Um blog de Vítor Carvalho.
Algumas reflexões sobre acessibilidade, usabilidade e design para a Web, ideias, desabafos, viagens, humor, crítica e fotografias...
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Condutores e algo mais...
A minha teoria é a seguinte:
Os homens, desde sempre, tiveram necessidade de formar grupos, marcar território e lutar afincadamente pelas suas posses: uma gruta, uma mulher, um naco de carne para partilhar com a sua família, o que quiserem. Nos tempos modernos, poucas são as situações em que os homens necessitam de marcar território de forma não pacífica. Já não existe uma boa batalha em que todos se matam uns aos outros (pelo menos neste país de brandos costumes... lá para o médio oriente a situação é melhor). Quais são então o campo de batalha e o cavalo dos tempos modernos? A estrada e o automóvel! Daí que a maior parte das pessoas se transformem ao volante e revelem comportamentos agressivos e irracionais. Se alguém tem um "cavalo" mais potente ou mais novo, logo aparece outro que dá a entender que, por ter um cavalo mais velho ou menos potente, não é por isso que não fará todos os esforços para delimitar o seu território e fazer ver ao primeiro que, mesmo assim, consegue fazer maravilhas com o que tem. Outro exemplo de campo de batalha camuflado, mas desta vez sem cavalos, são as bancadas dos campos de futebol... ou os jogos de computador em que se pode matar indiscriminadamente os nossos melhores amigos. Esta sociedade actual não passa de uma cambada de macacos engravatados que dariam tudo para rasgarem as suas vestes e lutarem selvaticamente por coisa nenhuma num qualquer charco enlameado.
As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.
Teoria da Conspiração
As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com
situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
Amor na Lota do Peixe - Capítulo IX
- Eu explico... há muitos anos que o nosso disco voador sobrevoa a terra em missões de reconhecimento. Num desses vôos mais rasantes, dei de caras com a face da sua filha bastarda e fiquei imediatamente apaixonado. Queria chegar mais perto dela, por isso, em vez de andar para aí de disco voador, mascarei-me de russo, fazendo-me transportar nas águas portuguesas por um submarino a propulsão nuclear! Sempre dá menos nas vistas! De qualquer forma, hoje aconteceu um imprevisto! Um pedaço de plutónio saíu pelo cano de escape do submarino, quando este abalroou o navio de pesca onde seguia o desafortunado do Zé Bigodes, tendo este sido contaminado logo de seguida. Quis reparar o mal feito e por isso aqui estou eu!
- Um extraterrestre apaixonado por mim? Que emocionante! - disse Olívia Manca.
- Esperem lá! Calmex com o andor! Não vou dar a minha filha bastarda de mão beijada a um extraterrestre!
- Vai, vai! Primeiro porque eu vejo nos olhos da sua filha que ela quer vir comigo e depois, porque o senhor não vai ficar de mãos a abanar! De facto, trouxe-lhe quatrocentos quilos em ouro que servirão como dote.
- E onde é que vocês vão passar a lua-de-mel? Ou melhor: em que planeta? - perguntou Joselino Narigangas à medida que os seus olhos se iam transformando em cifrões.
- Isso ainda é coisa a decidir. Para mais, não se precisa preocupar mais com o bem-estar da sua filha bastarda! Recreámos uma biosfera equivalente à da terra no meu planeta de origem, que por razões de segurança, não vou dizer qual é. Ela será sempre rodeada de luxos e paparicos... à altura da sua beleza! Até pode ser que a curemos do defeito na perna.
- Ó sim! Façam isso! Já que fez o favor de descontaminar o meu filho ex-lâmpada fluorescente, seria uma dádiva dos deuses se desmancassem a minha filha bastarda Olívia Manca!
- Tentaremos! Ó gente de Vila marmota! Esquecei tudo quanto vistes nas últimas horas! O mundo em que viveis não está preparado para saber a verdade sobre o cosmos! Guardai este segredo com a própria vida!
Francisco Panças disse:
- Sim senhor! De acordo! Vocês vão partir no disco voador? Podemos vê-lo?
- Não! Estacionei-o mais lá para o alto-mar. Vamos até ele neste simples bote de borracha insuflável.
O primeiro casal interplanetário desapareceu no horizonte azul.
sexta-feira, fevereiro 02, 2007
Arcos de Valdevez
Como sempre, não me esqueci de levar a máquina fotográfica digital e captar alguns momentos...
Do outro lado do Rio Vez, avista-se S. Paio com a sua igreja. A pequena cascata de água depois da ponte presta-se a bons enquadramentos fotográficos.
Muitas são as pessoas que aproveitam o espelho natural que a água faz antes de cair em cascata para tirarem fotografias de belo efeito. Eu não fui excepção.
Na praça principal, chamada Transladário (penso eu), figuram duas estátuas que se defrontam a cavalo, numa clara alusão ao Torneio de Arcos de Valdevez, que descrevo mais pormenorizadamente na última parcela de texto deste post.
O Jardim do Terreiro é bastante aprazível e situa-se perto da Igreja Matriz. A construção em pedra que se vê na imagem, tem o aspecto de uma ponte, mas não é mais do que um passadiço elevado. É, contudo, bastante bonita.
quarta-feira, janeiro 31, 2007
Cangurik: Uma Árvore, Um Amigo
Longe vai o tempo em que a Nestlé tinha outra mascote para o seu produto "Nesquik"... uma que não era prima afastada do Bugs Bunny. Falo, claro, do simpático Cangurik!
Para além das preocupações de marketing, este canguru tinha também preocupações ecológicas. Joel Branco cantou esta música da qual transcrevo agora a letra e que se encontrava associada a este personagem (repare que o Cangurik usa fato-macaco igual ao dos jardineiros).Refrão:
Uma árvore, um amigo
que devemos bem tratar.
Um amigo de verdade
tão fiel como a amizade
que podemos cultivar.
Sabes que uma árvore
é um pouco de beleza
que protege a Natureza
e purifica o nosso ar.
Dá-nos a madeira
e tanta coisa que fascina
a cortiça ou a resina
mais a fruta do pomar.
Oh! Vamos fazer uma floresta
Vem, plantar amigos uma festa
Tão rica e modesta
Vamos semear.
Refrão
Sabes que uma árvore
É um bem de toda a gente
Não estragues o ambiente
Não lhe sujes o lugar
Vamos, vamos, vamos
Defender a nossa vida
Que uma árvore esquecida
Pode às vezes ajudar.
Sim, vamos fazer uma floresta
Vem, plantar amigos uma festa
Tão rica e modesta
Vamos semear.
Refrão
E por que carga de água eu lembrei-me disto? Olhem... nem eu mesmo sei... um dia, esta música apareceu na minha cabeça... qual pedaço de papel tirado por acaso de uma pilha de papéis de um qualquer sótão empoeirado.
Se quiserem ouvir esta música e recordar os vossos tempos de infância (se esta aconteceu nos anos 70-80), visitem o site http://www.misteriojuvenil.com/ ou, mais diretamente, no YouTube.
Advertência 1: são capazes de sentir uma certa e determinada nostalgia...
Advertência 2: o desenho do Cangurik foi feito por mim, inspirado num desenho que encontrei no Google, mas que não tinha qualidade suficiente para figurar no meu blog.
terça-feira, janeiro 30, 2007
China
O pior é que parece que ele vai voltar para cá outra vez...
Viagem a Setúbal (Parte VII - e última)
"O Convento de Jesus é um dos marcos principais do estilo manuelino em Portugal. A edificação do convento teve início em 1490 e a obra foi finalizada por volta de 1500. A Igreja do Convento de Jesus destaca-se por ter sido o primeiro ensaio em Portugal de “igreja salão”, com belíssimas colunas torsas."
Estávamos em dezembro, a quinze dias do natal, e tivemos oportunidade de ver alguns simpáticos motards a distribuirem gratuitamente prendas às crianças que passavam, provavelmente com o intuito de limparem uma certa imagem negativa que a sociedade lhes rotulou.De Setúbal, trouxemos muitas recordações agradáveis: paisagens de cortar a respiração, monumentos imponentes e boas iguarias.
Na viagem de volta, ainda tivemos tempo de parar em Pombal e fazer um ligeiro piquenique junto ao Castelo.
"A memória mais antiga da cidade. Foi mandado construir por Gualdim Pais, cavaleiro da Ordem dos Templários. No século XVI passou a ser residência do alcaide-mor e com as invasões francesas foi arruinado. É hoje uma das mais bem preservadas fortalezas militares do país. O Castelo de Pombal localiza-se, em posição dominante sobre um outeiro, na cidade que lhe dá o nome, em Portugal. Embora se ignore a data precisa, acredita-se que este castelo foi erguido juntamente com outros, à época da Reconquista, no século XII, pelo Mestre do Templo, Gualdim Pais, de acordo com inscrição lapidar datada de 1171, no Castelo de Almourol. Efectivamente o de Pombal obedece às mesmas linhas arquitetónicas características dos templários, presentes nos de Almourol, Idanha, Monsanto, Tomar e Zêzere, seus contemporâneos."
"Embora historicamente não tenha estado diretamente envolvido em campanhas maiores, esteve em alerta quando da contra-ofensiva muçulmana que, no século XII, atacou Santarém e, atravessando a região do Alto Alentejo, assolou Coruche e Abrantes, e de outra, posterior, que atacou Tomar e arrasou Leiria. Em 1334 passou para a Ordem de Cristo e, em 1512, beneficiou de obras de restauro. No contexto da crise de 1383-1385, manteve-se ao lado do Mestre de Avis. Nos séculos seguintes conheceu o abandono que o arruinou, cobrindo-o de extenso matagal. Na década de 1940 foram efetuadas obras de consolidação e restauro, a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos."
Shallow
Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...
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