Hoje instalei a nova versão do Google Earth, graças a uma dica do meu amigo F. S.. Esta nova versão contempla a exploração do céu e não somente da terra. Conseguimos ver as constelações, as galáxias, as estrelas, os planetas, as informações com eles relacionadas e até acompanhar o seu movimento. Um must.
Isto avivou-me a veia de astrónomo. Desde criança que sou muito interessado por estes assuntos... e em abono da verdade, não consigo imaginar quem não seja... quem não se tenha interrogado pelo menos uma vez sobre este mecanismo celeste, do qual somos peças integrantes... sobre qual o sentido de tudo o que existe... e mesmo por que é que tem de existir alguma coisa.
Quando olho para trás e tento procurar o momento em que começou o meu interesse pela astronomia, vem inevitavelmente à minha memória a série televisiva protagonizada por Carl Sagan: "Cosmos". Para quem não sabe, Carl Sagan foi um cientista de renome, envolvido em vários projectos da Nasa, como as missões Viking a Marte ou a Voyager, com o seu célebre disco de sons da terra, destinada a percorrer o espaço fora do nosso sistema solar, ao encontro de uma possível civilização extra-terrestre a quem entregar os cumprimentos terráquios.
Não consigo deixar de sentir um calafrio na espinha sempre que vejo a introdução desta série. A força das imagens, aliada à música magistral de Vangelis e o discurso de Carl Sagan, tornam este momento único. Carl Sagan tinha o dom de explicar os mais complexos fenómenos científicos ao comum dos mortais.
É de Carl Sagan a seguinte frase: "Cosmos é tudo quanto existe, existiu, ou existirá".
Um blog de Vítor Carvalho.
Algumas reflexões sobre acessibilidade, usabilidade e design para a Web, ideias, desabafos, viagens, humor, crítica e fotografias...
segunda-feira, outubro 01, 2007
quarta-feira, agosto 29, 2007
Tocata & Fuga de Bach em Ré Menor
Enquanto deambulava pelo Youtube, encontrei esta maravilha... a Tocata & Fuga de Bach em Ré Menor como nunca a VIU!
Se quiser ver mais pautas de música, aconselho vivamente uma visita ao site http://www.musanim.com/index.html
Se quiser ver mais pautas de música, aconselho vivamente uma visita ao site http://www.musanim.com/index.html
sexta-feira, agosto 24, 2007
O aquecimento global é nosso amigo!
Hoje fiquei pasmado ao ouvir esta notícia:
"Vários países disputam a posse do Ártico. Com o aquecimento global e subsequente degelo, o Ártico será no futuro um local priveligiado para pesca, recursos como o petróleo e lugar de passagem para várias rotas marítimas".
Agora entendo o interesse de certos e determinados países não quererem assinar protocolos ambientais! Tudo isto faz parte de um plano maquiavélico pela posse do Ártico... pelo menos enquanto esses países não estiverem submergidos pelo aumento do nível médio da água dos oceanos... em virtude do aquecimento global.
Apetece-me dizer: HOMESSA!
As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.
"Vários países disputam a posse do Ártico. Com o aquecimento global e subsequente degelo, o Ártico será no futuro um local priveligiado para pesca, recursos como o petróleo e lugar de passagem para várias rotas marítimas".
Agora entendo o interesse de certos e determinados países não quererem assinar protocolos ambientais! Tudo isto faz parte de um plano maquiavélico pela posse do Ártico... pelo menos enquanto esses países não estiverem submergidos pelo aumento do nível médio da água dos oceanos... em virtude do aquecimento global.
Apetece-me dizer: HOMESSA!
As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.
quinta-feira, agosto 23, 2007
Mapa Mundi (ClustrMaps)
quarta-feira, agosto 22, 2007
Timex Computer 2068 (TC 2068)
Longe vai o ano de 1987, onde pela primeira vez tive contacto com um computador. Depois de muitas insistências, lá consegui que os meus pais me oferecessem um TC2068 pelos meus anos (uma espécie de ZX Spectrum, mas com mais memória e uns comandos adicionais em BASIC, para além de um leitor de cartridges, cuja principal função era colocar a cartridge que emulava o ZX Spectrum).

Enquanto os meus amigos se divertiam com joguinhos, eu divertia-me a programar os meus próprios jogos em BASIC e a fazer desenhos no computador.
É evidente que eu também jogava! E como prova disso, aqui vai uma lista dos jogos que costumava jogar. Lembro-me que enquanto o penúltimo jogo desta lista "carregava", eu ia tomar um lanchinho... agora, até me dá vontade de rir o facto dos jogos carregarem instantâneamente. Dantes tínhamos de estar bastante tempo à espera que o programa "carregasse" na memória e, às vezes, para ver a desapontante mensagem: "R Tape Loading Error, 0:1".
Serve de exemplo para muitos jogos modernos as maravilhas que se conseguiam fazer apenas com 48 mil bytes:
Bruce Lee
Neste jogo, vestimos a pele de Bruce Lee. Pode ser catalogado como um "Beat-em-up", onde temos de passar vários ecrãs recolhendo objectos (#).

Chase H.Q.
Perseguição policial pura e dura. Temos de encontrar um fugitivo e fazê-lo parar a custo de toques entre carros. Um bom exemplo em que os gráficos do Z80 são bem utilizados.

Exolon
Talvez um dos jogos mais impressionantes em termos de gráficos. É um "Shoot-em-up", onde um astronauta tem de progredir por vários ecrãs passando por armadilhas e inimigos com formas estranhas.

Flying Shark
Um dos meus jogos preferidos. Pilotamos um pequeno avião que tem que progredir por território inimigo. Adrenalina típica dos "Shoot-em-up", gráficos bem conseguidos e velocidade vertiginosa são os ingredientes de um jogo que explora bastante bem todas as potencialidades do Z80.

Krakout
Um jogo ao estilo de Arkanoid em que, com uma raquete, comandamos uma bola que destrói as diversas composições que nos vão aparecendo em cada nível. Era o jogo em que o meu pai me expulsava várias vezes do computador para jogá-lo.

Nigel Mansell's Grand Prix
O melhor jogo de simulação de Fórmula 1. Basta dizer isto.

Pippo
O objectivo deste jogo é passar com o nosso bonequinho sobre as casas de um tabuleiro até que estas fiquem com a cor pretendida. Temos de fazer atenção para não cairmos fora do tabuleiro, ou chocarmos com outras personagem que por lá se movem. As pílulas neutralizam os nossos inimigos e o filho do Pippo dá-nos uma vida extra. Um excelente e divertido jogo.

Roadrace
Temos de chegar ao fim de um conjunto de corridas de automóveis com a melhor classificação possível. Cuidado com as manobras dos carros que estão à nossa frente, com a visibilidade e com as condições atmosféricas. Não é o melhor jogo de corridas, mas é cativante, na medida em que nos faz voltar a jogar para tentarmos superar a nossa marca anterior.

Saboteur
A nossa missão: explodir um complexo inimigo sabotando o computador central e conseguir fugir de helicóptero. Mais um bom exemplo de como se pode fazer um jogo com gráficos decentes, mesmo com as limitações do Z80.

Target Renegade
As ruas são perigosas. Neste jogo temos de passar vários cenários urbanos à medida que enfrentamos os elementos de perigosos gangs. Bons gráficos e boa jogabilidade.

Thanatos
Provavelmente um dos jogos mais originais e mais bem feitos para o Z80 a todos os níveis: gráficos, animação, pormenores, música e atmosfera. Aqui, vestimos a pele de um dragão que terá de passar por três castelos: no primeiro, irá buscar uma feiticeira; no segundo, irá deixar que a feiticeira pegue no seu livro de magias; no terceiro castelo, encontra-se o caldeirão onde a feiticeira poderá executar a sua magia. Pelo caminho, os mais variados perigos: aranhas venenosas, chuvas de pedras, dragões bicéfalos, cobras marinhas, arqueiros, abelhas, etc.

Turbo Esprit
Neste jogo, temos de percorrer as ruas de londres em busca do nosso inimigo, disparando sobre ele e cumprindo (minimamente) as regras de trânsito. Cuidado para não matar os peões!

Para jogar estes e outros jogos, visite: http://www.worldofspectrum.org/

Enquanto os meus amigos se divertiam com joguinhos, eu divertia-me a programar os meus próprios jogos em BASIC e a fazer desenhos no computador.
É evidente que eu também jogava! E como prova disso, aqui vai uma lista dos jogos que costumava jogar. Lembro-me que enquanto o penúltimo jogo desta lista "carregava", eu ia tomar um lanchinho... agora, até me dá vontade de rir o facto dos jogos carregarem instantâneamente. Dantes tínhamos de estar bastante tempo à espera que o programa "carregasse" na memória e, às vezes, para ver a desapontante mensagem: "R Tape Loading Error, 0:1".
Serve de exemplo para muitos jogos modernos as maravilhas que se conseguiam fazer apenas com 48 mil bytes:
Bruce Lee
Neste jogo, vestimos a pele de Bruce Lee. Pode ser catalogado como um "Beat-em-up", onde temos de passar vários ecrãs recolhendo objectos (#).

Chase H.Q.
Perseguição policial pura e dura. Temos de encontrar um fugitivo e fazê-lo parar a custo de toques entre carros. Um bom exemplo em que os gráficos do Z80 são bem utilizados.

Exolon
Talvez um dos jogos mais impressionantes em termos de gráficos. É um "Shoot-em-up", onde um astronauta tem de progredir por vários ecrãs passando por armadilhas e inimigos com formas estranhas.

Flying Shark
Um dos meus jogos preferidos. Pilotamos um pequeno avião que tem que progredir por território inimigo. Adrenalina típica dos "Shoot-em-up", gráficos bem conseguidos e velocidade vertiginosa são os ingredientes de um jogo que explora bastante bem todas as potencialidades do Z80.

Krakout
Um jogo ao estilo de Arkanoid em que, com uma raquete, comandamos uma bola que destrói as diversas composições que nos vão aparecendo em cada nível. Era o jogo em que o meu pai me expulsava várias vezes do computador para jogá-lo.

Nigel Mansell's Grand Prix
O melhor jogo de simulação de Fórmula 1. Basta dizer isto.

Pippo
O objectivo deste jogo é passar com o nosso bonequinho sobre as casas de um tabuleiro até que estas fiquem com a cor pretendida. Temos de fazer atenção para não cairmos fora do tabuleiro, ou chocarmos com outras personagem que por lá se movem. As pílulas neutralizam os nossos inimigos e o filho do Pippo dá-nos uma vida extra. Um excelente e divertido jogo.

Roadrace
Temos de chegar ao fim de um conjunto de corridas de automóveis com a melhor classificação possível. Cuidado com as manobras dos carros que estão à nossa frente, com a visibilidade e com as condições atmosféricas. Não é o melhor jogo de corridas, mas é cativante, na medida em que nos faz voltar a jogar para tentarmos superar a nossa marca anterior.

Saboteur
A nossa missão: explodir um complexo inimigo sabotando o computador central e conseguir fugir de helicóptero. Mais um bom exemplo de como se pode fazer um jogo com gráficos decentes, mesmo com as limitações do Z80.

Target Renegade
As ruas são perigosas. Neste jogo temos de passar vários cenários urbanos à medida que enfrentamos os elementos de perigosos gangs. Bons gráficos e boa jogabilidade.

Thanatos
Provavelmente um dos jogos mais originais e mais bem feitos para o Z80 a todos os níveis: gráficos, animação, pormenores, música e atmosfera. Aqui, vestimos a pele de um dragão que terá de passar por três castelos: no primeiro, irá buscar uma feiticeira; no segundo, irá deixar que a feiticeira pegue no seu livro de magias; no terceiro castelo, encontra-se o caldeirão onde a feiticeira poderá executar a sua magia. Pelo caminho, os mais variados perigos: aranhas venenosas, chuvas de pedras, dragões bicéfalos, cobras marinhas, arqueiros, abelhas, etc.

Turbo Esprit
Neste jogo, temos de percorrer as ruas de londres em busca do nosso inimigo, disparando sobre ele e cumprindo (minimamente) as regras de trânsito. Cuidado para não matar os peões!

Para jogar estes e outros jogos, visite: http://www.worldofspectrum.org/
quarta-feira, agosto 01, 2007
30ª Feira de Artesanato de Vila do Conde
No sábado passado, eu e a A. M. fomos até Vila do Conde (debaixo de um sol abrasador) para ver a 30ª Feira de Artesanato. Ficámos impressionados com a enorme quantidade de expositores que representavam fielmente quase todo o Portugal Continental e Insular.
Algumas peças de artesanato conseguiram prender o nosso interesse, mas acabámos por não comprar nada. Ficaram pelo menos as ideias de onde gastar dinheiro.
Antes de virmos embora, passámos pela beira rio. Aí encontrámos uma escultura peculiar, representando uma sereia a abraçar aquilo que eu julgo ser a caravela de Vasco da Gama... aguardo correcções...

Por falar em caravela, qual não foi o nosso espanto em deparármo-nos com uma caravela em tamanho real ancorada perto da referida escultura. Só nos fez ganhar respeito por quem, há mais de quinhentos anos atrás, resolveu embarcar nestas cascas de noz e fazer-se ao oceano imenso para dar "novos mundos ao mundo"!
Algumas peças de artesanato conseguiram prender o nosso interesse, mas acabámos por não comprar nada. Ficaram pelo menos as ideias de onde gastar dinheiro.
Antes de virmos embora, passámos pela beira rio. Aí encontrámos uma escultura peculiar, representando uma sereia a abraçar aquilo que eu julgo ser a caravela de Vasco da Gama... aguardo correcções...
Por falar em caravela, qual não foi o nosso espanto em deparármo-nos com uma caravela em tamanho real ancorada perto da referida escultura. Só nos fez ganhar respeito por quem, há mais de quinhentos anos atrás, resolveu embarcar nestas cascas de noz e fazer-se ao oceano imenso para dar "novos mundos ao mundo"!
Eis um pormenor das amarras e de uma das pesadas âncoras:
É impressionante a quantidade de cordas desta caravela. Deveriam ser necessários muitos marinheiros experientes para conseguirem manusear todas as velas. Pena que estas não estivessem à vista.
Adeus, Vila do Conde! E obrigado pelas surpresas que nos deste!
quinta-feira, julho 12, 2007
Enigma
Sou fã dos Enigma e do seu fundador, Michael Cretu, desde o seu primeiro disco, que remonta a 1990. A primeira vez que os ouvi, foi numa apertada discoteca da Costa da Caparica, nesse mesmo ano, quando por lá deambulava num passeio do 10º ou 11º ano. Alguns atributos daquela sonoridade marcaram a época e serviram de inspiração para muitos grupos de New Age e não só: os coros gregorianos, as pan-pipes, o ritmo. A aura de misticismo, o cheirinho a idade média, os laivos da inquisição e do culto religioso exacerbado estão lá, fundindo-se num cocktail de especiarias sonoras ao qual é difícil resistir. Pelo menos no que me diz respeito! Analisemos os álbuns:
MCMXC a.D.
O primeiro disco dos Enigma. Marcou definitivamente a época em que surgiu e abriu sendas por onde seguiriam os outros álbuns ("The Voice of Enigma" serve de entrada para outros discos). O canto gregoriano, as pan-pipes e as excelentes colagens de gravações de terceiros (como o canto lírico de Maria Callas na música "Callas Went Away" ou um hallelujah judaico na música "Hallelujah"), são os sons muito próprios deste álbum.
The Cross of Changes
Este disco continua na mesma linha do anterior, onde dominam os sons das pan-pipes. Os cânticos tribais dos Ameríndios surgem em músicas como "Return to Innocence", uma das minhas preferidas. As percursões primitivas, solos de guitarra com distorção e algumas reminiscências do velho oeste americano (dadas por uma gaita de boca) figuram noutra música da minha preferência: "I Love You, I'll Kill You". Este disco acaba por retratar o encontro dos europeus com os povos primitivos, acabando com o seu éden terrestre.
Le Roi est Mort, Vive le Roi!
Embora este disco comece por lembrar o "The Voice of Enigma", não se deixe enganar: a sonoridade dos Enigma vai mudar um pouco neste álbum. Torna-se mais sideral, mais tecnológico. Se tiver uma boa aparelhagem, conseguirá ouvir os graves poderosos da batida da música "Morphing Thru Time", que acompanham o coro gregoriano. Uma espécie de balada ritmada é o que caracteriza uma das minhas músicas preferidas deste álbum: "Why!" O cântico sânscrito funde-se com o coro gregoriano noutra música de eleição: "The Child in Us".
The Screen Behind the Mirror
O mote inicial para este álbum é novamente o espaço, que abre alas para a entrada poderosa da Ópera "Carmina Burana" de Carl Orff na música "The Gate", com passagens do "O Fortuna". Este "O Fortuna" volta a surgir num cenário radiofónico na minha música preferida desta colectânea: "Gravity of Love", que faz arrepiar a espinha toda. Em "Camera Obscura", Michael Cretu brinca um pouco com tocar às avessas: a voz canta a música do fim para o início. E gostou tanto do resultado que volta a usar este estratagema mais algumas vezes.
Voyageur
Curiosamente, ainda não me dediquei muito a escutar este disco, embora o tivesse comprado assim que surgiu. Ouvi-o uma ou duas vezes. A explicação que encontro é que talvez não me tivesse identificado com as músicas. Para dizer a verdade, neste momento não me lembro de nenhuma delas. Há que ouvi-lo de novo para tirar conclusões mais detalhadas.
A Posteriori
É o disco que me encontro a ouvir à medida que escrevo este post. Começa mais uma vez com os acordes de "The Voice of Enigma", mas dá rapidamente lugar a uma sonoridade reinventada. A música de abertura chama-se "Eppur Si Muove". É uma alusão à frase proferida por Galileu, quando disse que afinal a terra não estava fixa no centro do universo, mas movia-se à volta do sol. Quererá Michael Cretu transportar os Enigma da Idade Média para o Renascimento? O canto lírico surge novamente numa das minhas músicas preferidas: "Dreaming of Andromeda". "Dancing With Mefisto" e "20.000 Miles Over the Sea" têm ritmos bastante interessantes. "Sitting On The Moon" é uma balada ritmada bastante agradável. O álbum termina com outra fabulosa balada: "Goodbye Milky Way". O espaço parece ser a fonte de inspiração para Michael Cretu desde "Le Roi Est Mort, Vive le Roi!". E isto acaba por vir confirmado em "A Posteriori".
Lá do alto, apercebemo-nos da fragilidade do nosso planeta. Todos os eventos históricos, todas as pessoas que existiram, existem ou existirão se resumem àquele ponto azul.
"in 5 billion years
Andromeda galaxy will collide with our Milky way,
a new gigantic cosmic world will be born…"
MCMXC a.D.
O primeiro disco dos Enigma. Marcou definitivamente a época em que surgiu e abriu sendas por onde seguiriam os outros álbuns ("The Voice of Enigma" serve de entrada para outros discos). O canto gregoriano, as pan-pipes e as excelentes colagens de gravações de terceiros (como o canto lírico de Maria Callas na música "Callas Went Away" ou um hallelujah judaico na música "Hallelujah"), são os sons muito próprios deste álbum.
The Cross of Changes
Este disco continua na mesma linha do anterior, onde dominam os sons das pan-pipes. Os cânticos tribais dos Ameríndios surgem em músicas como "Return to Innocence", uma das minhas preferidas. As percursões primitivas, solos de guitarra com distorção e algumas reminiscências do velho oeste americano (dadas por uma gaita de boca) figuram noutra música da minha preferência: "I Love You, I'll Kill You". Este disco acaba por retratar o encontro dos europeus com os povos primitivos, acabando com o seu éden terrestre.
Le Roi est Mort, Vive le Roi!
Embora este disco comece por lembrar o "The Voice of Enigma", não se deixe enganar: a sonoridade dos Enigma vai mudar um pouco neste álbum. Torna-se mais sideral, mais tecnológico. Se tiver uma boa aparelhagem, conseguirá ouvir os graves poderosos da batida da música "Morphing Thru Time", que acompanham o coro gregoriano. Uma espécie de balada ritmada é o que caracteriza uma das minhas músicas preferidas deste álbum: "Why!" O cântico sânscrito funde-se com o coro gregoriano noutra música de eleição: "The Child in Us".
The Screen Behind the Mirror
O mote inicial para este álbum é novamente o espaço, que abre alas para a entrada poderosa da Ópera "Carmina Burana" de Carl Orff na música "The Gate", com passagens do "O Fortuna". Este "O Fortuna" volta a surgir num cenário radiofónico na minha música preferida desta colectânea: "Gravity of Love", que faz arrepiar a espinha toda. Em "Camera Obscura", Michael Cretu brinca um pouco com tocar às avessas: a voz canta a música do fim para o início. E gostou tanto do resultado que volta a usar este estratagema mais algumas vezes.
Voyageur
Curiosamente, ainda não me dediquei muito a escutar este disco, embora o tivesse comprado assim que surgiu. Ouvi-o uma ou duas vezes. A explicação que encontro é que talvez não me tivesse identificado com as músicas. Para dizer a verdade, neste momento não me lembro de nenhuma delas. Há que ouvi-lo de novo para tirar conclusões mais detalhadas.
A Posteriori
É o disco que me encontro a ouvir à medida que escrevo este post. Começa mais uma vez com os acordes de "The Voice of Enigma", mas dá rapidamente lugar a uma sonoridade reinventada. A música de abertura chama-se "Eppur Si Muove". É uma alusão à frase proferida por Galileu, quando disse que afinal a terra não estava fixa no centro do universo, mas movia-se à volta do sol. Quererá Michael Cretu transportar os Enigma da Idade Média para o Renascimento? O canto lírico surge novamente numa das minhas músicas preferidas: "Dreaming of Andromeda". "Dancing With Mefisto" e "20.000 Miles Over the Sea" têm ritmos bastante interessantes. "Sitting On The Moon" é uma balada ritmada bastante agradável. O álbum termina com outra fabulosa balada: "Goodbye Milky Way". O espaço parece ser a fonte de inspiração para Michael Cretu desde "Le Roi Est Mort, Vive le Roi!". E isto acaba por vir confirmado em "A Posteriori".
Lá do alto, apercebemo-nos da fragilidade do nosso planeta. Todos os eventos históricos, todas as pessoas que existiram, existem ou existirão se resumem àquele ponto azul.
"in 5 billion years
Andromeda galaxy will collide with our Milky way,
a new gigantic cosmic world will be born…"
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