas reações, esperanças e desilusões. Por isso é que o romance interessará a um vasto público, desde os leitores que preferem as aventuras empolgantes àqueles que desejam conhecer melhor o chamado Continente Negro. Na verdade, nesta obra se reúnem duas das características que definem a literatura dos nossos dias - a ação e a realidade física e moral em que evoluem as personagens.
Stuart Cloete pretende esclarecer, na medida do possível, "o negro panorama africano", isto é, "explicar o grande problema da África, que é o problema branco". E nesta afirmação aparentemente paradoxal se concentra, em resumo, o drama dos povos africanos que chegam à encruzilhada: para onde vão os negros?
BALADA AFRICANA não é, porém, um livro de tese, nem tampouco coloca a questão africana sob o aspecto exclusivamente político. Aliás, o cenário do romance é simples, mas apaixonante: na selva, vivem dois elefantes sem mêdo; para a selva se encaminha também Maxupa, o jovem negro que ama N'Tembi, mas que dela deve separar-se para acalmar a ira dos deusus; Maxupa infringe, porém, a determinação de Têmbula, o feiticeiro, e é destruído, assim como N'Tembi e a filhinha de ambos, pelos dois elefantes furiosos. Dois caçadores, o velho Carew e o Jovem Maniero, procuram tranquilizar as populações aterrorizadas, abatendo os elefantes endemoninhados, mas um deles é ferido de morte...
Por detrás da aventura, está a África que Stuart Cloete nos sugere com realismo, quando declara: "O africano precisa de tornar-se mais do que é -um homem civilizado - ou menos do que é - um animal perigoso com forma humana. No que êle se tornará é coisa que depende menos dele do que de nós.
O título original é "The Curve and the Tusk" e foi escrito em 1952. Stuart Cloete, o seu autor, relata neste livro uma história profundamente marcada por África: os usos e costumes dos seus povos, a relação que o homem branco tem com África e com os negros e a flora e fauna africanas com ênfase nos grandes paquidermes.
Considerei o livro de leitura fácil (embora estivesse escrito em português do brasil) e empolgante. Existem bastantes pensamentos filosóficos sobre a vida. As descrições são por vezes doces e maravilhosas e por outras cruas e directas, mas bem balanceadas. Há também alguma tensão erótica em certos trechos mas tudo muito bem escrito e estruturado.
Deve ler-se este livro tendo em linha de conta o período e o contexto em que foi escrito, na medida em que certos pensamentos do autor poderão roçar o racismo (a que não estará alheia a sua permanência em África-do-Sul, na altura ainda dominada pelo apartheid).

Deixo-vos agora com a sinopse que acompanha este livro.
BALADA AFRICANA é um grande e belo livro que singularmente se destaca do panorama das literaturas de África que só nos últimos anos começaram a impôr-se. O seu autor, Stuart Cloete, nasceu em Paris em 1897, descendendo de uma família sul-africana que o fez educar na Inglaterra. Participou da primeira guerra mundial, fixando-se depois no Transvaal (África do Sul), como fazendeiro. Ali viveu até 1935, quando decidiu viajar através do mundo.
A maioria dos romances de Stuart Cloete evocam a colonização da África do Sul através dos boers e dos ingleses, assim como a vida das tribos nativas. Um deles, "As rodas que giram" ("The Turning Wheels"), foi "best seller" nos Estados Unidos, levado para a tela e traduzido em 10 línguas.
BALADA AFRICANA é uma história de caçadas e de aventuras nas florestas de Moçambique, região que Stuart Cloete conhece perfeitamente, pois a sua fazenda do Transvaal ficava próxima da fronteira moçambicana. Mas, a pretexto de nos contar a história de dois elefantes, o escritor sul-africano fala-nos, sobretudo, dos negros e dos brancos que vivem em África, de suas reações, esperanças e desilusões. Por isso é que o romance interessará a um vasto público, desde os leitores que preferem as aventuras empolgantes àqueles que desejam conhecer melhor o chamado Continente Negro. Na verdade, nesta obra se reúnem duas das características que definem a literatura dos nossos dias - a ação e a realidade física e moral em que evoluem as personagens.
Stuart Cloete pretende esclarecer, na medida do possível, "o negro panorama africano", isto é, "explicar o grande problema da África, que é o problema branco". E nesta afirmação aparentemente paradoxal se concentra, em resumo, o drama dos povos africanos que chegam à encruzilhada: para onde vão os negros?
BALADA AFRICANA não é, porém, um livro de tese, nem tampouco coloca a questão africana sob o aspecto exclusivamente político. Aliás, o cenário do romance é simples, mas apaixonante: na selva, vivem dois elefantes sem mêdo; para a selva se encaminha também Maxupa, o jovem negro que ama N'Tembi, mas que dela deve separar-se para acalmar a ira dos deusus; Maxupa infringe, porém, a determinação de Têmbula, o feiticeiro, e é destruído, assim como N'Tembi e a filhinha de ambos, pelos dois elefantes furiosos. Dois caçadores, o velho Carew e o Jovem Maniero, procuram tranquilizar as populações aterrorizadas, abatendo os elefantes endemoninhados, mas um deles é ferido de morte...
Por detrás da aventura, está a África que Stuart Cloete nos sugere com realismo, quando declara: "O africano precisa de tornar-se mais do que é -um homem civilizado - ou menos do que é - um animal perigoso com forma humana. No que êle se tornará é coisa que depende menos dele do que de nós.
João Alves das Neves
terça-feira, julho 13, 2010
Guia Prático do Condutor Acéfalo - 04
Os fabricantes de automóveis exploram os seus clientes ao cobrarem-lhes dinheiro por colocarem dispositivos inúteis nos seus veículos. Um destes dispositivos são as luzes cor-de-laranja que se encontram a toda a volta do automóvel. Estas luzes são a coisa mais despropositada que existe. Gastam a bateria do automóvel, irritam o condutor com o barulhinho que fazem (tic... tic... tic...) e só servem para revelar as nossas intenções aos outros condutores. Como em tudo na vida, o segredo é a alma do negócio. Se alguma vez utilizar o pisca, faça-o, quando muito, depois de efectuar a manobra e nunca antes.
sexta-feira, julho 09, 2010
Os Teóricos Falhados
Hoje passei em frente da livraria da Porto Editora situada na Praça Dona Filipa de Lencastre e deparei-me com um livro da ex-Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, intitulado: "A Escola Pública Pode Fazer a Diferença". Estava com 10% de desconto. Custava €20.19 e custa agora €18.18. Foi lançado há pouco tempo.
Vamos lá a ver... um livro lançado há pouco tempo e já com desconto... hum... se calhar não tem as vendas que era suposto ter. Isto pode ser um palpite maluco, mas para conseguirem vender algum livro, têm de colocar aquilo ao desbarato.
Maria de Lurdes Rodrigues faz parte do rol de pessoas que teoriza muito sobre um determinado assunto mas, quando tem oportunidade de colocar as mãos na massa e passar da teoria à prática, não consegue fazer nada que jeito tenha. O mais interessante é que existem logo legiões de pessoas a prestarem vassalagem às suas ideias, ignorando, porventura, que mais importante do que DIZER é FAZER.
Sem pensar muito, lembro-me de outros teóricos falhados como Mário Soares e Marcelo Rebelo de Sousa. A sorte de todos eles é que o povo tem memória curta.
Vamos lá a ver... um livro lançado há pouco tempo e já com desconto... hum... se calhar não tem as vendas que era suposto ter. Isto pode ser um palpite maluco, mas para conseguirem vender algum livro, têm de colocar aquilo ao desbarato.
Maria de Lurdes Rodrigues faz parte do rol de pessoas que teoriza muito sobre um determinado assunto mas, quando tem oportunidade de colocar as mãos na massa e passar da teoria à prática, não consegue fazer nada que jeito tenha. O mais interessante é que existem logo legiões de pessoas a prestarem vassalagem às suas ideias, ignorando, porventura, que mais importante do que DIZER é FAZER.
Sem pensar muito, lembro-me de outros teóricos falhados como Mário Soares e Marcelo Rebelo de Sousa. A sorte de todos eles é que o povo tem memória curta.
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Shallow
Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...
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Eis então que chega o momento de instalar a Placa de Banda Larga da TMN: ZTE MF620 . Ficou o caldo entornado. As instruções estão escritas n...
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Ainda na temática do último post , vou tentar explicar melhor quais os tipos de cegueira às cores que existem. Mas, antes disso, convém cont...
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Como é tradição, aqui vai a minha apreciação do Festival da Eurovisão deste ano. E o vencedor é... ...novamente Salvador Sobral! Sim. ...