Um blog de Vítor Carvalho.
Algumas reflexões sobre acessibilidade, usabilidade e design para a Web, ideias, desabafos, viagens, humor, crítica e fotografias...
sexta-feira, junho 18, 2010
Guia Prático do Condutor Acéfalo - 01
É com estas linhas que inicio uma brilhante publicação humorística on-line, baseada em factos (infelizmente) reais.
Será um compêndio de calinadas de condutores automobilísticos acéfalos. Para os condutores acéfalos que vão ler estes posts (e eu sei que são muitos), convém explicar o significado da palavra "acéfalo". Etimologicamente, trata-se de uma palavra derivada por prefixação, em que o prefixo "a" designa "desprovido de", "sem" ou "com falta de" e céfalo deriva do grego κεφάλι (lê-se kefáli), exprimindo a noção de cabeça. Não quero com isto dizer que certos e determinados condutores são desprovidos de cabeça! Longe de mim! Tomo o todo pela parte (recorrendo-me da figura de estilo denominada por sinédoque) e quero apenas dizer que existem condutores que não têm cérebro ou, se o têm, não o utilizam quando conduzem.
Para apimentar mais as coisas, criei um pseudónimo: João Cara-de-Pau.
Por fim, uma palavra aos bons condutores, que também os há. Não tentem fazer isto com os vossos veículos. Leiam este guia prático e façam exactamente o contrário.
Obrigado.
O Guia Prático Propriamente Dito
Se houver um obstáculo na sua faixa de rodagem, faça tudo para chegar primeiro junto do mesmo (inclusive ultrapassar os limites de velocidade permitidos) e ultrapasse-o antes que passe qualquer condutor da outra faixa de rodagem.
(continua...)
quinta-feira, junho 17, 2010
Tamanho dos ícones para acções
Os que produzem conteúdos para a Web devem estar conscientes da miríade de combinações possíveis de dispositivos, resoluções de ecrã e touch screens. Por esse motivo, torna-se impossível desenhar especificamente para cada uma destas formas de aceder à Internet. O ideal seria que os conteúdos se adaptassem ao dispositivo e ao tamanho de ecrã em questão e isso pode ser parcialmente feito por uma CSS bem estruturada. Também é certo que alguns browsers disponibilizam funcionalidades para colmatar as limitações de determinados dispositivos. No entanto, isso não chega.
Neste post vou concentrar-me mais sobre a problemática do tamanho dos ícones responsáveis por executarem determinada acção numa página Web. Não se incluem neste grupo os ícones que transmitem apenas informação visual.
Os ícones que executam acções devem ser fáceis de clicar, quer com o botão do rato, quer com a ponta do dedo, se o ícone estiver a ser visualizado num ecrã sensível ao toque. Esta facilidade de clicar está directamente ligada com o tamanho do ícone em questão. Se um ícone for demasiado pequeno, alguns utilizadores poderão ter dificuldade em "acertar no alvo". Pense-se, por exemplo, nos utilizadores seniores, nos utilizadores com mobilidade reduzida ou nos utilizadores que possuem como interface o pequeno touch screen de um telemóvel. Por esse motivo, o tamanho mínimo desses ícones deverá ser 12 x 12 pixeis. Se o interface é pensado principalmente para touch screens, deveremos aumentar a fasquia para os 20 x 20 pixeis.
Existe também outra coisa a ter em conta: o espaço vazio não clicável à volta dos ícones. Se estivermos a falar de um conjunto de ícones, cada um com a sua função e que partilhem o mesmo ecrã, deverá ser proporcionado um espaço vazio mínimo não clicável à sua volta, na proporção da metade da medida mínima dos ícones que compõem esse espaço. Exemplo: se estivermos a falar de uma matriz de ícones com 20 x 16 pixeis, o espaço à volta desses ícones deverá ter no mínimo 8 pixeis. Este espaço vazio não clicável é de extrema importância, uma vez que previne cliques acidentais ou acções erradas por parte dos utilizadores.
Estes valores que referi são empíricos e derivam da minha experiência pessoal pela observação das aplicações e dispositivos existentes no mercado e pelos desenvolvimentos que faço para a Web.
quarta-feira, junho 16, 2010
Festival Eurovisão da Canção 2010
Mais uma vez, ganhou quem eu menos esperava, até porque acho que a música e a intérprete em questão não valiam a ponta de um chaveiro. Mas, enfim... como estamos a depositar as nossas esperanças de salvação da recessão económica na Alemanha, é perfeitamente plausível que este voto em massa na canção (?) Alemã tenha sido um docinho de incentivo à liderança da economia europeia.
E agora, uma mostra das minhas músicas predilectas. Desta vez, infelizmente, não inclui a música portuguesa. A intérprete tinha uma voz excelente mas a música não é talhada para um Festival da Canção.
Dinamarca - "In a Moment Like This"
Tem tudo o que é necessário para vencer: um dueto, uma música poderosa, entra facilmente no ouvido e uma encenação em palco cuidada.
For as long as I remember, for as long as I’ve been blue
Everyday since we’ve been parted all I’ve thought about was you
Didn’t need the time for sorrow, didn’t need the time for pain
What am I supposed to do when living without you was the worst I ever knew?
In a moment like this
I wanna know, wanna know, wanna know what you’re looking for
I wanna know, wanna know, wanna know if you’ll ask for more
Oh, in a moment like this
I wanna know, wanna know, wanna know what I have to do
I wanna know, wanna know, wanna know how to get to you
Oh, in a moment like this
Ever since the day you left me, ever since you went away
I’m lost and I don’t know where am I supposed to go, I still miss you so
When I need for you hold me, say you’ll love and never leave me
My heart will forever be true
A GRANDE beleza de Eva Rivas trouxe-nos esta música com um toque de folclore arménio, uma coreografia interessante e alguns efeitos especiais em palco.
Many, many years ago,
When I was a little child,
Mama told me you should know,
Our world is cruel and wild,
But to make your way through cold and heat
Love is all that you need
I believed her every word,
More than anything I heard
But I was too scared to lose my fun
I began to cry a lot
And she gave me apricots
Kisses of the earth, fruits of the sun
Apricot stone,
Hidden in my hand
Given back to me
From the motherland
Apricot stone,
I will drop it down
In the frozen ground
I’ll just let it make its round
Now I see the northern stars
Shining brightly in the storm
And I’ve got an avatar
Of my love to keep me warm
Now I’m not afraid of violent winds
They may blow
They can’t win
May the winter stay away
From my harvest night and day
May God bless and keep my cherished fruit
Grow my tree up to the sky,
Once I waved my home goodbye
I just wanna go back to my roots
Folclore grego com novas roupagens e o orgulho em cantar na sua língua natal (coisa cada vez mais rara no Festival), aliam-se à energia que a música transmite e fazem deste "Opa!" uma escapatória ao período difícil que a Grécia vive actualmente.
Ωπα, ωπα!
Έκαψα το χθες, νύχτες μου παλιές,
θρύψαλα οι αναμνήσεις έγιναν κι αυτές
Μνήμες και φωνές άδικες ευχές
κι άφησα σε μια γωνία ανοιχτές πληγές
Έκαψα το χθες νύχτες μου παλιές
όνειρα και εφιάλτες ρίχνω στις φωτιές
Δάκρυα καυτά ψέμματα πολλά
μοιάζουν σα βουβή ταινία που δεν βλέπω πια
Ωπα!
Βάζω μια φωτιά
σ’όλα τα παλιά
όλα θα τ’αλλάξω
και θα το φωνάξω
περασμένα ξεχασμένα κι όλα απ’την αρχή ξαν
Έκαψα το χθες, νύχτες μου παλιές,
κι από το μηδέν αρχίζω όσο κι αν δε θες
Δάκρυα καυτά ψέμματα πολλά
πλήρωσα όσο χρωστούσα και τα δανεικά
Numa frase: "Os Santamaria da Islândia". A vocalista tem uma voz potente, que assenta perfeitamente neste estilo de música. A mistura de inglês e francês resultou bastante bem (mas não é original... Mark Knopfler já o havia feito em "Je suis désolé", entre, certamente, muitos outros)
I am standing strong,
I’ve overcome the sadness in my life
Now I look up and see the brightest sky above me
And it’s reflecting in your eyes
Je ne sais quoi,
I know you have a special something
Je ne sais quoi,
something I just can’t explain
And when I see your face,
I wanna follow my emotions
Je ne sais pas pourquoi
When the clouds are gone
the stars come out around us, shining
And all that we see is the love,
our hearts aligned together
Tell me, do you feel the same?
I just love this crazy feeling
It’s like I’ve known you all my life
Je ne sais quoi
terça-feira, junho 15, 2010
Variar o ramo de negócio
Num momento de feliz inspiração (ironia), os criativos da Galp decidiram aliar esta marca de combustíveis à vuvuzela. Esta ligação não é desprovida de fundamento. Trata-se de variar o ramo de negócio. Além da poluição química dos combustíveis, existe agora a poluição sonora das vuvuzelas.
Para mim, o futebol passou a ser ainda mais insuportável.
segunda-feira, junho 14, 2010
A New Beggining
- O endereço do blog elgitanos.blogspot.com passou para vitorwebdesign.blogspot.com. Penso que agora o próprio nome do blog acaba por transmitir informação mais válida sobre o tipo mais comum de conteúdos a serem disponibilizados.
- O design geral do meu blog foi alterado... o outro já tinha uma idadezinha jeitosa.
- Acabou-se a publicidade.
quinta-feira, janeiro 28, 2010
2012
O filme está bem feito. Sabe intercalar momentos de acção com momentos de humor que ajudam a manter o espectador agarrado à estória. Os efeitos especiais são simplesmente arrasadores, ao ponto de ser difícil separar os gráficos gerados por computador da realidade.
Pelo lado negativo, saliento a previsibilidade do desenrolar do filme e alguns chavões cinematográficos.
Não é um prodígio da sétima arte mas entretém.
quarta-feira, novembro 18, 2009
Tecnologia: agimos de acordo com a nossa idade
Dualismo versus Obiquidade
Os Boomers pensam que a tecnologia é uma coisa à parte. Eles "vão para" a Internet. Eles "fazem uma chamada no telemóvel". Eles procuram alguma coisa "no computador". Por outras palavras: distinguem a tarefa da ferramenta que utilizam. Os Milénio não têm este dualismo ou separação. Eles procuram alguma coisa (claro que o fazem no computador... porque é que deveriam dizer isso se é tão óbvio?). Eles fazem uma chamada ou enviam um SMS... a tecnologia está implícita e assumida.
Estaremos a ser encurralados pela tecnologia?
Os X vivem a sua vida com a tecnologia. Trabalham com ela e usam-na para serem mais produtivos. Gostam de adaptá-la e personalizá-la. Os X são de facto aqueles que estão mais apaixonados pela tecnologia mas, ao mesmo tempo, sentem-se encurralados por ela. Os Boomers lembram-se da vida sem ela, por isso podem usá-la e ficarem viciados nela como toda a gente mas podem também, mais facilmente, verem-se livres dela. Os Milénio integraram todas as tecnologias nas suas vidas mas serão aqueles que dirão "precisamos de falar mais e deixar de enviar tantos SMS" ou "as pessoas estão a esquecer-se de como falar entre elas" ou "eu não uso email... é uma confusão e é demasiado impessoal... se precisar de comunicar com alguém, telefono-lhes ou envio um SMS ou utilizo o Facebook".
Ninguém gosta de fontes pequenas
Por vezes somos levados a pensar que só necessitaremos de fontes maiores se a nossa audiência for constituída principalmente por Boomers. Na realidade, todas as gerações estão de acordo quando dizem que o texto na internet é, por vezes, demasiado pequeno.
Gostam de coisas que façam scroll?
Os Boomers não gostam de coisas que se mexam ou que façam scroll numa página, como os banners que vão mudando. Eles REALMENTE não gostam disto e pode ser um dos motivos que os levam a abandorar um determinado site. Os X dão-se bem com estas animações e os Milénio aborrecem-se sem elas.
Interessante e Divertido
Os Milénio esperam que os websites sejam pelo menos interessantes se não mesmo divertidos. Os X e os Boomers estão dispostos a trocar o divertimento pela adaptabilidade (X) e pelas suas ferramentas úteis (Boomers).
Twitter e Facebook
Os X adoram o Twitter. Os Milénio preferem o Facebook. Os Boomer estão a tentar utilizar os dois mas ainda estão um pouco perplexos.
Os da Geração X estão em desvantagem numérica
A geração Boomer é enorme (78 milhões nos EUA). Os Milénio são um grupo ainda maior (80 milhões nos EUA). Os X são um grupo bastante mais pequeno (55 milhões nos EUA).
Os da Geração X têm de se precaver contra a tendência do design
Se você for um X, tem de ser bastante cauteloso. Os X estão a fazer a maior parte do design de websites, mas a maior parte da audiência não é constituída por X (tendo em conta os números acima, os X são apenas 25%)! Terão de garantir que não estão a fazer design para eles próprios e terão que testar o seu design com diferentes gerações.
Os da Geração Milénio são mais influenciados pelo factor "pessoas como eu"
Se tiver fotografias de pessoas no seu website, os Milénio serão os mais sensíveis à aparência dessas pessoas, especialmente quão velhas elas são. Se houver uma diferença (que às vezes pode ser pequena), poderão pensar que o site não é para eles.
As pessoas não vão perdendo atributos da sua geração à medida que forem envelhecendo
As diferenças entre gerações são profundas e marcadas desde a infância. Os Milénio não irão crescer para serem X, como os X não vão envelhecer para se tornarem Boomers.
Shallow
Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...
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Eis então que chega o momento de instalar a Placa de Banda Larga da TMN: ZTE MF620 . Ficou o caldo entornado. As instruções estão escritas n...
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Ainda na temática do último post , vou tentar explicar melhor quais os tipos de cegueira às cores que existem. Mas, antes disso, convém cont...
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Como é tradição, aqui vai a minha apreciação do Festival da Eurovisão deste ano. E o vencedor é... ...novamente Salvador Sobral! Sim. ...