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quinta-feira, maio 15, 2008

Inteligência ao volante (?)

Desde que conduzo que gosto de observar o comportamento de outros condutores ao volante. Até já escrevi um post sobre isso. Mas... ultimamente ainda me causa mais espécie! Toda essa quantidade de hormonas podia ser canalizada para outras actividades mais divertidas e desviada do comportamento agressivo ao volante. Essas pessoas ainda não se deram conta do preço a que os combustíveis estão? Parece que não!

Alguém que conheça o bom xico-espertismo português poderá refutar... uma grande parte dos condutores agressivos está a marimbar-se para o preço dos combustíveis uma vez que está a conduzir, possivelmente, o carro da firma e, logo, não é ele que paga a factura. Deveria, neste caso, a razão, o bom senso e a inteligência lembrar a essas pessoas que a firma que paga a factura do combustível é também a mesma que lhes paga o salário ao fim do mês... e poderá não haver no futuro dinheiro para uma das duas coisas (ou, no cenário mais pessimista, para nenhuma delas!).

Uma condução defensiva, equilibrada, sem arranques bruscos, sem acelerações desmesuradas e sem velocidades vertiginosas faz cada vez mais sentido para os nossos bolsos; como faz também cada vez mais sentido utilizar os automóveis e similares apenas para o indispensável.

Para pensar também: onde vamos nós adquirir o combustível? A quem nos faz mais barato ou a quem faz tudo para o colocar mais caro? Não nos iludamos com promoções, talões, cartões de fidelização e o diabo a quatro! Façam as contas e utilizem o combustível que for mais barato! Só assim poderemos lutar contra o cartel vigente entre as principais petrolíferas que, curiosamente, continuam a ter lucros astronómicos... adivinhem à custa de quem.

Um pouco de inteligência nestes tempos difíceis vinha mesmo a calhar para certas pessoas, não acham?

terça-feira, abril 08, 2008

O Jogo da Ministra

É sabido que os professores têm de enfrentar inúmeros problemas na sua vida profissional: salários baixos, alunos mal-educados, fracas condições para leccionarem, estarem deslocados da sua residência e ainda terem de aturar as leis absurdas do Ministério da Educação.

Uma forma de aliviarem o stress de mais um dia de trabalho, será jogarem este simpático joguinho e, desta forma, retaliarem contra o último ponto do parágrafo acima.

O meu record actual: 4314. Bons jogos!

sexta-feira, março 07, 2008

Todos a Lisboa!

Está indeciso? Não fique!
O tempo vai estar bom, vai poder confraternizar, vai poder viver o dia da mulher de forma diferente, vai poder lutar contra a incompetência das leis que se fazem nos gabinetes, vai poder lutar contra a teimosia, casmurrice e autismo, vai poder dizer não a leis feitas em cima do joelho, vai poder opôr-se aos entraves das progressões na carreira e vai poder mostrar que os PROFESSORES, quando querem, são unidos e lutam pelos seus direitos primários até às últimas consequências.
Só há uma opção: RUMAR A LISBOA! Fazer do dia 8 de Março um dia memorável para a democracia portuguesa. O dia em que se poderá provar ao governo que uma maioria absoluta não dá o direito de fechar os ouvidos ao povo durante 4 anos.
Uma reforma nas escolas não se faz dentro de um gabinete ministerial, com leis feitas à pressa e impostas às escolas sem que hajam as condições mínimas para as implementar. As reformas fazem-se com tempo, com estudos, com implementações-piloto que permitam corrigir as eventuais falhas antes de se passar à generalidade das escolas.
E dou aqui outra ideia. Quem não puder ir a Lisboa, reúna-se a outros professores e rumem à Câmara Municipal que estiver mais perto! Que a marcha da indignação em Lisboa se faça sentir, também em outros focos por todo o país. Seria bonito ver a praça da Liberdade no Porto servir de palco a outra marcha tão grande ou maior que a de Lisboa!
Lutem pelos vossos direitos! A razão está do vosso lado!
Tenho dito.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Prioridades...

O desemprego em Portugal atingiu uma das maiores taxas de sempre.
Existe descontentamento na carreira docente com as recentes leis do governo.
O preço do pão pode vir a subir cerca de 50% nos próximos tempos.
Os bancos têm lucros milionários mas admitem subidas nas taxas de juro.
Belmiro de Azevedo critica o governo por abusar dos impostos e, com isso, asfixiar a economia.
As scuts vão passar a ter portagens a partir do verão.

Luís Filipe Menezes diz que, se for Primeiro Ministro, acabará com a Publicidade na RTP.

Não há nada como prioridades, realmente.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

Gipsy Kings - Discografia Parte I

Neste post vou tentar fazer uma crítica à discografia dos Gipsy Kings. E por que é que são chamados Gipsy Kings? "Gipsy" porque obviamente são todos de etnia cigana e cantam/tocam música cigana. "Kings" é um bom trocadilho com o apelido de família de um dos grupos de irmãos: Reyes, que, em castelhano significa "Reis".

Gipsy Kings (1988)

O primeiro álbum dos Gipsy Kings. E que primeiro álbum! Está cheio de sucessos que praticamente todos conhecem, como "Bamboleo", "A Mi Manera" e "Djobi Djoba". Nicolas Reyes destaca-se como vocalista e Tonino Baliardo destaca-se desde já como um excelente guitarrista (por exemplo, em "Duende"). Do ponto de vista instrumental, não fogem muito das raízes ciganas: o uso de instrumentos electrónicos é comedido na maior parte das músicas, mas evidente em "Bem, Bem, Maria".

Vou aproveitar este primeiro álbum para falar de Tonino Baliardo. Tonino Baliardo casou-se com a neta de Manitas de Plata. Da família, herdou com toda a certeza o virtuosismo de tocar guitarra de ouvido, já que não lê nem escreve música. Mas, ao contrário de Manitas de Plata, Tonino não é tão "rendilhado" quando toca. Prefere inventar, a meu ver, melodias mais ricas, não recorrendo tanto aos floreados típicos do flamenco. É (juntamente com outro membro dos Gipsy Kings que falarei mais adiante) a alma e a razão do sucesso deste grupo.

  • Bamboleo
  • Tu Quieres Volver
  • Moorea (Instrumental)
  • Bem, Bem, Maria
  • Un Amor
  • Inspiration (Instrumental)
  • A Mi Manera (My Way)
  • Djobi Djoba
  • Faena (Instrumental)
  • Quiero Saber
  • Amor, Amor
  • Duende (Instrumental)

Mosaïque (1989)

Um ano depois, aparece este álbum, de características ligeiramente diferentes a nível de sonoridade. Os volteios electrónicos aparecem mais vezes, nem sempre com o melhor resultado. Mesmo nestas circunstâncias, a guitarra de Tonino salva sempre qualquer música.


De destacar "Passion" e "Trista Pena" no lado mais melancólico; no lado mais alegre, destacam-se "Soy" e "Volare".

  • Caminando Por La Calle
  • Viento Del Arena
  • Mosaïque(Instrumental)
  • Camino
  • Passion (Instrumental)
  • Soy
  • Volare
  • Trista Pena
  • Liberté(Instrumental)
  • Serana
  • Bossamba (Instrumental)
  • Vamos A Bailar (Ao Vivo)

Allegria (1990)

Allegria foi editado em alguns países com a inclusão das músicas de "Luna de Fuego". Colocarei aqui aquelas músicas que não entram no álbum "Luna de Fuego". Este álbum e o seguinte voltam às raízes da música cigana a nível instrumental e de vozes. Possivelmente seriam gravações anteriores ao primeiro álbum oficial, que foram enviadas para o mercado quando este já estava "preparado" para ouvir este tipo de sonoridade... ou talvez não... uma vez que são álbuns relativamente desconhecidos no circuito comercial.

  • Pena Penita
  • Solituda
  • La Dona
  • Allegria
  • Un Amor
  • Papa, No Pega La Mama
  • Sueño
  • Tristessa

Destaco deste disco a música "Allegria".

Luna de Fuego (1990)

Quanto a mim, este é um dos melhores álbuns dos Gipsy Kings. Por vários motivos! O primeiro, é ter como vocalista na maior parte das músicas Canut Reyes e não Nicolas Reyes. Não desfazendo o segundo, aprecio muito mais a voz de Canut. É muito mais "gitana" que a de Nicolas. Ao bom estilo purista, neste álbum só existem guitarras, claps (bater de palmas intercaladas) e um cajón (uma caixa de percussão). As músicas são frenéticas ao ponto de nos apetecer largar tudo e dançar ao ritmo daquele som inebriante. A atmosfera da gravação faz-nos sentir verdadeiramente dentro de uma fiesta gitana.

  • Amor D'Un Dia
  • Luna de Fuego (Instrumental)
  • Calaverada
  • Galaxia (Instrumental)
  • Ruptura
  • Gipsyrock (Instrumental)
  • Viento del Arena
  • Princessa
  • Olvidado (Instrumental)
  • Ciento

Destaco "Luna de Fuego", "Galaxia" e "Olvidado" como autênticos hinos à excelência de tocar guitarra. "Amor D'Un Dia" adapta-se perfeitamente ao perfil de voz de Canut.

terça-feira, janeiro 08, 2008

Uma Verdade Inconveniente

Comecei a ver anteontem o DVD deste filme, onde a estrela principal é Al Gore, "conhecido antigamente como o próximo Presidente dos Estados Unidos da América". É um filme muito bem feito, onde se aborda a influência da poluição provocada pela humanidade no Planeta Terra. Os conceitos são apresentados com simplicidade num slideshow excelente, durante uma palestra de Al Gore. Os dotes oratórios de Al Gore são óbvios. De vez em quando, temos alguns flashbacks dos momentos cruciais da vida de Al Gore e os motivos que o levaram a despertar a sua consciência para os problemas ambientais.

A minha consciência também estava relativamente desperta em termos ambientais, mas este filme veio com toda a certeza reforçar essa consciência. O que vou dizer a seguir pode parecer um lugar comum, mas é a verdade: nos pequenos actos do nosso dia-a-dia, podemos fazer a diferença.

Ao ver o filme interroguei-me: se Al Gore tivesse ganho as eleições a George Bush, o mundo estaria melhor do que o que está, a nível económico, militar e ambiental? Podemos ter perdido um bom Presidente... mas nunca perdemos um excelente defensor das causas ambientais.

sexta-feira, novembro 23, 2007

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Epílogo

O telefonema da TMN era para me avisar que qualquer anomalia que tivesse com o portátil, teria de o levar à Fujitsu-Siemens para eles resolverem a situação. Voltei a explicar pela enésima vez que o computador estava (e está) a funcionar perfeitamente. O problema era mesmo da placa... e que me vi forçado a passear por duas lojas da TMN e pelo atendimento telefónico sem que ninguém conseguisse resolver cabalmente o problema... que só ao fim de três placas é que me calhou uma que funcionasse... que tive de ser eu a pô-la a funcionar. Disse-me a menina: "Lamentamos esta situação". Respondi: "Pode crer que eu também lamento". Agora que escrevo isto, lembro-me daquela frase dos Gatos Fedorentos que surte um efeito negativo quando dita num velório, mas que aqui resulta às mil maravilhas: "Tudo isto é extremamente lamentável".

sexta-feira, novembro 16, 2007

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Parte IV

Ao ir de carro para casa, uma ideia não me saía da cabeça: "a placa conseguiu funcionar na loja... deve ser uma questão de tentar fazer um hard reset à placa e seguir muito bem os passos de instalação".

Dito e feito. Eis como procedi:
  • Retirei a bateria da placa e esperei 5 segundos (chamem-me picuínhas... mas é uma forma de ter a certeza que já não existe o mínimo de electricidade nos circuitos);
  • Liguei a placa a uma das portas USB e esperei. A diferença relativamente às placas defeituosas foi óbvia. O computador reconheceu um drive externo e instalou o software que vem na memória da placa. Se isso não acontecer consigo, procure uma nova drive no computador e clique em "autorun.exe".
  • O software instalou devidamente. Depois, apareceu uma janela que dizia para retirar quaisquer discos ligados ao computador e premir o botão que finaliza a instalação.
  • Retirei a placa do computador e premi o botão para finalizar a instalação.
  • O computador fez reboot.
  • Ao iniciar, voltei a colocar a placa na mesma porta USB e tive de cancelar uma nova execução do programa de instalação do software da placa.
  • Ainda tive de cancelar um programa de desinstalação do software da placa.
  • Cliquei no ícone com o símbolo da TMN que, durante a instalação apareceu no desktop e abriu-se o software que permite o acesso à Internet.
  • Esperei que no interface do software fosse indicado "P TMN" e "UMTS".
  • Cliquei no ícone que permite o acesso à Internet e premi o botão "Ligar Agora".
  • Finalmente a ligação estabeleceu-se.
  • O Vista perguntou-me se estava em casa, num local público ou no trabalho.
  • Escolhi a opção casa e a partir daí fiquei com acesso à Internet.

Se a vossa placa não se comportar da forma que descrevi e se tiverem testado com sucesso as portas USB do vosso computador com outros dispositivos (ratos, teclados, discos externos, impressoras, máquinas fotográficas, etc.), muito provavelmente o problema é da placa de acesso à banda larga e não do computador. Exijam que vos substituam a placa. Só em último caso é que se poderá admitir uma avaria nas portas USB do computador. Isto é uma opinião pessoal: dou mais credibilidade à Toshiba e à Fujitsu-Siemens do que à ZTE, TZE, EZT ou lá como se chama a placa chinesa; nisso e no facto de nunca me ter deparado com uma porta USB que funcionasse mal. Mas isto, como digo, é uma opinião pessoal.

Hoje a TMN já tentou contactar-me, penso eu, em virtude da minha sugestão/reclamação na loja. Vou dar-lhes conhecimento dos últimos desenvolvimentos e esperar que outros utilizadores não tenham que penar como eu penei.

Do ponto de vista económico, a venda de um pequeno número de placas chinesas de um determinado lote é capaz de compensar o rácio de placas defeituosas desse lote e os aborrecimentos que as pessoas que estão a dar a cara nas lojas TMN e os clientes têm.

Numa sociedade competitiva e globalizante, às vezes compensa espremer os custos e vender material de fraca qualidade... os lucros, mesmo assim, podem compensar. Mas, compensará a imagem com que o cliente fica das marcas? Neste caso, da TMN e da ZTE?

Quem for curioso, vá ao Site Meter ver no menu "Referrals" quais os assuntos que as pessoas pesquisaram e que os levou às minhas páginas: ZTE, Drivers, Vista, TMN, problemas... imagino a quantidade de pessoas que estará a passar pelo mesmo. Imagino também que este pacote e.Escola da TMN foi planeado em cima do joelho... ou talvez não... já que os clientes são forçados, ao aderirem ao programa, a ter aquela placa e a fidelizarem-se por um período de 36 meses.

Cala-te e come.

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Parte III

A menina do atendimento dirigiu-se novamente ao armazém.

Passaram-se poucos segundos até ela voltar acompanhada por uma pessoa que julguei ser a gerente da loja... por estar mais bem vestida e por ser uma aspirante a diplomata. Cumprimentou-me e fez-me contar pela... quinta vez todas as peripécias relacionadas com a placa chinesa.
- "Sabe, nós aqui não temos conhecimentos técnicos para resolver o seu problema. Aquilo que os funcionários sabem, muitas vezes é por carolice. Nós só estamos especializados em vender telemóveis. Fizemos há pouco tempo um acordo com a PC Clinic para que eles resolvessem este tipo de problemas. O senhor leva o seu PC lá e eles resolvem-lhe a anomalia".
- "Mas o meu PC não tem nada! Está a funcionar perfeitamente! O problema é da placa"!
- "Mas disseram-me que já tentaram com a placa aqui da loja e também não funcionou"...
- "E a placa que vocês têm é nova"?
- "É uma placa nova, é"!
- "E não poderei experimentar outra placa"?
- "Uma placa diferente da sua"?
- "Não! Outra placa nova igual à minha... pode ser que eu esteja com tanto azar que mesmo a placa "nova" que vocês trouxeram agora também tenha defeito"!
- "Quer experimentar outra placa"?
- "Sim"...
- "Um momento"...
A gerente lá foi buscar outra placa, que desembrulhou à minha frente. Esta vinha com celofane. A outra placa "nova" veio sem celofane do armazém.

Ao instalar esta terceira placa, o computador comportou-se de forma diferente. Reconheceu (finalmente) o dispositivo e instalou o software de acesso à Banda Larga TMN. Infelizmente, sei agora, a menina do atendimento deixou ficar a placa ligada depois de carregar no botão para finalizar a instalação. Este foi um passo errado na instalação da placa. Não me apercebi do facto porque não consegui ler as letras da janela do programa de instalação. Ela foi demasiado rápida a clicar no botão "Finalizar".

Fiquei convencido que a placa seria correctamente instalada e mandei uma boca que fez rir quem estava na loja:
-"Pois é... vocês adquiriram placas chinesas... não admira que só 25% (*) delas funcionem"!
A gerente ficou visivelmente perturbada quer com a minha boca quer com o facto de à terceira placa as coisas terem-se comportado de forma diferente.

O que é certo, é que continuava a dar hardware desconhecido. Ainda tentei desinstalar tudo e instalar novamente, mas não consegui. Também aqui cometi um erro... deveria ter retirado a bateria da placa para que ela fizesse um hard reset...

Perante tudo isto, a gerente sugeriu-me que iria agendar uma hora na PC Clinic para que eu pudesse levar lá o meu computador (e ela a insistir com o computador!). Pergunta a outra menina da loja à gerente:
- "E eles na PC Clinic também têm placas, se o problema for da placa"?
- "Não... eles lá só reparam computadores... se for da placa, tem de vir cá para nós fornecermos outra placa".
Já estava a ver o filme todo...
Lá agendou com a PC Clinic a dita "reparação", ficando com o meu contacto. Isto passou-se no dia 14 de Novembro de 2007. Hoje, 16 de Novembro de 2007 ainda não tive nenhum contacto da PC Clinic...
- "E diga-me uma coisa... se entretanto passar um mês, não sou obrigado a pagar a mensalidade da banda larga, pois não"?
- "Não. Essa placa é pré-paga. Só terá de começar a pagar as mensalidades depois de efectuar dowloads ou uploads com ela".
- "E durante quanto tempo posso trocar uma placa por uma nova sem que esta vá para reparação"?
- "Um mês".
- "Ora bem... já não vou escrever no vosso livro de reclamações, mas quero preencher o vosso formulário de sugestões/reclamações, porque me desagradou totalmente a forma como a TMN dá o suporte pós-venda no programa e.Escola.

A gerente imprimiu o formulário e não saiu da minha beira enquanto eu escrevi o seguinte:
"Venho, por este meio, fazer uma reclamação sobre a forma como o serviço pós-venda dos computadores no âmbito do programa e.Escola é feito. Nomeadamente, não existe um atendimento eficaz por parte das pessoas das lojas TMN por falta de conhecimentos. No meu caso em particular, vi-me forçado a tratar de um assunto relacionado com a placa de banda larga da seguinte maneira: atendimento telefónico por três vezes para o 12 030 sem resultados satisfatórios que conduziram a pessoa do atendimento a encaminhar-me para uma loja TMN do Norte Shopping para substituição da placa. Por falta de placas, esta encaminhou-me para a loja TMN do Arrábida Shopping onde também não resolveram o problema por substituição da placa. Só aí é que foi informado sobre o facto de ter de enviar o meu computador à PC Clinic, porque só aí haveria pessoal qualificado para resolver a situação. O meu desagrado não vai directamente para o atendimento da loja TMN do Arrábida Shopping mas antes para forma como a TMN não consegue lidar de forma satisfatória com problemas relacionados com o programa e.Escola para o qual concorreu e presta serviços. Com votos que de futuro estas situações sejam previstas com o mínimo de incómodos para os clientes, cumprimentos"...

Lá fui para casa, com a terceira placa na minha posse e convencido que a conseguiria pôr a funcionar... porque a última coisa que eu queria é que andassem a arranjar um computador perfeitamente funcional.

Não percam a quarta e última parte desta empolgante telenovela. Só aí ficarão a saber como consegui resolver a situação!

(*) A estatística está mal feita, eu sei. Para uma amostra de três placas de banda larga (que é uma amostra manifestamente reduzida), se só uma funciona, deveria dar um rácio de 33% para placas de banda larga sem defeito. Contudo, aplicando o senso comum e tendo em conta que se tratam de placas chinesas, convém introduzir um factor de ajuste (também denominado de coeficiente de cagaço) de -8%, perfazendo um total de 25%.

quinta-feira, novembro 15, 2007

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Parte II

Eis então que chega o momento de instalar a Placa de Banda Larga da TMN: ZTE MF620. Ficou o caldo entornado. As instruções estão escritas num português duvidoso, o que até tem uma certa piada, porque a placa é fornecida no âmbito programa e.Escola.

Durante a instalação infrutífera, a placa não teve o comportamento previsto nas instruções. Lia-se nestas algo parecido com: "para dúvidas sobre a instalação, consulte a nossa Hot Line". O número da Hot Line é estrangeiro, por isso, fiquei com receio de ser atendido por um Chinês.

Como eu não percebo bolha de Mandarim, resolvi confiar mais no número de apoio da TMN, que também vinha indicado: o 12 030. Nas opções, escolhi "5" e sou atendido por alguém (cerca de 5 minutos depois) que me aconselha a ter a placa ligada ao computador durante 1,5 horas para carregar a bateria. Assim fiz. Voltei a ligar para o número de apoio da TMN e desta vez tive de esperar cerca de 7 minutos. A pessoa do outro lado pareceu-me mais entendida e tentámos várias coisas: põe placa, tira placa, põe bateria, tira bateria, põe cartão, tira cartão, instala a placa num PC com Windows XP... nada... a placa estava mesmo mortinha e o computador não conseguia reconhecer o dispositivo. Perguntava sempre por um CD de acompanhamento do Hardware, coisa que não existe.

A dada altura, a pessoa do atendimento sugere que eu me desloque a uma loja oficial TMN para que me substituam a placa, já que o erro parece ser da placa. Perguntaram-me de onde era e de entre as escolhas que me deram, disseram-me que me poderia deslocar à loja do Norte Shopping.

No outro dia, dirijo-me à loja do Norte Shopping, contei-lhes o que se tinha passado e pedi que me trocassem a placa. Depois de irem ver ao armazém, disseram:
- "Olhe... só temos esta embalagem aberta com uma placa... mas não sabemos se já foi utilizada, ou se está avariada... mas se quiser levar...".
Eu respondi:
- "Não... acho melhor trocar esta por uma equivalente, ou seja... nova... onde posso arranjar isso"?
Disseram-me:
- "Tem a loja tal com x placas, a loja tal com y placas e a loja TMN do Arrábida Shopping com 24 placas".
Perguntei eu:
- "Então se eu me deslocar à loja TMN do Arrábida Shopping eles resolvem-me o problema"? Retorquiram:
- "Sim"!

No fim do dia de trabalho, desloquei-me à loja TMN do Arrábida Shopping e contei, pela quarta vez, todas as minhas peripécias:
- "...e disseram-me que poderia trocar aqui a minha placa, uma vez que vocês têm 24 placas".
Antes disso, tentaram a todo o custo instalar a minha placa defeituosa no computador, sem sucesso, repetindo todos os passos que eu já tinha feito anteriormente. A dada altura, diz a menina da loja:
- "Olhe... nós não temos capacidade para lhe resolver o problema... vai ter de ir à TMN da Boavista para que eles possam reparar a placa".
Aí, eu explodi:
- "Desculpe lá! Do Norte Shopping mandam-me para aqui... e agora vocês mandam-me para a Boavista? A placa não tem que ser arranjada! A placa tem que ser substituída, uma vez que tem menos de um mês nas minhas mãos! Eu quero que me substituam a placa"!
Outra menina da loja, talvez mais importante, perguntou à primeira o que é que eu queria. Foram as duas ao armazém e lá vieram com uma placa "nova". É evidente que as meninas da loja não percebiam muito das novas tecnologias e tiveram que pedir a ajuda de um terceiro funcionário que já estava a atender um cliente com um problema semelhante ao meu. A placa "nova" teve o mesmo comportamento da minha placa defeituosa.

Perante o meu olhar furibundo, uma cliente de meia idade veio ter comigo e disse:
- "Esse computador tem Windows Vista, não tem? É do Programa e.Escola, não é? Está com problemas na placa de rede, não está? Pois é... essas placas não costumam funcionar... tenho vários colegas com o mesmo problema"!
Fiquei de rastos e pensei que não seria naquele dia que teria o meu problema resolvido.
Depois de várias tentativas, eles acabam por me dizer:
- "Olhe... o seu computador também não funciona com esta placa. Deve ser um defeito do computador"!
- "Olhe que não! Essas portas USB estão a funcionar direitinho! Já liguei sem problemas um rato sem fios e um disco externo... o problema é da placa"...
- "Mas nós não temos os conhecimentos técnicos para lhe resolver este problema... vai ter que levar o computador e a placa à PC Clinic do Norte Shopping. A TMN fez um acordo com esta empresa para este tipo de problemas".
- "Então, por favor... vocês têm Livro de Reclamações"?
- "...temos"...
- "Queria escrever no Livro de Reclamações, por favor"...
- "Um momento"...

Não percam o próximo empolgante episódio!

Programa e.escola da TMN (quase uma telenovela) - Parte I

A minha namorada A. M. aderiu ao Programa e.Escola por intermédio da TMN. O computador Fujitsu-Siemens Esprimo 5515 foi entregue no passado dia 6 de Novembro. Colocá-lo a funcionar foi fácil, embora este necessitasse de muitas actualizações quer do Windows Vista e Office (através do Windows Update), quer dos drivers da placa gráfica (que de fábrica só suportava uma resolução de 1024x768, quando o computador possui um monitor de 1280x800).

Aconselho a fazerem as actualizações a partir da rede Wireless da vossa escola e não através da placa de rede da TMN, porque senão, quase que se vai o plafond de um mês de navegação. Para as actualizações do Vista e do Office, acedam ao Windows Update através do ícone respectivo disponível a partir do menu Iniciar. Para as actualizações dos drivers, aconselho uma visita ao site da Fujitsu-Siemens (http://support.fujitsu-siemens.com/com/support/downloads.html).

O computador trazia um software da TMN instalado, apelidado de Super SMS, e que prometia enviar SMS's grátis até 31 de Outubro de 2007 (sim... leram bem... o período grátis acabou antes da entrega do computador; suponho que muitas pessoas ao lerem a palavra GRÁTIS acabarão por não notar a validade da oferta). Escusado será dizer que foi a primeira coisa que desinstalei, até porque a activação do serviço implica pagar €3 por mês para ter SMS's ilimitados.

O computador também traz um software Anti-Virus da Symantec, mas só é válido por 90 dias. Depois disso é a pagantes. Uma boa opção FreeWare é o AVG Anti-Virus Free Edition (http://free.grisoft.com/doc/5390/us/frt/0?prd=aff).

De resto, o computador parece robusto e fiável. Assim fosse robusta e fiável a placa de banda larga da TMN que acompanhava o pacote, que tantas dores de cabeça me deu. Em breve colocarei a segunda parte desta telenovela, que carinhosamente dedicarei integralmente à placa de banda larga ZTE MF620 e ao Suporte da TMN.

"Me aguardem" e aprendam com as experiências dos outros...

segunda-feira, outubro 22, 2007

Maternidades do Século XXI

O Governo encerrou várias maternidades alegadamente pela falta de condições que estas ofereciam às utentes. Por outro lado, desde que esta medida entrou em vigor (há menos de um ano), já nasceram 100 crianças em ambulâncias ou carros dos bombeiros. Deixem ver se entendo... uma ambulância ou um carro de bombeiros, geralmente com pessoas não qualificadas no que toca a partos, têm mais condições que as antigas maternidades... "'tá bem, 'tá"!

quinta-feira, outubro 04, 2007

Parabéns, Santana!

Acusam-no de ser popularucho... mas não o podem acusar de, pelo menos desta vez, não ter feito a coisa certa.



Resume numa atitude aquilo que as televisões precisam: um abanão. Para deixarem de ser popularuchas e concentrarem-se naquilo que deviam, ou seja, informarem imparcialmente, dando a relevância que os assuntos merecem (na vertente jornalística).

De notar duas coisas: a falta de à-vontade que a jornalista demonstrou perante uma situação inesperada e a simpatia com que Santana Lopes tratou a jornalista (provavelmente por vê-la aflita). Também houve a "breve pausa" da praxe.

sexta-feira, agosto 24, 2007

O aquecimento global é nosso amigo!

Hoje fiquei pasmado ao ouvir esta notícia:

"Vários países disputam a posse do Ártico. Com o aquecimento global e subsequente degelo, o Ártico será no futuro um local priveligiado para pesca, recursos como o petróleo e lugar de passagem para várias rotas marítimas".

Agora entendo o interesse de certos e determinados países não quererem assinar protocolos ambientais! Tudo isto faz parte de um plano maquiavélico pela posse do Ártico... pelo menos enquanto esses países não estiverem submergidos pelo aumento do nível médio da água dos oceanos... em virtude do aquecimento global.

Apetece-me dizer: HOMESSA!

As opiniões vinculadas através de posts com o label "Teoria da Conspiração" não devem ser levados a sério. Qualquer semelhança com situações, locais ou pessoas reais é mera coincidência. Não existem provas de nada que se escreva no âmbito deste post.

quinta-feira, julho 12, 2007

Enigma

Sou fã dos Enigma e do seu fundador, Michael Cretu, desde o seu primeiro disco, que remonta a 1990. A primeira vez que os ouvi, foi numa apertada discoteca da Costa da Caparica, nesse mesmo ano, quando por lá deambulava num passeio do 10º ou 11º ano. Alguns atributos daquela sonoridade marcaram a época e serviram de inspiração para muitos grupos de New Age e não só: os coros gregorianos, as pan-pipes, o ritmo. A aura de misticismo, o cheirinho a idade média, os laivos da inquisição e do culto religioso exacerbado estão lá, fundindo-se num cocktail de especiarias sonoras ao qual é difícil resistir. Pelo menos no que me diz respeito! Analisemos os álbuns:

MCMXC a.D.
O primeiro disco dos Enigma. Marcou definitivamente a época em que surgiu e abriu sendas por onde seguiriam os outros álbuns ("The Voice of Enigma" serve de entrada para outros discos). O canto gregoriano, as pan-pipes e as excelentes colagens de gravações de terceiros (como o canto lírico de Maria Callas na música "Callas Went Away" ou um hallelujah judaico na música "Hallelujah"), são os sons muito próprios deste álbum.

The Cross of Changes
Este disco continua na mesma linha do anterior, onde dominam os sons das pan-pipes. Os cânticos tribais dos Ameríndios surgem em músicas como "Return to Innocence", uma das minhas preferidas. As percursões primitivas, solos de guitarra com distorção e algumas reminiscências do velho oeste americano (dadas por uma gaita de boca) figuram noutra música da minha preferência: "I Love You, I'll Kill You". Este disco acaba por retratar o encontro dos europeus com os povos primitivos, acabando com o seu éden terrestre.

Le Roi est Mort, Vive le Roi!
Embora este disco comece por lembrar o "The Voice of Enigma", não se deixe enganar: a sonoridade dos Enigma vai mudar um pouco neste álbum. Torna-se mais sideral, mais tecnológico. Se tiver uma boa aparelhagem, conseguirá ouvir os graves poderosos da batida da música "Morphing Thru Time", que acompanham o coro gregoriano. Uma espécie de balada ritmada é o que caracteriza uma das minhas músicas preferidas deste álbum: "Why!" O cântico sânscrito funde-se com o coro gregoriano noutra música de eleição: "The Child in Us".

The Screen Behind the Mirror
O mote inicial para este álbum é novamente o espaço, que abre alas para a entrada poderosa da Ópera "Carmina Burana" de Carl Orff na música "The Gate", com passagens do "O Fortuna". Este "O Fortuna" volta a surgir num cenário radiofónico na minha música preferida desta colectânea: "Gravity of Love", que faz arrepiar a espinha toda. Em "Camera Obscura", Michael Cretu brinca um pouco com tocar às avessas: a voz canta a música do fim para o início. E gostou tanto do resultado que volta a usar este estratagema mais algumas vezes.

Voyageur
Curiosamente, ainda não me dediquei muito a escutar este disco, embora o tivesse comprado assim que surgiu. Ouvi-o uma ou duas vezes. A explicação que encontro é que talvez não me tivesse identificado com as músicas. Para dizer a verdade, neste momento não me lembro de nenhuma delas. Há que ouvi-lo de novo para tirar conclusões mais detalhadas.

A Posteriori
É o disco que me encontro a ouvir à medida que escrevo este post. Começa mais uma vez com os acordes de "The Voice of Enigma", mas dá rapidamente lugar a uma sonoridade reinventada. A música de abertura chama-se "Eppur Si Muove". É uma alusão à frase proferida por Galileu, quando disse que afinal a terra não estava fixa no centro do universo, mas movia-se à volta do sol. Quererá Michael Cretu transportar os Enigma da Idade Média para o Renascimento? O canto lírico surge novamente numa das minhas músicas preferidas: "Dreaming of Andromeda". "Dancing With Mefisto" e "20.000 Miles Over the Sea" têm ritmos bastante interessantes. "Sitting On The Moon" é uma balada ritmada bastante agradável. O álbum termina com outra fabulosa balada: "Goodbye Milky Way". O espaço parece ser a fonte de inspiração para Michael Cretu desde "Le Roi Est Mort, Vive le Roi!". E isto acaba por vir confirmado em "A Posteriori".

Lá do alto, apercebemo-nos da fragilidade do nosso planeta. Todos os eventos históricos, todas as pessoas que existiram, existem ou existirão se resumem àquele ponto azul.

"in 5 billion years
Andromeda galaxy will collide with our Milky way,
a new gigantic cosmic world will be born…"

sexta-feira, julho 06, 2007

Dire Straits

Nas minhas páginas antigas tinha um conjunto de críticas aos álbuns dos Dire Straits que me apetece agora recuperar. Pode ser que tenham alguma utilidade! Junto de cada música, colocarei a minha pontuação, de "muito bom" (+++), "bom" (++), "razoável" (+) e "mais ou menos" (+/-). Uma música que tenha a guitarra de Mark Knopfler pelo meio, nunca levará de mim uma pontuação inferior a "mais ou menos". As músicas que levam esta pontuação são aquelas que sinceramente não me caem no goto, por não terem a qualidade ou a sonoridade que esperava dos "Dire Straits".

Dire Straits (1978)




O primeiro álbum "a sério" dos Dire Straits. Nota-se algum experimentalismo, mas a genialidade da guitarra de Mark Knopfler já lá está. Referências: "Water of Love", "Six Blade Knife" e a primeira música a catapultar os Dire Straits para a ribalta, "Sultans of Swing".
  1. Down To The Waterline ++
  2. Water of Love ++
  3. Setting Me Up ++
  4. Six Blade Knife ++
  5. Southbound Again ++
  6. Sultans of Swing +++
  7. In The Gallery +
  8. Wild West End ++
  9. Lions +
Comuniqué (1979)


Aclamado por alguns como sendo um dos melhores álbuns dos Dire Straits. Sou obrigado a concordar um pouco com esta perspectiva. Os Dire Straits apresentam-se suficientemente maduros e sabem mais o que querem, depois de algum experimentalismo. Algumas melodias nervosas e rápidas tiradas das cordas da guitarra de Mark Knopfler tornam este album inesquecível. Destaca-se o ritmo insinuante de "Once Upon a Time in the West", o poder de "Where do you think you're Going", o romantismo de "Portobello Belle", e a calma de "Follow Me Home".
  1. Once Upon a Time In The West ++
  2. News ++
  3. Where Do You Think You're Going? ++
  4. Communiqué ++
  5. Lady Writer ++
  6. Angel of Mercy ++
  7. Portobello Belle ++
  8. Single Handed Sailor ++
  9. Follow Me Home ++
Making Movies (1980)


Dois anos depois da entrada oficial dos Dire Straits no panorama musical, é lançado este álbum onde se podem ouvir algumas sonoridades diferentes dos Dire Straits, muito à custa dos teclados de Roy Bittan em músicas como "Tunnel of Love" e "Skateaway". "Romeo and Juliet" faz a sua aparição, tornando-se noutra música emblemática dos Dire Straits (bem como a guitarra com que Mark Knopfler toca, uma "National Style O" de 1937, que foi capa do disco "Brothers in Arms").
  1. Tunnel of Love ++
  2. Romeo and Juliet +++
  3. Skateaway ++
  4. Expresso Love +
  5. Hand In Hand +
  6. Solid Rock +/-
  7. Les Boys +/-
Live at the BBC (1980)


Um dos primeiros concertos ao vivo dos Dire Straits. Não é com certeza nesta colectânea que se nota o "à vontade" de Mark Knopfler em concertos ao vivo... ainda precisava de amadurecer até chegar ao Alchemy. Alguns momentos mortos, alguns "flash's" de genialidade, caracterizam este CD. Sobressai de tudo o resto a música "What's the Matter Baby?", da autoria do seu irmão David Knopfler.
  1. Down To The Wateline (live) +
  2. Six Blade Knife (live) +
  3. Water of Love (live) +
  4. Wild West End (live) +
  5. Sultans of Swing (live) ++
  6. Lions (live) +
  7. What's The Matter Baby? (live) ++
  8. Tunnel of Love (live) +
Love Over Gold (1982)


Um óptimo CD, a começar pela capa: um enorme relâmpago. Dizer qual das músicas é melhor, torna-se tarefa impossível. Se me encostassem contra a parede, escolheria "Telegraph Road", uma das músicas mais longas dos Dire Straits, "Private Investigations" com os seus solos de guitarra acústica e "Love Over Gold", uma música sentimental, com um fim bastante interessante onde o xilofone é o mestre de cerimónia.
  1. Telegraph Road +++
  2. Private Investigations +++
  3. Industrial Disease ++
  4. Love Over Gold +++
  5. It Never Rains ++
Alchemy (1984)
O primeiro grande concerto ao vivo dos Dire Straits com uma edição de luxo de dois CD's. Apresentam alguns dos seus êxitos musicais dos álbuns "Dire Straits", "Making Movies", "Comuniqué" e "Love Over Gold". Os solos de guitarra do Mark Knopfler são simplesmente geniais e únicos. O saxofone traz também alguma riquesa às melodias. São de salientar as versões de "Tunnel of Love", "Once Upon a Time in the West" e "Love Over Gold".

  1. Once Upon a Time In The West (live) +++
  2. Expresso Love (live) +
  3. Romeo and Juliet (live) +++
  4. Love Over Gold (live) +++
  5. Private Investigations (live) +++
  6. Sultans of Swing (live) +++


  1. Two Young Lovers (live) ++
  2. Tunnel of Love (live) ++
  3. Telegraph Road (live) +++
  4. Solid Rock (live) +/-
  5. Going Home - Theme from 'Local Hero' (live) +++
Brothers in Arms (1985)

Um dos primeiros álbuns em todo o mundo a ser convertido para o novo suporte musical em rápida ascenção: o CD. A exploração dos instrumentos musicais, os vários ritmos e melodias são o forte de "Brothers in Arms". Está cheio de músicas míticas dos Dire Straits: "Money for Nothing" (em parceria com Sting), "Brothers in Arms" (possivelmente uma das músicas preferidas de Mark Knopfler, porque atravessará toda a sua carreira) e "Your Latest Trick" com um solo imperdível de Saxofone. A crítica não fica completa sem mencionar a rebeldia e raiva da música "The Man's Too Strong - óptima para ser ouvida com o amplificador no Máximo.
  1. So Far Away +++
  2. Money for Nothing ++
  3. Walk of Life +
  4. Your Latest Trick +++
  5. Why Worry +/-
  6. Ride Across the River +/-
  7. The Man's Too Strong +++
  8. One World +
  9. Brothers in Arms +++
On Every Street (1991)

Depois de alguns anos afastados do estúdio, os Dire Straits fizeram aquele que viria a ser o "último grito do guerreiro": "On Every Street". As influências americanas são notórias, trazidas pela sonoridade da Pedal Steel Guitar de Paul Franklin. Destacam-se as músicas "Calling Elvis" que deu posteriormente uma óptima versão ao vivo do álbum "On the Night", "On Every Street" com um crescendo fabuloso, "You and Your Friend" e o seu dueto de guitarras fantástico e o místico "Planet of New Orleans". Um regresso em força para os Dire Straits, sem dúvida!
  1. Calling Elvis ++
  2. On Every Street +++
  3. When It Comes To You ++
  4. Fade To Black ++
  5. The Bug +/-
  6. You And Your Friend +++
  7. Heavy Fuel +
  8. Iron Hand +++
  9. Ticket To Heaven +
  10. My Parties +
  11. Planet of New Orleans +++
  12. How Long +
On the Night (1993)

O meu álbum ao vivo dos Dire Straits de eleição. Os solos de guitarra clássica são fantásticos e delirantes, sente-se a emoção da multidão ao rubro e as versões bem conseguidas de músicas emblemáticas proliferam. Salienta-se o solo estrondoso de Mark Knopfler em "Calling Elvis", o delírio de "Romeo and Juliet", outro solo estrondoso em "Private Investigations" e o fecho em glória com "Brothers in Arms".
  1. Calling Elvis (live) +++
  2. Walk of Life (live) +
  3. Heavy Fuel (live) +
  4. Romeo and Juliet (live) +++
  5. Private Investigations (live) +++
  6. Your Latest Trick (live) +++
  7. On Every Street (live) +++
  8. You And Your Friend (live) +++
  9. Money for Nothing (live) +
  10. Brothers in Arms (live) +++
Encores (1993)


Um Mini-CD apenas com quatro músicas, todas "encores", ou seja, aquelas músicas que o grupo canta quando é novamente chamado ao palco depois de formalmente o concerto já ter acabado. Há quem diga que alguns deixam o melhor para o fim, mas não considero este Mini-CD brilhante. Destacaria, para além de Your Latest Trick, apenas a versão de "Wild Theme" que serviu de banda sonora para o filme "Local Hero".
  1. Your Latest Trick (live) +++
  2. The Bug (live) +
  3. Solid Rock (live) +
  4. Wild Theme (live) +++

segunda-feira, julho 02, 2007

Maiorias Absolutas? Não obrigado!

Já desde os tempos em que Cavaco ganhou as primeiras eleições com maioria absoluta que observamos um estranho fenómeno: a sede por maiorias absolutas. Todos as pedem: Primeiros-Ministros, Presidentes de Câmara, Aspirantes a Presidentes de Câmara...

As maiorias absolutas não deixam de ser um pouco a subversão da Democracia. É o povo que as dá... é certo... mas já por diversas vezes temos visto as consequências das maiorias absolutas: políticos autistas, que se valem da maioria absoluta para não ouvirem ninguém e criarem leis absurdas.

Um dos argumentos que os políticos usam para pedirem a maioria absoluta é: "...para nos deixarem governar e podermos tomar as medidas necessárias ao desenvolvimento de Portugal". Sou da opinião que são os políticos que criam a necessidade das maiorias absolutas. Quando há maioria relativa, as oposições não agem como verdadeiras oposições! Agem contra os governos, inviabilizando leis boas, pelo simples motivo de que o que interessa é ser contra o governo e as boas políticas dele. Porque, se as boas políticas não forem aprovadas, o governo cairá depressa e será a vez das oposições terem uma hipótese de irem para o governo. Depois, o ciclo repete-se.

Creio que portugal não evoluirá enquanto não existir um pensamento colectivo sobre o rumo certo a dar ao país. Enquanto os governos continuarem a ser autistas por causa das maiorias absolutas e enquanto as oposições não colocarem os interesses do país à frente dos seus interesses políticos e de auto-promoção.

quinta-feira, maio 17, 2007

Televisão

As TV's generalistas portuguesas não me enchem as medidas. Por isso, o pouco tempo que tenho disponível para me sentar em frente à televisão, é utilizado na "visionamentalização" de canais temáticos, mais propriamente, de alguns programas que passo a enumerar:

  • Extreme Makeover Home Edition (People+Arts)
    Um grupo de designers, construtores, carpinteiros e decoradores, transformam as casas de famílias com necessidades.
    http://abc.go.com/primetime/xtremehome/
  • Miami Ink (People+Arts)
    Alguns artistas de renome na arte de tatuar, abriram uma loja de tatuagens em Miami. Este reality show mostra os trabalhos e o dia-a-dia destes artistas.
    http://tlc.discovery.com/fansites/miami-ink/miami-ink.html
  • Orange County Choppers (Discovery Channel)
    Uma família composta por um pai e dois filhos irreverentes, gerem uma empresa de fabrico de motas customizadas. Neste reality show acompanhamos todos os passos desde a ideia original até ao trabalho acabado.
    http://www.orangecountychoppers.com/
  • Overhaulin' (Discovery Channel)
    Uma equipa diverte-se a pegar em automóveis quase prontos a ir para a sucata, "roubá-los" dos seus legítimos donos e num curto espaço de tempo, transformá-los em viaturas de sonho, para surpresa e alegria dos seus proprietários.
    http://www.overhaulin.com/
  • Oprah (SIC Mulher)
    Um dos talk shows mais conhecidos da américa.
    http://www.oprah.com/
  • Dr. Phil (SIC Mulher)
    Este psicólogo tenta resolver os problemas dos seus pacientes em frente às câmaras. Temos sempre algo a aprender com cada um dos programas.
    http://www.drphil.com/

Sempre que um destes programas está no ar, dificilmente consigo desviar a minha atenção da televisão! Se não conhecem, deiam uma espreitadela e vão ver que não se arrependem.


segunda-feira, maio 07, 2007

Um post sobre o nada... e um mistério à mistura!

Deve ser do calor...
deve ser da falta de tempo...
deve ser da correria que a minha vida tem sido nos últimos tempos...
Seja qual for o motivo, ele deve ser muito bom para que eu ainda não tenha escrito nada de muito atractivo no espaço de um mês!

Palpita-me que no próximo fim-de-semana já tenha alguma coisinha para vos contar, ou para vos mostrar, uma vez que vou até Guimarães que, como sabeis, é o Berço de Portugal.

Vou ver se arranjo tempo para ver "O Mistério da Estrada de Sintra". Gostei bastante do trailer. Ainda para mais, porque aprecio bastante Nicolau Breyner como actor. A forma como ele diz: "Qual mistério? O mistério da casa de Sintra! Quem é que o matou? Onde é que está o cadáver? 'Tá enterrado? Não está enterrado?"... para mim, é o suficiente para me abrir o apetite cinéfilo.

Vám'lá embora apoiar as produções nacionais... quando elas valem de facto alguma coisa!

Deixei-o curioso? Veja: http://videos.sapo.pt/paPIP1BRRAhskUBhkC4o

segunda-feira, março 19, 2007

Roots

Um dos motivos da minha alcunha (ou alias) El Gitano é devido ao facto de gostar bastante de música cigana, flamenco e afins.

Comprei em tempos um CD dos Gipsy Kings, que na verdade é uma edição limitada com um DVD de bónus que contém um overview sobre o período de gravação do álbum, uma entrevista com o produtor e algumas imagens inéditas sobre o passado dos Gipsy Kings.

O álbum chama-se Roots e é de facto um retorno às origens da música Cigana. Embora sejam todos temas originais, são inspirados em Fandangos (cantados apenas com voz e guitarra) e Boleros. Usaram os instrumentos 'Gitanos' tradicionais: guitarra, claps, batidas, um contra-baixo (o menos tradicional), harpa e uma harmónica.

Pode comparar-se este álbum com 'Luna de Fuego' (um dos primeiros), na medida em que não utilizam instrumentos electrónicos. No entanto, existem diferenças: este último dava a sensação de uma arena, enquanto que Roots é mais intimista.

Roots foi gravado fora de estúdio, numa casa rústica do Sul da França, o que dá uma sonoridade bastante interessante às vozes e aos instrumentos. Recomendo vivamente aos apreciadores do género.

Shallow

Tell me somethin', girl Are you happy in this modern world? Or do you need more? Is there somethin' else you're searchin...