quarta-feira, janeiro 23, 2008

As Origens dos Gipsy Kings

Todos sabem que uma das razões do meu apelido vem do facto de gostar bastante de flamenco, música cigana, etc. Ainda ando a explorar o flamenco puro. Uma espécie de flamenco de fusão com rock e música cigana é personificada pelos Gipsy Kings.

Os Gipsy Kings são uma mistura de dois grupos de irmãos: os Reyes (Nicolas, Canut, Paul, Patchaï e André) e os Baliardo (Tonino, Paco e Diego). As suas raízes estão assentes numa dupla famosa dos meados do século XX que tocava música similar: Jose Reyes e Ricardo Baliardo (Manitas de Plata). Entre os seus admiradores estavam Salvador Dali, Charles Chaplin e John Steinbeck.


Jose Reyes


Manitas de Plata

quarta-feira, janeiro 16, 2008

A Irmandade dos Fumadores

Eis o sinal dos tempos... e como uma lei aparentemente inócua e bem intencionada acaba por ter repercussão noutra vertente.

Não sei se repararam, mas os fumadores começaram a ganhar o hábito de fumar em grupo. Mais do que dantes. Uma espécie de "unidos na adversidade", já que a lei os proíbe de fumarem nos locais habituais. Vai daí, à entrada dos edifícios, aí os vemos, todos juntos, a sorverem uma das doses de nicotina diária.

E cutucam-se mutuamente durante o trabalho: "vamos fumar um cigarro?" - muito semelhante ao síndrome do WC para as mulheres: "vens comigo ao WC?". E lá vão eles para conversar, trocar impressões, pensar em conjunto, fazer brainstorm de ideias, gozar de uns momentos de introspecção acompanhada, ao mesmo tempo que se admiram as núvens de fumo em remoínho e os dotes de alguns em fazerem argolas com esse mesmo fumo.

Falo nisto por quê? Parece-me óbvio que é por causa da inveja que sinto. Eles acabaram por formar uma espécie de irmandade, uma espécie de sociedade paralela que brevemente terá o seu próprio código de conduta, estatutos e ritos iniciáticos. Quase uma sociedade secreta! E isto cheira a aventura (e a tabaco)! Pessoas que dantes nem um olhar trocavam, agora dão-se como verdadeiros amigos. E isto porque agora enfrentam juntos a exclusão que a sociedade, dita normal, lhes impôs.

Sou um fumador frustrado... nunca consegui ficar viciado:


  • Fumei alguns Marlboro, SG e Camel Light - Aqueles que eu tolerava melhor.

  • Fumei alguns Marlboro normais - Eram muito fortes e faziam tudo andar à roda... iuhu!

  • Fumei algumas cigarrilhas - Iáaa... meu! Tásse beeeem, excepto este gosto estranho na boca.

  • Fumei alguns charutos - O gosto estranho na boca mantém-se de um dia para o outro. Verdadeiramente not my type.

  • Fumei alguns cachimbos - Adoro o cheiro disto... mas penso que são os outros que ficam com o melhor de eu fumar cachimbo... o gosto não é assim tão bom.

Como também ouvi dizer que fumar não faz muito bem à saúde e tal, gostava que nós, os não fumadores, pegássemos no melhor da Irmandade dos Fumadores, que é a própria irmandade e fizéssemos os nossos grupinhos de não fumadores para conversar, trocar impressões, pensar em conjunto, fazer brainstorm de ideias e gozar de uns momentos de introspecção acompanhada. Se nos faltar uma desculpa para tal, que sejam cigarros de chocolate, por exemplo!



As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Uma Verdade Inconveniente

Comecei a ver anteontem o DVD deste filme, onde a estrela principal é Al Gore, "conhecido antigamente como o próximo Presidente dos Estados Unidos da América". É um filme muito bem feito, onde se aborda a influência da poluição provocada pela humanidade no Planeta Terra. Os conceitos são apresentados com simplicidade num slideshow excelente, durante uma palestra de Al Gore. Os dotes oratórios de Al Gore são óbvios. De vez em quando, temos alguns flashbacks dos momentos cruciais da vida de Al Gore e os motivos que o levaram a despertar a sua consciência para os problemas ambientais.

A minha consciência também estava relativamente desperta em termos ambientais, mas este filme veio com toda a certeza reforçar essa consciência. O que vou dizer a seguir pode parecer um lugar comum, mas é a verdade: nos pequenos actos do nosso dia-a-dia, podemos fazer a diferença.

Ao ver o filme interroguei-me: se Al Gore tivesse ganho as eleições a George Bush, o mundo estaria melhor do que o que está, a nível económico, militar e ambiental? Podemos ter perdido um bom Presidente... mas nunca perdemos um excelente defensor das causas ambientais.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Epílogo

O telefonema da TMN era para me avisar que qualquer anomalia que tivesse com o portátil, teria de o levar à Fujitsu-Siemens para eles resolverem a situação. Voltei a explicar pela enésima vez que o computador estava (e está) a funcionar perfeitamente. O problema era mesmo da placa... e que me vi forçado a passear por duas lojas da TMN e pelo atendimento telefónico sem que ninguém conseguisse resolver cabalmente o problema... que só ao fim de três placas é que me calhou uma que funcionasse... que tive de ser eu a pô-la a funcionar. Disse-me a menina: "Lamentamos esta situação". Respondi: "Pode crer que eu também lamento". Agora que escrevo isto, lembro-me daquela frase dos Gatos Fedorentos que surte um efeito negativo quando dita num velório, mas que aqui resulta às mil maravilhas: "Tudo isto é extremamente lamentável".

sexta-feira, novembro 16, 2007

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Parte IV

Ao ir de carro para casa, uma ideia não me saía da cabeça: "a placa conseguiu funcionar na loja... deve ser uma questão de tentar fazer um hard reset à placa e seguir muito bem os passos de instalação".

Dito e feito. Eis como procedi:
  • Retirei a bateria da placa e esperei 5 segundos (chamem-me picuínhas... mas é uma forma de ter a certeza que já não existe o mínimo de electricidade nos circuitos);
  • Liguei a placa a uma das portas USB e esperei. A diferença relativamente às placas defeituosas foi óbvia. O computador reconheceu um drive externo e instalou o software que vem na memória da placa. Se isso não acontecer consigo, procure uma nova drive no computador e clique em "autorun.exe".
  • O software instalou devidamente. Depois, apareceu uma janela que dizia para retirar quaisquer discos ligados ao computador e premir o botão que finaliza a instalação.
  • Retirei a placa do computador e premi o botão para finalizar a instalação.
  • O computador fez reboot.
  • Ao iniciar, voltei a colocar a placa na mesma porta USB e tive de cancelar uma nova execução do programa de instalação do software da placa.
  • Ainda tive de cancelar um programa de desinstalação do software da placa.
  • Cliquei no ícone com o símbolo da TMN que, durante a instalação apareceu no desktop e abriu-se o software que permite o acesso à Internet.
  • Esperei que no interface do software fosse indicado "P TMN" e "UMTS".
  • Cliquei no ícone que permite o acesso à Internet e premi o botão "Ligar Agora".
  • Finalmente a ligação estabeleceu-se.
  • O Vista perguntou-me se estava em casa, num local público ou no trabalho.
  • Escolhi a opção casa e a partir daí fiquei com acesso à Internet.

Se a vossa placa não se comportar da forma que descrevi e se tiverem testado com sucesso as portas USB do vosso computador com outros dispositivos (ratos, teclados, discos externos, impressoras, máquinas fotográficas, etc.), muito provavelmente o problema é da placa de acesso à banda larga e não do computador. Exijam que vos substituam a placa. Só em último caso é que se poderá admitir uma avaria nas portas USB do computador. Isto é uma opinião pessoal: dou mais credibilidade à Toshiba e à Fujitsu-Siemens do que à ZTE, TZE, EZT ou lá como se chama a placa chinesa; nisso e no facto de nunca me ter deparado com uma porta USB que funcionasse mal. Mas isto, como digo, é uma opinião pessoal.

Hoje a TMN já tentou contactar-me, penso eu, em virtude da minha sugestão/reclamação na loja. Vou dar-lhes conhecimento dos últimos desenvolvimentos e esperar que outros utilizadores não tenham que penar como eu penei.

Do ponto de vista económico, a venda de um pequeno número de placas chinesas de um determinado lote é capaz de compensar o rácio de placas defeituosas desse lote e os aborrecimentos que as pessoas que estão a dar a cara nas lojas TMN e os clientes têm.

Numa sociedade competitiva e globalizante, às vezes compensa espremer os custos e vender material de fraca qualidade... os lucros, mesmo assim, podem compensar. Mas, compensará a imagem com que o cliente fica das marcas? Neste caso, da TMN e da ZTE?

Quem for curioso, vá ao Site Meter ver no menu "Referrals" quais os assuntos que as pessoas pesquisaram e que os levou às minhas páginas: ZTE, Drivers, Vista, TMN, problemas... imagino a quantidade de pessoas que estará a passar pelo mesmo. Imagino também que este pacote e.Escola da TMN foi planeado em cima do joelho... ou talvez não... já que os clientes são forçados, ao aderirem ao programa, a ter aquela placa e a fidelizarem-se por um período de 36 meses.

Cala-te e come.

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Parte III

A menina do atendimento dirigiu-se novamente ao armazém.

Passaram-se poucos segundos até ela voltar acompanhada por uma pessoa que julguei ser a gerente da loja... por estar mais bem vestida e por ser uma aspirante a diplomata. Cumprimentou-me e fez-me contar pela... quinta vez todas as peripécias relacionadas com a placa chinesa.
- "Sabe, nós aqui não temos conhecimentos técnicos para resolver o seu problema. Aquilo que os funcionários sabem, muitas vezes é por carolice. Nós só estamos especializados em vender telemóveis. Fizemos há pouco tempo um acordo com a PC Clinic para que eles resolvessem este tipo de problemas. O senhor leva o seu PC lá e eles resolvem-lhe a anomalia".
- "Mas o meu PC não tem nada! Está a funcionar perfeitamente! O problema é da placa"!
- "Mas disseram-me que já tentaram com a placa aqui da loja e também não funcionou"...
- "E a placa que vocês têm é nova"?
- "É uma placa nova, é"!
- "E não poderei experimentar outra placa"?
- "Uma placa diferente da sua"?
- "Não! Outra placa nova igual à minha... pode ser que eu esteja com tanto azar que mesmo a placa "nova" que vocês trouxeram agora também tenha defeito"!
- "Quer experimentar outra placa"?
- "Sim"...
- "Um momento"...
A gerente lá foi buscar outra placa, que desembrulhou à minha frente. Esta vinha com celofane. A outra placa "nova" veio sem celofane do armazém.

Ao instalar esta terceira placa, o computador comportou-se de forma diferente. Reconheceu (finalmente) o dispositivo e instalou o software de acesso à Banda Larga TMN. Infelizmente, sei agora, a menina do atendimento deixou ficar a placa ligada depois de carregar no botão para finalizar a instalação. Este foi um passo errado na instalação da placa. Não me apercebi do facto porque não consegui ler as letras da janela do programa de instalação. Ela foi demasiado rápida a clicar no botão "Finalizar".

Fiquei convencido que a placa seria correctamente instalada e mandei uma boca que fez rir quem estava na loja:
-"Pois é... vocês adquiriram placas chinesas... não admira que só 25% (*) delas funcionem"!
A gerente ficou visivelmente perturbada quer com a minha boca quer com o facto de à terceira placa as coisas terem-se comportado de forma diferente.

O que é certo, é que continuava a dar hardware desconhecido. Ainda tentei desinstalar tudo e instalar novamente, mas não consegui. Também aqui cometi um erro... deveria ter retirado a bateria da placa para que ela fizesse um hard reset...

Perante tudo isto, a gerente sugeriu-me que iria agendar uma hora na PC Clinic para que eu pudesse levar lá o meu computador (e ela a insistir com o computador!). Pergunta a outra menina da loja à gerente:
- "E eles na PC Clinic também têm placas, se o problema for da placa"?
- "Não... eles lá só reparam computadores... se for da placa, tem de vir cá para nós fornecermos outra placa".
Já estava a ver o filme todo...
Lá agendou com a PC Clinic a dita "reparação", ficando com o meu contacto. Isto passou-se no dia 14 de Novembro de 2007. Hoje, 16 de Novembro de 2007 ainda não tive nenhum contacto da PC Clinic...
- "E diga-me uma coisa... se entretanto passar um mês, não sou obrigado a pagar a mensalidade da banda larga, pois não"?
- "Não. Essa placa é pré-paga. Só terá de começar a pagar as mensalidades depois de efectuar dowloads ou uploads com ela".
- "E durante quanto tempo posso trocar uma placa por uma nova sem que esta vá para reparação"?
- "Um mês".
- "Ora bem... já não vou escrever no vosso livro de reclamações, mas quero preencher o vosso formulário de sugestões/reclamações, porque me desagradou totalmente a forma como a TMN dá o suporte pós-venda no programa e.Escola.

A gerente imprimiu o formulário e não saiu da minha beira enquanto eu escrevi o seguinte:
"Venho, por este meio, fazer uma reclamação sobre a forma como o serviço pós-venda dos computadores no âmbito do programa e.Escola é feito. Nomeadamente, não existe um atendimento eficaz por parte das pessoas das lojas TMN por falta de conhecimentos. No meu caso em particular, vi-me forçado a tratar de um assunto relacionado com a placa de banda larga da seguinte maneira: atendimento telefónico por três vezes para o 12 030 sem resultados satisfatórios que conduziram a pessoa do atendimento a encaminhar-me para uma loja TMN do Norte Shopping para substituição da placa. Por falta de placas, esta encaminhou-me para a loja TMN do Arrábida Shopping onde também não resolveram o problema por substituição da placa. Só aí é que foi informado sobre o facto de ter de enviar o meu computador à PC Clinic, porque só aí haveria pessoal qualificado para resolver a situação. O meu desagrado não vai directamente para o atendimento da loja TMN do Arrábida Shopping mas antes para forma como a TMN não consegue lidar de forma satisfatória com problemas relacionados com o programa e.Escola para o qual concorreu e presta serviços. Com votos que de futuro estas situações sejam previstas com o mínimo de incómodos para os clientes, cumprimentos"...

Lá fui para casa, com a terceira placa na minha posse e convencido que a conseguiria pôr a funcionar... porque a última coisa que eu queria é que andassem a arranjar um computador perfeitamente funcional.

Não percam a quarta e última parte desta empolgante telenovela. Só aí ficarão a saber como consegui resolver a situação!

(*) A estatística está mal feita, eu sei. Para uma amostra de três placas de banda larga (que é uma amostra manifestamente reduzida), se só uma funciona, deveria dar um rácio de 33% para placas de banda larga sem defeito. Contudo, aplicando o senso comum e tendo em conta que se tratam de placas chinesas, convém introduzir um factor de ajuste (também denominado de coeficiente de cagaço) de -8%, perfazendo um total de 25%.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Parte II

Eis então que chega o momento de instalar a Placa de Banda Larga da TMN: ZTE MF620. Ficou o caldo entornado. As instruções estão escritas num português duvidoso, o que até tem uma certa piada, porque a placa é fornecida no âmbito programa e.Escola.

Durante a instalação infrutífera, a placa não teve o comportamento previsto nas instruções. Lia-se nestas algo parecido com: "para dúvidas sobre a instalação, consulte a nossa Hot Line". O número da Hot Line é estrangeiro, por isso, fiquei com receio de ser atendido por um Chinês.

Como eu não percebo bolha de Mandarim, resolvi confiar mais no número de apoio da TMN, que também vinha indicado: o 12 030. Nas opções, escolhi "5" e sou atendido por alguém (cerca de 5 minutos depois) que me aconselha a ter a placa ligada ao computador durante 1,5 horas para carregar a bateria. Assim fiz. Voltei a ligar para o número de apoio da TMN e desta vez tive de esperar cerca de 7 minutos. A pessoa do outro lado pareceu-me mais entendida e tentámos várias coisas: põe placa, tira placa, põe bateria, tira bateria, põe cartão, tira cartão, instala a placa num PC com Windows XP... nada... a placa estava mesmo mortinha e o computador não conseguia reconhecer o dispositivo. Perguntava sempre por um CD de acompanhamento do Hardware, coisa que não existe.

A dada altura, a pessoa do atendimento sugere que eu me desloque a uma loja oficial TMN para que me substituam a placa, já que o erro parece ser da placa. Perguntaram-me de onde era e de entre as escolhas que me deram, disseram-me que me poderia deslocar à loja do Norte Shopping.

No outro dia, dirijo-me à loja do Norte Shopping, contei-lhes o que se tinha passado e pedi que me trocassem a placa. Depois de irem ver ao armazém, disseram:
- "Olhe... só temos esta embalagem aberta com uma placa... mas não sabemos se já foi utilizada, ou se está avariada... mas se quiser levar...".
Eu respondi:
- "Não... acho melhor trocar esta por uma equivalente, ou seja... nova... onde posso arranjar isso"?
Disseram-me:
- "Tem a loja tal com x placas, a loja tal com y placas e a loja TMN do Arrábida Shopping com 24 placas".
Perguntei eu:
- "Então se eu me deslocar à loja TMN do Arrábida Shopping eles resolvem-me o problema"? Retorquiram:
- "Sim"!

No fim do dia de trabalho, desloquei-me à loja TMN do Arrábida Shopping e contei, pela quarta vez, todas as minhas peripécias:
- "...e disseram-me que poderia trocar aqui a minha placa, uma vez que vocês têm 24 placas".
Antes disso, tentaram a todo o custo instalar a minha placa defeituosa no computador, sem sucesso, repetindo todos os passos que eu já tinha feito anteriormente. A dada altura, diz a menina da loja:
- "Olhe... nós não temos capacidade para lhe resolver o problema... vai ter de ir à TMN da Boavista para que eles possam reparar a placa".
Aí, eu explodi:
- "Desculpe lá! Do Norte Shopping mandam-me para aqui... e agora vocês mandam-me para a Boavista? A placa não tem que ser arranjada! A placa tem que ser substituída, uma vez que tem menos de um mês nas minhas mãos! Eu quero que me substituam a placa"!
Outra menina da loja, talvez mais importante, perguntou à primeira o que é que eu queria. Foram as duas ao armazém e lá vieram com uma placa "nova". É evidente que as meninas da loja não percebiam muito das novas tecnologias e tiveram que pedir a ajuda de um terceiro funcionário que já estava a atender um cliente com um problema semelhante ao meu. A placa "nova" teve o mesmo comportamento da minha placa defeituosa.

Perante o meu olhar furibundo, uma cliente de meia idade veio ter comigo e disse:
- "Esse computador tem Windows Vista, não tem? É do Programa e.Escola, não é? Está com problemas na placa de rede, não está? Pois é... essas placas não costumam funcionar... tenho vários colegas com o mesmo problema"!
Fiquei de rastos e pensei que não seria naquele dia que teria o meu problema resolvido.
Depois de várias tentativas, eles acabam por me dizer:
- "Olhe... o seu computador também não funciona com esta placa. Deve ser um defeito do computador"!
- "Olhe que não! Essas portas USB estão a funcionar direitinho! Já liguei sem problemas um rato sem fios e um disco externo... o problema é da placa"...
- "Mas nós não temos os conhecimentos técnicos para lhe resolver este problema... vai ter que levar o computador e a placa à PC Clinic do Norte Shopping. A TMN fez um acordo com esta empresa para este tipo de problemas".
- "Então, por favor... vocês têm Livro de Reclamações"?
- "...temos"...
- "Queria escrever no Livro de Reclamações, por favor"...
- "Um momento"...

Não percam o próximo empolgante episódio!

Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...