quinta-feira, novembro 15, 2007

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Parte II

Eis então que chega o momento de instalar a Placa de Banda Larga da TMN: ZTE MF620. Ficou o caldo entornado. As instruções estão escritas num português duvidoso, o que até tem uma certa piada, porque a placa é fornecida no âmbito programa e.Escola.

Durante a instalação infrutífera, a placa não teve o comportamento previsto nas instruções. Lia-se nestas algo parecido com: "para dúvidas sobre a instalação, consulte a nossa Hot Line". O número da Hot Line é estrangeiro, por isso, fiquei com receio de ser atendido por um Chinês.

Como eu não percebo bolha de Mandarim, resolvi confiar mais no número de apoio da TMN, que também vinha indicado: o 12 030. Nas opções, escolhi "5" e sou atendido por alguém (cerca de 5 minutos depois) que me aconselha a ter a placa ligada ao computador durante 1,5 horas para carregar a bateria. Assim fiz. Voltei a ligar para o número de apoio da TMN e desta vez tive de esperar cerca de 7 minutos. A pessoa do outro lado pareceu-me mais entendida e tentámos várias coisas: põe placa, tira placa, põe bateria, tira bateria, põe cartão, tira cartão, instala a placa num PC com Windows XP... nada... a placa estava mesmo mortinha e o computador não conseguia reconhecer o dispositivo. Perguntava sempre por um CD de acompanhamento do Hardware, coisa que não existe.

A dada altura, a pessoa do atendimento sugere que eu me desloque a uma loja oficial TMN para que me substituam a placa, já que o erro parece ser da placa. Perguntaram-me de onde era e de entre as escolhas que me deram, disseram-me que me poderia deslocar à loja do Norte Shopping.

No outro dia, dirijo-me à loja do Norte Shopping, contei-lhes o que se tinha passado e pedi que me trocassem a placa. Depois de irem ver ao armazém, disseram:
- "Olhe... só temos esta embalagem aberta com uma placa... mas não sabemos se já foi utilizada, ou se está avariada... mas se quiser levar...".
Eu respondi:
- "Não... acho melhor trocar esta por uma equivalente, ou seja... nova... onde posso arranjar isso"?
Disseram-me:
- "Tem a loja tal com x placas, a loja tal com y placas e a loja TMN do Arrábida Shopping com 24 placas".
Perguntei eu:
- "Então se eu me deslocar à loja TMN do Arrábida Shopping eles resolvem-me o problema"? Retorquiram:
- "Sim"!

No fim do dia de trabalho, desloquei-me à loja TMN do Arrábida Shopping e contei, pela quarta vez, todas as minhas peripécias:
- "...e disseram-me que poderia trocar aqui a minha placa, uma vez que vocês têm 24 placas".
Antes disso, tentaram a todo o custo instalar a minha placa defeituosa no computador, sem sucesso, repetindo todos os passos que eu já tinha feito anteriormente. A dada altura, diz a menina da loja:
- "Olhe... nós não temos capacidade para lhe resolver o problema... vai ter de ir à TMN da Boavista para que eles possam reparar a placa".
Aí, eu explodi:
- "Desculpe lá! Do Norte Shopping mandam-me para aqui... e agora vocês mandam-me para a Boavista? A placa não tem que ser arranjada! A placa tem que ser substituída, uma vez que tem menos de um mês nas minhas mãos! Eu quero que me substituam a placa"!
Outra menina da loja, talvez mais importante, perguntou à primeira o que é que eu queria. Foram as duas ao armazém e lá vieram com uma placa "nova". É evidente que as meninas da loja não percebiam muito das novas tecnologias e tiveram que pedir a ajuda de um terceiro funcionário que já estava a atender um cliente com um problema semelhante ao meu. A placa "nova" teve o mesmo comportamento da minha placa defeituosa.

Perante o meu olhar furibundo, uma cliente de meia idade veio ter comigo e disse:
- "Esse computador tem Windows Vista, não tem? É do Programa e.Escola, não é? Está com problemas na placa de rede, não está? Pois é... essas placas não costumam funcionar... tenho vários colegas com o mesmo problema"!
Fiquei de rastos e pensei que não seria naquele dia que teria o meu problema resolvido.
Depois de várias tentativas, eles acabam por me dizer:
- "Olhe... o seu computador também não funciona com esta placa. Deve ser um defeito do computador"!
- "Olhe que não! Essas portas USB estão a funcionar direitinho! Já liguei sem problemas um rato sem fios e um disco externo... o problema é da placa"...
- "Mas nós não temos os conhecimentos técnicos para lhe resolver este problema... vai ter que levar o computador e a placa à PC Clinic do Norte Shopping. A TMN fez um acordo com esta empresa para este tipo de problemas".
- "Então, por favor... vocês têm Livro de Reclamações"?
- "...temos"...
- "Queria escrever no Livro de Reclamações, por favor"...
- "Um momento"...

Não percam o próximo empolgante episódio!

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Parte I

A minha namorada A. M. aderiu ao Programa e.Escola por intermédio da TMN. O computador Fujitsu-Siemens Esprimo 5515 foi entregue no passado dia 6 de Novembro. Colocá-lo a funcionar foi fácil, embora este necessitasse de muitas actualizações quer do Windows Vista e Office (através do Windows Update), quer dos drivers da placa gráfica (que de fábrica só suportava uma resolução de 1024x768, quando o computador possui um monitor de 1280x800).

Aconselho a fazerem as actualizações a partir da rede Wireless da vossa escola e não através da placa de rede da TMN, porque senão, quase que se vai o plafond de um mês de navegação. Para as actualizações do Vista e do Office, acedam ao Windows Update através do ícone respectivo disponível a partir do menu Iniciar. Para as actualizações dos drivers, aconselho uma visita ao site da Fujitsu-Siemens (http://support.fujitsu-siemens.com/com/support/downloads.html).

O computador trazia um software da TMN instalado, apelidado de Super SMS, e que prometia enviar SMS's grátis até 31 de Outubro de 2007 (sim... leram bem... o período grátis acabou antes da entrega do computador; suponho que muitas pessoas ao lerem a palavra GRÁTIS acabarão por não notar a validade da oferta). Escusado será dizer que foi a primeira coisa que desinstalei, até porque a activação do serviço implica pagar €3 por mês para ter SMS's ilimitados.

O computador também traz um software Anti-Virus da Symantec, mas só é válido por 90 dias. Depois disso é a pagantes. Uma boa opção FreeWare é o AVG Anti-Virus Free Edition (http://free.grisoft.com/doc/5390/us/frt/0?prd=aff).

De resto, o computador parece robusto e fiável. Assim fosse robusta e fiável a placa de banda larga da TMN que acompanhava o pacote, que tantas dores de cabeça me deu. Em breve colocarei a segunda parte desta telenovela, que carinhosamente dedicarei integralmente à placa de banda larga ZTE MF620 e ao Suporte da TMN.

"Me aguardem" e aprendam com as experiências dos outros...

sexta-feira, novembro 02, 2007

Penduricalhos

Não. Prometo que este blog não vai descambar. Este post reflecte apenas uma dúvida existencial que tem assolado a minha mente nos últimos tempos:

Onde estão os penduricalhos que alguns condutores ostentavam debaixo da traseira dos seus carros? Não sabem do que estou a falar? Vejam a imagem que se segue .

Para que conste, os penduricalhos são tão raros que a imagem que se segue teve de ser manipulada digitalmente para que a traseira deste mini possuísse um penduricalho equivalente ao aspecto dos penduricalhos que guardo nos recantos da minha memória.



Eram umas coisinhas feitas de cabedal e/ou napa e/ou plástico e que por vezes faziam-se acompanhar de um reflector (como se a sua função principal não conseguisse, por si só, satisfazer o alegre proprietário do penduricalho). Ficavam situados logo abaixo do pára-choques traseiro e extendiam-se até roçarem no solo. De facto, o carro em movimento provocava o desgaste do penduricalho, por atrito.

E qual era a função do enigmático penduricalho? Perguntam vocês.

É uma questão pertinente. E como todas as questões pertinentes, geralmente não tem uma resposta unívoca. Por um lado, alguns dizem que servia para descarregar a electricidade estática do veículo, impedindo os seus ocupantes de apanharem choques electroestáticos (excelente ideia! nem eu próprio sei quantos choques destes já apanhei na minha vida). Por outro, alguns afirmavam que essa dispersão da electricidade estática impedia os ocupantes dos veículos de enjoarem durante as viagens (outra excelente ideia! quando era pequeno, "virava frequentemente o barco" quando os meus pais aventuravam-se por estradas sinuosas a caminho de Resende). Havia também um grupo obscuro de pessoas que tinham a ideia de que os penduricalhos não serviam efectivamente para nada útil.

Ora se o que nada faz, pelo menos não faz mal, por que é que desapareceram do mapa estes penduricalhos que, se por um lado podem não fazer nada, por outro, poderão acabar com os choques electroestáticos e com os enjôos provocados pelos veículos motorizados?

Voltem, penduricalhos! Estão perdoados!

sexta-feira, outubro 26, 2007

Telenovelas

Na minha meninice, os serões eram passados parcialmente a ver episódios de telenovelas. A diferença para os dias de hoje, é que naquela altura só havia uma por dia! Deixo aqui algumas recordações empoeiradas para que todos possamos curtir um pouco de saudosismo...

Água Viva - Uma das primeiras novelas de que tenho memória. Marcou-me principalmente a música do genérico e aquela que foi o meu primeiro amor platónico televisivo: a Isabela Garcia (na altura, ela tinha 13 anos e eu 6).



Roque Santeiro - Quem não se lembra do Siôzinho Malta e da Viúva Porcina? A novela gira em torno de uma povoação (Asa Branca) cuja fonte de rendimentos é o turismo religioso, assente na lenda de Roque Santeiro, um mártir. Descobre-se afinal que Roque Santeiro está vivo e não é nada do que dizem ser. Ele volta para desmascarar todas as hipocrisias existentes. Para além do humor e excelentes desempenhos dos actores, fica também a fabulosa banda sonora.



Guerra dos Sexos - Uma novela marcada pelo humor e pelo desempenho de dois excelentes actores: Paulo Autran e Fernanda Montenegro.



O Bem Amado - A primeira novela colorida do Brasil. A frase mais conhecida é "Povo de Sucupira"! dita por Paulo Gracindo, cuja personagem era o Presidente de Sucupira. Uma das tramas gira à volta da construção de um cemitério, carinhosamente apelidado de "Elefante Branco", já que ninguém queria morrer para inaugurá-lo. Outra trama é a de Zelão: um homem cujo sonho é voar pelos seus próprios meios.

Palavras Giras

O Português é uma língua extremamente rica. Curiosamente, os Gatos Fedorentos sabem explorar bastante bem esta faceta e incluem nas suas rábulas, aqui e ali, algumas pérolas linguísticas, que ajudam a apimentar o humor.

Aqui vai a minha lista pessoal de palavras giras:
  • Cadafalso - estrado que se ergue em lugar público para justiçar condenados à morte;
  • Cambeta - aquele que é torto das pernas;
  • Cambota - veio que recebe o movimento alternado do êmbolo do motor e o transforma em movimento circular;
  • Chuca - gralha das torres;
  • Cocuruto - a parte mais alta de uma coisa;
  • Bisbilhoteiro - mexeriqueiro;
  • Doidivanas - pessoa leviana, estouvada;
  • Farofa - comida de farinha de mandioca cozida em manteiga ou toucinho;
  • Fífia - voz ou som desafinado;
  • Ganapo - garotelho;
  • Jarreta - pessoa velha e ridícula;
  • Morcão - indivíduo mandrião, molengão, palerma;
  • Patife - mariola, biltre, maroto, tratante, brejeiro;
  • Penca - folha grossa e carnuda de alguns vegetais;
  • Piloro - orifício de comunicação do estômago com o intestino;
  • Pingarelho - qualquer coisa mal segura;
  • Pupu - tufo de cabelo no alto da cabeça;
  • Rabanada - fatia de pão frita em azeite ou outra gordura, envolvida em ovos, depois de molhada em leite ou água, e polvilhada com açúcar e canela;
  • Sebo - substância gorda e consistente das vísceras abdominais de alguns animais;
  • Sovaco - cavidade sob o braço;
  • Zabumba - tambor grande.

segunda-feira, outubro 22, 2007

Maternidades do Século XXI

O Governo encerrou várias maternidades alegadamente pela falta de condições que estas ofereciam às utentes. Por outro lado, desde que esta medida entrou em vigor (há menos de um ano), já nasceram 100 crianças em ambulâncias ou carros dos bombeiros. Deixem ver se entendo... uma ambulância ou um carro de bombeiros, geralmente com pessoas não qualificadas no que toca a partos, têm mais condições que as antigas maternidades... "'tá bem, 'tá"!

quinta-feira, outubro 04, 2007

Parabéns, Santana!

Acusam-no de ser popularucho... mas não o podem acusar de, pelo menos desta vez, não ter feito a coisa certa.



Resume numa atitude aquilo que as televisões precisam: um abanão. Para deixarem de ser popularuchas e concentrarem-se naquilo que deviam, ou seja, informarem imparcialmente, dando a relevância que os assuntos merecem (na vertente jornalística).

De notar duas coisas: a falta de à-vontade que a jornalista demonstrou perante uma situação inesperada e a simpatia com que Santana Lopes tratou a jornalista (provavelmente por vê-la aflita). Também houve a "breve pausa" da praxe.

Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...