- O endereço do blog elgitanos.blogspot.com passou para vitorwebdesign.blogspot.com. Penso que agora o próprio nome do blog acaba por transmitir informação mais válida sobre o tipo mais comum de conteúdos a serem disponibilizados.
- O design geral do meu blog foi alterado... o outro já tinha uma idadezinha jeitosa.
- Acabou-se a publicidade.
Um blog de Vítor Carvalho.
Algumas reflexões sobre acessibilidade, usabilidade e design para a Web, ideias, desabafos, viagens, humor, crítica e fotografias...
segunda-feira, junho 14, 2010
A New Beggining
Depois de um longo interregno motivado essencialmente por preguiça e pela necessidade de fechar algumas gavetas, eis que volto finalmente à esfera blogista. E as mudanças não são poucas:
quinta-feira, janeiro 28, 2010
2012
Foi o meu amigo P. S. que me "pediu" para fazer uma crítica ao filme que fomos ver ao cinema. E o truque é esse: ir ver ao cinema. Assim, conseguiremos aproveitar todo o impacto dos efeitos especiais e da envolvência que apenas uma sala de cinema pode proporcionar.
O filme está bem feito. Sabe intercalar momentos de acção com momentos de humor que ajudam a manter o espectador agarrado à estória. Os efeitos especiais são simplesmente arrasadores, ao ponto de ser difícil separar os gráficos gerados por computador da realidade.
Pelo lado negativo, saliento a previsibilidade do desenrolar do filme e alguns chavões cinematográficos.
Não é um prodígio da sétima arte mas entretém.
O filme está bem feito. Sabe intercalar momentos de acção com momentos de humor que ajudam a manter o espectador agarrado à estória. Os efeitos especiais são simplesmente arrasadores, ao ponto de ser difícil separar os gráficos gerados por computador da realidade.
Pelo lado negativo, saliento a previsibilidade do desenrolar do filme e alguns chavões cinematográficos.
Não é um prodígio da sétima arte mas entretém.
quarta-feira, novembro 18, 2009
Tecnologia: agimos de acordo com a nossa idade
É esta a afirmação de Susan Weinschenk no seu último post. Estabelece também três grupos distintos de pessoas: Geração Milénio (nascidos entre 1982 e 2002), Geração X (nascidos entre 1961 e 1981) e Geração "Boomers" (de "Baby Boom") (nascidos entre 1943 e 1961).
Dualismo versus Obiquidade
Os Boomers pensam que a tecnologia é uma coisa à parte. Eles "vão para" a Internet. Eles "fazem uma chamada no telemóvel". Eles procuram alguma coisa "no computador". Por outras palavras: distinguem a tarefa da ferramenta que utilizam. Os Milénio não têm este dualismo ou separação. Eles procuram alguma coisa (claro que o fazem no computador... porque é que deveriam dizer isso se é tão óbvio?). Eles fazem uma chamada ou enviam um SMS... a tecnologia está implícita e assumida.
Estaremos a ser encurralados pela tecnologia?
Os X vivem a sua vida com a tecnologia. Trabalham com ela e usam-na para serem mais produtivos. Gostam de adaptá-la e personalizá-la. Os X são de facto aqueles que estão mais apaixonados pela tecnologia mas, ao mesmo tempo, sentem-se encurralados por ela. Os Boomers lembram-se da vida sem ela, por isso podem usá-la e ficarem viciados nela como toda a gente mas podem também, mais facilmente, verem-se livres dela. Os Milénio integraram todas as tecnologias nas suas vidas mas serão aqueles que dirão "precisamos de falar mais e deixar de enviar tantos SMS" ou "as pessoas estão a esquecer-se de como falar entre elas" ou "eu não uso email... é uma confusão e é demasiado impessoal... se precisar de comunicar com alguém, telefono-lhes ou envio um SMS ou utilizo o Facebook".
Ninguém gosta de fontes pequenas
Por vezes somos levados a pensar que só necessitaremos de fontes maiores se a nossa audiência for constituída principalmente por Boomers. Na realidade, todas as gerações estão de acordo quando dizem que o texto na internet é, por vezes, demasiado pequeno.
Gostam de coisas que façam scroll?
Os Boomers não gostam de coisas que se mexam ou que façam scroll numa página, como os banners que vão mudando. Eles REALMENTE não gostam disto e pode ser um dos motivos que os levam a abandorar um determinado site. Os X dão-se bem com estas animações e os Milénio aborrecem-se sem elas.
Interessante e Divertido
Os Milénio esperam que os websites sejam pelo menos interessantes se não mesmo divertidos. Os X e os Boomers estão dispostos a trocar o divertimento pela adaptabilidade (X) e pelas suas ferramentas úteis (Boomers).
Twitter e Facebook
Os X adoram o Twitter. Os Milénio preferem o Facebook. Os Boomer estão a tentar utilizar os dois mas ainda estão um pouco perplexos.
Os da Geração X estão em desvantagem numérica
A geração Boomer é enorme (78 milhões nos EUA). Os Milénio são um grupo ainda maior (80 milhões nos EUA). Os X são um grupo bastante mais pequeno (55 milhões nos EUA).
Os da Geração X têm de se precaver contra a tendência do design
Se você for um X, tem de ser bastante cauteloso. Os X estão a fazer a maior parte do design de websites, mas a maior parte da audiência não é constituída por X (tendo em conta os números acima, os X são apenas 25%)! Terão de garantir que não estão a fazer design para eles próprios e terão que testar o seu design com diferentes gerações.
Os da Geração Milénio são mais influenciados pelo factor "pessoas como eu"
Se tiver fotografias de pessoas no seu website, os Milénio serão os mais sensíveis à aparência dessas pessoas, especialmente quão velhas elas são. Se houver uma diferença (que às vezes pode ser pequena), poderão pensar que o site não é para eles.
As pessoas não vão perdendo atributos da sua geração à medida que forem envelhecendo
As diferenças entre gerações são profundas e marcadas desde a infância. Os Milénio não irão crescer para serem X, como os X não vão envelhecer para se tornarem Boomers.
Dualismo versus Obiquidade
Os Boomers pensam que a tecnologia é uma coisa à parte. Eles "vão para" a Internet. Eles "fazem uma chamada no telemóvel". Eles procuram alguma coisa "no computador". Por outras palavras: distinguem a tarefa da ferramenta que utilizam. Os Milénio não têm este dualismo ou separação. Eles procuram alguma coisa (claro que o fazem no computador... porque é que deveriam dizer isso se é tão óbvio?). Eles fazem uma chamada ou enviam um SMS... a tecnologia está implícita e assumida.
Estaremos a ser encurralados pela tecnologia?
Os X vivem a sua vida com a tecnologia. Trabalham com ela e usam-na para serem mais produtivos. Gostam de adaptá-la e personalizá-la. Os X são de facto aqueles que estão mais apaixonados pela tecnologia mas, ao mesmo tempo, sentem-se encurralados por ela. Os Boomers lembram-se da vida sem ela, por isso podem usá-la e ficarem viciados nela como toda a gente mas podem também, mais facilmente, verem-se livres dela. Os Milénio integraram todas as tecnologias nas suas vidas mas serão aqueles que dirão "precisamos de falar mais e deixar de enviar tantos SMS" ou "as pessoas estão a esquecer-se de como falar entre elas" ou "eu não uso email... é uma confusão e é demasiado impessoal... se precisar de comunicar com alguém, telefono-lhes ou envio um SMS ou utilizo o Facebook".
Ninguém gosta de fontes pequenas
Por vezes somos levados a pensar que só necessitaremos de fontes maiores se a nossa audiência for constituída principalmente por Boomers. Na realidade, todas as gerações estão de acordo quando dizem que o texto na internet é, por vezes, demasiado pequeno.
Gostam de coisas que façam scroll?
Os Boomers não gostam de coisas que se mexam ou que façam scroll numa página, como os banners que vão mudando. Eles REALMENTE não gostam disto e pode ser um dos motivos que os levam a abandorar um determinado site. Os X dão-se bem com estas animações e os Milénio aborrecem-se sem elas.
Interessante e Divertido
Os Milénio esperam que os websites sejam pelo menos interessantes se não mesmo divertidos. Os X e os Boomers estão dispostos a trocar o divertimento pela adaptabilidade (X) e pelas suas ferramentas úteis (Boomers).
Twitter e Facebook
Os X adoram o Twitter. Os Milénio preferem o Facebook. Os Boomer estão a tentar utilizar os dois mas ainda estão um pouco perplexos.
Os da Geração X estão em desvantagem numérica
A geração Boomer é enorme (78 milhões nos EUA). Os Milénio são um grupo ainda maior (80 milhões nos EUA). Os X são um grupo bastante mais pequeno (55 milhões nos EUA).
Os da Geração X têm de se precaver contra a tendência do design
Se você for um X, tem de ser bastante cauteloso. Os X estão a fazer a maior parte do design de websites, mas a maior parte da audiência não é constituída por X (tendo em conta os números acima, os X são apenas 25%)! Terão de garantir que não estão a fazer design para eles próprios e terão que testar o seu design com diferentes gerações.
Os da Geração Milénio são mais influenciados pelo factor "pessoas como eu"
Se tiver fotografias de pessoas no seu website, os Milénio serão os mais sensíveis à aparência dessas pessoas, especialmente quão velhas elas são. Se houver uma diferença (que às vezes pode ser pequena), poderão pensar que o site não é para eles.
As pessoas não vão perdendo atributos da sua geração à medida que forem envelhecendo
As diferenças entre gerações são profundas e marcadas desde a infância. Os Milénio não irão crescer para serem X, como os X não vão envelhecer para se tornarem Boomers.
quarta-feira, outubro 28, 2009
Música Essencial
Hoje quis fazer uma colectânea de músicas para colocar no telemóvel e acabei por chegar a 73 músicas que considero indispensáveis (sem as quais não me imagino a viver). Apresentarei, para cada grupo, uma pequena história de como comecei a ouvi-los.
ABBA
Devo ao meu pai e às suas cassetes o primeiro contacto que tive com os ABBA, mais precisamente com o álbum "Voulez-Vous".
A minha amiga e colega de trabalho A.F.O. deixou-me ouvir algumas músicas desta excêntrica cantora. Diga-se o que se disser, a Amy soube colocar a sua alma na música e na letra.
Foi um dos casos em que conheci primeiro a música do que o autor. Os documentários mais antigos da RTP, quando retratavam Portugal, invariavelmente colocavam música de Carlos Paredes. Na minha mente, sempre associei imagens a preto-e-branco bucólicas sobre Portugal e as suas gentes à música de Carlos Paredes.
Lembro-me de ouvir Hotel California num rádio de automóvel e de ter pensado "não vou descansar enquanto não souber quem são estes tipos" (apanhei a música a meio).
Num passeio do secundário à Costa da Caparica (1990), fomos parar a uma discoteca pequena onde, pela primeira vez ouvi esta sonoridade que me hipnotizou.
Ouvi-os pela primeira vez numa cassete manhosa do meu antigo vizinho do segundo andar da casa dos meus pais quando ainda era criança.
Esta magnífica banda Espanhola foi-me dada a conhecer (1997) pela minha amiga de Braga M.S. que é sua fã nº1... principalmente do vocalista.
Mais uma vez tenho de agradecer à A.F.O. por me apresentar a música desta banda.
Não sou particularmente fã da música da Madonna, mas ao ver na televisão o video-clipe desta música pensei: aqui está uma sonoridade interessante!
Devo a descoberta de Mark Knopfler e da sua ex-banda Dire Straits ao meu amigo de infância R.S. Ainda me lembro de gravarmos o video-clipe "Money for Nothing" com o gravador de cassetes em frente à televisão (1985)!
Outra descoberta que devo a R.S. e ao seu CD "The Complete Mike Oldfield".
Comecei a interessar-me por esta banda por volta de 1997, por causa de uma amiga da M.S. que me falava maravilhas dos U2.
Outro autor do qual conheço primeiro a música. Talvez tenha sido o meu amigo C.S. que tenha feito despoletar o meu interesse por Vangelis quando decidiu incluir algumas músicas deste autor numa apresentação multimédia que fizémos em conjunto.
ABBA
Devo ao meu pai e às suas cassetes o primeiro contacto que tive com os ABBA, mais precisamente com o álbum "Voulez-Vous".
- Another Town, Another Train
- Eagle
- Move On
- One of Us
- S.O.S.
- The Day Before You Came
- The Piper
A minha amiga e colega de trabalho A.F.O. deixou-me ouvir algumas músicas desta excêntrica cantora. Diga-se o que se disser, a Amy soube colocar a sua alma na música e na letra.
- Rehab
- You Know I'm No Good
- Back to Black
- Tears Dry On Their Own
Foi um dos casos em que conheci primeiro a música do que o autor. Os documentários mais antigos da RTP, quando retratavam Portugal, invariavelmente colocavam música de Carlos Paredes. Na minha mente, sempre associei imagens a preto-e-branco bucólicas sobre Portugal e as suas gentes à música de Carlos Paredes.
- In Memoriam
- Balada de Coimbra
- Verdes Anos
Lembro-me de ouvir Hotel California num rádio de automóvel e de ter pensado "não vou descansar enquanto não souber quem são estes tipos" (apanhei a música a meio).
- Hotel California (live on "Hell Freezes Over")
Num passeio do secundário à Costa da Caparica (1990), fomos parar a uma discoteca pequena onde, pela primeira vez ouvi esta sonoridade que me hipnotizou.
- Dancing With Mephisto
- Gravity of Love
- Morphing Thru Time
- Principles of Lust
- Return to Innocence
- Sitting on the Moon
Ouvi-os pela primeira vez numa cassete manhosa do meu antigo vizinho do segundo andar da casa dos meus pais quando ainda era criança.
- Aven, Aven
- Como Siento Yo
- Duende
- Galaxia
- Legende
- Luna de Fuego
- Tampa
Esta magnífica banda Espanhola foi-me dada a conhecer (1997) pela minha amiga de Braga M.S. que é sua fã nº1... principalmente do vocalista.
- Heroe de Leyenda
Mais uma vez tenho de agradecer à A.F.O. por me apresentar a música desta banda.
- Bend and Break
- Everybody's Changing
- She Has No Time
- Bedshaped
Não sou particularmente fã da música da Madonna, mas ao ver na televisão o video-clipe desta música pensei: aqui está uma sonoridade interessante!
- Frozen
Devo a descoberta de Mark Knopfler e da sua ex-banda Dire Straits ao meu amigo de infância R.S. Ainda me lembro de gravarmos o video-clipe "Money for Nothing" com o gravador de cassetes em frente à televisão (1985)!
- All The Roadrunning
- Border Reiver
- Brothers In Arms
- Done With Bonaparte
- Get Lucky
- Going Home
- Golden Heart
- Je Suis Désolé
- Love Over Gold
- So Far Away
- Sultans of Swing
- Wild Theme
Outra descoberta que devo a R.S. e ao seu CD "The Complete Mike Oldfield".
- Celtic Rain
- In High Places
- Moonlight Shadow
- Mount Teidi
- Poison Arrows
- Shadow on the Wall
- Sheba
- Talk About Your Life
- The Lake
- The Song of the Sun
- The Voyager
- To France
- Women of Ireland
Comecei a interessar-me por esta banda por volta de 1997, por causa de uma amiga da M.S. que me falava maravilhas dos U2.
- Electrical Storm
- One
- Until the End of the World
Outro autor do qual conheço primeiro a música. Talvez tenha sido o meu amigo C.S. que tenha feito despoletar o meu interesse por Vangelis quando decidiu incluir algumas músicas deste autor numa apresentação multimédia que fizémos em conjunto.
- 12 o'Clock
- Alpha
- Closing Titles from Mutiny on the Bounty
- Creation du Monde
- He - O
- I'll Find My Way Home
- La Petite Fille de la Mer
- Stuffed Tomato
- Theme from Antarctica
- Theme from the TV Series Cosmos
- To the Unknown Man
terça-feira, outubro 27, 2009
Comprimento das linhas de texto
Ultimamente, há muitos assuntos interessantes para comentar no domínio da acessibilidade/usabilidade.
Susan Weinschenk fala desta vez em qual o comprimento ideal de uma linha de texto.
A investigação [DYSON, 2004] comprova que o comprimento óptimo de uma linha de texto para leitura no ecrã é de 100 caracteres (maximiza a velocidade de leitura). No entanto, se perguntarmos aos utilizadores o que é que eles preferem, responderão que gostam mais de linhas mais curtas (45 a 72 caracteres).
A investigação também aponta que uma só coluna de texto é melhor que múltiplas colunas. Novamente, os utilizadores dizem preferir múltiplas colunas.
Susan termina com uma pergunta: deveremos dar às pessoas o que elas preferem ou ir contra as suas preferências e intuições, sabendo que lerão mais rápido se forem usados maiores comprimentos de linha e uma coluna de texto?
A minha resposta para esta pergunta não pode deixar de passar pelos ensinamentos de outro guru da acessibilidade (Jakob Nielsen) que nos diz que não deveremos dar mais importância ao que o utilizador diz do que ao que o utilizador faz.
No entanto, a resposta não é assim tão simples. Da leitura superficial que fiz do paper, o estudo não quantifica os ganhos em rapidez relativamente ao número de caracteres por linha e à compreensão do texto. Quero com isto dizer que os ganhos podem não justificar a aparência final da página (menos apelativa para os utilizadores). Mais importante ainda do que o número de caracteres por linha será o texto adaptado à Web. Ninguém gosta de ler lençóis enormes de texto no ecrã. Se o objectivo for levar os utilizadores a ler um romance ou outra literatura de grandes dimensões no ecrã, deverão utilizar-se as técnicas que comprovadamente tornam a leitura mais fácil para os utilizadores.
Susan Weinschenk fala desta vez em qual o comprimento ideal de uma linha de texto.
A investigação [DYSON, 2004] comprova que o comprimento óptimo de uma linha de texto para leitura no ecrã é de 100 caracteres (maximiza a velocidade de leitura). No entanto, se perguntarmos aos utilizadores o que é que eles preferem, responderão que gostam mais de linhas mais curtas (45 a 72 caracteres).
A investigação também aponta que uma só coluna de texto é melhor que múltiplas colunas. Novamente, os utilizadores dizem preferir múltiplas colunas.
Susan termina com uma pergunta: deveremos dar às pessoas o que elas preferem ou ir contra as suas preferências e intuições, sabendo que lerão mais rápido se forem usados maiores comprimentos de linha e uma coluna de texto?
A minha resposta para esta pergunta não pode deixar de passar pelos ensinamentos de outro guru da acessibilidade (Jakob Nielsen) que nos diz que não deveremos dar mais importância ao que o utilizador diz do que ao que o utilizador faz.
No entanto, a resposta não é assim tão simples. Da leitura superficial que fiz do paper, o estudo não quantifica os ganhos em rapidez relativamente ao número de caracteres por linha e à compreensão do texto. Quero com isto dizer que os ganhos podem não justificar a aparência final da página (menos apelativa para os utilizadores). Mais importante ainda do que o número de caracteres por linha será o texto adaptado à Web. Ninguém gosta de ler lençóis enormes de texto no ecrã. Se o objectivo for levar os utilizadores a ler um romance ou outra literatura de grandes dimensões no ecrã, deverão utilizar-se as técnicas que comprovadamente tornam a leitura mais fácil para os utilizadores.
segunda-feira, outubro 26, 2009
Potências de 10: Escalas de tempo na experiência do utilizador
Admito (já admiti antes...) que não sou particularmente bom a matemática e, pelos vistos, Jakob Nielsen - o autor do post - também não o é (aparentemente). A escala de tempo aqui apresentada usa potências de 10 mas não é, em si mesma, uma escala pura em potências de 10, uma vez que utiliza várias medidas de tempo. Porém, o título é sonante e o resultado é... interessante.
0,1 Segundos
Uma experiência levada a cabo pela Dr. Gitte Lindgaard revelou que os utilizadores precisam de apenas metade de um décimo de segundo (0,05 segundos) para decidir se uma página é ou não apelativa visualmente.
Até aos 0,1 segundos, os utilizadores têm a sensação da resposta ser imediata por parte do computador a um comando que executem (por exemplo, o tempo que um menu de escolha múltipla possa demorar a expandir depois de "clicado").
1 Segundo
Se o computador responde entre os 0,1 segundos e 1 segundo, o utilizador tem a sensação que o computador está a preparar a resposta ao seu comando. Neste espaço de tempo, o utilizador ainda consegue ficar focado na acção. Quer isto dizer que toda a interacção na Web deverá ocorrer idealmente até 1 segundo.
10 Segundos
A partir do primeiro segundo, os utilizadores começam a ficar impacientes e têm a noção de estar perante um computador lento. 10 segundos é o limite máximo da paciência para um utilizador. Mais de 10 segundos implica a quebra do ritmo de interacção e, na maior parte das vezes, os utilizadores abandonarão o site. É sabido que, em média, uma página Web é vista durante 30 segundos.
1 Minuto
Os utilizadores deverão ser capazes de completar tarefas simples em menos de um minuto. Os videos da Internet não deverão demorar mais do que 1 a 2 minutos, uma vez que quando os utilizadores estão "sintonizados" para a navegação Web, não gostam de ficar sentados a olhar passivamente para coisas mais do que 2 minutos. A maior parte das visitas a sites demora entre 2 e 4 minutos.
10 Minutos
10 minutos será uma visita longa a um website.
1 Hora
A maior parte dos utilizadores completa tarefas na Web em menos de uma hora. Uma hora é quando deve também durar um estudo de usabilidade. Este valor é ainda mais verdadeiro no que toca a crianças. Os adultos poderão aguentar, no máximo dos máximos, duas horas.
1 Dia
É o tempo de resposta máximo para um serviço de apoio a clientes baseado na Web (embora se deva dar uma resposta de "mensagem recebida" em menos de 1 minuto.
1 Semana
O Facebook e o Twitter são visitados diariamente mas o MySpace e o LinkedIn recebem mais visitas semanais. Os sites deverão observar o que os utilizador
1 Mês
Os processos de negócio tomam mais tempo do que as decisões individuais. Para os sites B2B e de colaboração institucional, é normal haver um mês ou mais entre o início da acção e o seu fim.
1 Ano
Quando se utiliza um site durante um ano, começa-se a ser um utilizador experiente. É necessário este tempo todo devido à forma superficial como os utilizadores visitam os sites. Cada visita é curta e as pessoas não dispendem muito tempo a procurarem novas funcionalidades ou a cimentarem os seus conhecimentos.
As mudanças organizacionais demoram anos. Por exemplo, uma empresa demora 2 ou 3 anos a progredir de nível nos 8 estágios de maturidade da usabilidade.
10 Anos
Leva aproximadamente 10 anos para que os utilizadores adquiram conhecimento profundo acerca de um sistema complexo como o Unix.
Os dados vivem frequentemente durante décadas - muito mais do que o interface com o utilizador que as pessoas utilizam para terem acesso aos dados. Isto significa que são precisas ferramentas de migração para ajudar os utilizadores a transferirem os dados antigos para os novos sistemas.
100 Anos
Se a mudança a nível organizacional demora anos, as mudanças na sociedade podem demorar décadas. Por exemplo, é possível que os sistemas colaborativos despovoem as cidades. Também é possível que a mudança para informação mais curta e superficial em vez da informação imersiva e linear mine a educação à medida que as pessoas possam perder as suas capacidades para aprenderem e estudarem conceitos mais difíceis.
0,1 Segundos
Uma experiência levada a cabo pela Dr. Gitte Lindgaard revelou que os utilizadores precisam de apenas metade de um décimo de segundo (0,05 segundos) para decidir se uma página é ou não apelativa visualmente.
Até aos 0,1 segundos, os utilizadores têm a sensação da resposta ser imediata por parte do computador a um comando que executem (por exemplo, o tempo que um menu de escolha múltipla possa demorar a expandir depois de "clicado").
1 Segundo
Se o computador responde entre os 0,1 segundos e 1 segundo, o utilizador tem a sensação que o computador está a preparar a resposta ao seu comando. Neste espaço de tempo, o utilizador ainda consegue ficar focado na acção. Quer isto dizer que toda a interacção na Web deverá ocorrer idealmente até 1 segundo.
10 Segundos
A partir do primeiro segundo, os utilizadores começam a ficar impacientes e têm a noção de estar perante um computador lento. 10 segundos é o limite máximo da paciência para um utilizador. Mais de 10 segundos implica a quebra do ritmo de interacção e, na maior parte das vezes, os utilizadores abandonarão o site. É sabido que, em média, uma página Web é vista durante 30 segundos.
1 Minuto
Os utilizadores deverão ser capazes de completar tarefas simples em menos de um minuto. Os videos da Internet não deverão demorar mais do que 1 a 2 minutos, uma vez que quando os utilizadores estão "sintonizados" para a navegação Web, não gostam de ficar sentados a olhar passivamente para coisas mais do que 2 minutos. A maior parte das visitas a sites demora entre 2 e 4 minutos.
10 Minutos
10 minutos será uma visita longa a um website.
1 Hora
A maior parte dos utilizadores completa tarefas na Web em menos de uma hora. Uma hora é quando deve também durar um estudo de usabilidade. Este valor é ainda mais verdadeiro no que toca a crianças. Os adultos poderão aguentar, no máximo dos máximos, duas horas.
1 Dia
É o tempo de resposta máximo para um serviço de apoio a clientes baseado na Web (embora se deva dar uma resposta de "mensagem recebida" em menos de 1 minuto.
1 Semana
O Facebook e o Twitter são visitados diariamente mas o MySpace e o LinkedIn recebem mais visitas semanais. Os sites deverão observar o que os utilizador
1 Mês
Os processos de negócio tomam mais tempo do que as decisões individuais. Para os sites B2B e de colaboração institucional, é normal haver um mês ou mais entre o início da acção e o seu fim.
1 Ano
Quando se utiliza um site durante um ano, começa-se a ser um utilizador experiente. É necessário este tempo todo devido à forma superficial como os utilizadores visitam os sites. Cada visita é curta e as pessoas não dispendem muito tempo a procurarem novas funcionalidades ou a cimentarem os seus conhecimentos.
As mudanças organizacionais demoram anos. Por exemplo, uma empresa demora 2 ou 3 anos a progredir de nível nos 8 estágios de maturidade da usabilidade.
10 Anos
Leva aproximadamente 10 anos para que os utilizadores adquiram conhecimento profundo acerca de um sistema complexo como o Unix.
Os dados vivem frequentemente durante décadas - muito mais do que o interface com o utilizador que as pessoas utilizam para terem acesso aos dados. Isto significa que são precisas ferramentas de migração para ajudar os utilizadores a transferirem os dados antigos para os novos sistemas.
100 Anos
Se a mudança a nível organizacional demora anos, as mudanças na sociedade podem demorar décadas. Por exemplo, é possível que os sistemas colaborativos despovoem as cidades. Também é possível que a mudança para informação mais curta e superficial em vez da informação imersiva e linear mine a educação à medida que as pessoas possam perder as suas capacidades para aprenderem e estudarem conceitos mais difíceis.
Cegueira devida à falta de atenção
O Blog de Susan Weinschenk intitulado "What Makes Them Click?" (que sigo regularmente) salienta um fenómeno interessante que ela intitula de "Cegueira devida à falta de atenção". Grosso modo, este fenómeno traduz-se pela nossa incapacidade em estarmos atentos a determinados pormenores, principalmente se estamos sintonizados para outros aspectos. O vídeo que se segue é bastante elucidativo.No que é que isto se traduz para a realidade da Web, pergunta Susan? Mudar alguma coisa numa página Web, mesmo que de forma espampanante, não quer dizer inequivocamente que os utilizadores reparem nela. Isto fez-me lembrar de outro fenómeno mencionado por Jakob Nielsen denominado de "Cegueira à Publicidade": estamos tão habituados a sermos bombardeados com publicidade na Web que praticamente já não reparamos em banners (ou coisas que se assemelhem a banners) ou em animações demasiado agressivas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Shallow
Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...
-
Recentemente a Nokia anunciou alguns "melhoramentos" para o seu sistema operativo Symbian^3. Assim, proponho-me discutir o impacto...
-
Ainda na temática do último post , vou tentar explicar melhor quais os tipos de cegueira às cores que existem. Mas, antes disso, convém cont...
-
Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...