sexta-feira, outubro 03, 2008

Adeus Multinho!

Não se faz...

25 anos (1/4 de século) a conviver com alguém e fazem-lhe isto!


Para quem não sabia... o simpático boneco verde do Multibanco chamava-se Multinho! Posso dizer que o conheço desde sempre. Hoje, quando fui a uma caixa multibanco, ele já lá não estava. Foi-se embora, e possivelmente para sempre. Fiquei com uma sensação de perda. Como se uma parte do meu mundo tivesse desabado.

E agora perguntam vocês: e quem o veio substituir? O NOVO MULTINHO!

Bem giro, não? Bastante giro até, se tiver sido desenhado por uma criancita da primária.

Se haviam dificuldades com o possível crash das bolsas mundiais, com a escalada das taxas de juro, e com o pandemónio instalado em praticamente todos os mercados financeiros, a partir de agora as coisas só podem piorar.

O bonequinho do multibanco fugiu e deixou-nos esta simpática besta cujo olhar nos transmite a profundidade de pensamento de uma lesma. Os braços no ar com que nos saúda, quase faz parecer que lhe estamos a roubar dinheiro. Talvez um sentimento recalcado por parte dos bancos, com medo que os seus clientes prefiram antes o velho colchão para guardar as suas economias ao vislumbrarem a crise na banca.

Do paleio dos criativos tira-se: "Uma das grandes motivações que tivemos foi a linguagem gráfica que criámos, de uma grande simplicidade, daquilo que também hoje a tecnologia representa. A tecnologia é simplicidade, conveniência e interactividade, e foi isso que tentámos desenvolver para a linguagem gráfica tanto da marca SIBS como da marca Multibanco".

Acho que neste caso confundiram simplicidade com infantilidade.

Tirando o boneco, notam-se algumas preocupações do ponto de vista da acessibilidade mas que, quanto a mim, não resultaram. As letras brancas sobre fundo negro produzem um maior contraste mas, por outro lado, a letra utilizada é demasiado fina. Com toda a certeza, algumas pessoas com problemas ao nível da visão terão dificuldades em ler o que está no ecrã.

quarta-feira, setembro 24, 2008

Jornada de Protesto da DECO

A DECO achou por bem fazer uma Jornada de Protesto contra os preços dos combustíveis no próximo dia 27 de Setembro de 2008 (Sábado), propondo um boicote à compra de combustíveis nesse dia. Nesta semana, e depois do anúncio da DECO e das pressões do governo, os preços têm descido de forma relativamente significativa.

É evidente que os consumidores ao não abastecerem no próximo sábado, abastecerão de certeza antes (talvez motivados pela descida dos preços nas principais gasolineiras - com papas e bolos se enganam os tolos... cuidado!) ou depois, revelando-se praticamente indiferente para as gasolineiras este protesto. Por isso, eu iria um passo mais além: se tiverem de abastecer o carro, abasteçam-no noutros postos que não os de marca. Nesses, os preços dos combustíveis são ainda mais baratos.

Esta descida significativa na gasolina e gasóleo vem provar ainda mais a tese de que os preços dos combustíveis são mantidos artificialmente altos, contra tudo o que são regras de mercado (lei da oferta e da procura, por exemplo), num claro oligopólio entre as gasolineiras. Se estas não cumprem as leis do mercado, cabe aos consumidores aplicar a devida penalização, comprando sempre os combustíveis nos locais em que este é vendido mais barato.

Esta é uma boa causa para se lutar e todos juntos podemos certamente fazer mudar muita coisa.

quinta-feira, setembro 18, 2008

Efeito Stock

O que é o efeito Stock? Convém ler primeiro este documento:


Alguns números na página 10 deste documento:

Efeito Stock20072008
Primeiro Trimestre142403
Segundo Trimestre128320
TOTAIS270723
milhões de euros

Na mesma página ainda pode ler-se:

O resultado operacional em IFRS do primeiro semestre de 2008 foi de €725 milhões, ou seja, 40,2% superior ao de igual período de 2007. Em termos ajustados, excluindo o efeito stock e os eventos não recorrentes, o resultado operacional foi de €316 milhões, ou seja, uma diminuição de 16,5% em comparação com o primeiro semestre de 2007.

O IFRS é o International Financial Reporting Standard, ou seja um padrão de contabilidade que as empresas portuguesas têm de seguir.

Agora, vamos à definição de Efeito de Stock: o petróleo utilizado na refinação dos combustíveis é adquirido 2 a 2,5 meses antes mas o preço do combustível à saída das refinarias reflecte o preço do barril de petróleo registado uma semana antes (pelo que dizem). Ora esta diferença entre o preço de aquisição e o preço de venda é o denominado efeito de stock.

Denota-se a preocupação em transmitir a ideia de que existe uma diminuição dos resultados operacionais e, desta forma, que a empresa acompanha a crise do mercado. Esquecem-se é que por trás da areia que nos atiram para os olhos, ainda se consegue perceber que a escalada dos preços do petróleo rendeu à Galp no primeiro trimestre de 2008 a módica quantia de 723 milhões de euros, ou seja, mais 453 milhões de euros, ou seja, cerca de 58 euros por segundo a mais do que no primeiro trimestre de 2007.

Não há dúvidas que as empresas petrolíferas usam uma fórmula diferente para o cálculo do preço dos combustíveis quando o petróleo está a subir e quando o petróleo está a descer. Tudo no sentido de maximizar os lucros, como não podia deixar de ser, como bons gestores que são. Mas aqui entramos num domínio diferente, talvez desconhecido para alguns: o da ética. Será ético mostrar estes resultados a um país que atravessa uma crise económica? Não me parece.

Por parte do governo, assistimos a um contracenso: um relatório recente demonstrou (?) que tudo estava bem com o preço dos combustíveis e agora vem um ministro dizer que seria bom que os combustíveis baixassem para acompanhar o preço do petróleo. Em que ficamos?

Vemo-nos por aí... mas não em postos de combustível que obtêm lucros astronómicos à custa de um país que definha.

As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.

terça-feira, setembro 16, 2008

Mas que 12º Ano?

Excerto de uma notícia da TSF:

O Presidente da República defendeu, esta segunda-feira, durante a cerimónia de inauguração das obras de modernização realizadas na Escola Secundária D. Dinis, em Lisboa, o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12º ano.

«É preciso mobilizar todos, unir todos em torno de uma grande ambição, de uma meta para o futuro, que estou convencido que irá ser definida não daqui a muito tempo: 12 anos de escolaridade», disse.

Para Cavaco Silva, o aumento dos níveis de escolarização em Portugal «é fundamental para o desenvolvimento e progresso do país».

«Sabemos muito bem que sem isso não é fácil aumentar o progresso no nosso país, nem a melhoria das condições de vida da nossa população», considerou, lembrando que os salários dos trabalhadores que concluíram o ensino secundário são «significativamente mais elevados» dos daqueles que apenas completaram o ensino básico.

Ao lado da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, o Chefe de Estado salientou que a Educação deve ser «o grande desígnio nacional que a todos deve unir e mobiliza», nomeadamente os órgãos de soberania, forças políticas e comunidades locais.

Também a ministra da Educação tinha afirmado, sexta-feira em Gaia, que poderá ser desnecessário alargar a escolaridade obrigatória para 12 anos, como estava previsto no programa do Governo.

«Se as condições forem tão boas, se a resposta das escolas for tão boa como está a ser, provavelmente nem será necessário tornar obrigatório o 12º ano», disse Maria de Lurdes Rodrigues, à margem da comemoração do "Dia do Diploma", na escola secundária Almeida Garrett, em Gaia.


A questão que se coloca e à sombra do que tem vindo a ser nos últimos tempos a política de facilitismo na educação, não se trata de saber se queremos a escolaridade obrigatória até ao 12º ano! Trata-se de saber que escolaridade obrigatória queremos ter até ao 12º ano!

Com a actual política de facilitismo na educação podemos estar a melhorar as estatísticas... mas podemos também estar a comprometer uma geração inteira.

As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.

segunda-feira, setembro 08, 2008

Fenómeno

Ontem, enquanto fazia uma viagem de automóvel, deparei-me com um estranho fenómeno nos céus de Barcelos que nunca tinha presenciado.



Descrição: junto ao sol do fim de tarde, uma nuvem rarefeita emitia um brilho intenso juntamente com um pedaço de arco-íris.

Estado de tempo: o céu apresentava-se quase limpo.

A minha explicação: esta minha mania de querer explicar as coisas... bem... aparentemente, duas coisas contribuíram para este fenómeno: a núvem apresentava-se tão rarefeita que as gotículas de água em suspensão faziam o efeito que um arco-íris faz num dia de chuva miudinha em que também há sol; a nuvem deveria ter o aspecto de uma cortina orientada de tal forma com os raios solares que provocaram esta visão inesperada. O fenómeno pôde ser observado de vários ângulos e durante um extenso período de tempo.

Fiquei com pena de não ter ali à mão a minha máquina fotográfica digital para tirar uma foto com maior resolução.

sexta-feira, agosto 29, 2008

Estopa: No Quiero Verla Más



Lere, lere, lere, lelei
Lere lelei
Lere, lere, lere, lelei
Lere lelei
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente

No sé que extraña sensación de tristeza
Que me inunda toda la cabeza
Que viene, se va, que me coge y me deja

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no, que no, que no
No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

Cómo pudiera mantener la entereza
Poder sacar fuerzas de flaqueza
Leré, leré, que es mi naturaleza

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

No, no quiero que no, que no
No quiero verla en ningún lugar
Sacarla de mi imaginación
Porque no me deja reaccionar

Te estoy hablando, pon
Una mijita de tu atención
Que ya no puedo quererte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente

Otra copita pon
Que yo te pongo mi corazón
Que siempre late muy fuerte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente

Vivo atado a una idea que me da vueltas
Me va girando con una cuerda
La quiero olvidar
Pero nunca me suelta

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

Voy a verla pero me quedo en la puerta
Y se me aprietan todas las tuercas
Me escondo detrás pero siempre me encuentra

No quiero verla más, que no, que no
No quiero verla más, que no

No, no quiero verla, que no, que no
No quiero verla en ningún lugar
Sacarla de mi imaginación
Porque no me deja reaccionar

Te estoy hablando, pon
Una mijita de tu atención
Que ya no puedo quererte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente

Otra copita pon
Que yo te pongo mi corazón
Que siempre late muy fuerte
Quiero decirte al oído
Desaparece de mi mente

Lere, lere, lere, lelei
Lere, lelei
Lere, lere, lere, lelei
Lere, lelei
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente (Lere, lelei)
Lere, lere, lere, lelei
Desaparece de mi mente (Lere, lelei)

quarta-feira, agosto 27, 2008

Os meus telemóveis

Depois de um interregno para férias (em breve colocarei por aqui algumas propostas de roteiros de viagem), apetece-me dar-vos a conhecer os telemóveis que usei pela minha vida fora até hoje.

Da esquerda para a direita, aqui vão eles.

Siemens S10 (1998 - 1999)
O meu primeiro telemóvel e um verdadeiro calhamaço! Comprei-o pelo seu design arrojado para a altura. Depois de já ter a compra feita, o vendedor do extinto Carrefour de Gaia (Continente, hoje em dia) virou-se para mim e disse: esse telemóvel é o único que tem ecrã colorido! E de facto tinha um ecrã colorido de cristais líquidos que apresentava nada mais nada menos que três cores: azul escuro, vermelho e verde. Tinha um som espectacular nas chamadas e o controlo de volume era feito com uma tecla dedicada situada num dos lados do telemóvel. Do outro, uma tecla permitia gravar 20 segundos de discurso! Ainda não vinham incluídos jogos, câmara de filmar, nem internet ou toques polifónicos. Era um Telecel (Vodafone, hoje em dia).

Siemens C25 (1999 - 2000)
Comprei este telemóvel por necessidade. A minha namorada na altura (e hoje minha esposa) tinha um TMN. Como passávamos algum tempo ao telemóvel, tornou-se vantajoso adquirir um da mesma rede. Embora ficasse com a ideia no S25 (ecrã colorido parecido com o S10, jogos, agenda e internet), razões monetárias levaram-me a optar por este. Mesmo assim, apreciei a sua simplicidade, e o seu tamanho reduzido. É evidente que os jogos, a câmara de filmar, a internet e os toques polifónicos ainda não tinha sido incluídos neste bichinho. Comparativamente com o S10, deixei de ter a tecla dedicada para o volume, o ecrã colorido e a tecla de gravação.

Siemens S35 (2000 - 2002)
Um dos melhores telemóveis que tive. O ecrã não era colorido mas tinha uma resolução muito melhor, com ícones associados às entradas do menu. Uma porta de infra-vermelhos possibilitava a comunicação com o PC, o que se tornava útil para aceder à internet (ainda sem GPRS... só GSM). Trazia ainda dois jogos (pelo menos que eu me lembre): um parecido com as Minas do Windows e outro que nos fazia percorrer um labirinto em busca da saída. Trazia duas teclas para alterar o volume das chamadas e a tecla de gravação, tal como o meu antiguinho S10. Ainda não se falava muito em máquinas fotográficas nem em toques polifónicos. Finalmente tinha a hipótese de marcar eventos na agenda e no calendário incorporados.

Siemens S55 (2002 - 2004)
Resisti ao apelo do S45 mas não ao apelo do S55: ecrã colorido de 256 cores! E, ainda para mais, poderia acoplar ao telemóvel uma máquina fotográfica! A internet deixou de ser GSM para passar a ser GPRS. A memória do telemóvel era aberta, o que me permitiu, através da porta de infra-vermelhos e de um portátil, transferir imagens, jogos e toques polifónicos (sim... este telemóvel já tinha toques polifónicos de 16 canais). A agenda era bastante decente, com muitas informações disponíveis para cada contacto.

Siemens S65 (2004 - 2006)
Bastou olhar para este telemóvel uma vez para ficar absolutamente rendido: pormenores cromados e negros, teclas transparentes e bem iluminadas, ecrã enorme de 65.000 cores, toques polifónicos de 40 canais, cartão de memória, câmara fotográfica de 1.3 Mega Pixel. Porém, no dia em que o comprei, trouxe-me a primeira decepção: a câmara fotográfica era má. As imagens eram de qualidade inferior às do telemóvel C65! Muito grão, pouca saturação das cores, fraco comportamento com pouca luz... enfim... fiquei decepcionado, porque na altura queria um telemóvel que conseguisse tirar fotografias decentes.

Sony Ericsson K750i (2006 - ?)
Já deve ter reparado no padrão Siemens de todos os meus telemóveis até esta data. A verdade é que inexplicavelmente os telemóveis da Siemens foram ficando cada vez mais para trás da concorrência, numa queda que se verificou a partir do Siemens S55. A dada altura, muita gente tinha queixas dos telemóveis Siemens, que não cumpriam com os seus deveres em tarefas tão básicas como os SMS. Os telemóveis eram vendidos com muitos bugs de software e as actualizações demoravam a chegar. Entretanto, deu-se a fusão inesperada da Siemens com a BenQ, que só veio piorar as coisas. Os telemóveis BenQ-Siemens estão virtualmente extintos, pelo menos no mercado europeu. E é uma pena. Tive de mudar de fabricante. Os Nokia nunca me chamaram muito a atenção e acabei por preferir a Sony Ericsson e o seu aclamado telemóvel K750i. O rol de funcionalidades continua a ser impressionante ainda hoje: Ecrã TFT de 256.000 cores, toques polifónicos de 40 canais, cartão de memória, GPRS, Infravermelhos, Bluetooth, ligação USB, Câmara fotográfica de 2 Mega Pixel com autofocus e flash incorporado, sintonizador de rádio com RDS e uma bateria soberba. É o telemóvel que mantenho há quase 3 anos, porque simplesmente faz tudo o que quero e com qualidade.

Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...