Deve ser do calor...
deve ser da falta de tempo...
deve ser da correria que a minha vida tem sido nos últimos tempos...
Seja qual for o motivo, ele deve ser muito bom para que eu ainda não tenha escrito nada de muito atractivo no espaço de um mês!
Palpita-me que no próximo fim-de-semana já tenha alguma coisinha para vos contar, ou para vos mostrar, uma vez que vou até Guimarães que, como sabeis, é o Berço de Portugal.
Vou ver se arranjo tempo para ver "O Mistério da Estrada de Sintra". Gostei bastante do trailer. Ainda para mais, porque aprecio bastante Nicolau Breyner como actor. A forma como ele diz: "Qual mistério? O mistério da casa de Sintra! Quem é que o matou? Onde é que está o cadáver? 'Tá enterrado? Não está enterrado?"... para mim, é o suficiente para me abrir o apetite cinéfilo.
Vám'lá embora apoiar as produções nacionais... quando elas valem de facto alguma coisa!
Deixei-o curioso? Veja: http://videos.sapo.pt/paPIP1BRRAhskUBhkC4o
Um blog de Vítor Carvalho.
Algumas reflexões sobre acessibilidade, usabilidade e design para a Web, ideias, desabafos, viagens, humor, crítica e fotografias...
segunda-feira, maio 07, 2007
sexta-feira, abril 13, 2007
33
Alguns factos relacionados com o número 33:
- Jesus foi crucificado aos 33 anos.
- Alexandre o Grande morreu aos 33 anos.
- Em castelhano, quando querem que uma pessoa sorria para uma fotografia, dizem-lhe: "Diga treinta y tres"!
- Os médicos, quando auscultam os pulmões de alguém, pedem que se diga "Trinta e três" (este é um hábito comum em Portugal, Espanha, França, Itália e Roménia)!
- O autor deste blogue fez 33 anos no passado dia 11 de Abril de 2007.
terça-feira, março 20, 2007
Serra d'Arga
Ia eu a atravessar a ponte de Lanheses no sentido sul-norte, quando me deparei com a majestuosidade da Serra d'Arga. Numa manobra um pouco arriscada e até desviada daquilo que é a lei do código da estrada, não resisti a tirar-lhe uma fotografia com o meu telemóvel.
A Serra d'Arga tem 825 metros de altitude (no Alto do Espinheiro). Situa-se no Alto Minho e pertence ao sistema montanhoso da Peneda-Gerês. É de origem granítica.
Do outro lado da serra, acumulavam-se várias núvens gordas, que se esforçavam por ultrapassar aquele enorme obstáculo.
As "Chuvas Orográficas", também chamadas de "Chuvas de Relevo", têm origem no seguinte fenómeno: o ar, enquanto se desloca, é forçado a subir devido a uma grande elevação (por exemplo uma montanha ou uma serra); enquanto vai subindo pela elevação, vai arrefecendo (porque, conforme a altitude aumenta, a temperatura diminui); se continuar a subir, vai-se formar condensação e, se continuar a subir e a arrefecer mais, passa da condensação para a precipitação.
Acerca da Serra d'Arga, reza também o Fado de Coimbra:
Abaixa-té ó Serra d'Arga
Abaixa mais um nadinha
Quero ver o meu amor
Lá no terreiro, em Caminha
Abaixa mais um nadinha
Quero ver o meu amor
Lá no terreiro, em Caminha
segunda-feira, março 19, 2007
Roots
Um dos motivos da minha alcunha (ou alias) El Gitano é devido ao facto de gostar bastante de música cigana, flamenco e afins.
Comprei em tempos um CD dos Gipsy Kings, que na verdade é uma edição limitada com um DVD de bónus que contém um overview sobre o período de gravação do álbum, uma entrevista com o produtor e algumas imagens inéditas sobre o passado dos Gipsy Kings.
O álbum chama-se Roots e é de facto um retorno às origens da música Cigana. Embora sejam todos temas originais, são inspirados em Fandangos (cantados apenas com voz e guitarra) e Boleros. Usaram os instrumentos 'Gitanos' tradicionais: guitarra, claps, batidas, um contra-baixo (o menos tradicional), harpa e uma harmónica.
Pode comparar-se este álbum com 'Luna de Fuego' (um dos primeiros), na medida em que não utilizam instrumentos electrónicos. No entanto, existem diferenças: este último dava a sensação de uma arena, enquanto que Roots é mais intimista.
Roots foi gravado fora de estúdio, numa casa rústica do Sul da França, o que dá uma sonoridade bastante interessante às vozes e aos instrumentos. Recomendo vivamente aos apreciadores do género.
Comprei em tempos um CD dos Gipsy Kings, que na verdade é uma edição limitada com um DVD de bónus que contém um overview sobre o período de gravação do álbum, uma entrevista com o produtor e algumas imagens inéditas sobre o passado dos Gipsy Kings.
O álbum chama-se Roots e é de facto um retorno às origens da música Cigana. Embora sejam todos temas originais, são inspirados em Fandangos (cantados apenas com voz e guitarra) e Boleros. Usaram os instrumentos 'Gitanos' tradicionais: guitarra, claps, batidas, um contra-baixo (o menos tradicional), harpa e uma harmónica.
Pode comparar-se este álbum com 'Luna de Fuego' (um dos primeiros), na medida em que não utilizam instrumentos electrónicos. No entanto, existem diferenças: este último dava a sensação de uma arena, enquanto que Roots é mais intimista.
Roots foi gravado fora de estúdio, numa casa rústica do Sul da França, o que dá uma sonoridade bastante interessante às vozes e aos instrumentos. Recomendo vivamente aos apreciadores do género.
Era Pimba
Eu pertenço orgulhosamente à Geração Rasca... aquela que fez a PGA, mostrou o rabo ao ministro da educação, etc. e tal.
Agora parece que vamos entrar na Era Pimba. Os sinais estão aí! Quem quiser ver, que veja:
Agora parece que vamos entrar na Era Pimba. Os sinais estão aí! Quem quiser ver, que veja:
- Sabrina vai representar Portugal no Festival da Canção 2007 com a música intitulada "Dança Comigo (Vem Ser Feliz)", da autoria de Emanuel e Tó Maria Vinhas;
- Paulo Portas está prestes a ser o novo líder do CDS-PP;
- Santana Lopes admite candidatar-se a líder do PPD-PSD.
Tenham medo, meus senhores! Tenham muito medo!
As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.
quarta-feira, março 14, 2007
Cuca, O Saltimbanco Destemido - Capítulo II
Feitas que estão as apresentações, a estória pode começar.
Estava uma calma tarde de primavera. O sol punha-se pachorrentamente no horizonte, com uma cor que fazia lembrar a cara de alguém que estivesse bastante envergonhado. Cuca brincava com o Monstro, atirando-lhe pedacitos de pão, que o bicho apanhava velozmente, ainda no ar, dando-lhes dentadas. Lurdinhas, com o cabelo apanhado e um avental que apertava as suas formas roliças, dava de comer ao par de cavalos que puxavam a roulotte. À falta de melhor, Cuca tinha-os baptizado de Piolho e Lêndea. Perdoe-me o leitor que a apresentação destas últimas personagens de relevo pertencentes aos domínios do Cuca não tivesse sido feita no capítulo anterior.
- Luuurdes... tás a dar de comer ao Piolho e à Lêndea? - perguntou Cuca.
- Atão não vês que é o que estou a fazer? Se deixasses de brincar com o Monstro e fosses fazer algo de mais útil, fazias melhor! - respondeu Lurdinhas.
- E estou a fazer algo de útil! Estou a dar de comer ao bicho!
- Às prestações... deixa aí a carcaça toda que ele come na mesma! E tu ficas com tempo, por exemplo, para arrumares a bagunçada que está dentro da roulotte!
- O coitado pode-se entalar... é certo que tem uma boca de piranha... mas se lhe dou a carcaça toda ainda se entala com ela! Mais vale partí-la e dar-lha assim... Sempre vai treinando as mordidelas... se aparecer por aqui algum gatuno...
- Olha... o maior gatuno ainda és tu...
- Levas-me uma lamparina nessas beiças...
- Prontos... tinha de acabar em discussão!
E acabava quase sempre em discussão. Viviam possivelmente há demasiado tempo juntos. Três anos a olharem para o focinho um do outro, sem interrupções, levava-os a confrontos fáceis. Discutiam, amuavam, ia cada um para o seu canto e depois, devagarinho, começavam a falar um com o outro. Primeiro, com frases curtas. Depois, com discursos melosos. Mais tarde, com beijos e abraços que se prolongavam pela noite dentro.
Depois da discussão ter de facto acontecido, o diálogo continuou já na fase das frases curtas:
- Amanhã de manhã partimos daqui?
- Sim.
- P'ra onde?
- Em direcção ao Castelo... sabes bem!
- Queres ir ao Castelo?
- Quero.
- Fazer o quê?
- Mostrar-te uma coisa que não vais acreditar...
Estava uma calma tarde de primavera. O sol punha-se pachorrentamente no horizonte, com uma cor que fazia lembrar a cara de alguém que estivesse bastante envergonhado. Cuca brincava com o Monstro, atirando-lhe pedacitos de pão, que o bicho apanhava velozmente, ainda no ar, dando-lhes dentadas. Lurdinhas, com o cabelo apanhado e um avental que apertava as suas formas roliças, dava de comer ao par de cavalos que puxavam a roulotte. À falta de melhor, Cuca tinha-os baptizado de Piolho e Lêndea. Perdoe-me o leitor que a apresentação destas últimas personagens de relevo pertencentes aos domínios do Cuca não tivesse sido feita no capítulo anterior.
- Luuurdes... tás a dar de comer ao Piolho e à Lêndea? - perguntou Cuca.
- Atão não vês que é o que estou a fazer? Se deixasses de brincar com o Monstro e fosses fazer algo de mais útil, fazias melhor! - respondeu Lurdinhas.
- E estou a fazer algo de útil! Estou a dar de comer ao bicho!
- Às prestações... deixa aí a carcaça toda que ele come na mesma! E tu ficas com tempo, por exemplo, para arrumares a bagunçada que está dentro da roulotte!
- O coitado pode-se entalar... é certo que tem uma boca de piranha... mas se lhe dou a carcaça toda ainda se entala com ela! Mais vale partí-la e dar-lha assim... Sempre vai treinando as mordidelas... se aparecer por aqui algum gatuno...
- Olha... o maior gatuno ainda és tu...
- Levas-me uma lamparina nessas beiças...
- Prontos... tinha de acabar em discussão!
E acabava quase sempre em discussão. Viviam possivelmente há demasiado tempo juntos. Três anos a olharem para o focinho um do outro, sem interrupções, levava-os a confrontos fáceis. Discutiam, amuavam, ia cada um para o seu canto e depois, devagarinho, começavam a falar um com o outro. Primeiro, com frases curtas. Depois, com discursos melosos. Mais tarde, com beijos e abraços que se prolongavam pela noite dentro.
Depois da discussão ter de facto acontecido, o diálogo continuou já na fase das frases curtas:
- Amanhã de manhã partimos daqui?
- Sim.
- P'ra onde?
- Em direcção ao Castelo... sabes bem!
- Queres ir ao Castelo?
- Quero.
- Fazer o quê?
- Mostrar-te uma coisa que não vais acreditar...
terça-feira, março 06, 2007
Independência Implícita
Alguns textos dispersos...
"O governante [Mariano Gago, Ministro do Ensino Superior] questiona os pressupostos de funcionamento dos 14 cursos da Universidade [Independente], prometendo "as medidas necessárias para a salvaguarda dos interesses dos alunos", refere em comunicado."
"O governante [Mariano Gago, Ministro do Ensino Superior] questiona os pressupostos de funcionamento dos 14 cursos da Universidade [Independente], prometendo "as medidas necessárias para a salvaguarda dos interesses dos alunos", refere em comunicado."
in DN OnLine 28.02.2007
"José Sócrates [Primeiro Ministro de Portugal] é bacharel em Engenharia Civil pelo Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (1978), e completou a licenciatura na Universidade Independente em Lisboa (1996)".
in Wikipedia 27.02.2007
As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.
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Shallow
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