sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Feel Like Goin' Home

Hoje deparei-me no YouTube com um dueto improvável entre Mark Knopfler e Tom Jones. E o resultado? Simplesmente fantástico! A potente voz de Tom Jones acompanhada pela guitarra encantada de Mark Knopfler só pode ser descrita por sons e não por palavras. Confirmem vocês próprios!



Lord I feel like going home
I tried and I failed
and I'm tired and weary
Everything I ever done was wrong
And I feel like going home

Lord I tried to see it through
But it was too much for me
And now I'm coming home to you
And I feel like going home

Cloudy skies are rolling in
And not a friend around to help me
From all the places I have been
And I feel like going home

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Gipsy Kings - Discografia Parte I

Neste post vou tentar fazer uma crítica à discografia dos Gipsy Kings. E por que é que são chamados Gipsy Kings? "Gipsy" porque obviamente são todos de etnia cigana e cantam/tocam música cigana. "Kings" é um bom trocadilho com o apelido de família de um dos grupos de irmãos: Reyes, que, em castelhano significa "Reis".

Gipsy Kings (1988)

O primeiro álbum dos Gipsy Kings. E que primeiro álbum! Está cheio de sucessos que praticamente todos conhecem, como "Bamboleo", "A Mi Manera" e "Djobi Djoba". Nicolas Reyes destaca-se como vocalista e Tonino Baliardo destaca-se desde já como um excelente guitarrista (por exemplo, em "Duende"). Do ponto de vista instrumental, não fogem muito das raízes ciganas: o uso de instrumentos electrónicos é comedido na maior parte das músicas, mas evidente em "Bem, Bem, Maria".

Vou aproveitar este primeiro álbum para falar de Tonino Baliardo. Tonino Baliardo casou-se com a neta de Manitas de Plata. Da família, herdou com toda a certeza o virtuosismo de tocar guitarra de ouvido, já que não lê nem escreve música. Mas, ao contrário de Manitas de Plata, Tonino não é tão "rendilhado" quando toca. Prefere inventar, a meu ver, melodias mais ricas, não recorrendo tanto aos floreados típicos do flamenco. É (juntamente com outro membro dos Gipsy Kings que falarei mais adiante) a alma e a razão do sucesso deste grupo.

  • Bamboleo
  • Tu Quieres Volver
  • Moorea (Instrumental)
  • Bem, Bem, Maria
  • Un Amor
  • Inspiration (Instrumental)
  • A Mi Manera (My Way)
  • Djobi Djoba
  • Faena (Instrumental)
  • Quiero Saber
  • Amor, Amor
  • Duende (Instrumental)

Mosaïque (1989)

Um ano depois, aparece este álbum, de características ligeiramente diferentes a nível de sonoridade. Os volteios electrónicos aparecem mais vezes, nem sempre com o melhor resultado. Mesmo nestas circunstâncias, a guitarra de Tonino salva sempre qualquer música.


De destacar "Passion" e "Trista Pena" no lado mais melancólico; no lado mais alegre, destacam-se "Soy" e "Volare".

  • Caminando Por La Calle
  • Viento Del Arena
  • Mosaïque(Instrumental)
  • Camino
  • Passion (Instrumental)
  • Soy
  • Volare
  • Trista Pena
  • Liberté(Instrumental)
  • Serana
  • Bossamba (Instrumental)
  • Vamos A Bailar (Ao Vivo)

Allegria (1990)

Allegria foi editado em alguns países com a inclusão das músicas de "Luna de Fuego". Colocarei aqui aquelas músicas que não entram no álbum "Luna de Fuego". Este álbum e o seguinte voltam às raízes da música cigana a nível instrumental e de vozes. Possivelmente seriam gravações anteriores ao primeiro álbum oficial, que foram enviadas para o mercado quando este já estava "preparado" para ouvir este tipo de sonoridade... ou talvez não... uma vez que são álbuns relativamente desconhecidos no circuito comercial.

  • Pena Penita
  • Solituda
  • La Dona
  • Allegria
  • Un Amor
  • Papa, No Pega La Mama
  • Sueño
  • Tristessa

Destaco deste disco a música "Allegria".

Luna de Fuego (1990)

Quanto a mim, este é um dos melhores álbuns dos Gipsy Kings. Por vários motivos! O primeiro, é ter como vocalista na maior parte das músicas Canut Reyes e não Nicolas Reyes. Não desfazendo o segundo, aprecio muito mais a voz de Canut. É muito mais "gitana" que a de Nicolas. Ao bom estilo purista, neste álbum só existem guitarras, claps (bater de palmas intercaladas) e um cajón (uma caixa de percussão). As músicas são frenéticas ao ponto de nos apetecer largar tudo e dançar ao ritmo daquele som inebriante. A atmosfera da gravação faz-nos sentir verdadeiramente dentro de uma fiesta gitana.

  • Amor D'Un Dia
  • Luna de Fuego (Instrumental)
  • Calaverada
  • Galaxia (Instrumental)
  • Ruptura
  • Gipsyrock (Instrumental)
  • Viento del Arena
  • Princessa
  • Olvidado (Instrumental)
  • Ciento

Destaco "Luna de Fuego", "Galaxia" e "Olvidado" como autênticos hinos à excelência de tocar guitarra. "Amor D'Un Dia" adapta-se perfeitamente ao perfil de voz de Canut.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

As Origens dos Gipsy Kings

Todos sabem que uma das razões do meu apelido vem do facto de gostar bastante de flamenco, música cigana, etc. Ainda ando a explorar o flamenco puro. Uma espécie de flamenco de fusão com rock e música cigana é personificada pelos Gipsy Kings.

Os Gipsy Kings são uma mistura de dois grupos de irmãos: os Reyes (Nicolas, Canut, Paul, Patchaï e André) e os Baliardo (Tonino, Paco e Diego). As suas raízes estão assentes numa dupla famosa dos meados do século XX que tocava música similar: Jose Reyes e Ricardo Baliardo (Manitas de Plata). Entre os seus admiradores estavam Salvador Dali, Charles Chaplin e John Steinbeck.


Jose Reyes


Manitas de Plata

quarta-feira, janeiro 16, 2008

A Irmandade dos Fumadores

Eis o sinal dos tempos... e como uma lei aparentemente inócua e bem intencionada acaba por ter repercussão noutra vertente.

Não sei se repararam, mas os fumadores começaram a ganhar o hábito de fumar em grupo. Mais do que dantes. Uma espécie de "unidos na adversidade", já que a lei os proíbe de fumarem nos locais habituais. Vai daí, à entrada dos edifícios, aí os vemos, todos juntos, a sorverem uma das doses de nicotina diária.

E cutucam-se mutuamente durante o trabalho: "vamos fumar um cigarro?" - muito semelhante ao síndrome do WC para as mulheres: "vens comigo ao WC?". E lá vão eles para conversar, trocar impressões, pensar em conjunto, fazer brainstorm de ideias, gozar de uns momentos de introspecção acompanhada, ao mesmo tempo que se admiram as núvens de fumo em remoínho e os dotes de alguns em fazerem argolas com esse mesmo fumo.

Falo nisto por quê? Parece-me óbvio que é por causa da inveja que sinto. Eles acabaram por formar uma espécie de irmandade, uma espécie de sociedade paralela que brevemente terá o seu próprio código de conduta, estatutos e ritos iniciáticos. Quase uma sociedade secreta! E isto cheira a aventura (e a tabaco)! Pessoas que dantes nem um olhar trocavam, agora dão-se como verdadeiros amigos. E isto porque agora enfrentam juntos a exclusão que a sociedade, dita normal, lhes impôs.

Sou um fumador frustrado... nunca consegui ficar viciado:


  • Fumei alguns Marlboro, SG e Camel Light - Aqueles que eu tolerava melhor.

  • Fumei alguns Marlboro normais - Eram muito fortes e faziam tudo andar à roda... iuhu!

  • Fumei algumas cigarrilhas - Iáaa... meu! Tásse beeeem, excepto este gosto estranho na boca.

  • Fumei alguns charutos - O gosto estranho na boca mantém-se de um dia para o outro. Verdadeiramente not my type.

  • Fumei alguns cachimbos - Adoro o cheiro disto... mas penso que são os outros que ficam com o melhor de eu fumar cachimbo... o gosto não é assim tão bom.

Como também ouvi dizer que fumar não faz muito bem à saúde e tal, gostava que nós, os não fumadores, pegássemos no melhor da Irmandade dos Fumadores, que é a própria irmandade e fizéssemos os nossos grupinhos de não fumadores para conversar, trocar impressões, pensar em conjunto, fazer brainstorm de ideias e gozar de uns momentos de introspecção acompanhada. Se nos faltar uma desculpa para tal, que sejam cigarros de chocolate, por exemplo!



As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Uma Verdade Inconveniente

Comecei a ver anteontem o DVD deste filme, onde a estrela principal é Al Gore, "conhecido antigamente como o próximo Presidente dos Estados Unidos da América". É um filme muito bem feito, onde se aborda a influência da poluição provocada pela humanidade no Planeta Terra. Os conceitos são apresentados com simplicidade num slideshow excelente, durante uma palestra de Al Gore. Os dotes oratórios de Al Gore são óbvios. De vez em quando, temos alguns flashbacks dos momentos cruciais da vida de Al Gore e os motivos que o levaram a despertar a sua consciência para os problemas ambientais.

A minha consciência também estava relativamente desperta em termos ambientais, mas este filme veio com toda a certeza reforçar essa consciência. O que vou dizer a seguir pode parecer um lugar comum, mas é a verdade: nos pequenos actos do nosso dia-a-dia, podemos fazer a diferença.

Ao ver o filme interroguei-me: se Al Gore tivesse ganho as eleições a George Bush, o mundo estaria melhor do que o que está, a nível económico, militar e ambiental? Podemos ter perdido um bom Presidente... mas nunca perdemos um excelente defensor das causas ambientais.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Epílogo

O telefonema da TMN era para me avisar que qualquer anomalia que tivesse com o portátil, teria de o levar à Fujitsu-Siemens para eles resolverem a situação. Voltei a explicar pela enésima vez que o computador estava (e está) a funcionar perfeitamente. O problema era mesmo da placa... e que me vi forçado a passear por duas lojas da TMN e pelo atendimento telefónico sem que ninguém conseguisse resolver cabalmente o problema... que só ao fim de três placas é que me calhou uma que funcionasse... que tive de ser eu a pô-la a funcionar. Disse-me a menina: "Lamentamos esta situação". Respondi: "Pode crer que eu também lamento". Agora que escrevo isto, lembro-me daquela frase dos Gatos Fedorentos que surte um efeito negativo quando dita num velório, mas que aqui resulta às mil maravilhas: "Tudo isto é extremamente lamentável".

sexta-feira, novembro 16, 2007

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Parte IV

Ao ir de carro para casa, uma ideia não me saía da cabeça: "a placa conseguiu funcionar na loja... deve ser uma questão de tentar fazer um hard reset à placa e seguir muito bem os passos de instalação".

Dito e feito. Eis como procedi:
  • Retirei a bateria da placa e esperei 5 segundos (chamem-me picuínhas... mas é uma forma de ter a certeza que já não existe o mínimo de electricidade nos circuitos);
  • Liguei a placa a uma das portas USB e esperei. A diferença relativamente às placas defeituosas foi óbvia. O computador reconheceu um drive externo e instalou o software que vem na memória da placa. Se isso não acontecer consigo, procure uma nova drive no computador e clique em "autorun.exe".
  • O software instalou devidamente. Depois, apareceu uma janela que dizia para retirar quaisquer discos ligados ao computador e premir o botão que finaliza a instalação.
  • Retirei a placa do computador e premi o botão para finalizar a instalação.
  • O computador fez reboot.
  • Ao iniciar, voltei a colocar a placa na mesma porta USB e tive de cancelar uma nova execução do programa de instalação do software da placa.
  • Ainda tive de cancelar um programa de desinstalação do software da placa.
  • Cliquei no ícone com o símbolo da TMN que, durante a instalação apareceu no desktop e abriu-se o software que permite o acesso à Internet.
  • Esperei que no interface do software fosse indicado "P TMN" e "UMTS".
  • Cliquei no ícone que permite o acesso à Internet e premi o botão "Ligar Agora".
  • Finalmente a ligação estabeleceu-se.
  • O Vista perguntou-me se estava em casa, num local público ou no trabalho.
  • Escolhi a opção casa e a partir daí fiquei com acesso à Internet.

Se a vossa placa não se comportar da forma que descrevi e se tiverem testado com sucesso as portas USB do vosso computador com outros dispositivos (ratos, teclados, discos externos, impressoras, máquinas fotográficas, etc.), muito provavelmente o problema é da placa de acesso à banda larga e não do computador. Exijam que vos substituam a placa. Só em último caso é que se poderá admitir uma avaria nas portas USB do computador. Isto é uma opinião pessoal: dou mais credibilidade à Toshiba e à Fujitsu-Siemens do que à ZTE, TZE, EZT ou lá como se chama a placa chinesa; nisso e no facto de nunca me ter deparado com uma porta USB que funcionasse mal. Mas isto, como digo, é uma opinião pessoal.

Hoje a TMN já tentou contactar-me, penso eu, em virtude da minha sugestão/reclamação na loja. Vou dar-lhes conhecimento dos últimos desenvolvimentos e esperar que outros utilizadores não tenham que penar como eu penei.

Do ponto de vista económico, a venda de um pequeno número de placas chinesas de um determinado lote é capaz de compensar o rácio de placas defeituosas desse lote e os aborrecimentos que as pessoas que estão a dar a cara nas lojas TMN e os clientes têm.

Numa sociedade competitiva e globalizante, às vezes compensa espremer os custos e vender material de fraca qualidade... os lucros, mesmo assim, podem compensar. Mas, compensará a imagem com que o cliente fica das marcas? Neste caso, da TMN e da ZTE?

Quem for curioso, vá ao Site Meter ver no menu "Referrals" quais os assuntos que as pessoas pesquisaram e que os levou às minhas páginas: ZTE, Drivers, Vista, TMN, problemas... imagino a quantidade de pessoas que estará a passar pelo mesmo. Imagino também que este pacote e.Escola da TMN foi planeado em cima do joelho... ou talvez não... já que os clientes são forçados, ao aderirem ao programa, a ter aquela placa e a fidelizarem-se por um período de 36 meses.

Cala-te e come.

Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...