sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Arcos de Valdevez

Um dia antes da véspera de Natal, visitei a Vila de Arcos de Valdevez.

Como sempre, não me esqueci de levar a máquina fotográfica digital e captar alguns momentos...
Do outro lado do Rio Vez, avista-se S. Paio com a sua igreja. A pequena cascata de água depois da ponte presta-se a bons enquadramentos fotográficos.

A luz do fim-de-tarde, emprestou uma atmosfera mítica ao local e, por breves instantes, quase fui transportado para a idade média.


Muitas são as pessoas que aproveitam o espelho natural que a água faz antes de cair em cascata para tirarem fotografias de belo efeito. Eu não fui excepção.


Na praça principal, chamada Transladário (penso eu), figuram duas estátuas que se defrontam a cavalo, numa clara alusão ao Torneio de Arcos de Valdevez, que descrevo mais pormenorizadamente na última parcela de texto deste post.


O Jardim do Terreiro é bastante aprazível e situa-se perto da Igreja Matriz. A construção em pedra que se vê na imagem, tem o aspecto de uma ponte, mas não é mais do que um passadiço elevado. É, contudo, bastante bonita.

Num dos edifícios da zona histórica, figura um painel de azulejos relativo ao Torneio de Arcos de Valdevez. Travou-se em 1140, entre cavaleiros portugueses e leoneses, em vez da batalha campal tradicional que, antes, esteve iminente. Os portugueses venceram. Este torneio foi importante, na medida em que levou à negociação do armistício entre Afonso VII de Espanha e Afonso Henriques. Foi um primeiro passo para a celebração do Tratado de Zamora (independência de Portugal), em 1143. Foi a partir do Torneio do Vez, realizado nesta pacata vila minhota, que Afonso Henriques passou a auto-proclamar-se "Rei de Portugal".

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Cangurik: Uma Árvore, Um Amigo

Quem for da minha geração, com certeza vai lembrar-se disto!

Longe vai o tempo em que a Nestlé tinha outra mascote para o seu produto "Nesquik"... uma que não era prima afastada do Bugs Bunny. Falo, claro, do simpático Cangurik!

Para além das preocupações de marketing, este canguru tinha também preocupações ecológicas. Joel Branco cantou esta música da qual transcrevo agora a letra e que se encontrava associada a este personagem (repare que o Cangurik usa fato-macaco igual ao dos jardineiros).

Refrão:

Uma árvore, um amigo
que devemos bem tratar.
Um amigo de verdade
tão fiel como a amizade
que podemos cultivar.


Sabes que uma árvore
é um pouco de beleza
que protege a Natureza
e purifica o nosso ar.

Dá-nos a madeira
e tanta coisa que fascina
a cortiça ou a resina
mais a fruta do pomar.

Oh! Vamos fazer uma floresta
Vem, plantar amigos uma festa
Tão rica e modesta
Vamos semear.


Refrão

Sabes que uma árvore
É um bem de toda a gente
Não estragues o ambiente
Não lhe sujes o lugar

Vamos, vamos, vamos
Defender a nossa vida
Que uma árvore esquecida
Pode às vezes ajudar.

Sim, vamos fazer uma floresta
Vem, plantar amigos uma festa
Tão rica e modesta
Vamos semear.


Refrão

E por que carga de água eu lembrei-me disto? Olhem... nem eu mesmo sei... um dia, esta música apareceu na minha cabeça... qual pedaço de papel tirado por acaso de uma pilha de papéis de um qualquer sótão empoeirado.

Se quiserem ouvir esta música e recordar os vossos tempos de infância (se esta aconteceu nos anos 70-80), visitem o site http://www.misteriojuvenil.com/ ou, mais diretamente, no YouTube.



Advertência 1: são capazes de sentir uma certa e determinada nostalgia...

Advertência 2: o desenho do Cangurik foi feito por mim, inspirado num desenho que encontrei no Google, mas que não tinha qualidade suficiente para figurar no meu blog.

terça-feira, janeiro 30, 2007

China

O José Sócrates partiu com uma comitiva para a China.
O pior é que parece que ele vai voltar para cá outra vez...

Viagem a Setúbal (Parte VII - e última)

Depois de termos viajado pela imediações de Setúbal, regressámos à cidade propriamente dita, a fim de visitarmos as suas ruas mais típicas. Numa praça bastante ampla encontrámos o Convento de Jesus.

"O Convento de Jesus é um dos marcos principais do estilo manuelino em Portugal. A edificação do convento teve início em 1490 e a obra foi finalizada por volta de 1500. A Igreja do Convento de Jesus destaca-se por ter sido o primeiro ensaio em Portugal de “igreja salão”, com belíssimas colunas torsas."

Estávamos em dezembro, a quinze dias do natal, e tivemos oportunidade de ver alguns simpáticos motards a distribuirem gratuitamente prendas às crianças que passavam, provavelmente com o intuito de limparem uma certa imagem negativa que a sociedade lhes rotulou.

De Setúbal, trouxemos muitas recordações agradáveis: paisagens de cortar a respiração, monumentos imponentes e boas iguarias.

Na viagem de volta, ainda tivemos tempo de parar em Pombal e fazer um ligeiro piquenique junto ao Castelo.


"A memória mais antiga da cidade. Foi mandado construir por Gualdim Pais, cavaleiro da Ordem dos Templários. No século XVI passou a ser residência do alcaide-mor e com as invasões francesas foi arruinado. É hoje uma das mais bem preservadas fortalezas militares do país. O Castelo de Pombal localiza-se, em posição dominante sobre um outeiro, na cidade que lhe dá o nome, em Portugal. Embora se ignore a data precisa, acredita-se que este castelo foi erguido juntamente com outros, à época da Reconquista, no século XII, pelo Mestre do Templo, Gualdim Pais, de acordo com inscrição lapidar datada de 1171, no Castelo de Almourol. Efectivamente o de Pombal obedece às mesmas linhas arquitetónicas características dos templários, presentes nos de Almourol, Idanha, Monsanto, Tomar e Zêzere, seus contemporâneos."

"Embora historicamente não tenha estado diretamente envolvido em campanhas maiores, esteve em alerta quando da contra-ofensiva muçulmana que, no século XII, atacou Santarém e, atravessando a região do Alto Alentejo, assolou Coruche e Abrantes, e de outra, posterior, que atacou Tomar e arrasou Leiria. Em 1334 passou para a Ordem de Cristo e, em 1512, beneficiou de obras de restauro. No contexto da crise de 1383-1385, manteve-se ao lado do Mestre de Avis. Nos séculos seguintes conheceu o abandono que o arruinou, cobrindo-o de extenso matagal. Na década de 1940 foram efetuadas obras de consolidação e restauro, a cargo da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos."

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Monge Organista

O pior foi começar... é evidente que esta febre de publicar desenhos meus a uma velocidade estonteante, não vai durar para sempre... penso até que agora vou fazer um pequeno interregno.
Mas, já andava com uma ideia na minha cabeça há algum tempo e resolvi passá-la ontem para papel digital.

Primeiro, falemos da ideia.

Um monge franciscano, invadido pelo amor que sente pela música, resolve ausentar-se do seu quarto, com um candelabro que lhe ilumina os caminhos pelos corredores escuros e cinzentos do velho mosteiro. O seu destino é uma pequena capela, onde o elemento decorativo mais vistoso é um vitral em forma de cruz. Lá, um órgão espera por alguém que saiba como tirar melodias divinas da sua caixa de madeira. O monge pendura o candelabro, abre o livro com pautas musicais e começa a tocar o "Kyrie Eléison".

Agora, falemos da envolvente deste desenho.

Para começar, "Kyrie Eléison" é uma frase grega que significa "Senhor, tem piedade".

Relativamente ao desenho, e como o anterior, serviram principalmente para testar as potencialidades de uma gadjet que adquiri há dois meses atrás, mas que ainda não tinha dado muito uso. Se quiser saber mais pormenores, visite o site da Wacom Volito 2. E sim... recomendo vivamente este produto.

Desta vez não recorri a digitalizações. Desenhei, colori e apliquei algumas sombras no programa ArtRage2. Se quiser testar este programa, está disponível um download gratuito. É um programa bastante realista e que nos dá a verdadeira sensação de desenhar com lápis, carvão, gouache, canetas de feltro, etc. Depois, dei os acabamentos finais no meu inseparável Photoshop: um toque de sombras aqui e ali, o arco ogival ligeiramente desfocado, o chão rude em pedra e o brilho da vela. O desenho tem muitos mais detalhes do que esta versão mais pequena consegue transmitir. Estou bastante satisfeito com a atmosfera que consegui criar (modéstia à parte).

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Serenata ao Luar

Em tempos disse que iria colocar aqui alguns desenhos de minha autoria. Gosto de cumprir promessas, por isso, aqui fica mais uma contribuição.

Desta feita, e em virtude de umas organizações que fiz no sótão, encontrei esta "preciosidade" desenhada numa folha quadriculada e achei que ela merecia uma "lavagem de cara".

Digitalizei a folha de papel para o Photoshop e acrescentei uma nova layer onde decalquei os traços originais. Depois, foi só colorir e aplicar alguns efeitos.

Espero que gostem.

terça-feira, janeiro 16, 2007

Viagem a Setúbal (Parte VI)

Depois de Sesimbra, aventurámo-nos pela Serra da Arrábida. Imagine-se a ter uma vista priveligiada sobre a península de Troia e de toda a costa de Setúbal, a partir de uma elevação de cerca de 500 metros, junto ao mar.


A estrada é sinuosa, algumas vezes em mau estado, mas a envolvente compensa definitivamente o esforço.


Outro ponto de atracção é o Convento da Arrábida, que não pudemos visitar, mas que conseguímos fotografar à distância.

Outro local emblemático, é o Portinho da Arrábida. Uma pequena praia, um restaurante, o aconchego da Serra da Arrábida e águas límpidas, fazem este lugar bastante aprazível. Porém, o que me cativou mais, foi o contraste da flora laranja que lá encontrei, tendo por cenário o azul esverdeado das águas.


Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...