quarta-feira, junho 16, 2010

Festival Eurovisão da Canção 2010

Já é uma tradição eu comentar este evento (e aproveito para enviar posts que já devia ter enviado previamente).

Mais uma vez, ganhou quem eu menos esperava, até porque acho que a música e a intérprete em questão não valiam a ponta de um chaveiro. Mas, enfim... como estamos a depositar as nossas esperanças de salvação da recessão económica na Alemanha, é perfeitamente plausível que este voto em massa na canção (?) Alemã tenha sido um docinho de incentivo à liderança da economia europeia.

E agora, uma mostra das minhas músicas predilectas. Desta vez, infelizmente, não inclui a música portuguesa. A intérprete tinha uma voz excelente mas a música não é talhada para um Festival da Canção.

Dinamarca - "In a Moment Like This"

Tem tudo o que é necessário para vencer: um dueto, uma música poderosa, entra facilmente no ouvido e uma encenação em palco cuidada.

For as long as I remember, for as long as I’ve been blue
Everyday since we’ve been parted all I’ve thought about was you
Didn’t need the time for sorrow, didn’t need the time for pain
What am I supposed to do when living without you was the worst I ever knew?

In a moment like this
I wanna know, wanna know, wanna know what you’re looking for
I wanna know, wanna know, wanna know if you’ll ask for more
Oh, in a moment like this

I wanna know, wanna know, wanna know what I have to do
I wanna know, wanna know, wanna know how to get to you
Oh, in a moment like this

Ever since the day you left me, ever since you went away
I’m lost and I don’t know where am I supposed to go, I still miss you so

When I need for you hold me, say you’ll love and never leave me
My heart will forever be true

Armenia - "Apricot Stone"

A GRANDE beleza de Eva Rivas trouxe-nos esta música com um toque de folclore arménio, uma coreografia interessante e alguns efeitos especiais em palco.

Many, many years ago,
When I was a little child,
Mama told me you should know,
Our world is cruel and wild,
But to make your way through cold and heat
Love is all that you need

I believed her every word,
More than anything I heard
But I was too scared to lose my fun
I began to cry a lot
And she gave me apricots
Kisses of the earth, fruits of the sun

Apricot stone,
Hidden in my hand
Given back to me
From the motherland
Apricot stone,
I will drop it down
In the frozen ground
I’ll just let it make its round

Now I see the northern stars
Shining brightly in the storm
And I’ve got an avatar
Of my love to keep me warm
Now I’m not afraid of violent winds
They may blow
They can’t win

May the winter stay away
From my harvest night and day
May God bless and keep my cherished fruit
Grow my tree up to the sky,
Once I waved my home goodbye
I just wanna go back to my roots

Grécia - "Ωπα!"

Folclore grego com novas roupagens e o orgulho em cantar na sua língua natal (coisa cada vez mais rara no Festival), aliam-se à energia que a música transmite e fazem deste "Opa!" uma escapatória ao período difícil que a Grécia vive actualmente.

Ωπα, ωπα!

Έκαψα το χθες, νύχτες μου παλιές,
θρύψαλα οι αναμνήσεις έγιναν κι αυτές
Μνήμες και φωνές άδικες ευχές
κι άφησα σε μια γωνία ανοιχτές πληγές

Έκαψα το χθες νύχτες μου παλιές
όνειρα και εφιάλτες ρίχνω στις φωτιές
Δάκρυα καυτά ψέμματα πολλά
μοιάζουν σα βουβή ταινία που δεν βλέπω πια

Ωπα!

Βάζω μια φωτιά
σ’όλα τα παλιά
όλα θα τ’αλλάξω
και θα το φωνάξω
περασμένα ξεχασμένα κι όλα απ’την αρχή ξαν

Έκαψα το χθες, νύχτες μου παλιές,
κι από το μηδέν αρχίζω όσο κι αν δε θες
Δάκρυα καυτά ψέμματα πολλά
πλήρωσα όσο χρωστούσα και τα δανεικά

Islândia - "Je Ne Sais Quoi"

Numa frase: "Os Santamaria da Islândia". A vocalista tem uma voz potente, que assenta perfeitamente neste estilo de música. A mistura de inglês e francês resultou bastante bem (mas não é original... Mark Knopfler já o havia feito em "Je suis désolé", entre, certamente, muitos outros)

I am standing strong,

I’ve overcome the sadness in my life
Now I look up and see the brightest sky above me
And it’s reflecting in your eyes

Je ne sais quoi,
I know you have a special something
Je ne sais quoi,
something I just can’t explain
And when I see your face,
I wanna follow my emotions
Je ne sais pas pourquoi

When the clouds are gone
the stars come out around us, shining
And all that we see is the love,
our hearts aligned together
Tell me, do you feel the same?

I just love this crazy feeling
It’s like I’ve known you all my life
Je ne sais quoi

terça-feira, junho 15, 2010

Variar o ramo de negócio

Existe uma coisa que marcará para todo o sempre este mundial de futebol: a vuvuzela. Aquela espécie de instrumento musical em plástico, feito na China e que adverte para o facto de não ser um brinquedo (não vá haver um processo levantado pelos pais de um miúdo que teve a infeliz sorte de ter um coleguinha que lhe vuvuzelou para os ouvidos, subtraindo-lhe a capacidade auditiva).

Num momento de feliz inspiração (ironia), os criativos da Galp decidiram aliar esta marca de combustíveis à vuvuzela. Esta ligação não é desprovida de fundamento. Trata-se de variar o ramo de negócio. Além da poluição química dos combustíveis, existe agora a poluição sonora das vuvuzelas.

Para mim, o futebol passou a ser ainda mais insuportável.

segunda-feira, junho 14, 2010

A New Beggining

Depois de um longo interregno motivado essencialmente por preguiça e pela necessidade de fechar algumas gavetas, eis que volto finalmente à esfera blogista. E as mudanças não são poucas:
  • O endereço do blog elgitanos.blogspot.com passou para vitorwebdesign.blogspot.com. Penso que agora o próprio nome do blog acaba por transmitir informação mais válida sobre o tipo mais comum de conteúdos a serem disponibilizados.
  • O design geral do meu blog foi alterado... o outro já tinha uma idadezinha jeitosa.
  • Acabou-se a publicidade.
Espero com isto agradar aos meus seguidores, aos quais peço desde já desculpas pela ausência prolongada.

quinta-feira, janeiro 28, 2010

2012

Foi o meu amigo P. S. que me "pediu" para fazer uma crítica ao filme que fomos ver ao cinema. E o truque é esse: ir ver ao cinema. Assim, conseguiremos aproveitar todo o impacto dos efeitos especiais e da envolvência que apenas uma sala de cinema pode proporcionar.

O filme está bem feito. Sabe intercalar momentos de acção com momentos de humor que ajudam a manter o espectador agarrado à estória. Os efeitos especiais são simplesmente arrasadores, ao ponto de ser difícil separar os gráficos gerados por computador da realidade.

Pelo lado negativo, saliento a previsibilidade do desenrolar do filme e alguns chavões cinematográficos.

Não é um prodígio da sétima arte mas entretém.

quarta-feira, novembro 18, 2009

Tecnologia: agimos de acordo com a nossa idade

É esta a afirmação de Susan Weinschenk no seu último post. Estabelece também três grupos distintos de pessoas: Geração Milénio (nascidos entre 1982 e 2002), Geração X (nascidos entre 1961 e 1981) e Geração "Boomers" (de "Baby Boom") (nascidos entre 1943 e 1961).

Dualismo versus Obiquidade
Os Boomers pensam que a tecnologia é uma coisa à parte. Eles "vão para" a Internet. Eles "fazem uma chamada no telemóvel". Eles procuram alguma coisa "no computador". Por outras palavras: distinguem a tarefa da ferramenta que utilizam. Os Milénio não têm este dualismo ou separação. Eles procuram alguma coisa (claro que o fazem no computador... porque é que deveriam dizer isso se é tão óbvio?). Eles fazem uma chamada ou enviam um SMS... a tecnologia está implícita e assumida.

Estaremos a ser encurralados pela tecnologia?
Os X vivem a sua vida com a tecnologia. Trabalham com ela e usam-na para serem mais produtivos. Gostam de adaptá-la e personalizá-la. Os X são de facto aqueles que estão mais apaixonados pela tecnologia mas, ao mesmo tempo, sentem-se encurralados por ela. Os Boomers lembram-se da vida sem ela, por isso podem usá-la e ficarem viciados nela como toda a gente mas podem também, mais facilmente, verem-se livres dela. Os Milénio integraram todas as tecnologias nas suas vidas mas serão aqueles que dirão "precisamos de falar mais e deixar de enviar tantos SMS" ou "as pessoas estão a esquecer-se de como falar entre elas" ou "eu não uso email... é uma confusão e é demasiado impessoal... se precisar de comunicar com alguém, telefono-lhes ou envio um SMS ou utilizo o Facebook".

Ninguém gosta de fontes pequenas
Por vezes somos levados a pensar que só necessitaremos de fontes maiores se a nossa audiência for constituída principalmente por Boomers. Na realidade, todas as gerações estão de acordo quando dizem que o texto na internet é, por vezes, demasiado pequeno.

Gostam de coisas que façam scroll?
Os Boomers não gostam de coisas que se mexam ou que façam scroll numa página, como os banners que vão mudando. Eles REALMENTE não gostam disto e pode ser um dos motivos que os levam a abandorar um determinado site. Os X dão-se bem com estas animações e os Milénio aborrecem-se sem elas.

Interessante e Divertido
Os Milénio esperam que os websites sejam pelo menos interessantes se não mesmo divertidos. Os X e os Boomers estão dispostos a trocar o divertimento pela adaptabilidade (X) e pelas suas ferramentas úteis (Boomers).

Twitter e Facebook
Os X adoram o Twitter. Os Milénio preferem o Facebook. Os Boomer estão a tentar utilizar os dois mas ainda estão um pouco perplexos.

Os da Geração X estão em desvantagem numérica
A geração Boomer é enorme (78 milhões nos EUA). Os Milénio são um grupo ainda maior (80 milhões nos EUA). Os X são um grupo bastante mais pequeno (55 milhões nos EUA).

Os da Geração X têm de se precaver contra a tendência do design
Se você for um X, tem de ser bastante cauteloso. Os X estão a fazer a maior parte do design de websites, mas a maior parte da audiência não é constituída por X (tendo em conta os números acima, os X são apenas 25%)! Terão de garantir que não estão a fazer design para eles próprios e terão que testar o seu design com diferentes gerações.

Os da Geração Milénio são mais influenciados pelo factor "pessoas como eu"
Se tiver fotografias de pessoas no seu website, os Milénio serão os mais sensíveis à aparência dessas pessoas, especialmente quão velhas elas são. Se houver uma diferença (que às vezes pode ser pequena), poderão pensar que o site não é para eles.

As pessoas não vão perdendo atributos da sua geração à medida que forem envelhecendo
As diferenças entre gerações são profundas e marcadas desde a infância. Os Milénio não irão crescer para serem X, como os X não vão envelhecer para se tornarem Boomers.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Música Essencial

Hoje quis fazer uma colectânea de músicas para colocar no telemóvel e acabei por chegar a 73 músicas que considero indispensáveis (sem as quais não me imagino a viver). Apresentarei, para cada grupo, uma pequena história de como comecei a ouvi-los.

ABBA
Devo ao meu pai e às suas cassetes o primeiro contacto que tive com os ABBA, mais precisamente com o álbum "Voulez-Vous".
  • Another Town, Another Train
  • Eagle
  • Move On
  • One of Us
  • S.O.S.
  • The Day Before You Came
  • The Piper
Amy Winehouse
A minha amiga e colega de trabalho A.F.O. deixou-me ouvir algumas músicas desta excêntrica cantora. Diga-se o que se disser, a Amy soube colocar a sua alma na música e na letra.
  • Rehab
  • You Know I'm No Good
  • Back to Black
  • Tears Dry On Their Own
Carlos Paredes
Foi um dos casos em que conheci primeiro a música do que o autor. Os documentários mais antigos da RTP, quando retratavam Portugal, invariavelmente colocavam música de Carlos Paredes. Na minha mente, sempre associei imagens a preto-e-branco bucólicas sobre Portugal e as suas gentes à música de Carlos Paredes.
  • In Memoriam
  • Balada de Coimbra
  • Verdes Anos
Eagles
Lembro-me de ouvir Hotel California num rádio de automóvel e de ter pensado "não vou descansar enquanto não souber quem são estes tipos" (apanhei a música a meio).
  • Hotel California (live on "Hell Freezes Over")
Enigma
Num passeio do secundário à Costa da Caparica (1990), fomos parar a uma discoteca pequena onde, pela primeira vez ouvi esta sonoridade que me hipnotizou.
  • Dancing With Mephisto
  • Gravity of Love
  • Morphing Thru Time
  • Principles of Lust
  • Return to Innocence
  • Sitting on the Moon
Gipsy Kings
Ouvi-os pela primeira vez numa cassete manhosa do meu antigo vizinho do segundo andar da casa dos meus pais quando ainda era criança.
  • Aven, Aven
  • Como Siento Yo
  • Duende
  • Galaxia
  • Legende
  • Luna de Fuego
  • Tampa
Heroes del Silencio
Esta magnífica banda Espanhola foi-me dada a conhecer (1997) pela minha amiga de Braga M.S. que é sua fã nº1... principalmente do vocalista.
  • Heroe de Leyenda
Keane
Mais uma vez tenho de agradecer à A.F.O. por me apresentar a música desta banda.
  • Bend and Break
  • Everybody's Changing
  • She Has No Time
  • Bedshaped
Madonna
Não sou particularmente fã da música da Madonna, mas ao ver na televisão o video-clipe desta música pensei: aqui está uma sonoridade interessante!
  • Frozen
Mark Knopfler
Devo a descoberta de Mark Knopfler e da sua ex-banda Dire Straits ao meu amigo de infância R.S. Ainda me lembro de gravarmos o video-clipe "Money for Nothing" com o gravador de cassetes em frente à televisão (1985)!
  • All The Roadrunning
  • Border Reiver
  • Brothers In Arms
  • Done With Bonaparte
  • Get Lucky
  • Going Home
  • Golden Heart
  • Je Suis Désolé
  • Love Over Gold
  • So Far Away
  • Sultans of Swing
  • Wild Theme
Mike Oldfield
Outra descoberta que devo a R.S. e ao seu CD "The Complete Mike Oldfield".
  • Celtic Rain
  • In High Places
  • Moonlight Shadow
  • Mount Teidi
  • Poison Arrows
  • Shadow on the Wall
  • Sheba
  • Talk About Your Life
  • The Lake
  • The Song of the Sun
  • The Voyager
  • To France
  • Women of Ireland
U2
Comecei a interessar-me por esta banda por volta de 1997, por causa de uma amiga da M.S. que me falava maravilhas dos U2.
  • Electrical Storm
  • One
  • Until the End of the World
Vangelis
Outro autor do qual conheço primeiro a música. Talvez tenha sido o meu amigo C.S. que tenha feito despoletar o meu interesse por Vangelis quando decidiu incluir algumas músicas deste autor numa apresentação multimédia que fizémos em conjunto.
  • 12 o'Clock
  • Alpha
  • Closing Titles from Mutiny on the Bounty
  • Creation du Monde
  • He - O
  • I'll Find My Way Home
  • La Petite Fille de la Mer
  • Stuffed Tomato
  • Theme from Antarctica
  • Theme from the TV Series Cosmos
  • To the Unknown Man

terça-feira, outubro 27, 2009

Comprimento das linhas de texto

Ultimamente, há muitos assuntos interessantes para comentar no domínio da acessibilidade/usabilidade.

Susan Weinschenk fala desta vez em qual o comprimento ideal de uma linha de texto.

A investigação [DYSON, 2004] comprova que o comprimento óptimo de uma linha de texto para leitura no ecrã é de 100 caracteres (maximiza a velocidade de leitura). No entanto, se perguntarmos aos utilizadores o que é que eles preferem, responderão que gostam mais de linhas mais curtas (45 a 72 caracteres).

A investigação também aponta que uma só coluna de texto é melhor que múltiplas colunas. Novamente, os utilizadores dizem preferir múltiplas colunas.

Susan termina com uma pergunta: deveremos dar às pessoas o que elas preferem ou ir contra as suas preferências e intuições, sabendo que lerão mais rápido se forem usados maiores comprimentos de linha e uma coluna de texto?

A minha resposta para esta pergunta não pode deixar de passar pelos ensinamentos de outro guru da acessibilidade (Jakob Nielsen) que nos diz que não deveremos dar mais importância ao que o utilizador diz do que ao que o utilizador faz.

No entanto, a resposta não é assim tão simples. Da leitura superficial que fiz do paper, o estudo não quantifica os ganhos em rapidez relativamente ao número de caracteres por linha e à compreensão do texto. Quero com isto dizer que os ganhos podem não justificar a aparência final da página (menos apelativa para os utilizadores). Mais importante ainda do que o número de caracteres por linha será o texto adaptado à Web. Ninguém gosta de ler lençóis enormes de texto no ecrã. Se o objectivo for levar os utilizadores a ler um romance ou outra literatura de grandes dimensões no ecrã, deverão utilizar-se as técnicas que comprovadamente tornam a leitura mais fácil para os utilizadores.

Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...