sexta-feira, janeiro 12, 2007

Viagem a Setúbal (Parte V)

Depois do Cabo Espichel, fomos direitos a Sesimbra, mais concretamente, ao Castelo de Sesimbra.

Chegámos lá na hora do almoço. Do alto do castelo, avista-se a bonita cidade de Sesimbra. Devido à sua excelente localização, o principal ramo de actividade é a pesca. Dizem muito bem dos restaurantes de Sesimbra, no que toca aos pratos confeccionados com peixe. Porém, devido a limites temporais, decidímos fazer um piquenique no castelo e não nos aventurarmos nessas andanças.


O castelo está bem recuperado e a sua envolvente é cuidada com primor. Existem alguns bancos de jardim que convidam a uma tarde bem passada, sentindo a aragem fresca e apreciado o panorama priveligiado.


Já tive oportunidade de mencionar que gosto de candeeiros em geral e de alguns em particular. Este ao qual tirei uma foto, não tem nada de especial (para além de ser um candeeiro), mas aviva algumas recordações de infância. Só assim consigo explicar o fascínio que sinto ao observar estas peças antigas de mobiliário urbano. Se a lâmpada fosse um bocadinho mais redondinha e maior, seria a cereja no topo do bolo.


Deixámos o castelo, sem saber que a parte mais bonita da viagem ainda estava por chegar...

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Camões, a Revolucionária

Iniciei uma amiga minha na esfera bloggista... não deixem de visitar o site de: Camões, a Revolucionária. Coloquei uma entrada permanente para o seu blog em "Blogs de Amigos".

Tendo em conta a velocidade a que ela coloca posts, garanto-vos que em dois dias e meio, ela consegue ter um blog mais preenchido do que o meu foi durante estes oito meses! Parabéns e bem-vinda, amiga A. C.!

terça-feira, janeiro 09, 2007

Apocalypto

Ontem resolvi ir ver o novo filme de Mel Gibson: "Apocalypto". Fiz-me acompanhar pelo meu amigo e colega de trabalho P. S..

A estória é relativamente simples. Tendo por cenário a civilização Maia, este filme conta-nos a existência idílica de um homem (Jaguar Paw - Garra de Jaguar) e da sua tribo. Num dado momento, a tribo é brutalmente dominada por uma força invasiva. Este evento marca o início de uma jornada perigosa, que os conduz a um mundo governado pelo medo e pela opressão. Aí seriam sacrificados com o intuito de apaziguarem a ira divina. Por um acaso do destino - e guiado pelo amor que o une à sua família - Garra de Jaguar consegue fugir e tenta voltar para junto da sua mulher e do seu filho. Nesta viagem de regresso, o herói sofre uma transformação interior, que o impele a tentar reencontrar o paraíso perdido.

Considero Mel Gibson um bom realizador de cinema. Podem acusá-lo de fazer filmes violentos, o que não deixa de ser verdade, mas todos eles têm uma qualidade inquestionável: Braveheart, A Paixão de Cristo e Apocalypto.

A favor de Apocalypto temos: a prodigiosa fotografia, a montagem carregada de adrenalina, o desempenho dos actores (muitos deles nunca tinham entrado num filme), a caracterização dos personagens, o guarda-roupa, os diálogos em Yucatec (Maia) e o ambiente do filme. Tudo se conjuga para tornar a estória bastante credível.

Falando em desempenho dos actores, tenho de nomear a interpretação da pequena Maria Isidra Hoil, com apenas sete anos, no papel de Oracle Girl - a Menina do Oráculo. A sua interpretação resume-se a três intensos minutos, onde os seus movimentos, a sua expressão e o seu discurso transmitem toda a emoção que apenas uma grande actriz consegue transmitir.

Sobre ela, escrevem isto: "... vive na pequena aldeia Maia de Campamento em Quintana Roo, Yucatan, e fala apenas a língua Maia. A sua vivência aquando da audição para Apocalypto foi um abrir de olhos para a menina de sete anos de idade. Ela nunca tinha visto um carro, um avião, nunca tinha comido arroz, ou dormido num hotel, ou visto um chão que não fosse coberto de terra. Maria nunca participou em nenhum filme e esta é a sua primeira representação".

Contra Apocalypto: não existe nada verdadeiramente contra. Existem alguns erros desculpáveis: um fenómeno astronómico que costuma demorar horas a demorar alguns segundos no filme e um coração que, embora arrancado com as mãos, mostra cortes cirúrgicos nas veias e artérias. Este último ponto leva-me a dizer que o filme não é excessivamente violento. Está, provavelmente, ao nível de Braveheart, no que toca a violência.

Sem dúvida, um filme a não perder.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Viagem a Setúbal (Parte IV)

Do quarto do hotel avistava-se uma construção no topo de um monte, que calculámos ser o Castelo de Palmela. Por isso, foi relativamente fácil planear a primeira paragem daquele dia.

Sede da Ordem de Santiago na Baixa Idade Média, e ponto fundamental na história militar do reino de Portugal, sabe-se, hoje, que a sua relevância no contexto regional é bem mais antiga, recuando ao período romano.

Do castelo, avistam-se todas as terras que circundam Palmela (Montijo, Marateca, Setúbal, Pinhal Novo, etc.). Sabendo deste facto, os "guardiões do castelo" resolveram colocar um miradouro num dos terraços.

De Palmela, dirigimo-nos para o Cabo Espichel. Lá chegados, deparámo-nos com o Santuário de Nossa Senhora do Cabo (século XVII). A fotografia que se segue, foi tirada a partir de um cruzeiro. Aquilo que se vê de cada lado do terraço, são antigas hospedarias.

Posso dizer que foi aqui, no Cabo Espichel, que senti pela primeira vez vertigens. A terra afunda-se aos nossos pés, em precipícios que nos cortam a respiração. Só em fotografias panorâmicas é que se consegue fazer juz a este local.

Lá ao fundo, um mar completamente mudo (quase não se consegue ouvir o rebentamento das ondas devido à altura a que nos encontramos).

"Água mole em pedra dura, tanto bate, até que fura". Conseguem pensar num ditado melhor para ilustrar a fotografia que se segue? Esclareço que se trata de uma foto macro. O buraco na rocha tinha cerca de 2 centímetros de diâmetro.

O Cabo Espichel é um excelente local para se dar uma aula de geologia. Os estratos rochosos mostram toda a sua beleza nas vertentes atingidas por sucessivas derrocadas.

quinta-feira, janeiro 04, 2007

E o improvável aconteceu...

Bem... isto não é propriamente um Blog Update, mas anda lá perto.

Finalmente tive tempo de criar uma página pessoal, há muito tempo adiada. Faz lembrar aquela célebre máxima: "Em casa de ferreiro, espeto de pau". Convertida para a minha situação: "Em casa de Web Designer, a sua (do Web Designer) página pessoal é o ítem com prioridade mais baixa".

Se quiser visitar este meu novo espaço na Web, dê um salto a http://www.fe.up.pt/~vitor/.

É evidente que este Blog continuará a ser o local priveligiado para a divulgação de novos conteúdos. A página pessoal terá um carácter mais oficial, disponibilizando o meu curriculum vitae actualizado.


A fotografia da página principal foi tirada em frente a uma formação rochosa do Cabo Espichel.

E agora, permitam-me deixar aqui algumas considerações técnicas. Leia-se: se não for um tecnomaníaco, pode passar para a leitura do próximo post.

Como podem reparar, tive a preocupação de tornar a minha página pessoal up-to-date com os standards mais actuais da World Wide Web. Nomeadamente, XHTML 1.0 Strict para o código fonte, Cascading Stile Sheets Level 2 para a formatação do documento e o nível AAA (o máximo) em conformidade com as Web Content Accessibility Guidelines 1.0. Relativamente a este último ponto, testei as minhas páginas no Watchfire WebXACT e no Web@x (O índice Web@x resulta da utilização do algoritmo de análise de Acessibilidade Web, eXaminator), onde obtive uma pontuação de 9.8 (em 10). Ainda no que toca a acessibilidade e usabilidade, acrescentei alguns melhoramentos para browsers de texto (que não aparecem na versão gráfica), utilizei access keys para cada um dos ítens do menu principal, relacionei as páginas entre si utilizando uma estrutura de previous e next especificadas na tag LINK e dotei cada uma das páginas com meta informação relativamente à língua utilizada, nome do autor, descrição do seu conteúdo e palavras-chave. O layout foi feito sem recorrer a tabelas e todo e qualquer atributo de formatação vem especificado na CSS e não no código. Já me acusaram de ser muito perfeccionista, mas nunca poderia exigir aos outros aquilo que eu próprio não praticasse!

terça-feira, janeiro 02, 2007

Viagem a Setúbal (Parte III)

Não efectuámos mais paragens pelo caminho até chegarmos a Setúbal. O pôr-do-sol coincidiu com a travessia da Ponte Vasco da Gama. Ainda conseguímos tirar algumas fotografias (em andamento), à planície onde corre o Tejo.

Fizemos o check-in e partimos à descoberta da cidade de Setúbal. É uma típica metrópole, com os seus problemas de planeamento urbanístico, o caos do trânsito, a poluição, etc. Mas também é tocada pelo seu rico património histórico e por importantes obras de requalificação urbana, das quais destaco a fonte luminosa dos golfinhos (uma alusão à colónia destes mamíferos aquáticos que teima em viver nas águas poluídas do rio Sado), na Avenida Luisa Todi (cantora lírica de renome mundial, nascida em Setúbal e que viveu entre 1753 e 1833).

É também ao longo desta Avenida que podemos encontrar a maior parte das atracções turísticas da cidade de Setúbal: a estátua de Bocage (também nascido em Setúbal), a Igreja de S. Julião, etc. e os restaurantes melhor referenciados. Optámos pelo "O Novo 10", onde comemos uma "Açorda de Marisco" e "Bacalhau na Brasa". Tudo foi bem servido, o que justifica a quantidade de pessoas que o escolheram para jantar.

O estaleiro naval e a Portucel dominam parte da paisagem. Setúbal é sem dúvida uma terra de contrastes: parque natural, indústria e metrópole.


Uma vista nocturna sobre o estaleiro...


A Serra da Arrábida aparece majestosa como parte integrante desta moldura iluminada pelos últimos raios de sol.


No dia seguinte, partiríamos à descoberta de belezas naturais. No nosso roteiro figuravam a Serra da Arrábida, o Cabo Espichel, Sesimbra e mais que o leitor brevemente descobrirá.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Viagem a Setúbal (Parte II)

Depois do almoço no Pizza Hut do Continente de Leiria, fizémo-nos de novo à estrada.

Ao virar uma curva, sou surpreendido por um monumento... só tive tempo de dizer "Uou!". A A. M. disse: "É o Mosteiro da Batalha"!

O Convento de Santa Maria da Vitória (também conhecido como Mosteiro da Batalha), situa-se na Batalha, Portugal e foi mandado edificar por D. João I, como agradecimento do auxílio divino e celebração da vitória na Batalha de Aljubarrota. Em 1388 já ali viviam os primeiros Dominicanos.

"Temos de parar aqui"! - disse eu. Estacionámos o carro nesta pequena vila, onde a macrocefalia é de certeza o Convento de Santa Maria da Vitória... porque pouco mais há para além deste.

A primeira coisa em que se repara, é na estátua equestre de D. Nuno Álvares Pereira.

O Convento é simplesmente impressionante. O seu traçado combina vários estilos: gótico, manuelino e revivalista (neo-gótico).

No seu interior, visitámos a Capela do Fundador, onde se encontram sepultados D. João I e D. Filipa de Lencastre, num túmulo que ocupa a parte central da capela. À sua volta, também se encontram sepultados em nichos nas paredes: o regente D. Pedro e D. Isabel de Aragão, sua mulher; D. Henrique, o Navegador; D. João; D. Fernando, o Infante Santo; D. Afonso V, D. João II e Infante D. Afonso. Os vitrais são simplesmente magníficos. Têm, na sua decoração, motivos heráldicos.

O Interior do convento é dominado pelo seu traçado esguio e vertical. Faz-nos sentir verdadeiramente a magestuosidade do local.

Sem dúvida alguma, uma visita que recomendo.

Tudo isto auspiciava um fim-de-semana em pleno... se a viagem já nos tinha dado tanto de bom!

Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...